Cita√ß√Ķes sobre Popularidade

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Frases sobre popularidade, poemas sobre popularidade e outras cita√ß√Ķes sobre popularidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Venda da Alma e Venda do Corpo

N√£o s√≥ as mulheres que casam sem amor, mas apenas por conveni√™ncia; n√£o s√≥ as esposas que continuam a comer o p√£o daquele que j√° n√£o amam e enganam; n√£o s√≥ as mulheres se prostituem. √Č prostituto o escritor que coloca a pena ao servi√ßo das ideias em que n√£o cr√™; o advogado que defende causas que reconhece injustas; quem finge a ades√£o aos mitos e interesses dos poderosos para obter recompensas materiais e morais; o actor e o bobo que se exp√Ķem diante dos idiotas pagantes para arrecadar aplausos e dinheiro; o poeta que abre aos estranhos os segredos da sua alma, amores e melancolias, para obter em compensa√ß√£o um pouco de fama, de dinheiro ou de compaix√£o; e, acima de tudo, √© prostituto o pol√≠tico, o demagogo, o tribuno que todos devem acariciar, seduzir, a todos promete favores e felicidade e a todos se entrega por amor √† popularidade – justamente chamado homem p√ļblico, quase irm√£o de toda a mulher p√ļblica.
Mas quem de entre n√≥s, pelo menos um dia da sua vida, n√£o simulou um sentimento que n√£o tinha e um entusiasmo que n√£o sentia e repetiu uma opini√£o falsa para obter compensa√ß√Ķes, cumplicidades, sorrisos ou benef√≠cios?

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O autor que tenha medo da popularidade, senão será derrotado pelo triunfo. Tem uma hora em que se deve tirar retrato de si mesmo. A fome é sempre igual à primeira fome. A carência se renova inteira e vazia.

O Machismo Portugu√™s e as Trai√ß√Ķes Amorosas

Na g√≠ria portuguesa, os palitos s√£o a vers√£o econ√≥mica, e mais moderna, dos cornos. Os cornos, √† semelhan√ßa do que aconteceu com os autom√≥veis e os computadores, tornaram-se demasiado volumosos e pesados para as exig√™ncias do homem de hoje. Da√≠ a crescente popularidade dos mais port√°teis e menos onerosos palitos. Contudo, visto que se vive presentemente um per√≠odo de transi√ß√£o, em que os novos palitos ainda se v√™em lado a lado com os tradicionais cornos, continuam a existir algumas sobreposi√ß√Ķes. Uma delas, herdada do antigamente, deve-se ao facto dos palitos n√£o se saldarem numa diminui√ß√£o proporcional de sofrimento. Ou seja, n√£o d√£o uma mera dor de palito ‚ÄĒ d√£o √† mesma, incontrovertivelmente, dor de corno. N√£o √© mais carinhoso, por isso, p√īr os ¬ępalitos¬Ľ a algu√©m ‚ÄĒ continua a ser exactamente o mesmo que p√īr os outros.

Tudo isto vem a prop√≥sito da forma at√≠pica, entre os povos latinos, que assume o machismo portugu√™s. N√£o se trata do machismo triunfalmente dominador, g√©nero ¬ęAqui quem manda sou eu!¬Ľ, do brutamontes que n√£o d√° satisfa√ß√Ķes √† mulher. N√£o ‚ÄĒ o machismo portugu√™s, imortalizado pelo fado ¬ęN√£o venhas tarde¬Ľ, √© um machismo apolog√©tico, todo ¬ędesculpa l√° √≥ Mafalda¬Ľ, que alcan√ßa os seus objectivos de uma maneira mais eficaz.

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O sucesso é maravilhoso, mas implica no esforço de acompanhar o ritmo dessa ninfa infiel que é a popularidade.

Leitura Influenciada

No meio de tantas obras impressas, n√£o √© poss√≠vel que os trabalhos mais profundos e originais chamem a aten√ß√£o de um vasto p√ļblico ou mesmo de um apreci√°vel n√ļmero de leitores qualificados para os apreciar. As ideias que lisonjeiem uma tend√™ncia corrente ou uma atitude emotiva ter√£o sempre mais popularidade e assim algumas outras ser√£o deturpadas para se adaptarem √†quilo que j√° √© aceite. O res√≠duo que fica no esp√≠rito p√ļblico dificilmente ser√° uma destila√ß√£o do melhor e mais s√°bio – √© mais prov√°vel que represente os preconceitos comuns da maioria dos cr√≠ticos e jornalistas.

