Cita√ß√Ķes sobre Imorais

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Quem faz o bem ao outro deve fazê-lo nos mínimos detalhes. O Bem geral é a justificativa do imoral, do hipócrita e do falso.

√Č preciso ser-se imoral para p√īr a moral em ac√ß√£o. Os meios dos moralistas s√£o os meios mais asquerosos que alguma vez foram usados. Quem n√£o tiver a coragem de ser imoral, pode at√© servir para tudo, excepto dar em moralista.

As Necessidades do Consumidor

As necessidades do consumidor podem ter origem estranha, frívola e até imoral, e no entanto pode defender-se optimamente uma sociedade que procura satisfazê-las. Mas a defesa perde o sentido se é o processo de satisfazer necessidades que as cria.

O Objectivo da Arte não é Ser Compreensível

Toda a arte é expressão de qualquer fenómeno psíquico. A arte, portanto, consiste na adequação, tão exacta quanto caiba na competência artística do fautor, da expressão à cousa que quer exprimir. De onde se deduz que todos os estilos são admissíveis, e que não há estilo simples nem complexo, nem estilo estranho nem vulgar.
H√° ideias vulgares e ideias elevadas, h√° sensa√ß√Ķes simples e sensa√ß√Ķes complexas; e h√° criaturas que s√≥ t√™m ideias vulgares, e criaturas que muitas vezes t√™m ideias elevadas. Conforme a ideia, o estilo, a express√£o. N√£o h√° para a arte crit√©rio exterior. O fim da arte n√£o √© ser compreens√≠vel, porque a arte n√£o √© a propaganda pol√≠tica ou imoral.

Agora que estou a envelhecer e me aproximo do patriarca, eu também sinto que uma imoralidade anunciada é mais punível do que uma acção imoral. Chega-se ao assassínio por amor ou por ódio; à propaganda do assassínio, apenas por maldade.

O Homem Age Sempre Bem

N√£o acusamos a Natureza de imoral, se ela nos manda uma tro¬≠voada e nos molha: porque chamamos imoral √† pes¬≠soa que prejudica? Porque, aqui, admitimos uma vontade livre exercendo-se arbitrariamente; ali, uma necessidade. Mas essa distin√ß√£o √© um erro. E mais: nem em todas as circunst√Ęncias chamamos ¬ęimoral¬Ľ mesmo ao acto de lesar com inten√ß√£o; por exemplo, mata-se deliberadamente um mosquito, sem hesita¬≠√ß√£o, apenas porque o seu zumbido nos desagrada, castiga-se com inten√ß√£o o criminoso e inflige-se-Ihe sofrimento, para nos protegermos a n√≥s e √† socieda¬≠de. No primeiro caso, √© o indiv√≠duo que, para se manter ou at√© para n√£o se expor a um desagrado, faz sofrer intencionalmente; no segundo, √© o Estado. Toda a moral aceita que se fa√ßa mal de prop√≥sito, em leg√≠tima defesa: ou seja, quando se trata da conser¬≠va√ß√£o de si pr√≥prio! Mas estes dois pontos de vista bas¬≠tam para explicar todas as m√°s ac√ß√Ķes cometidas por seres humanos contra seres humanos: ou se quer prazer para si ou se quer evitar desprazer; em qual¬≠quer dos sentidos, trata-se sempre da conserva√ß√£o de si pr√≥prio. S√≥crates e Plat√£o tamb√©m t√™m raz√£o: seja o que for que o homem fa√ßa, ele faz sempre o bem, is¬≠to √©, aquilo que lhe parece bom (√ļtil),

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Um homem pode viver uma vida saudável sem ter que matar animais para comer; portanto, se ele come carne, participa do ato de tirar a vida de uma criatura meramente para saciar seu apetite. E agir dessa maneira é imoral.

L√ļbrica

Mandaste-me dizer,
No teu bilhete ardente,
Que h√°s de por mim morrer,
Morrer muito contente.

Lançastes, no papel
As mais lascivas frases;
A carta era um painel
De cenas de rapazes!

√ď c√°lida mulher,
Teus dedos delicados
Traçaram do prazer
Os quadros depravados!

Contudo, um teu olhar
√Č muito mais fogoso,
Que a febre epistolar
Do teu bilhete ansioso:

Do teu rostinho oval
Os olhos t√£o nefandos
Traduzem menos mal
Os vícios execrandos.

Teus olhos sensuais,
Libidinosa Marta,
Teus olhos dizem mais
Que a tua própria carta.

As grandes como√ß√Ķes
Tu neles, sempre, espelhas;
S√£o l√ļbricas paix√Ķes
As v√≠vidas centelhas…

Teus olhos imorais,
Mulher, que me dissecas,
Teus olhos dizem mais
Que muitas bibliotecas!

Todo o pensamento é imoral. A sua própria essência é a destruição. Se pensamos em qualquer coisa, matamo-la: nada sobrevive à reflexão.

O Livro Não Influencia a Acção

Tu e eu somos o que somos e seremos o que formos. Quanto a ser-se envenenado por um livro, n√£o existe tal coisa. A Arte n√£o tem qualquer influ√™ncia sobre a ac√ß√£o. Aniquila o desejo de agir. √Č soberbamente est√©ril. Os livros a que o mundo chama imorais s√£o os livros que mostram ao mundo o seu opr√≥bio, nada mais.

O Objectivo da Arte não é ser Moral nem Imoral

A arte n√£o tem, para o artista, fim social. Tem, sim, um destino social, mas o artista nunca sabe qual ele √©, porque a Natureza o oculta no labirinto dos seus designios. Eu explico melhor. O artista deve escrever, pintar, esculpir, sem olhar a outra cousa que ao que escreve, pinta, ou esculpe. Deve escrever sem olhar para fora de si. Por isso a arte, n√£o deve ser, propositadamente, moral nem imoral. √Č t√£o vergonhoso fazer arte moral como fazer arte imoral. Ambas as [cousas] implicam que o artista desceu a preocupar-se com a gente de l√° fora. T√£o inferior √©, neste ponto, um sermon√°rio cat√≥lico como um triste Wilde ou d’Annunzio, sempre com a preocupa√ß√£o de irritar a plateia. Irritar √© um modo de agradar. Todas as criaturas que gostam de mulheres sabem isso, e eu tamb√©m sei.

Intelectualidade e Moralidade São Incompatíveis

N√£o h√° maior trag√©dia do que a igual intensidade, na mesma alma ou no mesmo homem, do sentimento intelectual e do sentimento moral. Para que um homem possa ser distintivamente e absolutamente moral, tem que ser um pouco est√ļpido. Para que um homem possa ser absolutamente intelectual, tem que ser um pouco imoral. N√£o sei que jogo ou ironia das coisas condena o homem √† impossibilidade desta dualidade em grande. Por meu mal, ela d√°-se em mim. Assim, por ter duas virtudes, nunca pude fazer nada de mim. N√£o foi o excesso de uma qualidade, mas o excesso de duas, que me matou para a vida.