Cita√ß√Ķes sobre Buda

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Os Deuses Reclinados

… Por todos os lados as est√°tuas de Buda, de Lorde Buda… As severas, verticais, carcomidas est√°tuas, com um dourado de resplendor animal, com uma dissolu√ß√£o como se o ar as desgastasse… Crescem-lhes nas faces, nas pregas das t√ļnicas, nos cotovelos, nos umbigos, na boca e no sorriso pequenas m√°culas: fungos, porosidades, vest√≠gios excrement√≠cios da selva… Ou ent√£o as jacentes, as imensas jacentes, as est√°tuas de quarenta metros de pedra, de granito areento, p√°lidas, estendidas entre as sussurrantes frondes, inesperadas, surgindo de qualquer canto da selva, de qualquer plataforma circundante… Adormecidas ou n√£o adormecidas, est√£o ali h√° cem anos, mil anos, mil vezes mil anos… Mas s√£o suaves, com uma conhecida ambiguidade ultraterrena, aspirando a ficar e a ir-se embora… E aquele sorriso de suav√≠ssima pedra, aquela majestade imponder√°vel, mas feita de pedra dura, perp√©tua, para quem sorriem, para quem, sobre a terra sangrenta?… Passaram as camponesas que fugiam, os homens do inc√™ndio, os guerreiros mascarados, os falsos sacerdotes, os turistas devoradores…

E manteve-se no seu lugar a est√°tua, a imensa pedra com joelhos, com pregas na t√ļnica de pedra, com o olhar perdido e n√£o obstante existente, inteiramente inumana e de alguma forma tamb√©m humana, de alguma forma ou de alguma contradi√ß√£o estatu√°ria,

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Mesmo que o corpo seja curado, chegará a hora em que ele se extinguirá inevitavelmente, pois é uma sombra efêmera. Mesmo com o corpo pregado na cruz, Cristo era livre. Mesmo com o corpo prestes a morrer, Buda era livre.

A Idade só se Aplica às Pessoas Vulgares

A tend√™ncia para colocar uma √™nfase especial ou organizar a juventude nunca me foi cara; para mim, a no√ß√£o de pessoa velha ou nova s√≥ se aplica √†s pessoas vulgares. Todos os seres humanos mais dotados e mais diferenciados s√£o ora velhos ora novos, do mesmo modo que ora s√£o tristes ora alegres. √Č coisa dos mais velhos lidar mais livre, mais jovialmente, com maior experi√™ncia e benevol√™ncia com a pr√≥pria capacidade de amar do que os jovens. Os mais idosos apressam-se sempre a achar os jovens precoces demasiado velhos para a idade, mas s√£o eles pr√≥prios que gostam de imitar os comportamentos e maneiras da juventude, eles pr√≥prios s√£o fan√°ticos, injustos, julgam-se detentores de toda a verdade e sentem-se facilmente ofendidos. A idade n√£o √© pior que a juventude, do mesmo modo que Lao-Ts√© n√£o √© pior que Buda e o azul n√£o √© pior que o vermelho. A idade s√≥ perde valor quando quer fingir ser juventude.

Devemos investigar e aceitar o resultados. Se não resistem a estes testes, até as palavras de Buda devem ser rejeitadas.

Igreja não é mero edifício; templo budista não é mera torre ou pagode. Igreja é lugar onde se transmite as palavras de Deus; tempo budista é lugar onde se transmitem as palavras de Buda.

O Que é a Religião ?

De in√≠cio, portanto, em vez de perguntar o que √© religi√£o, eu preferiria indagar o que caracteriza as aspira√ß√Ķes de uma pessoa que me d√° a impress√£o de ser religiosa: uma pessoa religiosamente esclarecida parece-me ser aquela que, tanto quanto lhe foi poss√≠vel, libertou-se dos grilh√Ķes, dos seus desejos ego√≠stas e est√° preocupada com pensamentos, sentimentos e aspira√ß√Ķes a que se apega em raz√£o do seu valor suprapessoal. Parece-me que o que importa √© a for√ßa desse conte√ļdo suprapessoal, e a profundidade da convic√ß√£o na superioridade do seu significado, quer se fa√ßa ou n√£o alguma tentativa de unir esse conte√ļdo com um Ser divino, pois, de outro modo, n√£o poder√≠amos considerar Buda e Espinoza como personalidades religiosas. Assim, uma pessoa religiosa √© devota no sentido de n√£o ter nenhuma d√ļvida quanto ao valor e emin√™ncia dos objectivos e metas suprapessoais que n√£o exigem nem admitem fundamenta√ß√£o racional. Eles existem, t√£o necess√°ria e corriqueiramente quanto ela pr√≥pria.

Nesse sentido, a religi√£o √© o antiqu√≠ssimo esfor√ßo da humanidade para atingir uma clara e completa consci√™ncia desses valores e metas e refor√ßar e ampliar incessantemente o seu efeito. Quando concebemos a religi√£o e a ci√™ncia segundo estas defini√ß√Ķes, um conflito entre elas parece imposs√≠vel.

