Cita√ß√Ķes sobre Perversidade

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Frases sobre perversidade, poemas sobre perversidade e outras cita√ß√Ķes sobre perversidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Vida

“A Vida”
II
“. . Tem sido assim e assim ser√°… Mais tarde
o que hoje pensas chamar√°s: – quimera!
E esse esplendor que nos teus olhos arde,
ser√° a vis√£o de extinta primavera…

Escondido à .traição, como uma fera,
bem em silêncio, e sem fazer alarde,
o Destino que é mau e que é covarde,
naquela sombra adiante j√° te espera!

E num requinte de perversidade
faz de cada ilus√£o, de cada sonho,
a ru√≠na de uma dor… e uma saudade…

E se voltares, notar√°s ent√£o
desesperado, ao teu olhar tristonho
que em v√£o sonhaste… e que viveste em v√£o!…”

Deus n√£o criou perversidade na mente humana. Mente perversa n√£o √© pr√≥pria do ser humano. O homem n√£o √© uma criatura m√°. Se est√°s tendo um pensamento mau, √© sinal de que teu ‚ÄėEu verdadeiro‚Äô n√£o est√° manifestado.

Religião e Superstição

√Č t√£o grande a fraqueza do g√©nero humano, tamanha a sua perversidade, que, sem d√ļvida, lhe vale mais estar subjugado por todas as supersti√ß√Ķes poss√≠veis – desde que n√£o tenham car√°cter assassino – do que viver sem religi√£o. O homem sempre teve necessidade de um freio e, por rid√≠culo que fosse sacrificar aos faunos, aos silvanos ou √†s n√°iades, era mais razo√°vel e mais √ļtil adorar essas imagens fant√°sticas da Divindade do que entregar-se ao ate√≠smo. Um ateu que fosse razoador, violento e poderoso, seria um flagelo t√£o funesto como um supersticioso sanguin√°rio.
Quando os homens n√£o disp√Ķem de s√£s no√ß√Ķes acerca da Divindade, as ideias falsas suprem-lhes a falta, tal como nos tempos de desgra√ßa se fazem neg√≥cios com moeda falsa quando falta a moeda boa. O pag√£o, se cometia um crime, temia ser punido pelos seus falsos deuses; o malabar teme ser punido pelo seu pagode. Em todo o lado onde h√° uma sociedade estabelecida, √© necess√°ria uma religi√£o. As leis exercem vigil√Ęncia sobre os crimes conhecidos, a religi√£o exerce-a sobre os crimes secretos.
Mas, a partir do momento em que os homens chegam a abra√ßar uma religi√£o pura e santa, a supersti√ß√£o torna-se n√£o apenas in√ļtil,

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Perversidade é um mito inventado por gente boa para explicar o que os outros têm de curiosamente atractivo.

A história, esse quadro terrível dos crimes, das perversidades e das desgraças do género humano.

Para muitos a religião ainda é um culto do falo, desprimitivado já pela perversidade da consciência.

A Mancha Humana

– √Č o resultado de ter sido criado entre n√≥s – disse Faunia. – √Č o resultado de passar toda a vida com pessoas como n√≥s. A mancha humana – acrescentou, mas sem repulsa, desprezo ou condena√ß√£o. Nem sequer com tristeza. As coisas s√£o como s√£o – √† sua maneira seca e concisa, era s√≥ isso que ela estava a dizer √† rapariga que dava de comer √† serpente: n√≥s deixamos uma mancha, deixamos um rasto, deixamos a nossa marca. Impureza, crueldade, mau trato, erro, excremento, s√©men. N√£o h√° outra maneira de estar aqui. N√£o tem nada a ver com desobedi√™ncia. Nem com gra√ßa, ou salva√ß√£o, ou reden√ß√£o. Est√° em todos. Sopro interior. Inerente. Determinante. A mancha que existe antes da sua marca. Sem o sinal de que est√° l√°. A mancha que √© t√£o intr√≠nseca que n√£o precisa de uma marca. A mancha que precede a desobedi√™ncia, que engloba a desobedi√™ncia e confunde toda e qualquer explica√ß√£o e compreens√£o. √Č por isso que toda a purifica√ß√£o √© uma anedota. √Č uma anedota b√°sica, ainda por cima. A fantasia da pureza √© aterradora. √Č demencial. O que √° √Ęnsia de purificar sen√£o impureza?

