Cita√ß√Ķes sobre Advogado

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Frases sobre advogado, poemas sobre advogado e outras cita√ß√Ķes sobre advogado para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Venda da Alma e Venda do Corpo

N√£o s√≥ as mulheres que casam sem amor, mas apenas por conveni√™ncia; n√£o s√≥ as esposas que continuam a comer o p√£o daquele que j√° n√£o amam e enganam; n√£o s√≥ as mulheres se prostituem. √Č prostituto o escritor que coloca a pena ao servi√ßo das ideias em que n√£o cr√™; o advogado que defende causas que reconhece injustas; quem finge a ades√£o aos mitos e interesses dos poderosos para obter recompensas materiais e morais; o actor e o bobo que se exp√Ķem diante dos idiotas pagantes para arrecadar aplausos e dinheiro; o poeta que abre aos estranhos os segredos da sua alma, amores e melancolias, para obter em compensa√ß√£o um pouco de fama, de dinheiro ou de compaix√£o; e, acima de tudo, √© prostituto o pol√≠tico, o demagogo, o tribuno que todos devem acariciar, seduzir, a todos promete favores e felicidade e a todos se entrega por amor √† popularidade – justamente chamado homem p√ļblico, quase irm√£o de toda a mulher p√ļblica.
Mas quem de entre n√≥s, pelo menos um dia da sua vida, n√£o simulou um sentimento que n√£o tinha e um entusiasmo que n√£o sentia e repetiu uma opini√£o falsa para obter compensa√ß√Ķes, cumplicidades, sorrisos ou benef√≠cios?

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Nao há Virtude sem Agitação Desordenada

Os choques e abalos que a nossa alma recebe pelas paix√Ķes corporais muito podem sobre ela; por√©m podem mais ainda as suas pr√≥prias, pelas quais est√° t√£o fortemente dominada que talvez possamos afirmar que n√£o tem nenhuma outra velocidade e movimento que n√£o os do sopro dos seus ventos, e que, sem a agita√ß√£o destes, ela permaneceria sem ac√ß√£o, como um navio em pleno mar e que os ventos deixassem sem ajuda. E quem sustentasse isso, seguindo o partido dos peripat√©ticos, n√£o nos causaria muito dano, pois √© sabido que a maior parte das mais belas ac√ß√Ķes da alma procedem desse impulso das paix√Ķes e necessitam dele. A valentia, diz-se, n√£o se pode cumprir sem a assist√™ncia da c√≥lera.

Ajax sempre foi valente, mas nunca o foi tanto como na sua loucura (Cícero)

Nem investimos contra os maus e os inimigos com tanto vigor se n√£o estivermos encolerizados; e pretende-se que o advogado inspire a c√≥lera nos ju√≠zes para deles obter justi√ßa. As paix√Ķes excitaram Tem√≠stocles, excitaram Dem√≥stenes e impeliram os fil√≥sofos para trabalhos, vig√≠lias e peregrina√ß√Ķes; conduzem-nos √† honra, √† ci√™ncia, √† sa√ļde – fins √ļteis. E essa falta de vigor da alma para suportar o sofrimento e os desgostos serve para alimentar na consci√™ncia a penit√™ncia e o arrependimento,

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Opini√Ķes Influenciadas pelo Interesse

A maior parte das coisas pode ser considerada sob pontos de vista muito diferentes: interesse geral ou interesse particular, principalmente. A nossa aten√ß√£o, naturalmente concentrada sob o aspecto que nos √© proveitoso, impede que vejamos os outros. O interesse possui, como a paix√£o, o poder de transformar em verdade aquilo em que lhe √© √ļtil acreditar. Ele √©, pois, freq√ľentemente, mais √ļtil do que a raz√£o, mesmo em quest√Ķes em que esta deveria ser, aparentemente, o guia √ļnico. Em economia pol√≠tica, por exemplo, as convic√ß√Ķes s√£o de tal modo inspiradas pelo interesse pessoal que se pode, em geral, saber pr√©viamente, conforme a profiss√£o de um indiv√≠duo, se ele √© partid√°rio ou n√£o do livre c√Ęmbio.
As varia√ß√Ķes de opini√£o obedecem, naturalmente, √†s varia√ß√Ķes do interesse. Em mat√©ria pol√≠tica, o interesse pessoal constitui o principal factor. Um indiv√≠duo que, em certo momento, energicamente combateu o imposto sobre a renda, com a mesma energia o defender√° mais, se conta ser ministro. Os socialistas enriquecidos acabam, em geral, conservadores, e os descontentes de um partido qualquer se transformam facilmente em socialistas.
O interesse, sob todas as suas formas, n√£o √© somente gerador de opini√Ķes. Agu√ßado por necessidades muito intensas, ele enfraquece logo a moralidade.

