Passagens sobre Inteligência

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Frases sobre intelig√™ncia, poemas sobre intelig√™ncia e outras passagens sobre intelig√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

H√° um cansa√ßo da intelig√™ncia abstracta, e √© o mais horroroso dos cansa√ßos. N√£o pesa como o cansa√ßo do corpo, nem inquieta como o cansa√ßo do conhecimento e da emo√ß√£o. √Č um peso da consci√™ncia do mundo, um n√£o poder respirar da alma.

Verosimilhança não é Verdade

Quase sempre as suspeitas nos inquietam; somos sempre o joguete desses boatos de opini√£o, que tantas vezes p√Ķe em fuga um ex√©rcito, quanto mais um simples indiv√≠duo. (…) n√≥s rendemo-nos prontamente √† opini√£o. N√£o fazemos a cr√≠tica das raz√Ķes que nos levam ao temor, n√£o as esquadrinhamos. Perdemos todo o sangue-frio, batemos em retirada, como os soldados expulsos do seu campo √† vista da nuvem de poeira que levanta uma tropa a galope, ou tomados de terror colectivo por causa de um boato semeado sem garante.
Não sei como, mas as falsidades perturbam-nos desde logo. A verdade traz consigo a sua própria medida; tudo quanto se funda sobre uma incerteza, porém, fica entregue à conjectura e às fantasias de um espírito perturbado.
Eis porque, entre as mais diversas formas do medo, n√£o h√° outra mais desastrosa, mais incoerc√≠vel que o medo p√Ęnico. Nos casos ordin√°rios, a reflex√£o √© falha; nestes, a intelig√™ncia est√° ausente.
Interroguemos, pois, cuidadosamente a realidade. √Č veros√≠mil que uma desgra√ßa venha a produzir-se? Verosimilhan√ßa n√£o √© verdade. Quantos acontecimentos ocorreram sem que os esper√°ssemos! Quantos acontecimentos esperados que jamais ocorreram! Mesmo que venham a produzir-se, que √© que lucraremos em nos anteciparmos √† nossa dor?

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N√£o discuta por uma quest√£o banal, simplesmente para real√ßar a sua intelig√™ncia. Esse gesto √© como um raio no espa√ßo: Depois de grande barulho, gasta milh√Ķes de energia num brilho fugaz…

A Grande Inteligência é Sobreviver

A grande Inteligência é sobreviver.
As tartarugas portanto n√£o s√£o teimosas nem lentas, dominam;
SIM, a ciência.
Toda a tecnologia √© quase in√ļtil e est√ļpida,
porque a artesanal tartaruga,
a espont√Ęnea TARTARUGA,
permanece sobre a terra mais anos que o homem.
Portanto,
como a grande inteligência é sobreviver,
a tartaruga é Filósofa e Laboratório,
e o Homem que já foi Rei da criação
n√£o passa, afinal, de um crust√°ceo FALSO,
um lavagante pedante;
um animal de cabeça dura. Ponto.

O Amor Certo

Penso em tudo o que os homens sentem pelas mulheres que amam e tento dizer o que nos une nesse amor. Fora dos pormenores e das particularidades. Sei que as mulheres que nos amam não nos amam de maneira diferente mas, como nunca se sabe, deixei-as de fora, falando apenas pelo meu género: a malta.

Minha amada querida. O meu pai, logo depois de se ter apaixonado pela minha m√£e, disse-lhe, em pleno namoro (ela uma mulher inglesa casada, com uma filha pequena; ele um solteir√£o portugu√™s): ¬ęSe soubesses quanto eu te amava, destru√≠as-me j√°.¬Ľ E disse a verdade. Era tanto o amor e o ci√ļme que lhe tinha, que fez mal √† mulher que amava, minha m√£e, e mal ao homem que a amava: ele pr√≥prio, meu pai.

O amor é um castigo: é um desespero: é um medo. O amor vai contra todos os nossos instintos de sobrevivência. Instiga-nos a cometer loucuras. Instiga-nos a comprometermo-nos. Obriga-nos a cumprir promessas que não somos capazes de cumprir. Mas cumprimos.

Eu amo-te. E n√£o me custa. √Č um acto de ego√≠smo. Mesmo que tu me odiasses mas te odiasses tanto a ti pr√≥pria que n√£o te importasses de ficar comigo,

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Quando conhecemos a Sabedoria de Deus, compreendemos que a inteligência humana, na qual nos apoiávamos até então, era ilusão.

Máximo de Tédio no Máximo de Civilização

Na Terra tudo vive – e s√≥ o homem sente a dor e a desilus√£o da vida. E tanto mais as sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa intelig√™ncia que o torna homem, e que o separa da restante Natureza, impensante e inerte. √Č no m√°ximo de civiliza√ß√£o que ele experimenta o m√°ximo de t√©dio. A sapi√™ncia, portanto, est√° em recuar at√© esse honesto m√≠nimo de civiliza√ß√£o, que consiste em ter um tecto de colmo, uma leira de terra e o gr√£o para nela semear.

O que fez a esp√©cie humana sobreviver n√£o foi apenas a intelig√™ncia, mas a nossa capacidade de produzir diversidade. Essa diversidade est√° sendo negada nos dias de hoje por um sistema que escolhe apenas por raz√Ķes de lucro e facilidade de sucesso.

