Cita√ß√Ķes sobre Futebol

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Frases sobre futebol, poemas sobre futebol e outras cita√ß√Ķes sobre futebol para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Eu sou um treinador, não sou o Harry Potter. Ele é um mágico, mas no mundo real não existe magia. A magia é ficção e o futebol é real.

[Futebol] O pen√°lti √© coragem, mais at√© do que habilidade ‚Äď e √© nos pen√°ltis que o futebol se aproxima em definitivo da vida.

[Futebol] √Č uma f√≥rmula, o pen√°lti. Uma equa√ß√£o com tr√™s parcelas: for√ßa, coloca√ß√£o e dissimula√ß√£o. Observar duas delas √© sempre suficiente para penetrar nos jardins do Olimpo. Um pen√°lti marcado com for√ßa, bem colocado, e em que o guarda-redes seja enganado, entra sempre. Mas um pen√°lti forte e colocado tamb√©m entra, mesmo sem dissimula√ß√£o. Um pen√°lti dissimulado e forte sobreviver√° sem coloca√ß√£o. E um pen√°lti colocado e dissimulado √© sempre golo, ainda que n√£o tenha muita for√ßa. √Č a ci√™ncia ao servi√ßo da arte. Sim: o pen√°lti √© o m√≠nimo m√ļltiplo comum entre arte e ci√™ncia.

Tudo quanto sei com maior certeza sobre a moral e as obriga√ß√Ķes dos homens devo-o ao futebol.

Estou Habituado a que Recebam Mal os Meus Filmes

Estou habituado a que recebam mal os meus filmes e isso n√£o me altera, nem altera nada do que penso sobre o cinema. Eu reprovo o pr√©mio da competi√ß√£o. Os √ďscares, por exemplo, at√© porque s√£o dados a filmes de sucesso. Gosto mais dos pr√©mios que s√£o dados ao filme como coisa art√≠stica. Esse pr√©mio de competi√ß√£o est√° bem no futebol, que um mete mais golos que o outro. Mas j√° dizia o Rembrandt quando apresentou o seu quadro “A ronda da noite” √† sociedade ‚Äď fizeram muita tro√ßa, ele veio desconsolad√≠ssimo ‚Äď: “O militar conhece a sua gl√≥ria na vit√≥ria, o comerciante reconhece a sua gl√≥ria nos lucros do com√©rcio, mas o pintor, o artista, onde √© que ele a vai reconhecer?”. N√£o h√° nada que determine exactamente. A arte √© especial. H√° uma s√≥ lei: o tempo. O tempo √© o grande juiz, √© o grande juiz de tudo.

[Futebol] Em nenhum outro caso o jogo termina com tal apoteose como nos pen√°ltis. Em nenhuma outra circunst√Ęncia o futebol se reduz tanto a um pormenor como nos pen√°ltis. Em nenhum outro instante √© t√£o simples identificar o her√≥i e o vil√£o como nos pen√°ltis.

O Homem n√£o Deseja a Paz

Que estranho bicho o homem. O que ele mais deseja no conv√≠vio inter-humano n√£o √© afinal a paz, a conc√≥rdia, o sossego colectivo. O que ele deseja realmente √© a guerra, o risco ao menos disso, e no fundo o desastre, o infort√ļnio. Ele n√£o foi feito para a conquista de seja o que for, mas s√≥ para o conquistar seja o que for. Poucos homens afirmaram que a guerra √© um bem (Hegel, por exemplo), mas √© isso que no fundo desejam. A guerra √© o perigo, o desafio ao destino, a possibilidade de triunfo, mas sobretudo a inquieta√ß√£o em ac√ß√£o. Da paz se diz que √© ¬ępodre¬Ľ, porque √© o estarmos reca√≠dos sobre n√≥s, a inactividade, a derrota que sobrev√©m n√£o apenas ao que ficou derrotado, mas ainda ou sobretudo ao que venceu. O que ficou derrotado √© o mais feliz pela necessidade inilud√≠vel de tentar de novo a sorte. Mas o que venceu n√£o tem paz sen√£o por algum tempo no seu cora√ß√£o alvoro√ßado. A guerra √© o estado natural do bicho humano, ele n√£o pode suportar a felicidade a que aspirou. Como o grupo de futebol, qualquer vit√≥ria alcan√ßada √© o est√≠mulo insuport√°vel para vencer outra vez.

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Choremos a alegria de uma campanha admir√°vel em que o Brasil fez futebol de fantasia, fazendo amigos. Fazendo irm√£os em todos os continentes. (Sobre a Conquista do Tri em 1970)

Jogador de futebol, tem que ir na bola com a mesma disposição com que vai num prato de comida. Com fome, para estraçalhar.

Muitas vezes √© a falta de car√°ter que decide uma partida. N√£o se faz literatura, pol√≠tica e futebol com bons sentimentos…

Unir-se a uma mulher significa ouvir-se dizer: ¬ęPrefere o futebol a mim; prefere os amigos a mim; prefere o jornal a mim¬Ľ, sem ter o direito de responder que sim.

