Cita√ß√Ķes sobre Inovadores

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Não haverá movimento nenhum definitivo para a Humanidade enquanto esse movimento novo aparecer como inovador, enquanto o que pretende ser revolução final, se apresentar como revolucionária.

O Português

Prefere ser um rico desconhecido, a ser um her√≥i pobre. √Č melhor do que parece. O homem portugu√™s √© dissimulado, e fez da inveja um discurso do bom senso e dos direitos humanos.
Mas √© tamb√©m um homem de paix√Ķes moderadas pela sensibilidade, o que faz dele um grande civilizado.
Gosta das mulheres, o que explica o estado de dependência em que as pretende manter. A dependência é uma motivação erótica.
√Č inovador mas tem pouco car√°cter, como √© pr√≥prio dos superiormente inteligentes, tanto cientistas, como fil√≥sofos e criadores em geral.
Mente muito, e a verdade que se arroga √© uma culpa inibida. Vemos que ele se mant√©m num estado primitivo quando defende a sua √°rea de partido, de seita e de fam√≠lia, √† custa de corrup√ß√Ķes e de crimes, se for preciso.
Gosta do poder mas não da notoriedade. Não tem o sentido da eternidade, mas sim o prazer da liberdade imediata. Não é democrata; excepto se isso intimidar os seus adversários.
Não tem génio, tem habilidade.
√Č imaginativo mas n√£o pensador.
√Č culto mas n√£o experiente.
N√£o gosta da lei, porque ela desvaloriza a sua pr√≥pria iniciativa. √Č m√≠stico com a f√°bula e viril com a desgra√ßa.

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Sei que n√£o sou, nunca fui um writer’s writer, um escritor para escritores. N√£o sou inovador, n√£o trouxe nenhuma contribui√ß√£o original para a arte do romance. Tenho dito, escrito repetidamente que me considero, antes de mais nada, um contador de hist√≥rias.

Mente Est√°vel e Mente Inst√°vel

O homem capaz de sacrificar de √Ęnimo leve um h√°bito mental h√° muito tempo formado constitui uma excep√ß√£o. A grande maioria dos seres humanos n√£o gosta e, na realidade, at√© detesta todas as no√ß√Ķes com as quais n√£o est√£o familiarizados. .
A tend√™ncia do homem de mente est√°vel, quer seja introvertido ou extrovertido, vision√°rio ou n√£o vision√°rio, ser√° sempre para verificar que ¬ęaquilo que est√°, est√° certo¬Ľ. Menos sujeito aos h√°bitos de racioc√≠nio formados na mocidade, os de mente inst√°vel naturalmente que sentem prazer em tudo o que √© novo e revolucion√°rio. √Č aos de mente inst√°vel que devemos o progresso em todas as suas formas, assim como todas as formas de revolu√ß√£o destrutiva. Os de mente est√°vel, devido √† sua relut√Ęncia em aceitar modifica√ß√Ķes, d√£o √† estrutura social a sua s√≥lida durabilidade. H√° no mundo muito mais gente de mente est√°vel que inst√°vel (se as propor√ß√Ķes fossem trocadas viver√≠amos num caos); mas em todos menos em alguns momentos muito excepcionais, eles possuem o poder e a riqueza mais do que proporcional ao seu n√ļmero. Da√≠ resulta que, ao aparecerem pela primeira vez, os inovadores foram geralmente perseguidos e sempre escarnecidos como lun√°ticos e loucos.
Um herético, de acordo com a admirável definição de Bossuet,

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A Mediocridade que Vulgariza o Talento

N√£o se tem ideia como abunda a mediocridade. (…) S√£o pessoas como essas que travam sempre, em todos os lados, a m√°quina accionada pelos homens de talento. Os homens superiores s√£o por natureza inovadores. Quando surgem deparam com o disparate e a mediocridade por todos os lados (ela que tudo domina e que se manifesta em tudo o que se faz). O seu impulso natural √© assentar tudo de novo em terreno s√≥lido e experimentar caminhos novos, para fugir a essa vulgaridade e parvo√≠ce. Se por acaso eles triunfam e acabam por levar a melhor sobre a rotina, t√™m de ser ver a contas, por seu turno, com os incapazes – que fazem ponto de honra da c√≥pia grosseira dos seus processos e estragam tudo o que lhes vem √†s m√£os.
Depois deste primeiro movimento, que leva os inovadores a sairem das sendas j√° tra√ßadas, segue-se quase sempre outro que os faz, no fim da sua carreira, conter o indiscreto entusiasmo que vai sempre demasiado longe e que, pelo exagero, arruina o que inventaram. Ao se darem conta do triste uso que √© feito das inova√ß√Ķes que eles lan√ßaram no mundo, come√ßam a elogiar aquilo que, afinal, gra√ßas a eles,

