Cita√ß√Ķes sobre Sonhadores

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Frases sobre sonhadores, poemas sobre sonhadores e outras cita√ß√Ķes sobre sonhadores para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Essa Que Eu Hei De Amar…

Essa que eu hei de amar perdidamente um dia
ser√° t√£o loura, e clara, e vagarosa, e bela,
que eu pensarei que é o sol que vem, pela janela,
trazer luz e calor a essa alma escura e fria.

E quando ela passar, tudo o que eu n√£o sentia
da vida há de acordar no coração, que vela…
E ela ir√° como o sol, e eu irei atr√°s dela
como sombra feliz‚Ķ ‚ÄĒ Tudo isso eu me dizia,

quando alguém me chamou. Olhei: um vulto louro,
e claro, e vagaroso, e belo, na luz de ouro
do poente, me dizia adeus, como um sol triste…

E falou-me de longe: “Eu passei a teu lado,
mas ias t√£o perdido em teu sonho dourado,
meu pobre sonhador, que nem sequer me viste!”

A um Poeta

Tu que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno.

Acorda! √Č tempo! O sol, j√° alto e pleno
Afugentou as larvas tumulares…
Para surgir do seio desses mares
Um mundo novo espera s√≥ um aceno…

Escuta! √Č a grande voz das multid√Ķes!
S√£o teus irm√£os, que se erguem! S√£o can√ß√Ķes…
Mas de guerra… e s√£o vozes de rebate!

Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!

A Sabedoria do Homem Comum

Os ignorantes e o homem comum n√£o t√™m problemas. Para eles na Natureza tudo est√° como deve estar. Eles compreendem as coisas pela simples raz√£o delas existirem. E, na realidade, n√£o d√£o eles provas de mais raz√£o do que todos os sonhadores, que chegam a duvidar do seu pr√≥prio pensamento? Morre um dos seus amigos, e como julgam saber o que √© a morte √† dor que sentem por o perderem n√£o acrescentam a cruel ansiedade que resulta da impossibilidade de aceitar um acontecimento t√£o natural… Estava vivo, e agora encontra-se morto; falava-me, o seu esp√≠rito prestava aten√ß√£o ao que eu lhe dizia, mas hoje j√° nada disso existe: resta apenas aquele t√ļmulo – mas repousa ele nesse t√ļmulo, t√£o frio como a pr√≥pria sepultura? Erra a sua alma em redor desse monumento? Quando eu penso nele √© a sua alma que vem assolar a minha mem√≥ria? O h√°bito traz-nos de novo, contudo, ao n√≠vel do homem comum.
Quando o seu rasto se tiver apagado – n√£o h√° d√ļvidas de que ele morreu! – ent√£o a coisa deixar√° de nos incomodar. Os s√°bios e os pensadores parecem portanto menos avan√ßados que o homem comum, j√° que eles pr√≥prios n√£o t√™m a certeza,

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Crença

Filha do céu, a pura crença é isto
Que eu vejo em ti, na vastid√£o das cousas,
Nessa mudez castíssima das lousas,
No belo rosto sonhador do Cristo.

A crença é tudo quanto tenho visto
Nos olhos teus, quando a cabeça pousas
Sobre o meu colo e que dizer n√£o ousas
Todo esse amor que eu venço e que conquisto.

A crença é ter os peregrinos olhos
Abertos sempre aos ríspidos escolhos;
Tê-los à frente de qualquer farol

E conserv√°-los, simplesmente acesos
Como dois fachos — engastados, presos
Nas radia√ß√Ķes prism√°ticas do sol!

