Passagens sobre Plenitude

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Frases sobre plenitude, poemas sobre plenitude e outras passagens sobre plenitude para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Censura e Criatividade

Dos d√©spotas prov√™m, at√© certo ponto, os pensadores. A palavra acorrentada √© terr√≠vel. O escritor duplica e triplica o seu estilo, quando um senhor imp√Ķe sil√™ncio ao povo. Sai desse sil√™ncio certa plenitude misteriosa que se filtra e se condensa em bronze no pensamento. A compreens√£o na hist√≥ria produz a concis√£o no historiador. A solidez gran√≠tica de tal ou tal prosa c√©lebre n√£o √© mais do que um amontoamento feito por um tirano.
A tirania constrange o escritor a circunscri√ß√Ķes de di√Ęmetro, que s√£o alargamentos de for√ßa. O per√≠odo ciceroniano, apenas suficiente para Verres, sobre Cal√≠gula embotar-se-ia. Quanto menor for a exuber√Ęncia da frase, maior ser√° a intensidade do golpe. Sirva de exemplo a concis√£o de T√°cito no exprimir e a sua veem√™ncia no pensar. A honestidade de um grande cora√ß√£o, condensada em justi√ßa e em verdade, fulmina.

Veio Ter Comigo Hoje a Poesia

Veio ter comigo hoje a poesia.
H√° quantos anos? Desde a juventude.
Veio num raio de sol, num murm√ļrio de vento.
E a ilus√£o que me trouxe de uma antiga alegria
reinventou-me a antiga plenitude
que j√° n√£o invento.

Fazia-lhe outrora poemas verdadeiros
em fornica√ß√Ķes r√°pidas de galo.
Hoje n√£o sou eu nunca por inteiro
e há sempre no que faço um intervalo.

Estamos ambos t√£o velhos ‚ÄĒ que vens fazer?
‚ÄĒ a cama entre n√≥s da nossa antiga fun√ß√£o.
Nublado o olhar só de a ver.
E tomo-lhe em silêncio a mão.

Excesso de Vol√ļpia

A vol√ļpia carnal √© uma experi√™ncia dos sentidos, an√°loga ao simples olhar ou √† simples sensa√ß√£o com que um belo fruto enche a l√≠ngua. √Č uma grande experi√™ncia sem fim que nos √© dada; um conhecimento do mundo, a plenitude e o esplendor de todo o saber. O mal n√£o √© que n√≥s a aceitemos; o mal consiste em quase todos abusarem dessa experi√™ncia, malbaratando-a, fazendo dela um mero est√≠mulo para os momentos cansados da sua exist√™ncia.

Esta é a Forma Fêmea

Esta é a forma fêmea:
dos pés à cabeça dela exala um halo divino,
ela atrai com ardente
e irrecusável poder de atração,
eu me sinto sugado pelo seu respirar
como se eu n√£o fosse mais
que um indefeso vapor
e, a n√£o ser ela e eu, tudo se p√Ķe de lado
‚ÄĒ artes, letras, tempos, religi√Ķes,
o que na terra é sólido e visível,
e o que do céu se esperava
e do inferno se temia,
tudo termina:
estranhos filamentos e renovos
incontroláveis vêm à tona dela,
e a acção correspondente
é igualmente incontrolável;
cabelos, peitos, quadris,
curvas de pernas, displicentes m√£os caindo
todas difusas, e as minhas também difusas,
maré de influxo e influxo de maré,
carne de amor a inturgescer de dor
deliciosamente,
inesgotáveis jactos límpidos de amor
quentes e enormes, trémula geléia
de amor, alucinado
sopro e sumo em delírio;
noite de amor de noivo
certa e maciamente laborando
no amanhecer prostrado,
a ondular para o presto e proveitoso dia,
perdida na separação do dia
de carne doce e envolvente.

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Vertentes

As palavras esperam o sono
e a m√ļsica do sangue sobre as pedras corre
a primeira treva surge
o primeiro n√£o a primeira quebra

A terra em teus braços é grande
o teu centro desenvolve-se como um ouvido
a noite cresce uma estrela vive
uma respiração na sombra o calor das árvores

H√° um olhar que entra pelas paredes da terra
sem l√Ęmpadas cresce esta luz de sombra
começo a entender o silêncio sem tempo
a torre ext√°tica que se alarga

A plenitude animal é o interior de uma boca
um grande orvalho puro como um olhar

Deslizo no teu dorso sou a m√£o do teu seio
sou o teu l√°bio e a coxa da tua coxa
sou nos teus dedos toda a redondez do meu corpo
sou a sombra que conhece a luz que a submerge

A luz que sobe entre
as gargantas agrestes
deste cair na treva
abre as vertentes onde
a √°gua cai sem tempo