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O poder do voto de salvação de Buda (corresponde à força redentora de Deus) é o poder da Imagem Verdadeira; logo, esse poder não está longe de nós.

Se o pecado fosse exist√™ncia verdadeira, se tivesse subst√Ęncia, nem Cristo nem Buda e nem as divindades do xinto√≠smo seriam capazes de extingui-lo. Ele pode ser extinto porque n√£o √© exist√™ncia verdadeira.

N√£o s√£o propriamente os homens que me horrorizam mas as suas obras, as suas m√°scaras. Salvam-se Buda, Basho, Bach e poucos mais.

Regressar à Inocência

Seja como as crian√ßas, mantenha os olhos abertos, sem preconceitos escondidos atr√°s da vista. Se olhar com clareza, pequenas flores, ou peda√ßos de relva, ou borboletas, ou um p√īr do Sol proporcionar-lhe-√£o tanta felicidade quanto a que Gautama Buda encontrou na sua ilumina√ß√£o. Isto n√£o depende das coisas, mas sim da sua abertura. O conhecimento fecha-o; transforma-se numa cerca, numa pris√£o. Mas a inoc√™ncia abre todas as portas e todas as janelas.
O sol entra e uma brisa fresca flui.
De repente, o perfume das flores faz-lhe uma visita.
E de vez em quando um pássaro virá cantar uma canção e entrar por outra janela.
A inoc√™ncia √© a √ļnica religiosidade que existe.
A religiosidade não depende das escrituras sagradas nem do que se sabe sobre o mundo. Só depende de se estar preparado para ser como um espelho límpido, que nada reflecte.
Um total sil√™ncio, inoc√™ncia, pureza… e toda a exist√™ncia √© transformada para si. Cada momento passa a ser de √™xtase. As pequenas coisas, como beber uma ch√°vena de ch√°, tornam-se ora√ß√Ķes t√£o poderosas que nenhuma outra ora√ß√£o se lhes pode comparar. Basta observar uma nuvem a mover-se livremente no c√©u, e da inoc√™ncia surge uma sincronicidade.

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Imagem Verdadeira da Vida ‚Äď este √© o objeto de contempla√ß√£o da Seicho-No-Ie. A Imagem Verdadeira da Vida manifesta-se como Buda, como Jesus Cristo, como todas as boas religi√Ķes. Em Atos dos Ap√≥stolos 10.43, est√° escrito: ‚ÄėDele todos os profetas d√£o testemunho de que todos os que cr√™em nele recebem, por meio do seu nome, remiss√£o dos pecados‚Äô. ‚ÄėEle‚Äô da frase citada, portanto, refere-se √† Imagem Verdadeira da Vida. Bem-aventurados s√£o os que cr√™em na Imagem Verdadeira da Vida, reverenciam-na e unem-se a ela.

A Mentira é a Base da Civilização Moderna

√Č na faculdade de mentir, que caracteriza a maior parte dos homens actuais, que se baseia a civiliza√ß√£o moderna. Ela firma-se, como t√£o claramente demonstrou Nordau, na mentira religiosa, na mentira pol√≠tica, na mentira econ√≥mica, na mentira matrimonial, etc… A mentira formou este ser, √ļnico em todo o Universo: o homem antip√°tico.
Actualmente, a mentira chama-se utilitarismo, ordem social, senso prático; disfarçou-se nestes nomes, julgando assim passar incógnita. A máscara deu-lhe prestígio, tornando-a misteriosa, e portanto, respeitada. De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.
A mentira reina sobre o mundo! Quase todos os homens s√£o s√ļbditos desta omnipotente Majestade. Derrub√°-la do trono; arrancar-lhe das m√£os o ceptro ensaguentado, √© a obra bendita que o Povo, virgem de corpo e alma, vai realizando dia a dia, sob a direc√ß√£o dos grandes mestres de obras, que se chamam Jesus, Buda, Pascal, Spartacus, Voltaire, Rousseau, Hugo, Zola, Tolstoi, Reclus, Bakounine, etc. etc. …
E os oper√°rios que t√™m trabalhado na obra da Justi√ßa e do Bem, foram os p√°rias da √ćndia, os escravos de Roma, os miser√°veis do bairro de Santo Ant√≥nio,

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O que é uma Pessoa Religiosamente Iluminada

Em vez de perguntar o que √© a religi√£o, prefiro perguntar o que caracteriza as aspira√ß√Ķes de uma pessoa que me d√° a impress√£o de ser religiosa: uma pessoa que √© religiosamente iluminada parece-me algu√©m que, utilizando as suas melhores capacidades, se libertou das grilhetas dos seus desejos ego√≠stas e est√° preocupado com pensamentos, sentimentos e aspira√ß√Ķes a que se agarra devido ao seu estreito valor superpessoal. Parece-me que o que √© importante √© a for√ßa deste conte√ļdo superpessoal e a profundidade da convic√ß√£o relativa ao seu significado esmagador, independentemente de se fazer alguma tentativa para reunir este conte√ļdo com um ser divino, pois de outro modo n√£o seria poss√≠vel considerar Buda e Spinoza personalidades religiosas. De igual modo, uma pessoa religiosa √© devota no sentido de que n√£o tem quaisquer d√ļvidas sobre o significado e o car√°cter desses objectos e fins superpessoais, que n√£o necessitam nem garantem uma fundamenta√ß√£o racional (…)
A ci√™ncia s√≥ pode ser criada por aqueles que est√£o profundamente imbu√≠dos de uma aspira√ß√£o de verdade e compreens√£o. Todavia, a origem deste sentimento nasce na esfera da religi√£o. A esta esfera pertence tamb√©m a f√© na possibilidade de as regula√ß√Ķes v√°lidas para o mundo real serem racionais,

