Cita√ß√Ķes sobre Bili√Ķes

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Os casos excepcionais s√£o todos os que h√° no mundo. Cada um de n√≥s, como homem, √© inteiramente excepcional. N√£o h√° ningu√©m igual a cada um de n√≥s em todos os bili√Ķes de homens que existem, nem fisicamente nem psicologicamente. Tudo √© excep√ß√£o. E todas as coisas que existem no mundo deviam ser excep√ß√Ķes aplicadas a esses seres excepcionais. Simplesmente, as condi√ß√Ķes da sociedade em que vivemos obrigam todos n√≥s a, lentamente, nos irmos parecendo uns com os outros.

√Č natural que os outros tenham sempre raz√£o, pelo simples facto dos outros serem cinco bili√Ķes (ou l√° o que √©) menos um e de eu ser apenas esse um. Ser influenciado √© assim um reconhecimento da nossa pequena participa√ß√£o no mundo e da riqueza intermin√°vel desse mundo; √© um acto alegre de humildade; um sinal en√©rgico de depend√™ncia humana.

O Desfecho

Prometeu sacudiu os braços manietados
E s√ļplice pediu a eterna compaix√£o,
Ao ver o desfilar dos séculos que vão
Pausadamente, como um dobre de finados.

Mais dez, mais cem, mais mil e mais um bili√£o,
Uns cingidos de luz, outros ensang√ľentados…
S√ļbito, sacudindo as asas de tuf√£o,
Fita-lhe a √°gua em cima os olhos espantados.

Pela primeira vez a víscera do herói,
Que a imensa ave do céu perpetuamente rói,
Deixou de renascer às raivas que a consomem.

Uma invisível mão as cadeias dilui;
Frio, inerte, ao abismo um corpo morto rui;
Acabara o suplício e acabara o homem.

O Ideal Português como Ideal para o Mundo

Tr√™s pontos, segundo Cam√Ķes, sobre os quais temos que meditar, e ver como √©. Ponto n√ļmero 1: √© preciso que os corpos se apaziguem para que a cabe√ßa possa estar livre para entender o mundo √† volta. Enquanto n√≥s estamos perturbados com existir um corpo que temos que alimentar, temos que fartar, que temos de tratar o melhor poss√≠vel, cometendo para isso muitas coisas extremamente dif√≠ceis, nessa altura, quando a nossa cabe√ßa estiver inteiramente livre e l√≠mpida, n√≥s podemos ouvir aquilo que Cam√Ķes chama ¬ęa voz da deusa¬Ľ. E que faz a voz da deusa? Arranca √†queles marinheiros as limita√ß√Ķes do tempo e as limita√ß√Ķes do espa√ßo. Arranca-os √†s limita√ß√Ķes do tempo o que faz que eles saibam qual vai ser o futuro de Portugal. E arranca-os √†s limita√ß√Ķes do espa√ßo porque eles v√™em todo o mundo ao longe, o universo que est√° ao longe, a deusa lho mostra, embora com o sistema errado, digamos assim, ou imperfeito, de Ptolomeu, e eles est√£o portanto inteiramente fora do espa√ßo. Aquilo que foi o ideal dos gregos, e que os gregos nunca conseguiram realizar. Ent√£o o que √© que aconteceu? Aconteceu que um dia houve outro portugu√™s que tinha ido para o Brasil,

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Nenhuma ideia de cada um de n√≥s √© realiz√°vel para todos. Somos todos diferentes. Cada um √© um, de que n√£o h√° igual entre os outros bili√Ķes de homens. Bem que nefasto seria se todas as ideias do mundo devessem ser para uso do pr√≥prio. (…) O ideal seria que cada pessoa pudesse viver a sua pr√≥pria vida, da sua pr√≥pria maneira, sem interceptar nada na vida dos outros. Nem modificar nada na vida dos outros, a n√£o ser por aquilo que quisesse aceitar em virtude do pr√≥prio temperamento.

O mundo √© uma realidade universal, desarticulada em bili√Ķes de realidades individuais.

Os Doentes

Como uma cascavel que se enroscava
A cidade dos l√°zaros dormia…
Somente, na metrópole vazia,
Minha cabe√ßa aut√īnoma pensava!

Mordia-me a obsess√£o m√° de que havia,
Sob os meus pés, na terra onde eu pisava,
Um fígado doente que sangrava
E uma garganta de órfã que gemia!

Tentava compreender com as conceptivas
Fun√ß√Ķes do enc√©falo as subst√Ęncias vivas
Que nem Spencer, nem Haeckei compreenderam…

E via em mim, coberto de desgraças,
O resultado de bili√Ķes de ra√ßas
Que h√° muitos anos desapareceram!