Alimentar o Ego

Para quem faz do sonho a vida, e da cultura em estufa das suas sensa√ß√Ķes uma religi√£o e uma pol√≠tica, para esse primeiro passo, o que acusa na alma que ele deu o primeiro passo, √© o sentir as coisas m√≠nimas extraordin√°ria ‚ÄĒ e desmedidamente. Este √© o primeiro passo, e o passo simplesmente primeiro n√£o √© mais do que isto. Saber p√īr no saborear duma ch√°vena de ch√° a vol√ļpia extrema que o homem normal s√≥ pode encontrar nas grandes alegrias que v√™m da ambi√ß√£o subitamente satisfeita toda ou das saudades de repente desaparecidas, ou ent√£o nos actos finais e carnais do amor; poder encontrar na vis√£o dum poente ou na contempla√ß√£o dum detalhe decorativo aquela exaspera√ß√£o de senti-los que geralmente s√≥ pode dar, n√£o o que se v√™ ou o que se ouve, mas o que se cheira ou se gosta ‚ÄĒ essa proximidade do objecto da sensa√ß√£o que s√≥ as sensa√ß√Ķes carnais ‚ÄĒ o tacto, o gosto, o olfacto – esculpem de encontro √† consci√™ncia; poder tornar a vis√£o interior, o ouvido do sonho ‚ÄĒ todos os sentidos supostos e do suposto ‚ÄĒ recebedores e tang√≠veis como sentidos virados para o externo: escolho estas, e as an√°logas suponham-se,

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Toda a Ideia Falsa é Perigosa

Toda a ideia falsa é perigosa. Crê-se que os sonhadores não fazem mal; é engano, pois fazem-no e muito. As utopias aparentemente mais inofensivas exercem realmente uma acção nociva. Tendem a inspirar o nojo da realidade.

Eu gostaria de viver num mundo constituído exclusivamente por mulheres. Queria que as mulheres governassem, dessem ordens aos homens, mandassem, impusessem a sensibilidade delas aos problemas do mundo. Não haveria tantos desmandos nem tantas guerras. As artes floresceriam. As mulheres têm mais juízo. Os homens são sonhadores e malucos. As mulheres são Benazhir Bhutto. Os homens são Saddam Hussein.

Sempre O Sonho

Para encantar os círculos da Vida
√č ser tranq√ľilo, sonhador, confiante,
Sempre trazer o coração radiante
Como um rio e rosais junto de ermida.

Beber na vinha celestial, garrida
Das estrelas o vinho flamejante
E caminhar vitorioso e ovante
Como um deus, com a cabeça enflorescida.

Sorrir, amar para alargar os mundoe
Do Sentimento e para ter profundos
Momentos de momentos soberanos.

Para sentir em torno à terra ondeando
Um sonho, sempre um sonho além rolando
Vagas e vagas de imortais oceanos.

O Universo é o Sonho de um Sonhador Infinito

1. N√£o conhecemos sen√£o as nossas sensa√ß√Ķes. O universo √© pois um simples conceito nosso.
2. O universo porém Рao contrário de e em contraste com, as nossas fantasias e os nossos sonhos Рrevela, ao ser examinado, que tem uma ordem, que é regido por regras sem excepção a que chamamos leis.
3. √Äparte isso, o universo, ou grande parte dele, √© um ¬ęconceito¬Ľ comum a todos os que s√£o constitu√≠dos como n√≥s: isto √©, √© um conceito do esp√≠rito humano.
4. O universo é considerado objectivo, real Рpor isso e pela própria constituição dos nossos sentidos.
5. Como objectivo, o universo √© pois o conceito de um esp√≠rito infinito, √ļnico que pode sonhar de modo a criar. O universo √© o sonho de um sonhador infinito e omnipotente.
6. Como cada um de nós, ao vê-lo, ouvi-lo, etc., cria o universo, esse espírito infinito existe em todos nós.
7. Como cada um de nós é parte do universo, esse espírito infinito, ao mesmo tempo que existe em nós, cria-nos a nós. Somos distintos e indistintos dele.
8. A ¬ęCausa imanente¬Ľ, como √© definida, tem que, ao criar, criar infinitamente.

