Frases sobre Exemplos

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Frases de exemplos escritos por poetas consagrados, filósofos e outros autores famosos. Conheça estes e outros temas em Poetris.

Em cada caso, minha sensualidade, para só falar dela, era tão real que, mesmo por uma aventura de dez minutos, eu renegaria pai e mãe, mesmo que se tivesse de lamentá-lo amargamente. Que digo eu! Sobretudo por uma aventura de dez minutos, e mais ainda, se eu tivesse a certeza de que ela não teria futuro. Eu tinha princípios, é claro; por exemplo: a mulher dos amigos era sagrada. Simplesmente, eu deixava, com toda sinceridade, alguns dias antes, de ter amizade pelos maridos.

Lembra-te de que as coisas mais belas do mundo s√£o tamb√©m as mais in√ļteis: os pav√Ķes e os l√≠rios, por exemplo.

Há pessoas que têm os defeitos das suas qualidades, mas outras têm as qualidades dos seus defeitos. Muita mulher honesta deverá, por exemplo, a virtude à sua falta de encantos; muita gente honesta deverá a lisura à falta de inteligência.

Os combates codificados entre vertebrados são um belo exemplo de comportamento análogo à moral humana. Toda a organização desses combates parece ter por finalidade a função mais importante da luta entre rivais, ou seja, estabelecer quem é o mais forte sem prejudicar demasiadamente o mais fraco.

A história é émula do tempo, repositório dos factos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro.

O homem acredita mais com os olhos do que com os ouvidos. Por isso longo é o caminho através de regras e normas, curto e eficaz através do exemplo.

Ninguém é nem mesmo remotamente parecido com você em termos de sentimentos íntimos, pensamentos, desejos. Se aceitar essa idéia, vai também se perguntar seriamente por que deveria usar o exemplo de alguém como motivo para fazer ou deixar de fazer alguma coisa.

O homem n√£o nasceu para ser grande. Um m√≠nimo de grandeza j√° o desumaniza. Por exemplo: um ministro. N√£o √© nada, dir√£o. Mas o fato de ser ministro j√° o empalha. √Č como se ele tivesse algod√£o por dentro, e n√£o entranhas vivas.

S√≥ h√° um problema filos√≥fico verdadeiramente s√©rio: o suic√≠dio. Julgar se a vida merece ou n√£o ser vivida √© responder uma quest√£o fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem tr√™s dimens√Ķes, se o esp√≠rito tem nove ou doze categorias, vem depois. Trata-se de jogos; √© preciso primeiro responder. E se √© verdade, como quer Nietzsche, que um fil√≥sofo, para ser estimado, deve pregar com o seu exemplo, percebe-se a import√Ęncia dessa reposta, porque ela vai anteceder o gesto definitivo. S√£o evid√™ncias sens√≠veis ao cora√ß√£o, mas √© preciso ir mais fundo at√© torn√°-las claras para o esp√≠rito. Se eu me pergunto por que julgo que tal quest√£o √© mais premente que tal outra, respondo que √© pelas a√ß√Ķes a que ela se compromete. Nunca vi ningu√©m morrer por causa do argumento ontol√≥gico. Galileu, que sustentava uma verdade cient√≠fica importante, abjurou dela com a maior tranq√ľilidade assim que viu sua vida em perigo. Em certo sentido, fez bem. Essa verdade n√£o valia o risco da fogueira. Qual deles, a Terra ou o Sol gira em redor do outro, √©-nos profundamente indiferente.

N√£o h√° d√ļvida, o c√£o √© fiel. E por isso devemos tom√°-lo como exemplo? No fundo, √© fiel ao homem, n√£o ao c√£o.

A fun√ß√£o da juventude depende do lugar em que residem. Por exemplo: para que servem os rapazes e as mo√ßas da Am√©rica? Resposta: para consumirem maci√ßamente. E os corol√°rios desse tipo de consumo s√£o: comunica√ß√Ķes em massa, publicidade em massa. Narc√≥ticos em massa (sob a forma de televis√£o, tranquilizantes, pensamentos positivos e cigarro). Agora que a Europa tamb√©m ingressou na produ√ß√£o em massa, para que servir√£o os seus rapazes e mo√ßas? Para consumirem maci√ßamente, exatamente como a juventude da Am√©rica. [‚Ķ] O destino da mocidade deve ser apenas se desenvolver harmoniosamente e se transformar em adultos plenamente realizados.

Toda virtude tem seus privilégios: por exemplo, o de levar seu próprio feixezinho de lenha para a fogueira do condenado.

A informação banaliza os acontecimentos. Dou um exemplo: a primeira vez que se viram na televisão imagens de uma criança negra cheia de fome e com moscas a rodeá-la foi um momento marcante, só que agora já ninguém lhes liga devido à vulgarização. Alguém no outro dia proibia a divulgação de imagens dessas crianças negras com moscas à volta porque a sua repetição era perigosa. As pessoas habituam-se.

N√£o deves fazer promessas vagas, dizendo, por exemplo, ‚ÄėVou visit√°-lo no dia tal‚Äô, sem precisar o hor√°rio. Promessa desse tipo deixar√° o outro aguardando-te ansioso no tal dia, at√© chegares.

Logo que, de qualquer maneira, me apercebo de inc√≥lumes abusos que devia ser eu a corrigir (por exemplo, a vida extremamente feliz, mas do meu ponto de vista desgra√ßada, da minha irm√£ casada) perco por momentos a sensibilidade dos m√ļsculos dos bra√ßos.

Eu não sou um exemplo do que é viver neste mundo. Sou um privilegiado. Mas não posso estar contente. O mundo é o inferno. Não vale a pena ameaçarem-nos com outro inferno porque já estamos nele. A questão é saber como é que saímos dele.