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C√ļmplice, n. Pessoa associada a outra num crime, sendo culpada de conhecimento dos factos e de cumplicidade; como um advogado que defende um criminoso, sabendo-o culpado. Esta perspectiva da posi√ß√£o do advogado nesta mat√©ria n√£o granjeou, at√© agora, a concord√Ęncia dos advogados, pois ningu√©m lhes pagou para que concordassem.

√Č por ter Esp√≠rito que me Aborre√ßo

√Č preciso esconjurar, da forma que nos for poss√≠vel, este diabo de vida que n√£o sei porque √© que nos foi dada e que se torna t√£o facilmente amarga se n√£o opusermos ao t√©dio e aos aborrecimentos uma vontade de ferro. √Č preciso, numa palavra, agitar este corpo e este esp√≠rito que se delapidam um ao outro na estagna√ß√£o e numa indol√™ncia que se confunde com um torpor. √Č preciso passar, necessariamente, do descanso ao trabalho – e reciprocamente: s√≥ assim estes parecer√£o, ao mesmo tempo, agrad√°veis e salutares. Um desgra√ßado que trabalhe sem cessar, sob o peso de tarefas inadi√°veis, deve ser, sem d√ļvida, extremamente infeliz, mas um indiv√≠duo que n√£o fa√ßa mais do que divertir-se n√£o encontrar√° nas suas distrac√ß√Ķes nem prazer nem tranquilidade; sente que luta contra o t√©dio e que este o prende pelos cabelos – como se fosse um fantasma que se colocasse sempre por detr√°s de cada distrac√ß√£o e espreitasse por cima do nosso ombro.
Não julgue, cara amiga, que eu só porque trabalho regularmente estou isento das investidas deste terrível inimigo; penso que, quando se tem uma certa disposição de espírito, é preciso termos uma imensa energia de forma a não nos deixarmos absorver e conseguir escapar,

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As Influências no Estado de Espírito

Agora estou disposto a fazer tudo, agora a nada fazer; o que me √© um prazer neste momento em alguma outra vez me ser√° um esfor√ßo. Acontecem em mim mil agita√ß√Ķes desarrazoadas e acidentais. Ou o humor melanc√≥lico me domina, ou o col√©rico; e, com a sua autoridade pessoal, neste momento a tristeza predomina em mim, neste momento a alegria. Quando pego em livros, terei captado em determinada passagem qualidades excelentes e que ter√£o tocado a minha alma; quando uma outra vez volto a deparar com ela, por mais que a vire e revire, por mais que a dobre e apalpe, √© para mim uma massa desconhecida e informe.
Mesmo nos meus escritos nem sempre reencontro o sentido do meu pensamento anterior: n√£o sei o que quis dizer, e ami√ļde me esfalfo corrigindo e dando-lhe um novo sentido, por haver perdido o primeiro, que valia mais. N√£o fa√ßo mais que ir e vir: o meu julgamento nem sempre caminha para a frente; ele flutua, vagueia, Como um barquinho fr√°gil surpreendido no vasto mar por uma tempestade violenta (Catulo).
Muitas vezes (como habitualmente me advém fazer), tendo tomado para defender, por exercício e por diversão, uma opinião contrária à minha,

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As √önicas Verdades que se Demonstram S√£o as do Passado

Aqueles que se apoiam em raz√Ķes coerentes e n√£o na riqueza do cora√ß√£o, que discutem para agir segundo a raz√£o, nem sequer chegar√£o a agir porque aos silogismos deles algu√©m mais h√°bil opor√° argumentos melhores, aos quais eles, depois de terem reflectido, opor√£o argumentos ainda melhores. E assim, de advogado h√°bil em advogado mais h√°bil, por toda a eternidade.
As √ļnicas verdades que se demonstram s√£o as do passado, evidentes em primeiro lugar porque s√£o. Se quiseres explicar pela raz√£o o motivo por que determinada obra √© grande, consegui-lo-√°s sem d√ļvida. Porque conheces de antem√£o o que desejas demonstrar. Mas a cria√ß√£o n√£o pertence a esse dom√≠nio. Experimenta dar pedras ao teu contabilista e ele n√£o construir√° templo algum.

