Cita√ß√Ķes sobre Data

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Frases sobre data, poemas sobre data e outras cita√ß√Ķes sobre data para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Ter Objetivos

Qualquer dia que comece sem um objetivo, est√°, √† partida, condenado ao ¬ęera melhor n√£o ter sa√≠do da cama¬Ľ; como tal, torna–se fundamental saberes o que queres, o que tens e o que podes fazer sempre que o Sol nasce. Um simples objetivo √©, na realidade, suficiente para te motivar a viver todo o dia que tens pela frente, pois aniquila todo e qualquer sentimento de inutilidade, ansiedade e frustra√ß√£o que possas estar a viver. T√£o simples e ao mesmo tempo t√£o complicado. T√£o complicado porque sei, por experi√™ncia pr√≥pria e pelo que oi√ßo nas minhas sess√Ķes e palestras, que nem sempre √© f√°cil ter um objetivo di√°rio. Ou melhor, muitas das vezes, at√© o temos, mas como estamos desprovidos de estrat√©gia, a a√ß√£o nunca ocorre.
Mas vamos por partes, um objetivo é algo nato, pois ainda que de uma forma inconsciente o objetivo de cada bebé, por exemplo, é tornar-se autónomo, gatinhando primeiro, agarrando-se às coisas depois até, finalmente, começar a andar. Esta sensação de querermos sempre mais ou melhor é algo que nasce connosco e que apenas deixa de fazer sentido quando o estado emocional da pessoa é tão depressivo que se opta por desistir. Ter objetivos é como ter fome e comer,

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Memória Consentida

Neste lugar sem tempo nem memória,
nesta luz absoluta ou absurda,
ou só escuridão total, relances há
em que creio, ou se me afigura,
ter tido, alguma vez, passado

com biografia, onde se misturam
datas, nomes, caras, paisagens
que, de t√£o r√°pidas, me deixam
apenas a lembrança agoniada
de n√£o mais poder lembr√°-las.

Sobra, por vezes, um estilhaço
ou fragmento, como o latido
de um c√£o na tarde dolente
e comprida de uma remota inf√Ęncia.
Ou o indistinto murm√ļrio de vozes

junto de um rio que, como as vozes,
n√£o existe j√° quando para ele
volvo, surpreso, o olhar cansado.
Insidiosas, rangem t√°buas no soalho,
ou é o sussurro brando do vento

no zinco ondulado, na fronde umbrosa
dos eucaliptos de perfil no horizonte,
com o mar ao fundo. Que soalho,
de que casa, que vento em que paragens,
onde o mar ao longe que, entrevistos,

os n√£o vejo j√° ou, sequer, recordo
na brevidade do instante cruel?
De que sonho, ou vida, ou espaço de outrem
provêm tais sombras melancólicas,

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Do Contraditório como Terapêutica de Libertação

Recentemente, entre a poeira de algumas campanhas pol√≠ticas, tomou de novo relevo aquele grosseiro h√°bito de polemista que consiste em levar a mal a uma criatura que ela mude de partido, uma ou mais vezes, ou que se contradiga, frequentemente. A gente inferior que usa opini√Ķes continua a empregar esse argumento como se ele fosse depreciativo. Talvez n√£o seja tarde para estabelecer, sobre t√£o delicado assunto do trato intelectual, a verdadeira atitude cient√≠fica.
Se há facto estranho e inexplicável é que uma criatura de inteligência e sensibilidade se mantenha sempre sentado sobre a mesma opinião, sempre coerente consigo próprio. A contínua transformação de tudo dá-se também no nosso corpo, e dá-se no nosso cérebro consequentemente. Como então, senão por doença, cair e reincidir na anormalidade de querer pensar hoje a mesma coisa que se pensou ontem, quando não só o cérebro de hoje já não é o de ontem, mas nem sequer o dia de hoje é o de ontem? Ser coerente é uma doença, um atavismo, talvez; data de antepassados animais em cujo estádio de evolução tal desgraça seria natural.
A coer√™ncia, a convic√ß√£o, a certeza s√£o al√©m disso, demonstra√ß√Ķes evidentes ‚ÄĒ quantas vezes escusadas ‚ÄĒ de falta de educa√ß√£o.

