Cita√ß√Ķes sobre Apatia

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Frases sobre apatia, poemas sobre apatia e outras cita√ß√Ķes sobre apatia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A criatura ineficaz, hesitante, fr√°gil ‚Äď um telegrama arrasa-o, uma carta leva-o logo a p√īr-se de p√©, reanima-o, o sil√™ncio que se segue √† carta lan√ßa-o para a apatia.

Dai À Obra De Marta Um Pouco De Maria

Dai à obra de Marta um pouco de Maria,
Dai um beijo de sol ao descuidado arbusto;
Vereis neste florir o tronco ereto e adusto,
E mais gosto achareis naquela e mais valia.

A doce m√£e n√£o perde o seu papel augusto,
Nem o lar conjugal a perfeita harmonia.
Viver√£o dous aonde um at√© ‘qui vivia,
E o trabalho haverá menos difícil custo.

Urge a vida encarar sem a mole apatia,
√ď mulher! Urge p√īr no gracioso busto,
Sob o tépido seio, um coração robusto.

Nem erma escurid√£o, nem mal-aceso dia.
Basta um jorro de sol ao descuidado arbusto,
Basta à obra de Marta um pouco de Maria.

Contra a Ansiedade

Sempre que te aconte√ßa alguma coisa contr√°ria √† tua expectativa diz a ti mesmo que os deuses tomaram uma decis√£o superior! Com semelhante disposi√ß√£o de esp√≠rito, nada ter√°s a temer. Esta disposi√ß√£o de esp√≠rito consegue-se pensando na instabilidade da vida humana antes de a experimentarmos em n√≥s, olhando para os filhos, a mulher, os bens como algo que n√£o possuiremos para sempre, e evitando imaginarmo-nos mais infelizes um dia que deixemos de os possuir. Ser√° a ru√≠na do esp√≠rito andarmos ansiosos pelo futuro, desgra√ßados antes da desgra√ßa, sempre na ang√ļstia de n√£o saber se tudo o que nos d√° satisfa√ß√£o nos acompanhar√° at√© ao √ļltimo dia; assim, nunca conseguiremos repouso e, na expectativa do que h√°-de vir, deixaremos de aproveitar o presente. Situam-se, de facto, ao mesmo n√≠vel a dor por algo perdido e o receio de o perder. Isto n√£o quer dizer que te esteja incitando √† apatia! Pelo contr√°rio, procura evitar as situa√ß√Ķes perigosas; procura prever tudo quanto seja previs√≠vel; procura conjecturar tudo o que pode ser-te nocivo muito antes de que te suceda, para assim o evitares. Para tanto, ser-te-√° da maior utilidade a autoconfian√ßa, a firmeza de √Ęnimo apta a tudo enfrentar. Quem tem √Ęnimo para suportar a fortuna √© capaz de precaver-se contra ela;

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Viver em Estado de Amor

Respirar, viver n√£o √© apenas agarrar e libertar o ar, mecanicamente: √© existir com, √© viver em estado de amor. E, do mesmo modo, aderir ao mist√©rio √© entrar no singular, no afetivo. Deus √© c√ļmplice da afetividade: omnipotente e fr√°gil; impass√≠vel e pass√≠vel; transcendente e amoroso; sobrenatural e sens√≠vel. A mais louca pretens√£o crist√£ n√£o est√° do lado das afirma√ß√Ķes metaf√≠sicas: ela √© simplesmente a f√© na ressurrei√ß√£o do corpo.

