Cita√ß√Ķes sobre Sobrenaturais

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Frases sobre sobrenaturais, poemas sobre sobrenaturais e outras cita√ß√Ķes sobre sobrenaturais para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O gênio não é mais do que a virtude sobrenatural da humildade no domínio do pensamento.

√Č for√ßoso recorrer ao inconceb√≠vel, ao sobrenatural, ao misticismo da provid√™ncia oculta para compreender o que vulgarmente se chama ¬ęfatalidade¬Ľ.

Ser assombrada pelos meus fantasmas, pelo que √© m√≠tico e fant√°stico ‚Äď a vida √© sobrenatural. E eu caminho em corda bamba at√© o limite de meu sonho.

As pessoas desventurosas, se a desgraça lhes dá tréguas, estranham por tal forma a variante da sua sorte, que recorrem ao sobrenatural para explicá-la.

Viver em Estado de Amor

Respirar, viver n√£o √© apenas agarrar e libertar o ar, mecanicamente: √© existir com, √© viver em estado de amor. E, do mesmo modo, aderir ao mist√©rio √© entrar no singular, no afetivo. Deus √© c√ļmplice da afetividade: omnipotente e fr√°gil; impass√≠vel e pass√≠vel; transcendente e amoroso; sobrenatural e sens√≠vel. A mais louca pretens√£o crist√£ n√£o est√° do lado das afirma√ß√Ķes metaf√≠sicas: ela √© simplesmente a f√© na ressurrei√ß√£o do corpo.

O amor √© o verdadeiro despertador dos sentidos. As diversas patologias dos sentidos que anteriormente revisit√°mos mostram como, quando o amor est√° ausente, a nossa vitalidade hiberna. Uma das crises mais graves da nossa √©poca √© a separa√ß√£o entre conhecimento e amor. A m√≠stica dos sentidos, por√©m, busca aquela ci√™ncia que s√≥ se obt√©m amando. Amar significa abrir-se, romper o c√≠rculo do isolamento, habitar esse milagre que √© conseguirmos estar plenamente connosco e com o outro. O amor √© o degelo. Constr√≥i-se como forma de hospitalidade (o poeta brasileiro M√°rio Quintana escreve que ¬ęo amor √© quando a gente mora um no outro¬Ľ), mas pede aos que o seguem uma desarmada exposi√ß√£o. Os que amam s√£o, de certa maneira, mais vulner√°veis. N√£o podem fazer de conta. Se apetece cantar na rua,

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Na arte, a inspiração tem um toque de magia, porque é uma coisa absoluta, inexplicável. Não creio que venha de fora pra dentro, de forças sobrenaturais. Suponho que emerge do mais profundo eu da pessoa, do inconsciente individual, coletivo e cósmico.

Realização e Êxtase

Conviria distinguir bem um do outro o caminho para o êxtase e o próprio êxtase; o primeiro ainda pode ter algum interesse por todas as lutas interiores, por todas as incertezas, por todo o esforço de pensar amplamente a que em geral dá origem; no entanto já nele mesmo poderíamos ver, além de uma preocupação egoísta, uma alternativa de esperança e desespero, um gosto da revelação e dos auxílios sobrenaturais que não poderão talvez classificar-se como superiores.
Do √™xtase, por√©m, n√£o alimentamos grandes desejos; o amor que nele descobrimos n√£o pertence √† categoria do amor que mais nos interessa ‚ÄĒ o que eleva o amado acima de si pr√≥prio, o que se esfor√ßa por esculpir uma alma com entusiasmo e paci√™ncia; √© um amor a que se chega como recompensa de tarefa cumprida; n√£o marca as del√≠cias do caminho dif√≠cil, apaga-as da mem√≥ria; faz desaparecer do peito do homem o seu √ļnico motivo de alegria, a sua √ļnica fonte de verdadeira gl√≥ria.
Viver interessa mais que ter vivido; e a vida só é vida real quando sentimos fora de nós alguma coisa de diferente; se a diferença se tornar oposição, se o que era caminho diverso se transformar em muro de rocha,

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Nasceu um Menino

Nasceu, nasceu um Menino,
Nasceu um Menino mais,
No bercinho pouco fino
Das palhas duns animais!

Que num vil curral por quarto
E entre uns pedregulhos nus,
Teve a santa dor do parto
A Mulher que o deu à luz.

Mas de cada vez, no mundo,
Que mais um ser aparece,
Quem pode descer ao fundo
Do que o Destino nos tece?

À hora em que Este chegava,
L√° para um cerro distante,
Por cada fibra chorava
Una velho cedro gigante.

Chorava porque sabia
Que em seu peito condenado
Aquele Menino, um dia,
Seria crucificado.

Ora cada vez, no mundo,
Que nasce mais um Menino,
Quem pode descer ao fundo
Do que nos tece o Destino?