O Verdadeiro Homem

√Č evidente que a natureza se preocupa bem pouco com o que o homem tem ou n√£o no esp√≠rito. O verdadeiro homem √© o homem selvagem, que se relaciona com a natureza tal como ela √©. Assim que o homem agu√ßa a sua intelig√™ncia, desenvolve as suas ideias e a forma de as exprimir, ou adquire novas necessidades, a natureza op√Ķe-se aos seus des√≠gnios em toda a linha. S√≥ lhe resta violent√°-la, continuamente. Ela, pelo seu lado, tamb√©m n√£o fica quieta. Se ele suspende por momentos o trabalho que se impusera, ela torna-se de novo dominadora, invade-o, devora-o, destr√≥i ou desfigura a sua obra; dir-se-ia que acolhe com impaci√™ncia as obras-primas da imagina√ß√£o e da per√≠cia do homem.

Que importam √† ronda das esta√ß√Ķes, ao curso dos astros, dos rios e dos ventos, o Part√©non, S√£o Pedro de Roma e tantas outras maravilhas da arte? Um tremor de terra ou a lava de um vulc√£o reduzem-nos a nada; os p√°ssaros far√£o os seus ninhos nas suas ru√≠nas; os animais selvagens ir√£o buscar os ossos dos construtores aos seus t√ļmulos entreabertos.

A Asfixia do Artista pela Sociedade

Eu tenho medo das ¬ęteses¬Ľ quando se apoderam de um artista jovem, sobretudo nos come√ßos da sua carreira. E sabem o que eu temo? Muito simplesmente que n√£o consiga os objectos da tese. Pensar√° um simp√°tico cr√≠tico, a quem li h√° pouco e cujo nome agora n√£o vou citar, que toda a obra art√≠stica isenta de tese pr√©via, realizada exclusivamente com um objectivo art√≠stico, e at√© de assunto inteiramente secund√°rio e n√£o correspondendo a nada de ¬ętendencioso¬Ľ possa resultar nuns proveitos para o seu objectivo ainda que √† primeira vista d√™ a impress√£o de satisfazer apenas ¬ęuma ociosa curiosidade¬Ľ? Porventura as nossas pessoas cultas ainda n√£o se deram conta do que pode passar-se no cora√ß√£o e na intelig√™ncia dos nossos escritores e artistas jovens? Que confus√£o de ideias e de sentimentos preconcebidos!

Sob a press√£o da sociedade, o jovem poeta sufoca na alma o seu natural anelo de espraiar-se em formas singulares; receia que condenem a sua ¬ęociosa curiosidade¬Ľ; reprime essas formas que lhe brotam do fundo da alma; nega-lhes vida e aten√ß√£o e arranca de dentro, entre espamos, o tema que √† sociedade agrada, que √© grato √† opini√£o liberal e social. Mas que erro t√£o horrivelmente c√Ęndido e ing√©nuo,

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Parar de Pensar

O maior obstáculo à experimentação da realidade da ligação do leitor é a sua identificação com a mente, que faz com que o pensamento se torne compulsivo. Não ser capaz de parar de pensar é um padecimento terrível, porém não nos apercebemos deste facto porque quase toda a gente sofre dessa mesma maleita, sendo por isso considerado normal. Este ruído mental incessante impede o leitor de encontrar esse reino de calma interior que é inseparável do Ser. Gera ainda um eu falso engendrado pela mente que lança uma sombra de medo e sofrimento.

A identifica√ß√£o do leitor com a sua mente cria uma divis√≥ria opaca de conceitos, r√≥tulos, imagens, palavras, ju√≠zos e defini√ß√Ķes, que bloqueia todo o relacionamento verdadeiro. Interp√Ķe-se entre o pr√≥prio leitor, entre o leitor e o pr√≥ximo, entre o leitor e a sua natureza, entre o leitor e Deus. √Č esta divis√≥ria de pensamento que gera a ilus√£o de afastamento, a ilus√£o de que h√° o leitor e um ¬ęoutro¬Ľ completamente distinto. Nessa altura, o leitor esquece o facto essencial de que, sob o n√≠vel da apar√™ncia f√≠sica e das formas separadas, o leitor √© uno com tudo o que existe.

A mente é um instrumento maravilhoso se usado adequadamente.

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Felicidade, Glória, Imaginação, Inteligência e Inspiração

Numa vida profundamente atormentada seria possível muitas vezes encontrar-se felicidade para várias outras existências. Da felicidade que um homem malbarata, sem lhe suspeitar o valor, outros homens tirariam alegria para toda a vida, assim como as sobras da mesa do rico dariam para sustento de mais de um pobre.

A gl√≥ria √© um processo de apuramento que nunca p√°ra. √Ä medida que a humanidade envelhece e que as suas recorda√ß√Ķes se v√£o amontoando, tornam-se necess√°rias novas selec√ß√Ķes. S√©culos inteiros s√£o depurados nesses escrut√≠nios, sem que sobreviva um nome sequer. Um dia os imortais ir√£o unir-se aos an√≥nimos no esquecimento final.

√Č a imagina√ß√£o, tocha divina apensa ao esp√≠rito do homem, que lhe permite mover-se nas trevas da cria√ß√£o. Assim os peixes das profundezas oce√Ęnicas trazem um facho que os ilumina na noite eterna. Sem isto para que lhes serviriam os olhos? Sem imagina√ß√£o, que utilidade teria para o homem a intelig√™ncia?

O homem de letras tem falhas pronunciadas de intelig√™ncia, a ponto de parecer est√ļpido ao homem de neg√≥cios. N√£o deixa por√©m por isso de se considerar, onde quer que se encontre, o mais inteligente da roda. Nada √© mais absurdo do que essa superioridade,

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