Cita√ß√Ķes sobre Sal√°rio

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Logo que na ordem económica não haja um balanço exacto de forças, de produção, de salários, de trabalhos, de benefícios, de impostos, haverá uma aristocracia financeira, que cresce, reluz, engorda, incha, e ao mesmo tempo uma democracia de produtores que emagrece, definha e dissipa-se nos proletariados.

J√° √© tempo de […] p√īr de parte os preconceitos de orgulhosa ignor√Ęncia que fazem que se desdenhem as palavras sal√°rio e assalariado. S√≥ conhe√ßo tr√™s maneiras de estar em sociedade: ou como mendigo, ou como ladr√£o, ou como assalariado.

Há uma regra para industriais que é: Fazer a mercadoria de melhor qualidade possível, no menor custo possível, pagando o mais alto salário possível.

Vivemos na ditadura do funcion√°rio, que n√£o defende a ideia mas sim o sal√°rio, o que sempre d√° maiores lucros.

O Poeta

Este grave ofício de poeta
que exerço enquanto o tempo vai
dando mais terra à minha sombra,
n√£o o aprendi com meu pai.

Este meu alibi de cantar
para ausentar-me do que sou,
de minha m√£e n√£o o herdou
o filho rebelde e sem lar.

Este ritmo que celebrei
no contraponto com a viola,
jamais o aprendi na escola
e a mim mesmo o ensinei.

Sou o inventor do que sou
e, embora neto de avós,
tenho de próprio a minha voz,
b√ļssola do Norte aonde vou.

Entre ícaro e Prometeu
viajo e tenho o céu e o chão.
Comando as pedras de Anfi√£o.
Faço a segunda voz de Orfeu.

E nem me pergunteis se gosto
de ocupação menos errática:
meu verso é a minha vida prática,
sal√°rio e suor do meu rosto.

Deixai-me só com minhas lavras,
e com Hamlet, meu porta-voz,
e esta verdade entre nós:
palavras palavras palavras.

A arbitragem – que at√© aqui, neste per√≠odo de crise comercial, tem servido apenas para decidir redu√ß√Ķes de sal√°rio, servir√° um dia quando a prosperidade renascer, para decidir os aumentos de sal√°rio. O meio legal de que se t√™m utilizado os patr√Ķes – para fazer baixar os sal√°rios – ser√° um dia o mesmo de que se servir√£o os oper√°rios para os fazer subir.

N√£o h√° Vagas

O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
n√£o cabe no poema.
N√£o cabem no poema o g√°s
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do a√ß√ļcar
do p√£o

O funcion√°rio p√ļblico
n√£o cabe no poema
com seu sal√°rio de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como n√£o cabe no poema
o oper√°rio
que esmerila seu dia de aço
e carv√£o
nas oficinas escuras

– porque o poema, senhores,
est√° fechado:
“n√£o h√° vagas”

Só cabe no poema
o homem sem est√īmago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço

O poema, senhores,
n√£o fede
nem cheira

Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. √Č da empresa privada o seu passo em frente, seu p√£o e seu sal√°rio. E agora n√£o contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que s√≥ √† humanidade pertence.

Louvor do Revolucion√°rio

Quando a opress√£o aumenta
Muitos se desencorajam
Mas a coragem dele cresce.
Ele organiza a luta
Pelo tost√£o do sal√°rio, pela √°gua do ch√°
E pelo poder no Estado.
Pergunta à propriedade:
Donde vens tu?
Pergunta √†s opini√Ķes:
A quem aproveitais?

Onde quer que todos calem
Ali falar√° ele
E onde reina a opress√£o e se fala do Destino
Ele nomear√° os nomes.

Onde se senta à mesa
Senta-se a insatisfação à mesa
A comida estraga-se
E reconhece-se que o quarto é acanhado.

Pra onde quer que o expulsem, para l√°
Vai a revolta, e donde é escorraçado
Fica ainda l√° o desassossego.

Tradução de Paulo Quintela

Espinosa

Gosto de ver-te, grave e solit√°rio,
Sob o fumo de esqu√°lida candeia,
Nas m√£os a ferramenta de oper√°rio,
E na cabeça a coruscante idéia.

E enquanto o pensamento delineia
Uma filosofia, o p√£o di√°rio
A tua m√£o a labutar granjeia
E achas na independência o teu salário.

Soem c√° fora agita√ß√Ķes e lutas,
Sibile o bafo aspérrimo do inverno,
Tu trabalhas, tu pensas, e executas

S√≥brio, tranq√ľilo, desvelado e terno,
A lei comum, e morres, e transmutas
O suado labor no prêmio eterno.

