Cita√ß√Ķes sobre Topo

28 resultados
Frases sobre topo, poemas sobre topo e outras cita√ß√Ķes sobre topo para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Neblina

Um dedo a bordo aponta
a neblina sentada, sustentada
sobre o topo do monte.

O céu está todo azul, com excepção
daqueles trapos brancos, como roupa
de alguém que passou por uma planta
com espinhos e n√£o se acautelou.

√Č uma esp√©cie de √°gua altaneira,
evadida do rio,
que ora entremostra ora esconde
fragadas, pinhal, terra
arroteada.

Sim, concedo,
é muito sugestivo.

Mas, cansado de pairar
nestes transes de lirismo
que me escaldam sem me purificar,
prefiro a √°gua propriamente dita:
√°gua com peso,
esta boa água, sólida, palpável,
que, poupando-me a pele,
me humedece as entranhas
(para n√£o falar dos olhos,
mas isso é outra história)

Рe à flor da qual se repete
a neblina do monte.

Ou n√£o fosse o rio um espelho
antes de rio.

Submiss√£o

1.

no topo desta escada
tem um chefe
que te olha.
na curva desta estrada
tem um dono
que me manda.

2.

mais desço quando subo,
a cada passo,
se me movo
para cima e para baixo,
mais volto quando ando,
a cada passo,
para frente e para os lados,
na curva desta estrada,
se me curvo
sem mais nada.

3.

no caminho em que caminho
cruzo os braços
a cada passo
e, mudo, avanço
no caminho sem recuo
que me leva
nesta escada,
nesta estrada
a cada curva que me curva
t√£o curvada.

4.

a cada passo,
mais tropeço
se começo
nesta dança
sob o peso
desta canga
que j√° levo
sobre os ombros;
sobre os ombros
j√° t√£o curvos
j√° t√£o duros
no silêncio em que me escondo.

5.

a cada passo, em cada curva
só te vejo tão curvado,
que dependo da procura procurada
na ida desta volta,

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A Idade n√£o nos Torna mais S√°bios

As pessoas imaginam que precisamos de chegar a velhos para ficarmos sábios, mas, na verdade, à medida que os anos avançam, é difícil mantermo-nos tão sábios como éramos. De facto, o homem torna-se um ser distinto em diferentes etapas da vida. Mas ele não pode dizer que se tornou melhor, e, em alguns aspectos, é igualmente provável que ele esteja certo aos vinte ou aos sessenta. Vemos o mundo de um modo a partir da planície, de outro a partir do topo de uma escarpa, e de outro ainda dos flancos de uma cordilheira. De alguns desses pontos podemos ver uma porção maior do mundo que de outros, mas isso é tudo. Não se pode dizer que vemos de modo mais verdadeiro de um desses pontos que dos restantes.

As Obras e os Mistérios do Amor

Quem ama não sente o amor no seu coração. Vive no coração do amor. O amor que nos oferece os sonhos mais belos e nos faz voar, é o mesmo que nos crava os espinhos mais duros na carne e se faz mar nas nossas lágrimas.

O amor faz o que quer, onde e quando alguém o aceita. Não tem outras mãos ou olhos senão os nossos. A força do amor é aquela de que nós formos capazes. Por isso, amar é, antes de tudo, aceitar.

Há quem entregue a sua vida por amor. Quem se abandone a si mesmo, deixando para trás aquilo que outros julgam ser o seu maior tesouro… A vida é para amar, quem não ama, apenas sobrevive.
H√° quem morra por amor. Mas esta vida √© apenas um peda√ßo de outra, maior, que s√≥ √© vivida pelos que tiverem a coragem imprudente de ser luz e calor na vida de algu√©m, aceitando-o como √©… e como quer ser. Sem o julgar. Respeitando sempre os seus espa√ßos e os seus tempos, o seu passado e o seu futuro. Amar √© corrigir e ajudar quem se ama a ser melhor, mas n√£o o obrigando aos nossos pensamentos e sentimentos,

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A organiza√ß√£o em excesso transforma em aut√īmatos homens e mulheres, reprime o esp√≠rito criador e elimina a pr√≥pria possibilidade de liberdade. Como sempre, o √ļnico caminho seguro est√° no meio-termo, entre o excesso do laissez-faire, num dos topos da escala, e o controle total, no outro extremo.