A Voltinha é uma Instituição Nacional

Agora que os Portugueses voltam a casar-se pela Igreja e a fazer juramentos solenes de fidelidade onde prometem que n√£o ir√£o enganar os c√īnjuges (mesmo que os c√īnjuges fiquem intoleravelmente leprosos ou ma√ßadores ou miser√°veis), as pessoas t√™m de saber enfrentar as facilidades, dificuldades e d√ļvidas da fidelidade.
Por exemplo, ¬ęa voltinha¬Ľ √© uma institui√ß√£o nacional. Dar ¬ęuma voltinha¬Ľ com algu√©m n√£o √© andar com algu√©m ‚ÄĒ √© ¬ęver como anda¬Ľ.
Como quem d√° uma voltinha ao quarteir√£o na motocicleta do padeiro. Monta-se, pega-se de empurr√£o, d√°-se a voltinha, desmonta-se e desliga-se. ¬ęChegaste a andar com ele?¬Ľ, pergunta uma parola mais curta. ¬ę√Čs parva!, ‚ÄĒ responde a mais alta, ‚ÄĒ dei s√≥ uma voltinha!¬Ľ.
A ideia √© que a voltinha ¬ęn√£o vale¬Ľ. N√£o se fala, n√£o se paga, n√£o se recorda, n√£o se conta; enfim, ¬ęn√£o conta¬Ľ. As voltinhas est√£o para as rela√ß√Ķes humanas como os brindes da Ju√° para o sistema econ√≥mico portugu√™s: n√£o entram no or√ßamento. Quando se vai ¬ędar uma voltinha¬Ľ com algu√©m, n√£o se vai nem com muita vontade nem com muita pressa ‚ÄĒ vai-se. N√£o faz sentido dizer que se ¬ędeseja¬Ľ dar uma voltinha com algu√©m. As voltinhas n√£o s√£o o resultado de grandes planos e sedu√ß√Ķes ‚ÄĒ ¬ęproporcionam-se¬Ľ (eis o verbo moderno mais est√ļpido).

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Depois, só tinha pensamentos de prisioneiro. Aguardava o passeio diário no pátio ou a visita do advogado. O restante do meu tempo eu coordenava muito bem. Nessa época pensei muitas vezes que se me obrigassem a viver dentro de um tronco seco de árvore, sem outra ocupação além de olhar a flor do céu acima da minha cabeça, eu teria me habituado aos poucos. Teria esperado a passagem dos pássaros ou os encontros entre as nuvens tal como esperava aqui as estranhas gravatas do advogado, e, como num outro mundo, esperava até sábado para estreitar nos meus braços o corpo de Marie. Ora, a verdade, afinal é que eu não estava numa árvore seca. Havia pessoas mais infelizes do que eu. Era, aliás, uma idéia de mamãe, e ela repetia com frequência que acabávamos acostumando-nos a tudo.

Todos os Homens S√£o Propriet√°rios

Todos os homens s√£o propriet√°rios, mas na realidade nenhum possui. N√£o s√£o propriet√°rios apenas porque at√© o √ļltimo dos pedintes tem sempre alguma coisa al√©m do que traz em cima, mas porque cada um de n√≥s √©, a seu modo, um capitalista.
Al√©m dos propriet√°rios de terras, de mercadorias, de m√°quinas e de dinheiro, existem, ainda mais numerosos, os propriet√°rios de capitais pessoais, que se podem alugar, vender ou fazer frutificar como os outros. S√£o os propriet√°rios e locadores de for√ßa f√≠sica – camponeses, oper√°rios, soldados – e propriet√°rios e prestadores de for√ßas intelectuais – m√©dicos, engenheiros, professores, escritores, burocratas, artistas, cientistas. Quem aluga os seus m√ļsculos, o seu saber ou o seu engenho obt√©m um rendimento, que pressup√Ķe um patrim√≥nio.
Um demagogo ou um dirigente de partido pode viver pobremente, mas se milh√Ķes de homens est√£o dispostos a obedecer a uma palavra sua, √©, na realidade, um capitalista, que, em vez de possuir milh√Ķes de liras, possui milh√Ķes de vontades. O talento visual de um pintor, a eloqu√™ncia de um advogado, o esp√≠rito inventivo de um mec√Ęnico s√£o verdadeiros capitais e medem-se pelo pre√ßo que deve pagar, para obter os seus produtos, quem n√£o os possui e carece deles.