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O Desejo como Consequência do Prazer e da Dor

O prazer e a dor suscitam o desejo. Desejo de alcançar o prazer e de evitar a dor. O desejo é o móbil principal da nossa vontade e, portanto, dos nossos atos. Do pólipo aos homens, todos os seres são movidos pelo desejo. Inspira a vontade, que não pode existir sem ele, e depende da sua intensidade. O desejo fraco suscita, naturalmente, uma vontade fraca.
Cumpre, no entanto, não confundir vontade e desejo, como fizeram muitos filósofos, tais como Condillac e Schopenhauer. Tudo quanto é querido é, evidentemente, desejado; mas desejamos muitas coisas que, sabemos, não podíamos querer. A vontade traduz deliberação, determinação e execução, estados de consciência que não se observam no desejo.
O desejo estabelece a escala dos nossos valores, variável, aliás, com o tempo e as raças. O ideal de cada povo é a fórmula do seu desejo.
Um desejo que invade todo o entendimento, transforma a nossa concep√ß√£o das coisas, as nossas opini√Ķes e as nossas cren√ßas. Spinoza muito bem disse julgamos uma coisa boa, n√£o por julgamento, mas porque a desejamos.

Não existindo em si mesmo o valor das coisas, ele é apenas determinado pelo desejo e proporcionalmente à intensidade desse desejo.A variável apreciação dos objetos de arte fornece desse fato uma prova diária.

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Revelação

I

Escafandrista de insondado oceano
Sou eu que, aliando Buda ao sibarita,
Penetro a essência plásmica infinita,
-Mãe promíscua do amor e do ódio insano!

Sou eu que, hirto, auscultando o absconso arcano,
Por um poder de ac√ļstica esquisita,
Ouço o universo ansioso que se agita
Dentro de cada pensamento humano!

No abstrato abismo equóreo, em que me Inundo,
Sou eu que, revolvendo o ego profundo
E a ódio dos cérebros medonhos,

Restituo triunfalmente à esfera calma
Todos os cosmos que circulam na alma
Sob a forma embriológica de sonhos!

Liberdade Sofrida

Em tempos pensei que tinha sido ferido como homem algum jamais o fora. Por sentir isso, jurei escrever este livro. Mas muito antes de come√ßar a escrev√™-lo a ferida cicatrizou. Como jurara cumprir a minha tarefa, reabri a horr√≠vel ferida. Deixem-me explicar por outras palavras. Talvez ao abrir a ferida, a minha pr√≥pria ferida, tenha fechado outras feridas, feridas de outras pessoas. Morre qualquer coisa, floresce qualquer coisa. Sofrer na ignor√Ęncia √© horr√≠vel. Sofrer deliberadamente, para compreender a natureza do sofrimento e aboli-lo para sempre, √© muito diferente. O Buda, como sabemos, teve toda a vida um pensamento fixo no esp√≠rito: eliminar o sofrimento humano.
Sofrer é desnecessário. Mas temos de sofrer para compreender que é assim.
Al√©m disso, √© s√≥ ent√£o que o verdadeiro significado do sofrimento humano se torna claro. No derradeiro momento desesperado – quando n√£o podemos sofrer mais! – acontece qualquer coisa que tem a natureza de um milagre. A grande ferida aberta pela qual se escoava o sangue da vida fecha-se, o organismo desabrocha como uma rosa. Somos ¬ęlivres¬Ľ, finalmente (…). N√£o s√£o as l√°grimas que mant√™m viva a √°rvore da vida, mas sim o conhecimento de que a liberdade √© real e eterna.

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Minha M√£e que n√£o Tenho

Minha mãe que não tenho    meu lençol
de linho¬†¬†¬† de carinho¬†¬†¬† de dist√Ęncia
água memória viva do retrato
que √†s vezes mata a sede da inf√Ęncia.

Ai √°gua que n√£o bebo em vez do fel
que a pouco e pouco me atormenta a língua.
Ai fonte que eu não oiço    ai mãe    ai mel
da flor do corpo que me traz à míngua.

De que Egipto vieste?    De que Ganges?
De qual pai t√£o distante me pariste
minha mãe    minha dívida de sangue
minha raz√£o de ser violento e triste.

Minha mãe que não tenho    minha força
sumo da f√ļria que fechei por dentro
serás sibila    virgem    buda    corça
ou apenas um mundo em que n√£o entro?

Minha mãe que não tenho    inventa-me primeiro:
constrói a casa    a lenha e o jardim
e deixa que o teu fumo    que o teu cheiro
te façam conceber dentro de mim.