A Arma Diabólica do Ritual

A √Ęnsia pelo ritual e pelas cerim√≥nias √© forte e generalizada. Quanto √© forte e est√° largamente espalhada v√™-se pelo ardor com que homens e mulheres que n√£o t√™m nenhuma religi√£o ou t√™m uma religi√£o puritana sem ritual se agarram a qualquer oportunidade para participarem em cerim√≥nias, sejam elas de que esp√©cie forem. A Ku Klu Klan nunca teria conseguido o seu √™xito do p√≥s-guerra se se aferrasse aos trajes civis e √†s reuni√Ķes de comiss√Ķes. Os Srs. Simmons e Clark, os ressuscitadores daquela not√°vel organiza√ß√£o, compreendiam o seu p√ļblico. Insistiram em estranhas cerim√≥nias nocturnas nas quais os trajes de fantasia n√£o eram facultativos mas sim obrigat√≥rios. O n√ļmero de s√≥cios subiu aos saltos e bald√Ķes. O Klan tinha um objectivo: o seu ritual simbolizava alguma coisa. Mas para uma multid√£o ritofaminta a significa√ß√£o √© aparentemente sup√©rflua. A popularidade dos c√Ęnticos em comunidade mostram que o rito, como tal, √© o que o p√ļblico quer. Desde que seja impressivo e provoque uma emo√ß√£o, o rito √© bom em si pr√≥prio. N√£o interessa nada o que ele possa significar. √Ä cerim√≥nia dos c√Ęnticos em comunidade falta todo o significado filos√≥fico, n√£o tem nenhuma liga√ß√£o com qualquer sistema de ideias. √Č simplesmente ela pr√≥pria e mais nada.

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Se quereis conservar o prestígio da popularidade, criticai tudo o que se faz não fazendo nunca nada. Sede sempre uma esperança.

O Engraxanço e o Culambismo Português

Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como ¬ęengraxan√ßo¬Ľ. Os chefes de reparti√ß√£o engraxavam os chefes de servi√ßo, os alunos engraxavam os professores,os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os m√©dicos da caixa, etc… Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se por√©m, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.

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Tenho horror a tudo quanto de perto ou de longe se assemelha √† popularidade. Abomino mesmo o meu pobre nome por n√£o ser um nome como o de toda a gente; desta maneira, dentro do movimento liter√°rio portugu√™s, sou no meu tempo, e guardadas as devidas dist√Ęncias, um Gustave Flaubert rabugento, desdenhoso das turbas e fechada em mim como num sacr√°rio.

As Verdadeiras Qualidades ao Alcance de qualquer Ser Humano

Ao avaliar o nosso progresso como indiv√≠duos, tendemos a concentrar-nos nos factores externos como a nossa posi√ß√£o social, a influ√™ncia e a popularidade, a riqueza e o n√≠vel de instru√ß√£o. Como √© evidente, s√£o importantes para medir o nosso sucesso nas quest√Ķes materiais, e √© bem compreens√≠vel que muitas pessoas se esforcem principalmente por alcan√ßar todos eles. Mas os factores internos podem ser ainda mais cruciais para determinar o nosso desenvolvimento como seres humanos. A honestidade, a sinceridade, a simplicidade, a humildade, a pura generosidade, a aus√™ncia de vaidade, a prontid√£o para servir os outros – qualidades que est√£o facilmente ao alcance de qualquer criatura -, formam a base da nossa vida espiritual.

Todos Nós Hoje Nos Desabituamos do Trabalho de Verificar

Todos n√≥s hoje nos desabituamos, ou antes nos desembara√ßamos alegremente, do penoso trabalho de verificar. √Č com impress√Ķes flu√≠das que formamos as nossas maci√ßas conclus√Ķes. Para julgar em Pol√≠tica o facto mais complexo, largamente nos contentamos com um boato, mal escutado a uma esquina, numa manh√£ de vento. Para apreciar em Literatura o livro mais profundo, atulhado de ideias novas, que o amor de extensos anos fortemente encadeou‚ÄĒapenas nos basta folhear aqui e al√©m uma p√°gina, atrav√©s do fumo escurecedor do charuto. Principalmente para condenar, a nossa ligeireza √© fulminante. Com que soberana facilidade declaramos‚ÄĒ¬ęEste √© uma besta! Aquele √© um maroto!¬Ľ Para proclamar‚ÄĒ¬ę√Č um g√©nio!¬Ľ ou ¬ę√Č um santo!¬Ľ of erecemos uma resist√™ncia mais considerada. Mas ainda assim, quando uma boa digest√£o ou a macia luz dum c√©u de Maio nos inclinam √† benevol√™ncia, tamb√©m concedemos bizarramente, e s√≥ com lan√ßar um olhar distra√≠do sobre o eleito, a coroa ou a aur√©ola, e a√≠ empurramos para a popularidade um magan√£o enfeitado de louros ou nimbado de raios. Assim passamos o nosso bendito dia a estampar r√≥tulos definitivos no dorso dos homens e das coisas. N√£o h√° ac√ß√£o individual ou colectiva, personalidade ou obra humana, sobre que n√£o estejamos prontos a promulgar rotundamente uma opini√£o bojuda E a opini√£o tem sempre,

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Muito sinceramente, jamais desejei ou desejaria a popularidade ‚Äď sou individualista demais para que pudesse suportar a invas√£o de que uma pessoa popular √© v√≠tima.