Dia de Descanso

Hoje reservo o dia inteiro para chorar
√Č o domingo decadente¬†¬†¬† em que muitos
esperam pela morte de pé
√Č o dia do sarro que vem √† boca da mediocridade
circular    dos gestos que andam disfarçados de gestos
dos amores que deram em estribilhos
das correrias peder√°sticas para o futebol em cal√ß√Ķes
mais o melhor fato    e a mesquinhez nacional dos 10%
de desconto em todo o vestu√°rio

E choro   choro   porque a coragem
n√£o me falta para tudo isto e assisto
na nega de me ceder ao braço dado

Precisarei de um cansaço mas
l√° estavam espertas
as mil e n√£o sei quantas lojas abertas
para mo vender!

Mas hoje é domingo
Lá está o chão reluzente de martírio
e nem já o sonho me dá de graça o ter por não ter
j√° nem o amor que suponho me d√° o sonho de ser

E choro de coragem    isto é
as lágrimas hão-de cair sêcas nas minhas mãos
Falo cristalinamente sozinho
procurando entre as paredes e as varandas que v√£o cair
algum acaso    isto é
o eco,

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Irm√£o

Eu não fiz uma revolução.
Mas me fiz irm√£o de todas as revolu√ß√Ķes.
Eu fiquei irm√£o de muitas coisas no mundo.
Irm√£o de uma certa camisa.
Uma certa camisa que era de um gesto de céu
e com certo carinho me vestia, como se me
vestisse de √°rvore e de nuvens.
Eu fiquei irm√£o de uma vaca, como se ela
também sonhasse. Fiquei irmão de um vira-lata
com o brio com que ele também me abraçava.
Fiquei irmão de um riacho, que é nome
de rio pequeno, um pequeno que cabe
todo dentro de mim, me falando,
me beijando, me lambendo, me lembrando.
Brincava e me envolvia, certos dias eu
girava em torno do redemoinho do cachorro
e do riacho e da vaca, sem às vezes saber
se estava beijando o riacho, o cachorro
ou a vaca, com um grande céu
me entornando, com um grande céu
com a vaca no lombo e com o c√£o,
com o riacho rindo de nós todos.
Eu fiquei irm√£o de livros, de gentes.
Eu fiquei irm√£o de uma certa montanha.

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Desporto e Pedagogia

I

Diz ele que n√£o sei ler
Isso que tem? C√° na aldeia
N√£o se arranjam d√ļzia e meia
Que saibam ler e escrever.

II

P’ra escolas n√£o h√° bairrismo,
N√£o h√° amor nem dinheiro.
Por quê? Porque estão primeiro
O Futebol e o Ciclismo!

III

Desporto e pedagogia
Se os juntassem, como irm√£os,
Esse conjunto daria,
Verdadeiros cidad√£os!
Assim, sem darem as m√£os,
O que um faz, outro atrofia.

IV

Da educação desportiva,
Que nos prepara p’ra vida,
Fizeram luta renhida
Sem nada de educativa.

V

E o povo, espectador em altos gritos,
Provoca, gesticula, a direito e torto,
Crendo assim defender seus favoritos
Sem lhe importar saber o que é desporto.

VI

Interessa é ganhar de qualquer maneira.
Enquanto em campo o dever se atropela,
Faz-se outro jogo l√° na bilheiteira,
Que enche os bolsinhos aos que vivem dela.

VII

Convém manter o Zé bem distraído
Enquanto ele se entrega à diversão,

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A Grande Vantagem da Vida

– A grande vantagem da vida √© ensinar-nos outra vez a chorar. A vida infantiliza. Fica-se maior no que nos faz ser mais pequenos. Cresce-se fora o que se vai perdendo por dentro. Passamos a inf√Ęncia a querer crescer, a adolesc√™ncia a querer crescer. E depois percebemos que s√≥ quer crescer quem ainda se sente pequeno. Um adulto sente-se pequeno mas pensa ao contr√°rio. Sente-se pequeno e quer ficar mais pequeno. Voltar ao tempo em que havia sonhos.
‚Äď Onde se perdem os sonhos?
‚Äď Todos os sonhos se perdem. Mesmo aqueles que vais ganhar, e vais ganhar muitos, se v√£o perder. Porque j√° deixaram de ser sonhos. Sonhaste aquilo, tiveste aquilo. E acabou. L√° se foi o sonho. O segredo √© conseguir gerar novos sonhos. Sonhos que consigam ocupar o espa√ßo em branco deixado pelo sonho perdido.
‚Äď Mesmo que tenha sido ganho.
‚Äď Mesmo que tenha sido ganho.
‚Äď Queria ser como tu.
‚Äď E eu queria ser como tu. Queria olhar para a frente e ver que o caminho n√£o acaba, o caminho a perder de vista.
‚Äď O teu n√£o se perde de vista?
‚Äď O meu faz-me perder a vista.

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Aqui na terra t√£o jogando futebol Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll Uns dias chove, noutros dias bate sol Mas o que eu quero √© lhe dizer que a coisa aqui t√° preta