Cita√ß√Ķes sobre Finalidade

71 resultados
Frases sobre finalidade, poemas sobre finalidade e outras cita√ß√Ķes sobre finalidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A finalidade da arte é dar corpo à essência secreta das coisas, não é copiar sua aparência.

Os combates codificados entre vertebrados são um belo exemplo de comportamento análogo à moral humana. Toda a organização desses combates parece ter por finalidade a função mais importante da luta entre rivais, ou seja, estabelecer quem é o mais forte sem prejudicar demasiadamente o mais fraco.

A Nulidade como Ideal

A nulidade exige ordem. Tem necessidade de uma hierarquia, de meios de press√£o, de agentes e de uma finalidade que se confunda consigo pr√≥pria. Para manter o ser humano no seu n√≠vel mais baixo, onde n√£o corre o risco de fazer ondas, nada melhor que uma organiza√ß√£o estruturada com n√≠veis de poder e pe√Ķes disciplinados capazes de os exercer. Qualquer estrutura deste tipo aguenta-se de p√© devido √† convic√ß√£o geral de que n√£o √© necess√°rio explicar para se ser obedecido, nem compreender para obedecer. A verdade difunde-se por si s√≥ de cima para baixo pelo mero efeito do ascensor hier√°riquico. A efic√°cia √© proporcional ao grau de complexidade gra√ßas ao qual √© mantida a ilus√£o de uma certa liberdade em todos os n√≠veis de comando.
Quanto mais insignificantes s√£o as engrenagens humanas, mais f√°cil √© convenc√™-las da sua falsa autonomia. As nulidades fornecem as melhores engrenagens, associando o m√°ximo de in√©rcia intelectual ao m√°ximo de aplica√ß√£o no exerc√≠cio de uma ditadura sobre a pequena por√ß√£o de poder que lhes cabe. Essas estruturas, onde todos t√™m raz√£o quando est√£o acima e n√£o a t√™m quando est√£o abaixo, realizam uma esp√©cie de ideal humano feito de equil√≠brio entre arrog√Ęncia e humildade.

Continue lendo…

Toda a arte √© um reflexo da vida. Se n√≥s n√£o sabemos a finalidade da vida, como √© que vamos saber a finalidade da arte? √Č um segredo que nos √© vedado.

Igualdade não é Liberdade

Todos os homens são iguais em sociedade. Nenhuma sociedade se pode fundamentar noutra coisa que não seja a noção de igualdade. Acima de tudo não pode fundamentar-se no conceito de liberdade. A igualdade é qualquer coisa que quero encontrar na sociedade, ao passo que a liberdade, nomeadamente a liberdade moral de me dispor à subordinação, transporto-a comigo.
A sociedade que me acolhe tem portanto que me dizer: ¬ę√Č teu dever ser igual a todos n√≥s¬Ľ. E n√£o pode acrescentar mais que isto: ¬ęDesejamos que tu, com toda a convic√ß√£o, de tua livre e racional vontade, renuncies aos teus privil√©gios¬Ľ.
O nosso √ļnico passe de m√°gica consiste no facto de prescindirmos da nossa exist√™ncia para podermos existir.
A mais elevada finalidade da sociedade é consequência das vantagens que assegura a cada um. Cada um sacrifica racionalmente a essa consequência uma grande quantidade de coisas. A sociedade, portanto, muito mais. Por causa da dita consequência, a vantagem pontual de cada membro da sociedade anda perto de se reduzir a nada.

√Č necess√°rio admitir, em princ√≠pio, que as a√ß√Ķes honestas e virtuosas, e n√£o apenas a vida comum, s√£o a finalidade da sociedade pol√≠tica.

Os Tiranos de Génio

Sei perfeitamente que, para se alcançar qualquer finalidade organizadora, é necessário haver quem pense, coordene e, no total, assuma a responsabilidade. Porém, os conduzidos não devem ser constrangidos, mas antes poderem eleger o seu chefe. Um sistema autocrático de coacção degenera, a meu ver, dentro de pouco tempo, pois a violência atrai aqueles que são moralmente inferiores e, em regra, no meu entender, aos tiranos de génio sucedem-se geralmente patifes.