O amor √© o verdadeiro despertador dos sentidos. As diversas patologias dos sentidos que anteriormente revisit√°mos mostram como, quando o amor est√° ausente, a nossa vitalidade hiberna. Uma das crises mais graves da nossa √©poca √© a separa√ß√£o entre conhecimento e amor. A m√≠stica dos sentidos, por√©m, busca aquela ci√™ncia que s√≥ se obt√©m amando. Amar significa abrir-se, romper o c√≠rculo do isolamento, habitar esse milagre que √© conseguirmos estar plenamente connosco e com o outro. O amor √© o degelo. Constr√≥i-se como forma de hospitalidade (o poeta brasileiro M√°rio Quintana escreve que ¬ęo amor √© quando a gente mora um no outro¬Ľ), mas pede aos que o seguem uma desarmada exposi√ß√£o. Os que amam s√£o, de certa maneira, mais vulner√°veis. N√£o podem fazer de conta. Se apetece cantar na rua,

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O Homem Superior

O maior triunfo do homem é quando se convence de que o ridículo é uma cousa sua que existe só para os outros, e, mesmo, sempre que outros queiram. Ele então deixa de importar-se com o ridículo, que, como não está em si, ele não pode matar.
Tr√™s cousas tem o homem superior que ensinar-se a esquecer para que possa gozar no perfeito silencio a sua superioridade ‚ÄĒ o ridiculo, o trabalho e a dedica√ß√£o.
Como n√£o se dedica a ningu√©m, tamb√©m nada exige da dedica√ß√£o alheia. S√≥brio, casto, frugal, tocando o menos poss√≠vel na vida, tanto para n√£o se incomodar como para n√£o approximar as cousas de mais, a ponto de destruir nelas a capacidade de serem sonhadas, ele isola-se por conveni√™ncia do orgulho e da desillus√£o. Aprende a sentir tudo sem o sentir directamente; porque sentir directamente √© submeter-se ‚ÄĒ submeter-se √† ac√ß√£o da cousa sentida.
Vive nas dores e nas alegrias alheias, Whitman ol√≠mpico, Proteu da compreens√£o, sem partilhar de viv√™-las realmente. Pode, a seu talante, embarcar ou ficar nas partidas de navios ‚ÄĒ e pode ficar e embarcar ao mesmo tempo, porque n√£o embarca nem fica. Esteve com todos em todas as sensa√ß√Ķes de todas as horas da sua vida.

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Podemos ter encontrado a cura para a maioria dos males, mas nunca encontr√°mos uma cura para o pior deles todos, a apatia dos seres humanos.

Conduta Apropriada

A maior parte das pessoas deixa-se irritar e exasperar pelos actos de neglig√™ncia, n√£o apenas de parentes e amigos como, inclusive, dos inimigos. Os ralhos, a irascibilidade, a inveja, a malevol√™ncia e o ci√ļme maligno s√£o pr√≥prios, t√£o-somente, das pessoas infectadas por tais pestil√™ncias, que afligem e oprimem gente insensata; brigas de vizinhos, apatia de amigos, mau procedimento de funcion√°rios no desempenho das suas obriga√ß√Ķes, s√£o inst√Ęncias disso. Coloca-te em lugar de destaque na lista das pessoas que abominam semelhante conduta; como os doutores em S√≥focles, que ¬ębile amarga com rem√©dio amargo purgam¬Ľ, exibes indigna√ß√£o e exaspera√ß√£o para fazer parelha com as suas paix√Ķes e destemperos. Isto √© il√≥gico. O neg√≥cio confiado √† tua administra√ß√£o √© realizado, em boa parte, n√£o por pessoas de car√°cter recto e direito, como instrumentos apropriados √† execu√ß√£o de um trabalho, mas por ferramentas tortas e defraudadas. N√£o imagines que seja de tua responsabilidade corrigi-las, ou que tal seja f√°cil de fazer. Mas se as usares de conformidade com o que s√£o, do mesmo modo por que os m√©dicos usam botic√Ķes ou pin√ßas cir√ļrgicas, revestindo-te da calma e da modera√ß√£o exigidas pela situa√ß√£o, o prazer que experimentar√°s com a tua s√°bia conduta ser√° maior do que o teu vexame pela crueza e deprava√ß√£o dos outros.