Rentabilizar o Tempo

Sempre que damos algo como adquirido deixamos de sentir a plenitude, abdicamos da ess√™ncia e acabamos por nos esquecer do ¬ęAgora¬Ľ, o √ļnico momento de a√ß√£o que temos e que √© verdadeiramente real. O que pretendo afirmar com estas linhas √© t√£o simples como isto: o facto de sabermos do fim aproxima-nos de tudo o que realmente vale a pena e nada √© mais imponente que a natureza, as pessoas e os afetos. Nada √© mais importante que a forma como escolhemos rentabilizar o tempo finito que temos. Damos mais valor √† vida quando temos a certeza absoluta que vamos morrer e quanto mais cedo adquirirmos essa consci√™ncia, mais sentimos, mais nos damos, mais sabemos receber, mais arriscamos, mais desfrutamos, mais celebramos, mais inspiramos e, por conseguinte, mais felizes somos tamb√©m.

Construir a Realidade

A pura verdade √© que no mundo acontece a todo instante, e, portanto, agora, infinidade de coisas. A pretens√£o de dizer o que √© que acontece agora no mundo deve ser entendida, pois, como ironizando-se a si mesma. Mas assim como √© imposs√≠vel conhecer directamente a plenitude do real, n√£o temos outro rem√©dio sen√£o construir arbitrariamente uma realidade, supor que as coisas s√£o de certa maneira. Isto proporciona-nos um esquema, quer dizer, um conceito ou entretecido de conceitos. Com ele, como atrav√©s de uma quadr√≠cula, olhamos depois a efectiva realidade, e ent√£o, s√≥ ent√£o, conseguimos uma vis√£o aproximada dela. Nisto consiste o m√©todo cient√≠fico. Mais ainda: nisto consiste todo uso do intelecto. Quando ao ver chegar o nosso amigo pela vereda do jardim dizemos: ¬ęEste √© o Pedro¬Ľ, cometemos deliberadamente, ironicamente, um erro. Porque Pedro significa para n√≥s um esquem√°tico repert√≥rio de modos de se comportar f√≠sica e moralmente ‚Äď o que chamamos ¬ęcar√°cter¬Ľ ‚Äď, e a pura verdade √© que o nosso amigo Pedro n√£o se parece, em certos momentos, em quase nada √† ideia ¬ęo nosso amigo Pedro¬Ľ.
Todo o conceito, o mais vulgar como o mais técnico, vai incluso na ironia de si mesmo, nos entredentes de um sorriso tranquilo,

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Amor Pacífico e Fecundo

N√£o quero amor
que n√£o saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.

D√°-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
D√°-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!

Tradu√ß√£o de Manuel Sim√Ķes

O Gosto pela Cultura

√Č mais dif√≠cil encontrar um gentleman que um g√©nio. A marca mais distintiva de um homem culto √© a possibilidade de aceitar um ponto de vista diferente do seu; p√īr-se no lugar de outra pessoa e ver a vida e os seus problemas dessa perspectiva diferente. Estar disposto a experimentar uma ideia nova; poder viver nos limites das diverg√™ncias intelectuais; examinar sem calor os problemas escaldantes do dia; ter simpatia imaginativa, largueza e flexibilidade de esp√≠rito, estabilidade e equil√≠brio de sentimentos, calma ponderada para decidir – √© ter cultura.
(…) A cultura vem da contempla√ß√£o da natureza; do estudo da Literatura, Arte e Arquitectura com letras grandes; e do conhecimento pessoal das realidades emocionais da exist√™ncia. √Č uma escala de valores, ou m√©ritos, diferente da usada nas esferas dominadas pela ci√™ncia e pelo com√©rcio. Vivemos numa cultura onde o sucesso √© medido pelos bens materiais. √Č importante alcan√ßar objectivos materiais, mas ainda √© mais importante ser-se cidad√£o amadurecido, bem equilibrado e culto.

A cultura (…) est√° em n√≥s e n√£o sepultada em estranhas galerias. Significa bondade de esp√≠rito e √© a base de um bom car√°cter. A plenitude da vida n√£o vem das coisas exteriores a n√≥s;

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A trag√©dia do intelectual √© que se sente atra√≠do pela plenitude da vida e tem de ficar atado √† sua tarefa, ligado aos deveres que imp√Ķe a si mesmo, amarrado ao ordenado, ao prosaico.