A √ānsia de Protagonismo Social

Qual o sentido de tamanha azáfama neste mundo? Qual a finalidade da avareza e da ambição, da perseguição de riqueza, do poder e da proeminência? Satisfazer as necessidades da natureza? O salário do mais humilde trabalhador pode satisfazê-las. Quais serão então as vantagens desse grande objectivo da vida humana a que chamamos melhorar a nossa condição?
Ser observado, ser correspondido, ser notado com simpatia, complac√™ncia e aprova√ß√£o, s√£o tudo vantagens que podemos propor-nos retirar da√≠. O homem rico compraz-se na sua riqueza porque sente que ela faz recair as aten√ß√Ķes do mundo sobre si. O homem pobre, pelo contr√°rio, envergonha-se da sua pobreza. Sente que ela o coloca fora do horizonte dos seus semelhantes. Sentir que n√£o somos notados representa necessariamente uma desilus√£o para os desejos mais candentes da natureza humana. O homem pobre sai e volta a entrar despercebido, e permanece na mesma obscuridade seja no meio de uma multid√£o seja no recato do seu covil. O homem de n√≠vel e distin√ß√£o, pelo contr√°rio, √© visto por todo o mundo. Toda a gente anseia por v√™-lo. As suas ac√ß√Ķes s√£o objecto de aten√ß√Ķes p√ļblicas. Raro ser√° o gesto, rara a palavra que ele deixe escapar que passe despercebida.

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A Justiça Social

O nosso objetivo prioritário para a prossecução da justiça social é a defesa, se possível, do aumento do poder de compra. Objetivo que, de resto, está em vias de concretização pela contenção da inflação, pela melhoria dos salários reais resultante da baixa do imposto profissional e da baixa do imposto complementar, visto que o passado provou bem que não é com aumentos nominais de salários, corroídos imediatamente pela inflação, que se aumenta o poder de compra.

√Č a Vaidade e n√£o o Prazer que nos Interessa

Qual a finalidade da avareza e da ambi√ß√£o, da busca de riqueza, poder e preemin√™ncia? Ser√° para suprir as necessidades da natureza? O sal√°rio do mais pobre trabalhador pode supri-las. Vemos que esse sal√°rio lhe permite ter comida e roupas, o conforto de uma casa e de uma fam√≠lia. Se examin√°ssemos a sua economia com rigor, constatar√≠amos que ele gasta grande parte do que ganha com conveni√™ncias que podem ser consideradas sup√©rfluas. […] Qual √©, ent√£o, a causa da nossa avers√£o √† sua situa√ß√£o, e por que os que foram educados nas camadas mais elevadas consideram pior que a morte serem reduzidos a viver, mesmo sem trabalhar, compartilhando com ele a mesma comida simples, a habitar o mesmo tecto modesto e a vestir-se com os mesmos trajes humildes? Por acaso imaginam que t√™m um est√īmago superior ou que dormem melhor num pal√°cio do que numa cabana? [… ] De onde, portanto, nasce a emula√ß√£o que permeia todas as diferentes classes de homens, e quais s√£o as vantagens que pretendemos com esse grande prop√≥sito da vida humana a que chamamos melhorar nossa condi√ß√£o? Ser notado, ser ouvido, ser tratado com simpatia e afabilidade e ser visto com aprova√ß√£o s√£o todas as vantagens que se pode pretender obter com isso.

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O Empregado Modelo

Um excelente trabalhador pode ser um grande poltr√£o? Alvaro √© a prova evidente que sim. Matas-te a trabalhar por pura burrice, por comodidade ou abulia, para n√£o teres de procurar um emprego mais instrutivo, mais estimulante, com mais perspetivas de carreira e at√© melhor sal√°rio. Eram os chamados trabalhadores fi√©is de antigamente, os empregados modelo; quando se reformavam, davam-lhes uma medalha de ouro alem√£o: cinquenta anos na mesma empresa, fita ao pesco√ßo e medalha ao peito. Grande m√©rito, n√£o haja d√ļvida. Um pobre tolo que passou cinco dec√©nios de cu sentado na mesma cadeira e cotovelos apoiados na mesma mesa. Hoje em dia, pelo contr√°rio, premeia-se a mobilidade. A fidelidade √© entendida como apatia e falta de ambi√ß√£o; √©s encorajado a atrai√ßoar os teus sucessivos chefes, e espera-se que cada uma dessas trai√ß√Ķes te granjeie vantagens econ√≥micas e promo√ß√Ķes.

N√£o √© o empregador que paga os sal√°rios. Os empregadores s√≥ manipulam o dinheiro. √Č o fregu√™s que paga os sal√°rios.

A sociedade brasileira é das mais curiosas do mundo. Mal tem condição de te dar um emprego de salário mínimo. Mas, se um pobre transgride suas regras, bota-o numa prisão que custa seis salários mínimos.