Já, pelos céus fora, um astro
Descendo sobre o curral,
Abre para sempre um rastro
De alvor sobrenatural.

E o velho cedro, que chora
Porque se julga precito,
Pelos séculos em fora
Ser√° sagrado e bendito.

Que abertos pelos espaços,
No azul sereno e profundo,

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O Regulador do Prazer e da Dor: o H√°bito

O h√°bito √© o grande regulador da sensibilidade; ele determina a continuidade dos nossos atos, embota o prazer e a dor e nos familiariza com as fadigas e com os mais penosos esfor√ßos. O mineiro habitua-se t√£o bem √† sua dura exist√™ncia que dela se recorda saudoso quando a idade o obriga a abandon√°-la e o condena a viver ao sol. O h√°bito, regulador da vida habitual, √© tamb√©m o verdadeiro sustent√°culo da vida social. Pode-se compar√°-lo √† in√©rcia, que se op√Ķe, em mec√Ęnica, √†s varia√ß√Ķes de movimento. A dificuldade para um povo consiste, primeiramente, em criar h√°bitos sociais, depois em n√£o permanecer muito tempo neles. Quando o jugo dos h√°bitos pesou muito tempo num povo, ele s√≥ se liberta desse jugo por meio de revolu√ß√Ķes violentas. O repouso na adapta√ß√£o, que o h√°bito consiste, n√£o se deve prolongar. Povos envelhecidos, civiliza√ß√Ķes adiantadas, indiv√≠duos idosos tendem a sofrer demasiado o jugo do costume, isto √©, do h√°bito.

Seria in√ļtil dissertar longamente sobre o seu papel, que mereceu a aten√ß√£o de todos os fil√≥sofos e se tornou um dogma da sabedoria popular.

‚ÄúQue s√£o os nossos princ√≠pios naturais‚ÄĚ, diz Pascal, ‚Äúsen√£o os nossos princ√≠pios acostumados. E nas crian√ßas,

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A fé no sobrenatural não é necessariamente uma fonte do mal. Homens sozinhos são capazes de qualquer fraqueza.

O Amor em Visita

Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
e seu arbusto de sangue. Com ela
encantarei a noite.
Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher.
Seus ombros beijarei, a pedra pequena
do sorriso de um momento.
Mulher quase incriada, mas com a gravidade
de dois seios, com o peso l√ļbrico e triste
da boca. Seus ombros beijarei.

Cantar? Longamente cantar.
Uma mulher com quem beber e morrer.
Quando fora se abrir o instinto da noite e uma ave
o atravessar trespassada por um grito marítimo
e o p√£o for invadido pelas ondas –
seu corpo arder√° mansamente sob os meus olhos palpitantes.
Ele – imagem vertiginosa e alta de um certo pensamento
de alegria e de impudor.
Seu corpo arder√° para mim
sobre um lençol mordido por flores com água.

Em cada mulher existe uma morte silenciosa.
E enquanto o dorso imagina, sob os dedos,
os bord√Ķes da melodia,
a morte sobe pelos dedos, navega o sangue,
desfaz-se em embriaguez dentro do coração faminto.
– Oh cabra no vento e na urze,

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Quando de noite ele me chamar para a atração do inferno, irei. Desço como um gato pelos telhados. Ninguém sabe, ninguém vê. Só os cães ladram pressentindo o sobrenatural.

A f√© verdadeira n√£o √© adora√ß√£o de for√ßas paranormais ou de fen√īmenos sobrenaturais. Ela √© adora√ß√£o da for√ßa correta, isto √©, da for√ßa do amor, da for√ßa da harmonia.

O Homem não é um Ser Egoísta

Todos os homens est√£o prontos a morrer pelo que amam. N√£o diferem a n√£o ser pelo grau da coisa amada e da concentra√ß√£o ou dispers√£o do amor. Ningu√©m se desama a si mesmo. O homem deseja ser ego√≠sta e n√£o consegue. √Č a caracter√≠stica mais tocante da sua desgra√ßa e a fonte da sua grandeza.
O homem dedica-se sempre a uma ordem. No entanto, salvo ilumina√ß√£o sobrenatural, esta ordem tem como n√ļcleo o pr√≥prio ou um ser particular (que pode ser uma abstrac√ß√£o) para o qual se transferiu (Napole√£o para os soldados, a Ci√™ncia, o Partido, etc.). Ordem perspectiva.

O amor √© duas coisas ao mesmo tempo; uma, muito fraca, quebra √† m√≠nima oscila√ß√£o; e outra, de uma fortaleza sobrenatural, aliada a um poder que vem das entranhas, for√ßa c√≥smica, para al√©m das conven√ß√Ķes, das leis morais, dos requisitos t√©cnicos das religiosidades.

N√≥s s√≥ amamos os amigos mortos e s√≥ as amadas mortas amam eternamente… (In: Apontamentos de Hist√≥ria Sobrenatural)