Cita├ž├úo de

Penetrália

Falei tanto de amor!… de galanteio,
Vaidade e brinco, passatempo e gra├ža,
Ou desejo fugaz, que brilha e passa
No rel├ómpago breve com que veio…

O verdadeiro amor, honra e desgra├ža,
Gozo ou supl├şcio, no ├şntimo fechei-o:
Nunca o entreguei ao p├║blico recreio,
Nunca o expus indiscreto ao sol da pra├ža.

Não proclamei os nomes, que baixinho,
Rezava… E ainda hoje, t├şmido, mergulho
Em funda sombra o meu melhor carinho.

Quando amo, amo e deliro sem barulho;
E quando sofro, calo-me, e definho
Na ventura infeliz do meu orgulho.