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O Prazer da Conversação

O tipo de bem-estar proporcionado por uma conversa√ß√£o animada n√£o consiste propriamente no assunto da conversa√ß√£o; nem as id√©ias nem os conhecimentos que ali podem ser desenvolvidos s√£o o seu principal interesse. Importa uma certa maneira de agir uns sobre os outros, de ter um prazer rec√≠proco e r√°pido, de falar t√£o logo se pense, de comprazer-se imediatamente consigo mesmo, de ser aplaudido sem esfor√ßo, de manifestar o seu esp√≠rito em todas as nuances pela entoa√ß√£o, pelo gesto, pelo olhar, enfim, de produzir √† vontade como que uma esp√©cie de electricidade que solta fa√≠scas, aliviando uns do pr√≥prio excesso da sua vivacidade e despertando outros de uma apatia dolorosa. (…) Bacon disse que “a conversa√ß√£o n√£o era um caminho que conduzia √† casa, mas uma vereda por onde se passeava prazerosamente ao acaso”.

Os Conselhos Mais Absurdos

As pessoas trocavam os conselhos mais absurdos. Incapazes de se escutarem, passavam as conversas a falar de si pr√≥prias, em apaixonadas manifesta√ß√Ķes de egotismo que tornavam insuport√°veis at√© os encontros mais promissores. Para al√©m de tudo, bastava um homem em sarilhos rom√Ęnticos manifestar o seu desespero, que logo irrompia, de entre os amigos, os conhecidos e os conhecidos de conhecidos, uma s√©rie de vampiros com uma esp√©cie de amor√≥metro na m√£o, determinados a provar a inexist√™ncia da gra√ßa (¬ęN√£o. isso n√£o √© amor. N√£o a amas. N√£o amas tu, nem te ama ela a ti¬Ľ), na ignor√Ęncia absoluta da multiplicidade de formas que o amor assume e no desejo incontido de limitar o mundo √†s escassas emo√ß√Ķes suscept√≠veis de penetrarem a coura√ßa da sua apatia.

L√ļbrica

Quando a vejo, de tarde, na alameda,
Arrastando com ar de antiga fada,
Pela rama da murta despontada,
A saia transparente de alva seda,
E medito no gozo que promete
A sua boca fresca, pequenina,
E o seio mergulhado em renda fina,
Sob a curva ligeira do corpete;
Pela mente me passa em nuvem densa
Um tropel infinito de desejos:
Quero, às vezes, sorvê-la, em grandes beijos,
Da lux√ļria febril na chama intensa…
Desejo, num transporte de gigante,
Estreitá-la de rijo entre meus braços,
Até quase esmagar nesses abraços
A sua carne branca e palpitante;
Como, da √Āsia nos bosques tropicais
Apertam, em espiral auriluzente,
Os m√ļsculos herc√ļleos da serpente,
Aos troncos das palmeiras colossais.
Mas, depois, quando o peso do cansaço
A sepulta na morna letargia,
Dormitando, repousa, todo o dia,
À sombra da palmeira, o corpo lasso.

Assim, quisera eu, exausto, quando,
No delírio da gula todo absorto,
Me prostasse, embriagado, semimorto,
O vapor do prazer em sono brando;
Entrever, sobre fundo esvaecido,
Dos fantasmas da febre o incerto mar,

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Atingir a Felicidade

Embora seja poss√≠vel atingir a felicidade, a felicidade n√£o √© uma coisa simples. Existem muitos n√≠veis. O Budismo, por exemplo, refere-se a quatro factores de contentamento ou felicidade: os bens materiais, a satisfa√ß√£o mundana, a espiritualidade e a ilumina√ß√£o. O conjunto destes factores abarca a totalidade da busca pessoal de felicidade. Deixemos de lado, por ora, as aspira√ß√Ķes √ļltimas a n√≠vel religioso ou espiritual, como a perfei√ß√£o e a ilumina√ß√£o, e concentremo-nos unicamente sobre a alegria e a felicidade, tal como as concebemos a n√≠vel mundano. A este n√≠vel, existem certos elementos-chave que n√≥s reconhecemos convencionalmente como contribuindo para o bem-estar e a felicidade. A sa√ļde, por exemplo, √© considerada como um factor necess√°rio para o bem-estar. Um outro factor s√£o as condi√ß√Ķes materiais ou os bens que possu√≠mos. Ter amigos e companheiros, √© outro. Todos n√≥s concordamos que para termos uma vida feliz precisamos de um c√≠rculo de amigos com quem nos possamos relacionar emocionalmente e em quem possamos confiar.