A Única Qualidade Específica do Homem

Esfor√ßa-te por que n√£o te suceda o mesmo que a mim: come√ßar os estudos na velhice. E esfor√ßa-te tanto mais quanto enveredaste por um estudo que dificilmente chegar√°s a dominar mesmo na velhice. ¬ęAt√© que ponto poderei progredir?¬Ľ – perguntas-me. At√© ao ponto onde chegarem os teus esfor√ßos. De que est√°s √† espera? O saber n√£o se obt√©m por obra do acaso. O dinheiro pode cair-te em sorte, as honras serem-te oferecidas, os favores e os altos cargos poder√£o talvez acumular-se sobre ti: a virtude, essa, n√£o vir√° ter contigo! N√£o √© sem custo, sem grandes esfor√ßos, que chegamos a conhec√™-la; mas vale bem a pena o esfor√ßo, porquanto de uma s√≥ vez se obt√™m todos os bens poss√≠veis. De facto, o √ļnico bem √© aquele que √© conforme √† moral; nos valores aceites pela opini√£o comum n√£o encontrar√°s a m√≠nima parcela de verdade ou de certeza.
(…) Cada coisa √© avaliada por uma qualidade espec√≠fica. O valor da videira est√° na sua produtividade, o do vinho no seu sabor, o do veado na sua rapidez; o que nos interessa nas bestas de carga √© a sua for√ßa, pois elas apenas servem para isso mesmo: transportar carga. Num c√£o a primeira qualidade √© o faro,

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O Poema √© uma √Ārvore de um S√≥ Fruto

Creio que nenhum de v√≥s h√°-de estranhar que eu diga que o poeta √© aquele que perdeu a palavra antes de a poder dizer; dito de outro modo. Ele √© o que fala ou escreve antes de conhecer o enunciado do que vai dizer. O grito, o sil√™ncio, a aridez da n√£o inspira√ß√£o determinam inicialmente a cria√ß√£o po√©tica; o poema nunca √© real, nunca se efectiva numa conclus√£o, ou num objectivo determinado. O poema nasce de um grito, de um assombro, de uma ruptura, da noite do nada e da disponibilidade da linguagem relacional; √© sempre a transposi√ß√£o de um referente real ou imagin√°rio para uma linguagem de equival√™ncia, mas necessariamente, livremente, distanciada da refer√™ncia. Esta linguagem √© a ¬ęcoer√™ncia da incoer√™ncia¬Ľ, ¬ęuma linguagem na linguagem¬Ľ, mantendo embora a voz mesma do existente ausente que √© o poeta, no ¬ęfingimento¬Ľ, na fic√ß√£o, na heteron√≠mia do poema. Longe de ser um astro fixo, o poema suspende o enunciado para fluir numa rela√ß√£o metam√≥rfica de palavras, de imagens, de sons e de rela√ß√Ķes que s√£o todos os elementos consonantes do poema; o poema √©, assim, um √©brio fluir de chamas, de estrelas, de possibilidades, de vibra√ß√Ķes, de sil√™ncios de uma respira√ß√£o errante em que a verdade nos escapa no mist√©rio da sua nostalgia,

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Pensamentos

Da propriedade ‚ÄĒ como se algu√©m
apto a possuir coisas n√£o pudesse
entrar na posse delas à vontade
e incorpor√°-las, a ele ou a ela;
da vista ‚ÄĒ pressup√Ķe um olhar para tr√°s,
atravessando o caos em formação
a imaginar a evolução, a plenitude, a vida
a que se chega na jornada agora
(eu porém vejo a estrada continuando,
e a jornada sempre a continuar);
do que uma vez faltava sobre a terra
e que a seu tempo foi propiciado
‚ÄĒ e do que ainda est√° por ser propiciado,
pois tudo o que eu vejo e sei
creio ter seu sentido mais profundo
no que ainda est√° por ser propiciado.

Há Momentos que Resulta tão Difícil Chegarmos a um Sentimento

H√° momentos em que do fogo sobe para a noite
há momentos que resulta tão difícil chegarmos a um
sentimento.
Descubro uma figura que j√° n√£o
sei seguir. H√° momentos
eu vejo o que se senta à minha frente o amável corte
de cabelo o severo intento tomado como correcto
rosto onde a plenitude era possível. Rosto onde o
passado é a tarde de verão a pequena cidade onde o
sol pode dizer-se cai no campo rosto de passados ou
uma tarde de ver√£o para ter tempo.

Retrato de Mulher Triste

Vestiu-se para um baile que n√£o h√°.
Sentou-se com suas √ļltimas j√≥ias.
E olha para o lado, imóvel.

Est√° vendo os sal√Ķes que se acabaram,
embala-se em valsas que não dançou,
levemente sorri para um homem.
O homem que n√£o existiu.

Se alguém lhe disser que sonha,
levantará com desdém o arco das sobrancelhas,
Pois jamais se viveu com tanta plenitude.

Mas para falar de sua vida
tem de abaixar as quase infantis pestanas,
e esperar que se apaguem duas infinitas l√°grimas.