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A Coragem do Sonhador

Sempre que nos assumimos como ‚Äúsonhadores‚ÄĚ, ficamos mais perto de tornar qualquer sonho em realidade e de inspirar quem quer que seja com essa nossa conquista, como tal, √© de louvar quem carrega esta palavra na boca e o seu significado no peito. Sonhar est√° ao alcance de todos, √© um facto, mas poucos o fazem pois poucos s√£o aqueles que o assumem como uma extens√£o de si mesmos. Quantas pessoas afirmam que t√™m um sonho? Poucas, muito poucas, e muitas dessas poucas nem chegam a fazer nada para concretiz√°-lo, ou seja, sobrevivem uma vida inteira sem sonhar, agarrados √† mis√©ria a que a pregui√ßa os obriga. Admiro, particularmente, quem se assume como um sonhador, quem admite que o sonho √© uma realidade na sua vida, quem se permite levantar os p√©s do ch√£o e enveredar por caminhos desconhecidos. Nenhum sonho se encontra no fim de um caminho feito por muita gente; o caminho para o teu sonho est√° c√Ęndido, √† espera das tuas primeiras pegadas, por isso uma coisa te garanto, quanto mais verbalizares esta palavra, mais a tua mente se desmente e se entrega, mais o corpo acredita, mais forma ele ganha e mais sentido encontrar√°s nesta experi√™ncia.

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De Alma Em Alma

Tu andas de alma em alma errando, errando,
como de santu√°rio em santu√°rio.
√Čs o secreto e m√≠stico templ√°rio
As almas, em silêncio, contemplando.

N√£o sei que de harpas h√° em ti vibrando,
que sons de peregrino estradiv√°rio
Que lembras reverências de sacrário
E de vozes celestes murmurando.

Mas sei que de alma em alma andas perdido
Atr√°s de um belo mundo indefinido
De silêncio, de Amor, de Maravilha.

Vai! Sonhador das nobres reverências!
A alma da Fé tem dessas florescências,
Mesmo da Morte ressuscita e brilha!

Desejo que seja um grande sonhador. E que, entre os seus sonhos, sonhe em ter um caso de amor com a sua qualidade de vida. Caso contr√°rio, ter√° uma d√≠vida enorme para com a sua sa√ļde emocional e uma mente livre. Saiba que os melhores seres humanos j√° tra√≠ram: tra√≠ram os seus fins de semana, o seu sono, o seu descanso. Tra√≠ram o tempo com as pessoas que mais amam.

A Maior Intensidade de Vida do Artista

Embora o artista em todos os per√≠odos da sua vida permane√ßa mais pr√≥ximo da inf√Ęncia, para n√£o dizer mais fiel do que o homem especializado na realidade pr√°tica, muito embora se possa afirmar que ele, ao contr√°rio deste √ļltimo se mant√©m continuamente no estado sonhador e puramente humano da crian√ßa brincalhona, o caminho que transp√Ķe a partir dos prim√≥rdios intactos at√© √†s fases tardias, jamais imaginadas do seu devir, √© infinitamente mais longo, mais aventuroso, mais emocionante para o espectador, do que o do homem burgu√™s, para o qual a reminisc√™ncia de tamb√©m ter sido crian√ßa em outros tempos nunca fica t√£o prenhe de l√°grimas.

Carta de Amor

Eu sabia que seria apenas depois de te teres ido embora que iria perceber a completa extensão da minha felicidade e, alas! o grau da minha perda também. Ainda não a consegui ultrapassar, e se não tivesse à minha frente aquela caixinha pequena com a tua doce fotografia, pensaria que tudo não teria passado de um sonho do qual não quereria acordar. Contudo os meus amigos dizem que é verdade, e eu próprio consigo-me lembrar de detalhes ainda mais charmosos, ainda mais misteriosamente encantadores do que qualquer fantasia sonhadora poderia criar. Tem que ser verdade. Martha é minha, a rapariga doce da qual todos falam com admiração, que apesar de toda a minha resistência cativou o meu coração logo no primeiro encontro, a rapariga que eu receava cortejar e que veio para mim com elevada confiança, que fortaleceu a minha confiança em mim próprio e me deu esperanças e energia para trabalhar, na altura que eu mais precisava.

Quando tu voltares, querida rapariga, já terei vencido a timidez e estranheza que até agora me inibiu perante a tua presença. Iremos sentar-nos de novo sozinhos naquele pequeno quarto agradável, vais-te sentar naquela poltrona castanha , eu estarei a teus pés no banquinho redondo,

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