Cita√ß√Ķes sobre Exigentes

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Frases sobre exigentes, poemas sobre exigentes e outras cita√ß√Ķes sobre exigentes para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Fim do Amor Tr√°gico e Rom√Ęntico?

Vivemos, de facto, numa √©poca em que a no√ß√£o de amor tr√°gico e rom√Ęntico, que herd√°mos do s√©culo dezanove, se tornou inactual, embora continue ainda a ser vivida por muitos – e at√© com o car√°cter de constru√ß√£o moral e est√©tica – essa rela√ß√£o extremamente apaixonada, exigente e exclusiva. A reclama√ß√£o da liberdade er√≥tica n√£o me parece que de algum modo tenda a degradar a vida, conquanto possa dessublimiz√°-la e do mesmo passo desmistific√°-la, precisamente no prop√≥sito de a tornar mais l√ļcida e mais generosa. Afigura-se-me que na contesta√ß√£o de todas as prepot√™ncias firmadas em preconceitos, em princ√≠pios estabelecidos aprior√≠sticamente, h√° sempre um nexo muito √≠ntimo entre a reinvindica√ß√£o da liberdade er√≥tica, da liberdade no trabalho e da liberdade pol√≠tica. E, naturalmente, quando se d√° uma explos√£o desta esp√©cie, √© como uma pedra que rola e que vai agregando uma s√©rie de materiais e descobrindo a sua pr√≥pria composi√ß√£o at√© √†s zonas mais profundas da sua estrutura.

Bailados do Luar

Pétalas de rosas
tombam lentamente, silenciosas…
E de vagar
vem entrando
a far√Ęndola r√≠tmica
e silente
dos g√≥ticos bailados do luar!…

Sobre as dobras macias
e assediantes
da seda do meu leito desmanchado,
esguias sombras
adelgaçando afagos,
poisam no meu peito desvestido…
E a boca hipnótica e algente
do meu luarento amante,
vai esculpindo o meu corpo
p√°lido e vencido!…

No espaço azul e vago,
esvoaça subtiltmente
a cálida lembrança
da tua voz!

Busco a verdade viva do teu beijo
e encontro apenas
esta estranha heresia,
crispando o alvo recorte
do meu corpo magoado!…

Estilhaçam-se, vibrando
numa √Ęnsia doentia,
os meus nervos nost√°lgicos,
irreverentes
empalidecendo
em dolências inocentes
o rubor do meu desejo
insaciado…

As rosas v√£o tombando lentamente,
devagar,
sobre a carícia dormente
e embruxada…
dos esp√°smicos beijos do luar…
Oiço a tua voz
em toda a parte!

E perco-me dentro dos meus próprios braços,
tumultuosos e exigentes,

a procurar-te!

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Contrariedades

Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
Consecutivamente.

Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os √°cidos, os gumes
E os √Ęngulos agudos.

Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulm√Ķes doentes;
Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes
E engoma para fora.

Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!
Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.
Lidando sempre! E deve a conta na botica!
Mal ganha para sopas…

O obst√°culo estimula, torna-nos perversos;
Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,
Por causa dum jornal me rejeitar, h√° dias,
Um folhetim de versos.

Que mau humor! Rasguei uma epopéia morta
No fundo da gaveta. O que produz o estudo?
Mais duma redação, das que elogiam tudo,
Me tem fechado a porta.

A crítica segundo o método de Taine
Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa
Muitíssimos papéis inéditos. A imprensa
Vale um desdém solene.

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Escolho os meus amigos pela sua boa apresentação, os meus conhecidos pelo seu bom carácter e os meus inimigos pela sua boa inteligência. Um homem não pode ser muito exigente na escolha dos seus inimigos.

O Europeu, comparado com o Americano, √© mais cr√≠tico, mais consciente, menos af√°vel e prest√°vel, mais exigente nas suas distrac√ß√Ķes e nas suas leituras e, geralmente, mais ou menos pessimista.

N√£o entendo. Nossa televis√£o, com excep√ß√Ķes, √© pobre, al√©m de superlotada de an√ļncios. Mas Chacrinha foi demais. Simplesmente n√£o entendi o fen√≥meno. E fiquei triste, decepcionada: eu quereria um povo mais exigente.

Ausência

Meu amor, como eu sofro este tormento
da tua aus√™ncia!… Ando magoada
como a folha arrancada pelo vento
ao carinhoso anseio da ramada…

Procuro desviar o pensamento…
mas oiço ao longe a tua voz molhada
em l√°grimas, vibrando o sofrimento
da nossa vida assim, t√£o separada!

Os meus beijos escutam os teus beijos
exigentes ‚ÄĒ perdidos de saudade…
crispando amargamente os meus desejos!

E dia a dia essa canção de dor,
ritornelo sombrio de ansiedade,
exalta ainda mais o meu amor!

Quem é exigente com a qualidade dos produtos, mas não com a sua qualidade de vida, trai a sua própria felicidade.

O amor √© muito mais exigente do que ele pr√≥prio sup√Ķe: nove d√©cimos do amor est√£o no enamoramento, um d√©cimo na subst√Ęncia amor.