Eu passava muito bem sem Deus e, se utilizava o seu nome, era para designar um vazio que tinha, a meus olhos, o clar√£o da plenitude.

Conta Comigo Sempre

Conta comigo sempre. Desde a s√≠laba inicial at√© √† √ļltima gota de sangue. Venho do sil√™ncio incerto do poema e sou, umas vezes constela√ß√£o e outras vezes √°rvore, tantas vezes equil√≠brio, outras tantas tempestade. A nossa mem√≥ria √© um mist√©rio, recordo-me de uma m√ļsica maravilhosa que nunca ouvi, na qual consigo distinguir com clareza as flautas, os violinos, o obo√©.
O sonho √©, e ser√° sempre e apenas, dos vivos, dos que mastigam o p√£o amadurecido da d√ļvida e a carne deslumbrada das pupilas. Estou entre vazios e plenitudes, encho as m√£os com uma fragilidade que √© um p√°ssaro s√°bio e distra√≠do que se aninha no cora√ß√£o e se alimenta de amor, esse amor acima do desejo, bem acima do sofrimento.
Conta comigo sempre. Piso as mesmas pedras que tu pisas, ergo-me da face da mesma moeda em que te reconheço, contigo quero festejar dias antigos e os dias que hão-de vir, contigo repartirei também a minha fome mas, e sobretudo, repartirei até o que é indivisível. Tu sabes onde estou.
Sabes como me chamo. Estarei presente quando já mais ninguém estiver contigo, quando chegar a hora decisiva e não encontrares mais esperança, quando a tua antiga coragem vacilar.

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Esta Prosa Travada

P√Ķe-se a gente a ler estes Gides, estes Munthes, estes Malraux. E √© sempre a mesma sensa√ß√£o de plenitude. Sempre a mesma sensa√ß√£o de que, depois daquilo, n√£o vale a pena escrever uma palavra, de mais a mais nesta l√≠ngua de que o diabo ainda se serve para falar √† av√≥… Mas depois vem a revolta. Esta impotente revolta de todo o verdadeiro escritor portugu√™s que come√ßou por nascer atr√°s duma fraga e acaba por gastar a vida em Paio Pires, amanuense de secretaria. Metessem no bra√ßo dum Gide uma manga de alpaca, e eu queria ver… Ent√£o um homem nasce em Paris ou numa terra lavada da Su√©cia, tanto faz, mestres logo √† beira do ber√ßo, todas as civiliza√ß√Ķes na biblioteca do pai, uma vida inteira pelo mundo al√©m, e aqueles neur√≥nios, e aqueles sentidos n√£o h√£o-de reagir?! O mais bronco ser humano, quando fala com um Wilde, ouviu pelo menos falar o autor do De Profundis. Evidentemente √© preciso mais alguma coisa do que ir √† China e ter certa experi√™ncia para escrever A Condi√ß√£o Humana. Mas, sem um homem andar de avi√£o, como h√°-de um homem ganhar perspectivas de p√°ssaro e falar de po√ßos de ar?!
…E a gente n√£o tem outro rem√©dio sen√£o gastar as horas a fabricar esta prosa travada,

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A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática.

O Homem Certo

Hoje, numa √©poca em que se misturam todos os discursos, em que profetas e charlat√£es usam as mesmas f√≥rmulas com m√≠nimas diferen√ßas, cujo percurso nenhum homem ocupado tem tempo de seguir, num tempo em que as redac√ß√Ķes dos jornais s√£o constantemente incomodadas por gente que acha que √© um g√©nio, √© muito dif√≠cil ajuizar do valor de um homem ou de uma ideia. Temos de nos deixar guiar pelo ouvido para podermos perceber se os rumores, os sussurros e o raspar de p√©s diante da porta da redac√ß√£o s√£o suficientemente fortes para poderem ser admitidos como voz da polis. A partir desse momento, por√©m, o g√©nio passa a outra condi√ß√£o. Deixa de ser mat√©ria f√ļtil da cr√≠tica liter√°ria ou teatral, cujas contradi√ß√Ķes os leitores que qualquer jornal deseja ter levam t√£o pouco a s√©rio como a tagarelice de uma crian√ßa, para aceder ao estatuto de factos concretos, com todas as consequ√™ncias que isso tem.
Certos fan√°ticos insensatos ignoram a necessidade desesperada de idealismo que se esconde por detr√°s de tal situa√ß√£o. O mundo dos que escrevem porque t√™m de escrever est√° cheio de grandes palavras e conceitos que perderam a subst√Ęncia. Os atributos dos grandes homens e das grandes causas sobrevivem ao que quer que seja que lhes deu origem,

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