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A Alma Popular é Totalmente Dominada por Elementos Afectivos e Místicos

A ac√ß√£o cada vez mais consider√°vel das multid√Ķes na vida pol√≠tica imprime especial import√Ęncia ao estudo das opini√Ķes populares. Interpretadas por uma legi√£o de advogados e professores, que as transp√Ķem e lhe dissimulam a mobilidade, a incoer√™ncia e o simplismo, elas permanecem pouco conhecidas. Hoje, o povo soberano √© t√£o adulado quanto foram, outrora, os piores d√©spotas. As suas paix√Ķes baixas, os seus ruidosos apetites, as suas ininteligentes aspira√ß√Ķes suscitam admiradores. Para os pol√≠ticos, servidores da plebe, os factos n√£o existem, as realidades n√£o t√™m nenhum valor, a natureza deve-se submeter a todas as fantasias do n√ļmero.
A alma popular (…) tem, como principal caracter√≠stica, a circunst√Ęncia de ser inteiramente dominada por elementos afectivos e m√≠sticos. N√£o podendo nenhum argumento racional refrear nela as impuls√Ķes criadas por esses elementos, ela obedece-lhes imediatamente.
O lado m√≠stico da alma das multid√Ķes √©, muitas vezes, mais desenvolvido ainda do que o seu lado afectivo. Da√≠ resulta uma intensa necessidade de adorar alguma coisa: deus, feiti√ßo, personagem ou doutrina.
(…) O ponto mais essencial, talvez, da psicologia das multid√Ķes √© a nula influ√™ncia que a raz√£o exerceu nelas. As ideias suscept√≠veis de influenciar as multid√Ķes n√£o s√£o ideias racionais, por√©m sentimentos expressos sob forma de ideias.

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Assim como o m√©dico n√£o deixa ver nada das suas apreens√Ķes ao seu paciente, da mesma forma o advogado mostra sempre uma fisionomia cheia de esperan√ßa ao seu cliente. √Č um desses casos raros em que a mentira se torna virtude.

Como se Faz uma Declaração de Amor?

Mas ent√£o como se faz uma declara√ß√£o de amor? Em papel selado, na presen√ßa de um advogado. Por que n√£o? As piores declara√ß√Ķes s√£o as p√≠fias e clandestinas, do g√©nero ¬ęAcho-te uma pessoa muito interessante¬Ľ. As melhores s√£o aquelas que comprometem quem as faz, que se baseiam em provas capazes de serem apresentadas em tribunal, que fazem corar as testemunhas. As declara√ß√Ķes do tipo ¬ęExperimentar-a-ver-se-d√°¬Ľ nunca d√£o. √Č melhor mandar imprimir 2000 folhetos e distribu√≠-los por avioneta √† popula√ß√£o, devidamente identificados, do que um bilhetinho an√≥nimo de ¬ęum admirador¬Ľ. As declara√ß√Ķes de amor t√™m de cortar a respira√ß√£o de quem as recebe, t√™m de rebentar na cara de quem as l√™. O amor e o terrorismo s√£o quest√Ķes de objectivo, e n√£o de grau.

Como estamos todos a zero, ningu√©m pode dar conselhos a ningu√©m. H√° s√©culos que as maiores cabe√ßas do mundo procuram a frase perfeita de apresenta√ß√£o. H√° as deixas rascas, do g√©nero ¬ęDeixe-me adivinhar o seu signo¬Ľ ou ¬ęN√£o costuma c√° estar √†s ter√ßas-feiras, pois n√£o?¬Ľ. H√° as deixas pirosas, do g√©nero ¬ęImporta-se que eu lhe diga que voc√™ √© muito bonita?¬Ľ ou ¬ęPosso s√≥ dizer-lhe uma coisa? O seu namorado tem muita sorte!¬Ľ. Depois,

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Para que serve um advogado honesto quando o que você precisa é de um advogado desonesto?