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Algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé. A Páscoa ou Pessach é mais do que uma data, é mais do que ciência, é mais que fé, páscoa é amor.

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, n√£o h√° nada mais simples. Tenho s√≥ duas datas: a de minha nascen√ßa e a de minha morte. Entre uma e outra todos os dias s√£o meus…

Amamos os Nossos Defeitos

Consentimos que nos apontem os nossos defeitos, aceitamos as puni√ß√Ķes que deles decorrem, sofremos pacientemente por causa desses defeitos. Mas perdemos a paci√™ncia se nos obrigam a p√ī-los de lado. Certos defeitos s√£o imprescind√≠veis √† exist√™ncia dos indiv√≠duos. Ser-nos-ia desagrad√°vel ver amigos de longa data porem de lado alguns dos seus particularismos.

O problema mais difícil da aritmética é fazer a data de nascimento de uma mulher coincidir com sua idade atual. A juventude é a época em que temos mais ideais do que idéias.

Um ato de poupança individual significa Рpor assim dizer Рuma decisão de não jantar hoje, mas não implica, necessariamente, a decisão de jantar ou de comprar um par de sapatos daqui a uma semana ou um ano, ou de consumir uma coisa específica em uma data específica.

A Luz

Ela veio…( E a minha alma tinha a porta
aberta, e ela entrou…Casa vazia
e estranha, esta que em plena luz do dia
lembrava a tumba de uma noite morta…)

Que ela havia chegado, eu nem sabia…
Mas, pouco a pouco, e a data n√£o importa,
minha alma, por encanto, se conforta,
e h√° risos pela casa…E h√° alegria…

Quem abrira as janelas? Quem levara
o fantasma da dor sempre ao meu lado?
Os antigos retratos, quem rasgara?

E acabei por fazer a descoberta:
– ela espantara as sombras do passado
e a luz entrara pela porta aberta!

Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.

Poema

A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita

N√£o trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrar√°

N√£o tenho explica√ß√Ķes
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento

A terra o sol o vento o mar
S√£o a minha biografia e s√£o meu rosto

Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro sen√£o o mundo tenho
N√£o me pe√ßam opini√Ķes nem entrevistas
N√£o me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento

E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada

Um País de Canalhas

Pensar Portugal. N√≥s somos um pa√≠s de ¬ęelites¬Ľ, de indiv√≠duos isolados que de repente se p√Ķem a ser gente. N√≥s somos um pa√≠s de ¬ęher√≥is¬Ľ √† Carlyle, de excep√ß√Ķes, de singularidades, que t√™m tomado √†s costas o fardo da nossa hist√≥ria. N√≥s n√£o temos sequer n√ļcleos de grandes homens. Temos s√≥, de longe em longe, um original que se levanta sobre a canalhada e toma √† sua conta os destinos do pa√≠s. A canalhada cobre-os de insultos e de esc√°rnio, como √© da sua condi√ß√£o de canalha. Mas depois de mortos, p√Ķe-os ao peito por jact√Ęncia ou simplesmente ignora que tenham existido. N√≥s n√£o somos um pa√≠s de voca√ß√Ķes comuns, de consci√™ncia comum. A que fomos tendo foi-nos dada por empr√©stimo dos grandes homens para a ocasi√£o. Os nossos populistas √© que dizem que n√£o. Mas foi. A independ√™ncia foi Afonso Henriques, mas sem patriotismo que ainda n√£o existia. Aljubarrota foi Nuno √Ālvares. Os descobrimentos foi o Infante, mas porque o neg√≥cio era bom. O Iluminismo foi Verney e alguns outros, para ser deles todos s√≥ Pombal. O liberalismo foi Mouzinho e a Fran√ßa. A reac√ß√£o foi Salazar. O comunismo √© o Cunhal. Quanto √† sarrabulhada √© que √© uma data deles.