O Mal da Cidade

O Homem pensa ter na Cidade a base de toda a sua grandeza e s√≥ nela tem a fonte de toda a sua mis√©ria. V√™, Jacinto! Na Cidade perdeu ele a for√ßa e beleza harmoniosa do corpo, e se tornou esse ser ressequido e escanifrado ou obeso e afogado em unto, de ossos moles como trapos, de nervos tr√©mulos como arames, com cangalhas, com chin√≥s, com dentaduras de chumbo, sem sangue, sem fibra, sem vi√ßo, torto, corcunda – esse ser em que Deus, espantado, mal pode reconhecer o seu esbelto e rijo e nobre Ad√£o! Na cidade findou a sua liberdade moral: cada manh√£ ela lhe imp√Ķe uma necessidade, e cada necessidade o arremessa para uma depend√™ncia: pobre e subalterno, a sua vida √© um constante solicitar, adular, vergar, rastejar, aturar; rico e superior como um Jacinto, a Sociedade logo o enreda em tradi√ß√Ķes, preceitos, etiquetas, cerim√≥nias, praxes, ritos, servi√ßos mais disciplinares que os dum c√°rcere ou dum quartel… A sua tranquilidade (bem t√£o alto que Deus com ela recompensa os Santos) onde est√°, meu Jacinto? Sumida para sempre, nessa batalha desesperada pelo p√£o, ou pela fama, ou pelo poder, ou pelo gozo, ou pela fugidia rodela de ouro!
Alegria como a haver√° na Cidade para esses milh√Ķes de seres que tumultuam na arquejante ocupa√ß√£o de desejar –

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A religião é o mais estranho de todos os negócios. Não tem um patrão, mas tem mediadores: o sacerdote, o bispo, o cardeal, o Papa, o Messias, toda a hierarquia, e no topo não há ninguém!

Eu aprendi que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a.

O esforço para alcançar o topo é por si só suficiente para completar o coração do homem.

A Casa Da Rua Abílio

A casa que foi minha, hoje é casa de Deus.
Traz no topo uma cruz. Ali vivi com os meus,
Ali nasceu meu filho; ali, só, na orfandade
Fiquei de um grande amor. Às vezes a cidade

Deixo e vou vê-la em meio aos altos muros seus.
Sai de lá uma prece, elevando-se aos céus;
S√£o as freiras rezando. Entre os ferros da grade,
Espreitando o interior, olha a minha saudade.

Um sussurro também, como esse, em sons dispersos,
Ouvia n√£o h√° muito a casa. Eram meus versos.
De alguns talvez ainda os ecos falaram,

E em seu surto, a buscar o eternamente belo,
Misturados à voz das monjas do Carmelo,
Subirão até Deus nas asas da oração.

Se tivesse sido possível construir a torre de Babel sem a escalar até ao topo, ela teria sido permitida.

J√° Est√° na Altura de Perder as Ilus√Ķes

As ilus√Ķes das pessoas v√£o mudando. Quando s√£o jovens, t√™m a ilus√£o do amor; pensam que o amor talvez consiga abrir as portas de todos os mist√©rios. O amor abre realmente as portas, n√£o as dos mist√©rios, mas as das mis√©rias. H√° outros indiv√≠duos a quem s√≥ interessa ganhar dinheiro. Quando perguntaram a Henry Ford: ¬ęGanhou mais dinheiro do que qualquer outra pessoa no mundo. Agora que chegou ao topo, como se sente?¬Ľ, ele respondeu: ¬ęCompletamente frustrado, porque no topo n√£o existe nada. O que aprendi ao longo de toda a minha vida foi a subir escadas. Fui subindo, na esperan√ßa de que no degrau seguinte pudesse estar a realiza√ß√£o, mas a realiza√ß√£o nunca se alcan√ßa.¬Ľ
Quando as pessoas perdem as suas esperan√ßas, ilus√Ķes e sonhos mundanos, ent√£o mudam e come√ßam a ter esperan√ßa no crescimento espiritual, em Deus e no para√≠so. Estas s√£o as mesmas pessoas e as mesmas mentes que n√£o aprenderam absolutamente nada.
A n√£o ser que n√£o possua quaisquer tipo de ilus√Ķes – o que significa que j√° n√£o pensa no amanh√£ n√£o conhecer√° a verdade pura da exist√™ncia, que apenas existe nesse momento. N√£o se encontrar√° em sintonia com o mesmo, e, portanto,

