Passagens sobre Melhor

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Frases sobre melhor, poemas sobre melhor e outras passagens sobre melhor para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Se você tem cérebro e sapatos nos pés, e o caminho não for agradável, vá por outro que julgar melhor.

Natal d’um Poeta

Em certo reino, √° esquina do planeta,
Onde nasceram meus Avós, meus Paes,
Ha quatro lustres, viu a luz um poeta
Que melhor f√īra n√£o a ver jamais.

Mal despontava para a vida inquieta,
Logo ao nascer, mataram-lhe os ideaes,
A falsa-f√©, n’uma trai√ß√£o abjecta,
Como os bandidos nas estradas reaes!

E, embora eu seja descendente, um ramo
D’essa arvore de Heroes que, entre perigos
E guerras, se esforçaram pelo ideal:

Nada me importas, Paiz! seja meu amo
O Carlos ou o Z√© da Th’reza… Amigos,
Que desgraça nascer em Portugal!

As Escolas Filosóficas

Não seria mau que se tornassem a mostrar as almas e que a filosofia deixasse de ser apenas uma disciplina ensinável para voltar a constituir um engrandecimento e uma razão de vida; correria talvez melhor o mundo se escolas de existência filosófica agissem como um fermento, fossem a guarda da pura ideia, dessem um exemplo de ascetismo, de tenacidade na calma recusa da boa posição, de alegria na pobreza, de sempre desperta actividade no ataque de todas as atitudes e doutrinas que significassem diminuição do espírito, ao mesmo tempo se recusando a exercer todo o domínio que não viesse da adesão. Velas incapazes de se deixarem arrastar por ventos de acaso, seguiriam sempre, indicariam aos outros o rumo ascensional da vida, não deixando que jamais se quebrasse o ténue fio que através de todos os labirintos a Humanidade tem seguido na sua marcha para Deus. Seriam poucos, sofreriam ataques dos próprios que simpatizassem com a atitude tomada, quase só encontrariam no caminho incompreensão e maldade; mas deles seria a vitória final; já hoje mesmo provocariam o respeito.

A Vida é um Hábito

O h√°bito √© o balastro que prende o c√£o ao seu v√≥mito. Respirar √© um h√°bito. A vida √© um h√°bito. Ou melhor, a vida √© uma sucess√£o de h√°bitos, porque o indiv√≠duo √© uma sucess√£o de indiv√≠duos […] ¬ęH√°bito¬Ľ √© pois o termo gen√©rico para os in√ļmeros contratos celebrados entre os in√ļmeros sujeitos que constituem o indiv√≠duo e os seus in√ļmeros objectos correlativos. Os per√≠odos de transi√ß√£o que separam as consecutivas adapta√ß√Ķes […] representam as zonas perigosas na vida do indiv√≠duo, perigosas, penosas, misteriosas e f√©rteis, em que, por um momento, o t√©dio de viver √© substitu√≠do pelo sofrimento de ser.

Julgamento Precipitado

Se algu√©m se banha rapidamente, n√£o dever√°s dizer: ¬ęN√£o se saiu bem.¬Ľ Melhor ser√° que digas: ¬ęFoi r√°pido de mais.¬Ľ Se algu√©m bebe muito vinho, n√£o dever√°s dizer: ¬ę√Č um erro.¬Ľ Melhor ser√° que digas: ¬ęBebeu muito vinho.¬Ľ Antes de teres apurado a raz√£o que levou algu√©m a proceder daqueles modos, como podes tu saber, em boa verdade, se algu√©m procedeu bem ou mal? E s√≥ deste jeito, √≥ caro, n√£o correr√°s o risco de te pronunciar sobre situa√ß√Ķes falsas tendo-as como situa√ß√Ķes verdadeiras.

N√£o Receeis Fazer Bem

Senhoras n√£o hajais medo
n√£o receeis fazer bem
tende o coração mui quedo
e vossas mercês verão cedo
qu√£o grandes bens do bem vem.
N√£o torvem vosso sentido
as cousas qu’haveis ouvido
porqu’√© lei de deos d’amor
bem, vertude nem primor
nunca jamais ser perdido.

Por verdes o galard√£o
que do amor recebeu
porque por ele morreu
nestas trovas saber√£o
o que ganhou ou perdeu.
N√£o perdeu sen√£o a vida
que pudera ser perdida
sem na ninguém conhecer
e ganhou por bem querer
ser sua morte t√£o sentida.

Ganhou mais que sendo dantes
nom mais que fermosa dama
serem seus filhos ifantes
seus amores abastantes
de deixarem tanta fama.
Outra mor honra direi:
como o príncepe foi rei
sem tardar mas mui asinha
a fez alçar por rainha
sendo morta o fez por lei.

