CitaĆ§Ć£o de

Todos os jardins da nossa infĆ¢ncia sĆ£o o jardim do paraĆ­so. A pele suave desses tempos em que se corria com as pernas arqueadas soltando uma espĆ©cie de luz pela respiraĆ§Ć£o. RĆ­amos a correr para os braƧos dos adultos numa entrega absoluta. Eles, os adultos, atiravam-nos ao ar e apanhavam-nos com mĆ£os Ć”speras, e, talvez por isso, quando crescemos nunca mais deixamos de, esporadicamente, sonhar que voamos. E de sonhar com gigantes e anƵes, pois eram essas as nossas proporƧƵes.