Portanto, todos estes factores s√£o causas de felicidade. Mas para que um indiv√≠duo possa utiliz√°-los plenamente e gozar de uma vida feliz e preenchida, a chave √© o estado de esp√≠rito. √Č crucial. Se utilizarmos as condi√ß√Ķes favor√°veis que possu√≠mos,

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A ciência poderá ter encontrado a cura para a maioria dos males, mas não achou ainda remédio para o pior de todos: a apatia dos seres humanos.

O Empregado Modelo

Um excelente trabalhador pode ser um grande poltr√£o? Alvaro √© a prova evidente que sim. Matas-te a trabalhar por pura burrice, por comodidade ou abulia, para n√£o teres de procurar um emprego mais instrutivo, mais estimulante, com mais perspetivas de carreira e at√© melhor sal√°rio. Eram os chamados trabalhadores fi√©is de antigamente, os empregados modelo; quando se reformavam, davam-lhes uma medalha de ouro alem√£o: cinquenta anos na mesma empresa, fita ao pesco√ßo e medalha ao peito. Grande m√©rito, n√£o haja d√ļvida. Um pobre tolo que passou cinco dec√©nios de cu sentado na mesma cadeira e cotovelos apoiados na mesma mesa. Hoje em dia, pelo contr√°rio, premeia-se a mobilidade. A fidelidade √© entendida como apatia e falta de ambi√ß√£o; √©s encorajado a atrai√ßoar os teus sucessivos chefes, e espera-se que cada uma dessas trai√ß√Ķes te granjeie vantagens econ√≥micas e promo√ß√Ķes.

Este país (Portugal) preocupa-me, este país dói-me. E aflige-me a apatia, aflige-me a indiferença, aflige-me o egoísmo profundo em que esta sociedade vive. De vez em quando, como somos um povo de fogos de palha, ardemos muito, mas queimamos depressa.

A Tirania do Medo

O nosso mundo vive demasiado sob a tirania do medo e insistir em mostrar-lhe os perigos que o amea√ßam s√≥ pode conduzi-lo √† apatia da desesperan√ßa. O contr√°rio √© que √© preciso: criar motivos racionais de esperan√ßa, raz√Ķes positivas de viver. Precisamos mais de sentimentos afirmativos do que de negativos. Se os afirmativos tomarem toda a amplitude que justifique um exame estritamente objectivo da nossa situa√ß√£o, os negativos desagregar-se-√£o, perdendo a sua raz√£o de ser. Mas se insistirmos em demasia nos negativos, nunca sairemos do desespero.

O Maior Triunfo do Homem

O maior triunfo do homem é quando se convence de que o ridículo é uma coisa sua que existe só para os outros, e, mesmo, sempre que outros queiram. Ele então deixa de importar-se com o ridículo, que, como não está em si, ele não pode matar.

Três coisas tem o homem superior que ensinar-se a esquecer para que possa gozar no perfeito silêncio a sua superioridade Рo ridículo, o trabalho e a dedicação.
Como não se dedica a ninguém, também nada exige da dedicação alheia. Sóbrio, casto, frugal, tocando o menos possível na vida, tanto para não se incomodar como para não aproximar as coisas de mais, a ponto de destruir nelas a capacidade de serem sonhadas, ele isola-se por conveniência do orgulho e da desilusão. Aprende a sentir tudo sem o sentir directamente; porque sentir directamente é submeter-se Рsubmeter-se à acção da coisa sentida.

Vive nas dores e nas alegrias alheias, Whitman ol√≠mpico, Proteu da compreens√£o, sem partilhar de viv√™-las realmente. Pode, a seu talante, embarcar ou ficar nas partidas de navios e pode ficar e embarcar ao mesmo tempo, porque n√£o embarca nem fica. Esteve com todos em todas as sensa√ß√Ķes de todas as horas da sua vida.

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