Os principais reis d’Espanha
de Portugal e Castela
e emperador d’Alemanha
olhai que honra tamanha
que todos decendem dela.
Rei de Nápoles também
duque de Bregonha a quem
todo França medo havia
e em campo el rei vencia
todos estes dela vem.

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Os Meios de Comunicação Têm Sempre Razão

A domina√ß√£o intelectual √© dif√≠cil se n√£o dispomos de uma tribuna medi√°tica. Em vez de perdermos longos anos a reflectir sobre o sentido da vida, as rela√ß√Ķes entre homens e mulheres, a influ√™ncia da alimenta√ß√£o transg√©nica na produ√ß√£o leiteira das vacas normandas (conhe√ßo um investigador que passou quarenta anos a estudar as t√©rmitas; admite n√£o ter conseguido desvendar-lhes o segredo que, no seu entender, existe!) ou qualquer assunto mais ou menos relacionado com o destino da Humanidade, mais vale come√ßarmos por arranjar meios de aceder √† redac√ß√£o de um jornal ou, melhor, de um canal televisivo. Com efeito, √© a import√Ęncia do meio de comunica√ß√£o em termos de audi√™ncia que determina a supremacia de uma opini√£o. Qualquer tolice cat√≥dica emitida entre as 20 e as 20:30 horas √© mais cred√≠vel que a conclus√£o amadurecida de um col√≥quio de especialistas. Porqu√™ mais cred√≠vel? Porque mais acreditada.
O p√ļblico aprecia a confirma√ß√£o de que √© verdade aquilo que sente como verdadeiro (por exemplo, que os pol√≠ticos s√£o podres ou que a Madonna √© a mulher mais sensual do mundo). Este g√©nero de opini√£o, no entanto, s√≥ passa a ser uma evid√™ncia depois de ter sido santificado por um meio de comunica√ß√£o.

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A suprema felicidade consiste em sermos amados por nós mesmos; melhor ainda, consiste em sermos amados, apesar de nós mesmos.

Para os jovens de hoje, digo para acreditar no futuro, o mundo est√° cada vez melhor, ainda h√° muitas oportunidades.

Memória vs Recordação РAs Armas da Juventude e da Velhice

Recordar-se n√£o √© o mesmo que lembrar-se; n√£o s√£o de maneira nenhuma id√™nticos. A gente pode muito bem lembrar-se de um evento, rememor√°-lo com todos os pormenores, sem por isso dele ter a recorda√ß√£o. A mem√≥ria n√£o √© mais do que uma condi√ß√£o transit√≥ria da recorda√ß√£o: ela permite ao vivido que se apresente para consagrar a recorda√ß√£o. Esta distin√ß√£o torna-se manifesta ao exame das diversas idades da vida. O velho perde a mem√≥ria, que geralmente √© de todas as faculdades a primeira a desaparecer. No entanto, o velho tem algo de poeta; a imagina√ß√£o popular v√™ no velho um profeta, animado pelo esp√≠rito divino. Mas a recorda√ß√£o √© a sua melhor for√ßa, a consola√ß√£o que os sustenta, porque lhe d√° a vis√£o distante, a vis√£o de poeta. Ao inv√©s, o mo√ßo possui a mem√≥ria em alto grau, usa dela com facilidade, mas falta-lhe o m√≠nimo dom de se recordar. Em vez de dizer: ¬ęaprendido na mocidade, conservado na velhice¬Ľ, poder√≠amos propor: ¬ęmem√≥ria na mocidade, recorda√ß√£o na velhice¬Ľ. Os √≥culos dos velhos s√£o graduados para ver ao perto; mas o mo√ßo que tem de usar √≥culos, usa-os para ver ao longe; porque lhe falta o poder da recorda√ß√£o, que tem por efeito afastar,

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Meu trabalho n√£o tem import√Ęncia, nem a arquitetura tem import√Ęncia pra mim. Para mim o importante √© a vida, a gente se abra√ßar, conhecer as pessoas, haver solidariedade, pensar num mundo melhor, o resto √© conversa fiada.

Convic√ß√Ķes Temporais

Quando os homens tomarem consci√™ncia de que o tempo deitou por terra muitas convic√ß√Ķes pelas quais lutaram, talvez ent√£o acreditem, mais ainda do que acreditam nos verdadeiros fundamentos da sua conduta, que a melhor maneira de alcan√ßar o bem √ļltimo desejado √© a livre troca de ideias – que o melhor teste da verdade reside na for√ßa que o pensamento tem para se fazer aceitar na competi√ß√£o do mercado, e que a verdade √© a √ļnica base em que se podem seguramente concretizar os desejos.

Toda a história não é mais do que uma infinita catástrofe da qual tentamos sair o melhor possível.

Não importa quanto você aprendeu, mas quanto absorveu daquilo que aprendeu Рas melhores técnicas são as mais simples, quando executadas corretamente.