A Chama da Vida e o Fogo das Paix√Ķes

Nem sempre estar apaixonado √© bom. A maior parte das paix√Ķes tomam conta da vontade e assumem o controlo do sentir e do pensar. Prometem a maior das liberta√ß√Ķes, mas escravizam quem desiste de si mesmo e a elas se submete.

A paix√£o √© sofrimento, um furor que √© o oposto da paz e do contentamento. Um vazio fulminante capaz das maiores acrobacias para se satisfazer. Mas que, como nunca se sacia, acaba por se consumir, por se destruir a si mesmo. Para ter paz precisamos de fazer esta guerra, na conquista do mais exigente de todos os equil√≠brios: entre a monotonia de nada arriscar e a imprud√™ncia de entregar tudo sem uma vontade pr√≥pria profunda. √Č essencial que saibamos desafiarmo-nos, por vezes, a um profundo desequil√≠brio moment√Ęneo. Afinal, quem nunca ousa est√° perdido, para sempre.
H√° boas paix√Ķes. S√£o as que trabalham como um fermento. De forma pacata, pac√≠fica e paciente. Animam, mas n√£o dominam. Orientam, mas n√£o decidem. Iluminam, mas n√£o cegam.

Quase ningu√©m faz ideia da capacidade que cada um de n√≥s tem para suportar e vencer grandes sofrimentos…

Por paix√Ķes comuns, h√° quem perca a cabe√ßa, o cora√ß√£o e a alma.

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√Č sempre f√°cil encontrar um alibi para justificar a neglig√™ncia de estudos mais s√©rios e

√Č sempre f√°cil encontrar um alibi para justificar a neglig√™ncia de estudos mais s√©rios e exigentes.

Saudade

Segue-me noite e dia o teu desejo!…
Oi√ßo a tua voz r√ļbida e cantante
Suplicar-me a carícia do meu beijo,
numa teima exigente e perturbante!

E o meu corpo vencido, dominado,
vai tombar doloroso, inconsciente,
sobre a lembrança morna do passado
– e fica-se a sonhar… perdidamente!

O luxo apenas cria apetite de mais luxo. Trata-se de um desejo que, não sendo natural, é insaciável. O melhor é nunca o alimentar, pois apenas se fará maior e mais exigente.

O Mundo Só se Dá para os Simples

Minha gula pelo mundo: eu quis comer o mundo e a fome com que nasci pelo leite ‚ÄĒ esta fome quis se estender pelo mundo e o mundo n√£o se queria com√≠vel. Ele se queria com√≠vel sim ‚ÄĒ mas para isso exigia que eu fosse com√™-lo com a humildade com que ele se dava. Mas fome violenta √© exigente e orgulhosa. E quando se vai com orgulho e exig√™ncia o mundo se transmuta em duro aos dentes e √† alma. O mundo s√≥ se d√° para os simples e eu fui com√™-lo com o meu poder e j√° com esta c√≥lera que hoje me resume. E quando o p√£o se virou em pedra e ouro aos meus dentes eu fingi por orgulho que n√£o do√≠a eu pensava que fingir for√ßa era o caminho nobre de um homem e o caminho da pr√≥pria for√ßa. Eu pensava que a for√ßa √© o material de que o mundo √© feito e era com o mesmo material que eu iria a ele. E depois foi quando o amor pelo mundo me tomou: e isso j√° n√£o era a fome pequena, era a fome ampliada. Era a grande alegria de viver ‚ÄĒ e eu pensava que esta sim,

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O Mérito da Monotonia

A capacidade para suportar uma vida mais ou menos mon√≥tona deve ser adquirida desde a inf√Ęncia. A este respeito, os pais modernos s√£o bastante censur√°veis; proporcionam aos filhos demasiados prazeres passivos, tais como espect√°culos e guloseimas, e n√£o compreendem a import√Ęncia que tem para uma crian√ßa um dia ser igual a outro dia, excepto, √© claro, nalgumas raras ocasi√Ķes. Em geral, os prazeres da inf√Ęncia deveriam ser aqueles que a pr√≥pria crian√ßa descobrisse no seu ambiente por meio de algum esfor√ßo e imagina√ß√£o.
Os prazeres que excitam e ao mesmo tempo n√£o implicam qualquer exerc√≠cio f√≠sico, o teatro por exemplo, s√≥ lhes seriam facultados muito raramente. A excita√ß√£o √© da mesma natureza dos narc√≥ticos que cada vez se tornam mais exigentes, e a passividade f√≠sica durante a excita√ß√£o √© contr√°ria ao instinto. Uma crian√ßa desenvolve-se melhor quando, tal como uma jovem planta, a deixam tranquila no mesmo solo. Demasiadas viagens, demasiadas variedades de impress√Ķes, n√£o s√£o boas para as crian√ßas e tornam-nas mais tarde, quando forem crescidas, incapazes de suportar uma monotonia fecunda. N√£o quero dizer que a monotonia tenha algum m√©rito em si mesma; quero s√≥mente afirmar que algumas coisas boas n√£o s√£o poss√≠veis sen√£o quando h√° um certo grau de monotonia.

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