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Para desenvolver as √°reas nobres da emo√ß√£o √© preciso aprender a gerir os pensamentos. Somente assim √© poss√≠vel reeditar o filme da nossa hist√≥ria registado na mem√≥ria e sofrer mudan√ßas substanciais na personalidade. Existimos para escalar o topo das montanhas, ainda que tenhamos de passar pelos vales da ansiedade e das frustra√ß√Ķes. √Č importante entendermos as causas do passado para reorganizarmos o presente, mas √© igualmente importante gerirmos os pensamentos e as emo√ß√Ķes do presente para acelerarmos o processo.

O Amor

I

Eu nunca naveguei, pieguíssimo argonauta
Dans les fleuves du tendre, onde h√° naufr√°gios bons,
Conduzindo Florian na tolda a tocar frauta,
E cupidinhos d’oiro a tasquinhar bombons.
Nunca ninguém me viu de capa à trovador,
Às horas em que está já Menelau deitado,
A tanger o arrabil sob os balc√Ķes em flor
Dos castelos feudais de papel√£o doirado.
N√£o canto de Anfitrite as vaporosas fraldas,
(Eu não quero com isto, ó Vénus, descompor-te)
Nem costumo almo√ßar c’roado de grinaldas,
Nem nunca pastoreei enfim, vestido à corte,
De bordão de cristal e punhos de Alençon,
Borreguinhos de neve a tosar esmeraldas
Num lameiro qualquer de qualquer Trianon.
Eu não bebo ambrósia em taças cristalinas,
Bebo um vinho qualquer do Douro ou de Bucelas,
Nem vou interrogar as folhas das boninas,
Para saber o amor, o tal amor das Elas.
N√£o visto da poesia a t√ļnica incons√ļtil,
Pela simples raz√£o, sob o pretexto f√ļtil
De ter visto passar na rua uns pés bonitos;
Nem do meu coração eu fiz um paliteiro,
Onde venha o amor cravar os seus palitos.

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A Razão da Minha Esperança

Meu bom amigo,

Sei que tens sofrido bastante.

Não posso esquecer que um dia me ensinaste: que leal é quem não abandona; que devemos procurar ser pessoas dignas de confiança, mais do que tentar encontrar alguém assim; e, que a vontade de amar já é, em si mesma, amor.

Permite-me que partilhe contigo, hoje, algumas ideias a respeito dos momentos dif√≠ceis…

S√£o muitas as provas que na vida servem para testar quem somos, a for√ßa que temos em n√≥s e o nosso valor. Algumas vezes uma pedra gigante vem cair mesmo diante de n√≥s… outras vezes s√£o s√©ries infind√°veis de pequenos obst√°culos no caminho… longas etapas que nos obrigam a seguir adiante sem descansar, em percursos onde quase nunca se v√™ o horizonte.
A agita√ß√£o permanente em que vivemos leva muitos a desistir de encontrar refer√™ncias mais adiante, mas √© preciso que nos afastemos do tempo para assim encontrarmos a posi√ß√£o mais segura, elevando-nos acima dos momentos passageiros para os compreender melhor. No meio da confus√£o √© preciso ver para al√©m do que se pode olhar… estabelecer os alicerces sobre o que √© s√≥lido, ainda que seja preciso escavar muito mais fundo do que o normal…

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