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Não Diga o Meu Espelho que Envelheço

Não diga o meu espelho que envelheço,
se a juventude e tu têm igual data,
mas se os sulcos do tempo em ti conheço
ent√£o devo expiar no que me mata.

Tanta beleza te recobre e deu
tais galas a vestir a meu coração,
que vive no teu peito e o teu no meu.
Mais velho do que tu serei ent√£o?

Portanto, meu amor, cuida de ti
como eu, n√£o por mim, por ti somente
te cuido o coração, que guardo aqui

como à criança a ama diligente.
N√£o contes com o teu se o meu morrer.
Deste-me o teu e o n√£o vou devolver.

A Import√Ęncia da Mulher no Progresso da Civiliza√ß√£o

Se na hist√≥ria n√£o procurarmos s√≥ uma data ou um facto descarnado, mas tentarmos nela descobrir alguma coisa mais, um princ√≠pio harm√≥nico e as leis que governam esses factos, ainda nas suas menores evolu√ß√Ķes, veremos que a hist√≥ria da civiliza√ß√£o da mulher, do seu desenvolvimento e da sua moralidade, anda sempre ligada aos factos do desenvolvimento da civiliza√ß√£o e da moralidade dos povos: veremos que aonde a sua condi√ß√£o se amesquinha, onde desce em dignidade, onde a mulher em vez do triplo e sagrado car√°cter de amante, esposa e m√£e passa a ser escrava sem liberdade nem vontade, s√≥ destinada a saciar as paix√Ķes brutais dum senhor devasso, a√≠ tamb√©m veremos descer o n√≠vel da civiliza√ß√£o e moralidade: √† do√ßura dos costumes suceder a fereza e a brutalidade; e em vez do amor, essa flor do sentimento pura e recatada, s√≥ apareceram a paix√£o instintiva e brutal, necessidade puramente f√≠sica do animal que obedece √† lei da reprodu√ß√£o, √† devassid√£o e √† poligamia!

A partir desta data, Aquela m√°goa sem rem√©dio √Č considerada nula E sobre ela, sil√™ncio perp√©tuo.

Se te Queres Matar

Se te queres matar, por que n√£o te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, tamb√©m me mataria…
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por atores de conven√ß√Ķes e poses determinadas,
O circo policromo do nosso dinamismo sem fím?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conhe√ßas finalmente…
Talvez, acabando, comeces…
E, de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E n√£o cantes, como eu, a vida por bebedeira,
N√£o sa√ļdes como eu a morte em literatura!

Fazes falta? √ď sombra f√ļtil chamada gente!
Ningu√©m faz falta; n√£o fazes falta a ningu√©m…
Sem ti correr√° tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te…
Talvez peses mais durando, que deixando de durar…

A m√°goa dos outros?… Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorar√£o…
O impulso vital apaga as l√°grimas pouco a pouco,

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Estou Pronta a Amar-te Toda a Minha Vida

Oh, Henry, n√£o sei o que se passa comigo. Estou t√£o exultante. Estou quase louca, a trabalhar, a amar-te, a escrever e a pensar em ti, a tocar os teus discos, a dan√ßar no quarto quando os meus olhos se cansam. Deste-me tais alegrias que n√£o importa o que acontece a seguir… Estou pronta para morrer… E pronta para amar-te toda a minha vida!

Como tens andado? Tenho estado preocupada com a tua constipa√ß√£o. O Hugh vai domingo √† noite para Londres, durante duas noites. Escrever-te-ei outra vez sobre isso. Adorava que pusesses a tua m√°quina de escrever num t√°xi e viesses at√© aqui – ou, se est√°s cansado depois da visita do Renaud, virias s√≥ para um descanso. Eu tamb√©m preciso dum. Escreve √† tua m√£e hoje a perguntar a data e hora exactas do teu nascimento. Je t’aime.