Tudo quanto estava a dizer acerca da mancha era que ela é inelutável.

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Em meio ao mar de perversidade, egoísmo e todo o tipo de imundícia humana somente um conseguiu flutuar sobre as águas: Jesus Cristo.

O Asco da Imprensa

√Č imposs√≠vel percorrer uma qualquer gazeta, seja de que dia for, ou de que m√™s, ou de que ano, sem a√≠ encontrar, em cada linha, os sinais da perversidade humana mais espantosa, ao mesmo tempo que as presun√ß√Ķes mais surpreendentes de probidade, de bondade, de caridade, a as afirma√ß√Ķes mais descaradas, relativas ao progresso e √† civiliza√ß√£o.
Qualquer jornal, da primeira linha √† √ļltima, n√£o passa de um tecido de horrores. Guerras, crimes, roubos, impudic√≠cias, torturas, crimes dos pr√≠ncipes, crimes das na√ß√Ķes, crimes dos particulares, uma embriaguez de atrocidade universal.
E é com este repugnante aperitivo que o homem civilizado acompanha a sua refeição de todas as manhãs. Tudo, neste mundo, transpira o crime: o jornal, a muralha e o rosto do homem.
N√£o compreendo que uma m√£o pura possa tocar num jornal sem uma convuls√£o de asco.

A maldição de um acto perverso está justamente em que ele, por sua vez procriando, dê à luz a perversidade.

A minha mãe acreditava, e eu penso o mesmo, que matar animais com o objectivo de comer a sua carne é uma das mais deploráveis e vergonhosas fraquezas do estado humano; que é uma daquelas pragas lançadas sobre o homem ou pela sua queda, ou pela teimosia da sua própria perversidade.

O Sofrimento do Hipócrita

Ter mentido √© ter sofrido. O hip√≥crita √© um paciente na dupla acep√ß√£o da palavra; calcula um triunfo e sofre um supl√≠cio. A premedita√ß√£o indefinida de uma a√ß√£o ruim, acompanhada por doses de austeridade, a inf√Ęmia interior temperada de excelente reputa√ß√£o, enganar continuadamente, n√£o ser jamais quem √©, fazer ilus√£o, √© uma fadiga. Compor a candura com todos os elementos negros que trabalham no c√©rebro, querer devorar os que o veneram, acariciar, reter-se, reprimir-se, estar sempre alerta, espiar constantemente, compor o rosto do crime latente, fazer da disformidade uma beleza, fabricar uma perfei√ß√£o com a perversidade, fazer c√≥cegas com o punhal, por a√ß√ļcar no veneno, velar na franqueza do gesto e na m√ļsica da voz, n√£o ter o pr√≥prio olhar, nada mais dif√≠cil, nada mais doloroso. O odioso da hipocrisia come√ßa obscuramente no hip√≥crita. Causa n√°useas beber perp√©tuamente a impostura. A meiguice com que a ast√ļcia disfar√ßa a malvadez repugna ao malvado, continuamente obrigado a trazer essa mistura na boca, e h√° momentos de enj√īo em que o hip√≥crita vomita quase o seu pensamento. Engolir essa saliva √© coisa horr√≠vel. Ajuntai a isto o profundo orgulho. Existem horas estranhas em que o hip√≥crita se estima. H√° um eu desmedido no impostor.

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O Absurdo do C√ļmulo da Felicidade

Agora pergunto-lhe: o que podemos esperar do homem enquanto criatura dotada de t√£o estranhas qualidades? Fa√ßa chover sobre ele todos os tipos de b√™n√ß√£os terrenas; submerja-o em felicidade at√© acima da cabe√ßa, de modo que s√≥ pequenas bolhas apare√ßam na superf√≠cie dessa felicidade, como se em √°gua; d√™ a ele uma prosperidade econ√≥mica tamanha que nada mais lhe reste para ser feito, excepto dormir, comer p√£o-de-l√≥ e preocupar-se com a continua√ß√£o da hist√≥ria mundial ‚ÄĒ mesmo assim, por pura ingratid√£o, por exclusiva perversidade, ele vai cometer algum acto repulsivo. Ele at√© mesmo arriscar√° perder o seu p√£o-de-l√≥ e desejar√° intencionalmente o mais depravado lodo, o mais antiecon√≥mico absurdo, simplesmente a fim de injectar o seu fant√°stico e pernicioso elemento no √Ęmago de toda essa racionalidade positiva.

A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano.