Cita√ß√Ķes sobre Humor

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Frases sobre humor, poemas sobre humor e outras cita√ß√Ķes sobre humor para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Atrav√©s do humor n√≥s vemos no que parece racional, o irracional; no que parece importante, o insignificante. Ele tamb√©m desperta o nosso sentido de sobreviv√™ncia e preserva a nossa sa√ļde mental.

O sentimento da vingança é tão agradável, que muitas vezes o homem deseja ser ofendido para se poder vingar, e não falo apenas de um inimigo habitual, mas de uma pessoa indiferente, ou até mesmo, sobretudo em alguns momentos de humor negro, de um amigo.

√Č Preciso Procurar uma S√≥ Coisa para Encontrar Muitas

Desaparecido o fervor de uma monomania, falta uma ideia central para dar significado aos momentos interiores esparsos. Em suma, quanto mais o esp√≠rito est√° absorvido por um humor dominante, mais a paisagem interior se enriquece e varia. √Č preciso procurar uma s√≥ coisa, para encontrar muitas.

A Inconst√Ęncia no Amor e na Amizade

N√£o pretendo justificar aqui a inconst√Ęncia em geral, e menos ainda a que vem s√≥ da ligeireza; mas n√£o √© justo imputar-lhe todas as transforma√ß√Ķes do amor. H√° um encanto e uma vivacidade iniciais no amor que passa insensivelmente, como os frutos; n√£o √© culpa de ningu√©m, √© culpa exclusiva do tempo. No in√≠cio, a figura √© agrad√°vel, os sentimentos relacionam-se, procuramos a do√ßura e o prazer, queremos agradar porque nos agradam, e tentamos demonstrar que sabemos atribuir um valor infinito √†quilo que amamos; mas, com o passar do tempo, deixamos de sentir o que pens√°vamos sentir ainda, o fogo desaparece, o prazer da novidade apaga-se, a beleza, que desempenha um papel t√£o importante no amor, diminui ou deixa de provocar a mesma impress√£o; a designa√ß√£o de amor permanece, mas j√° n√£o se trata das mesmas pessoas nem dos mesmos sentimentos; mant√™m-se os compromissos por honra, por h√°bito e por n√£o termos a certeza da nossa pr√≥pria mudan√ßa.
Que pessoas teriam começado a amar-se, se se vissem como se vêem passados uns anos? E que pessoas se poderiam separar se voltassem a ver-se como se viram a primeira vez? O orgulho, que é quase sempre senhor dos nossos gostos,

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As Janelas da Memória

A mem√≥ria humana n√£o √© lida globalmente, como a mem√≥ria dos computadores, mas por √°reas espec√≠ficas a que chamo de janelas. Atrav√©s das janelas vemos, reagimos, interpretamos… Quantas vezes tentamos lembrar-nos de algo que n√£o nos vem √† ideia? Nesse caso, a janela permaneceu fechada ou inacess√≠vel.

A janela da mem√≥ria √©, portanto, um territ√≥rio de leitura num determinado momento existencial. Em cada janela pode haver centenas ou milhares de informa√ß√Ķes e experi√™ncias. O maior desafio de uma mulher, e do ser humano em geral, √© abrir o m√°ximo de janelas em cada situa√ß√£o. Se ela abre diversas janelas, poder√° dar respostas inteligentes. Se as fecha, poder√° dar respostas inseguras, med√≠ocres, est√ļpidas, agressivas. Somos mais instintivos e animalescos quando fechamos as janelas, e mais racionais quando as abrimos.

O mundo dos sentimentos possui as chaves para abrir as janelas. O medo, a tens√£o, a ang√ļstia, o p√Ęnico, a raiva e a inveja podem fech√°-las. A tranquilidade, a serenidade, o prazer e a afetividade podem abri-las. A emo√ß√£o pode fazer os intelectuais reagirem como crian√ßas agressivas e as pessoas simples reagirem como elegantes seres humanos. Sob um foco de tens√£o, como perdas e contrariedades, uma mulher serena pode ficar irreconhec√≠vel.

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N√£o se Render a um Humor Vulgar

Grande homem √© o que nunca se submete a impress√Ķes passageiras. √Č li√ß√£o de advert√™ncia a reflex√£o sobre si; conhecer a sua real disposi√ß√£o e preveni-la, e ainda ponderar sobre o outro extremo para achar, entre o natural e o artificial, o fiel da sind√©rese. O princ√≠pio de corrigir-se √© o conhecer-se, pois h√° monstros de impertin√™ncia: sempre est√£o de algum humor, variando com eles os seus afectos; e, arrastados eternamente por essa destemperan√ßa civil, empenham-se de modos contradit√≥rios; e n√£o s√≥ esse excesso arru√≠na a vontade como tamb√©m afronta o ju√≠zo, alterando o querer e o entender.

Os humores do corpo seguem um curso regular e ordenado, que afecta e altera imperceptivelmente a nossa vontade: deslocam-se juntos e exercem sucessivamente um imp√©rio secreto sobre n√≥s, de tal modo que participam consideravelmente nas nossas ac√ß√Ķes sem que o possamos saber.

Porqu√™ Camuflar as Nossas Convic√ß√Ķes?

Desde que nos propomos emitir uma verdade de acordo com as nossas convic√ß√Ķes damos logo a impress√£o de fazer ret√≥rica. Que esp√©cie de prestidigita√ß√£o vem a ser essa? Como √© que nos nossos dias n√£o poucas verdades, proferidas que sejam, por vezes, mesmo em tom pat√©tico, imediatamente ganham aspectos ret√≥ricos? Porqu√™ √© que na nossa √©poca cada vez h√° mais necessidade, quando pretendemos dizer a verdade, de recorrer ao humor, √† ironia, √† s√°tira? Porqu√™ ado√ßar a verdade como se se tratasse de uma p√≠lula amarga? Porqu√™ envolver as nossas convic√ß√Ķes num misto de altiva indiferen√ßa, digamos, de desprezo para com o p√ļblico? Numa palavra, porqu√™ certo ar de p√≠cara condescend√™ncia? Em nossa opini√£o, o homem de bem n√£o tem de envergonhar-se das suas convic√ß√Ķes, ainda mesmo que estas transpare√ßam sob a forma ret√≥rica, sobretudo se est√° certo delas.

Procura acomodar-te sempre ao humor das pessoas com quem te vejas obrigado a tratar; com as que

Procura acomodar-te sempre ao humor das pessoas com quem te vejas obrigado a tratar; com as que possuem carácter alegre, sê alegre; participa da tristeza dos tristes; enfim, esforça-te por a todos conquistar.

Educação é a habilidade de escutar quase qualquer coisa sem perder o humor ou sua auto-confiança.

O humor √© um sentido como o olfacto. Assim como quase tudo tem um cheiro, quase tudo tem a sua gra√ßa. Mesmo as maiores desgra√ßas. Pode dizer-se que a gra√ßa que elas t√™m √© cruel ou de mau gosto ou ‚Äď pior ainda ‚Äď que n√£o t√™m piada nenhuma. Mas n√£o h√° desgra√ßa que n√£o tenha a sua gra√ßa.

√Č muito dif√≠cil para o poder conseguir apreciar ou incorporar humor e s√°tira no seu sistema de controle.

Queria que os Portugueses

Queria que os portugueses
tivessem senso de humor
e não vissem como génio
todo aquele que é doutor

sobretudo se é o próprio
que se afirma como tal
só porque sabendo ler
o que lê entende mal

todos os que s√£o formados
deviam ter que fazer
exame de analfabeto
para provar que sem ler

teriam sido capazes
de constituir cultura
por tudo que a vida ensina
e mais do que livro dura

e tem certeza de sol
mesmo que a noite se instale
visto que ser-se o que se é
muito mais que saber vale

até para aproveitar-se
das d√ļvidas da raz√£o
que a si própria se devia
olhar pura opini√£o

que hoje é uma manhã outra
e talvez depois terceira
sendo que o mundo sucede
sempre de nova maneira

alfabetizar cuidado
n√£o me ponham tudo em culto
dos que não citar francês
consideram puro insulto

se a nação analfabeta
derrubou filosofia
e no jeito aristotélico
o que certo parecia

deixem-na ser o que seja
em todo o tempo futuro
talvez encontre sozinha
o mais além que procuro.

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O Juízo no seu Ponto Natural

Como √© dif√≠cil propor uma coisa ao ju√≠zo alheio, sem lhe corromper o ju√≠zo pela maneira de lha propor! Se se diz: acho-o belo, acho-o obscuro, ou outra coisa semelhante, arrasta-se a imagina√ß√£o a este ju√≠zo, ou, pelo contr√°rio, afastamo-la dele. Vale mais n√£o dizer nada; e ent√£o ele julga conforme o que √©, quer dizer, conforme o que √© ent√£o e o que as outras circunst√Ęncias de que n√£o somos autores lhe tenham sugerido. Mas ao menos n√£o teremos insinuado nada; a n√£o ser que este sil√™ncio tamb√©m produza o seu efeito, conforme a volta e a interpreta√ß√£o que estiver de humor a dar-lhe, ou conforme o que conjecturar dos movimentos de express√£o da cara ou do tom da voz, conforme for fisionomista: t√£o dif√≠cil √© manter um ju√≠zo no seu ponto natural, ou antes, t√£o pouca firmeza e estabilidade h√°!

Em vida, observo muito, sou ativa nas observa√ß√Ķes, tenho o senso do rid√≠culo, do bom humor, da ironia, e tomo um partido