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Os que Morrem por Amor

Os que morrem por amor continuam a pertencer √† lenda. Os seus funerais arrastam uma multid√£o piedosa, tal como decerto aconteceu na cidade de Verona, h√° seiscentos anos. Ainda que nesse tempo os costumes fossem bastante f√°ceis, a pr√°tica er√≥tica da juventude era muito mais modesta. Reflectindo melhor, √© de crer que a pr√≥pria licen√ßa produzisse um tipo de pessoas orgulhosas da sua intimidade afectiva; o que, se n√£o √© virtude, algo se parece. Este orgulho da pr√≥pria intimidade conduz a uma atitude hostil em rela√ß√£o a tudo o que pode burocratizar os sentimentos. H√° um soci√≥logo inclinado a crer que existe muito de romantismo burocr√°tico no amor moderno. √Č poss√≠vel. E quando aparecem os contestat√°rios dessa esp√©cie de burocracia, como s√£o os Romeus e Julietas do Candal, a cidade fica-lhes agradecida. No campo dos afectos trata-se da luta obstinada que resulta do choque entre a vida privada e o regime governativo; entre um corpo animado de impulsos e uma autoridade explicada por leis. Atrav√©s de inqu√©ritos feitos nos meios juvenis para inquirir das transforma√ß√Ķes que se efectuam no √Ęmbito das rela√ß√Ķes afectivas, deparam-se declara√ß√Ķes bastante confusas. Elas pairam entre uma sinceridade elementar que descura a experi√™ncia e teorias perfeitamente viciadas nos lugares-comuns do s√©culo.

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N√£o √© f√°cil dirigir a mente humana; ela √© muito mais complexa do que qualquer empresa, aeronave, computador, m√°quina que o homem j√° produziu ou produzir√°. √Č poss√≠vel ser um executivo altamente eficiente e inovador, que administra milhares de funcion√°rios, que sabe qualificar os seus produtos e servi√ßos e que leva a sua empresa a ter todos os anos milhares de milh√Ķes de d√≥lares de lucro e, ao mesmo tempo, ser um p√©ssimo dirigente da sua mente, ter uma emo√ß√£o √† beira da fal√™ncia: fatigada, exaurida, inst√°vel, l√°bil, irritadi√ßa, com baix√≠ssimo limiar para a frustra√ß√£o.

Luta de Classes

N√£o contem comigo para defender o elitismo cultural. Pelo contr√°rio, contem comigo para rebentar cada detalhe do seu preconceito.
A cultura √© usada como s√≠mbolo de status por alguns, alfinete de lapela, bot√£o de punho. A raridade √© condi√ß√£o indispens√°vel desse exibicionismo. S√≥ pertencendo a poucos se pode ostentar como diferenciadora. Essa colec√ß√£o de s√≠mbolos √© descrita com pron√ļncia mais ou menos afectada e tem o objectivo de definir socialmente quem a enumera.
Para esses indiv√≠duos raros, a cultura √© caracterizada por aqueles que a consomem. Assim, conv√©m n√£o haver misturas. Conhe√ßo melhor o mundo da leitura, por isso, tomo-o como exemplo: se, no in√≠cio da madrugada, uma dessas mulheres que acorda cedo e faz limpeza em escrit√≥rios for vista a ler um determinado livro nos transportes p√ļblicos, os snobs que assistam a essa imagem s√£o capazes de enjeit√°-lo na hora. Come√ßar√£o a definir essa obra como “leitura de empregadas de limpeza” (com muita probabilidade utilizar√£o um sin√≥nimo mais depreciativo para descrev√™-las).
Este exemplo aplica-se em qualquer outra √°rea cultural que possa chegar a muita gente: m√ļsica, cinema, televis√£o, etc. Aquilo que mais surpreende √© que estes “argumentos”, esta forma de falar e de pensar seja utilizada em meios supostamente culturais por indiv√≠duos supostamente cultos,

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Nossos inimigos são inovadores e engenhosos, e nós também. Eles nunca param de pensar em novas maneiras de prejudicar nossa nação e nosso povo, e nós também não.