A Finalidade do Estado é a Liberdade

Num Estado democrático, o que menos se tem a temer é o absurdo, pois é quase impossível que a maioria dos homens unidos em um todo, se esse todo for considerável, concorde com um absurdo.
(…) N√£o, repito, a finalidade do Estado n√£o √© fazer os homens passarem da condi√ß√£o de seres razo√°veis √† de animais brutos ou de aut√≥matos, mas, pelo contr√°rio, √© institu√≠do para que a sua alma e o seu corpo se desobriguem com seguran√ßa de todas as suas fun√ß√Ķes, para que eles pr√≥prios usem uma Raz√£o livre, para que n√£o lutem mais por √≥dio, c√≥lera ou artif√≠cio, para que se suportem sem animosidade uns aos outros. A finalidade do Estado √© portanto, na realidade, a liberdade.

A emoção pela emoção é a finalidade da arte, a emoção pela acção é a finalidade da vida e dessa organização da vida a que chamamos a sociedade.

Uma Vida Feliz

Uma condi√ß√£o de exaltado prazer somente se mant√©m por momentos ou, em alguns casos, e com algumas interrup√ß√Ķes, por horas ou dias. Ela √© o brilhante clar√£o ocasional da alegria, e n√£o a sua chama firme e constante. Disso sempre estiveram t√£o cientes os fil√≥sofos que ensinaram ser a felicidade a finalidade da vida como aqueles que a eles se opuseram. A felicidade que concebiam n√£o era a do arrebatamento, mas de momentos assim em meio a uma exist√™ncia constitu√≠da de poucas e transit√≥rias dores, muitos e variados prazeres, com um predom√≠nio decidido do componente activo sobre o passivo, e tendo como fundamento do todo n√£o esperar da vida mais do que ela √© capaz de oferecer. Uma vida assim constitu√≠da, para aqueles que tiveram a boa fortuna de obt√™-la, sempre pareceu merecedora da designa√ß√£o de feliz. E uma exist√™ncia assim √©, mesmo hoje em dia, o destino de muitos durante uma parte consider√°vel de suas vidas. A educa√ß√£o falida e os arranjos sociais falidos s√£o os √ļnicos obst√°culos reais que impedem que isso esteja ao alcance de quase todos.

A Cautela dos Espíritos Livres

Os homens de esp√≠rito livre, que vivem s√≥ para o conhecimento, em breve achar√£o ter alcan√ßado a sua definitiva posi√ß√£o relativamente √† sociedade e ao Estado e, por exemplo, dar-se-√£o de bom grado por satisfeitos com um pequeno emprego ou com uma fortuna que chega √† justa para viver; pois arranjar-se-√£o para viver de maneira que uma grande transforma√ß√£o dos bens materiais, at√© mesmo um derrube da ordem pol√≠tica, n√£o deite tamb√©m abaixo a sua vida. Em todas essas coisas eles gastam a menor energia poss√≠vel, de modo a poderem imergir, com todas as for√ßas reunidas e, por assim dizer, com um grande f√īlego, no elemento do conhecimento. Podem, assim, ter esperan√ßa de mergulhar profundamente e tamb√©m de, talvez, verem bem at√© ao fundo.
De um dado acontecimento, um tal esp√≠rito pegar√° de bom grado s√≥ numa ponta: ele n√£o gosta das coisas em toda a sua amplitude e superabund√Ęncia das suas pregas, pois n√£o se quer emaranhar nelas. Tamb√©m ele conhece os dias de semana da falta de liberdade, da depend√™ncia, da servid√£o. Mas, de tempos a tempos, tem de lhe aparecer um domingo de liberdade, sen√£o ele n√£o suportar√° a vida. √Č prov√°vel que mesmo o seu amor pelos seres humanos seja cauteloso e com pouco f√īlego,

Continue lendo…

N√£o H√° V√≠cio que se n√£o Esconda Atr√°s de Boas Raz√Ķes

N√£o h√° v√≠cio que se n√£o esconda atr√°s de boas raz√Ķes; a princ√≠pio, todos s√£o aparentemente modestos e aceit√°veis, s√≥ que a pouco e pouco v√£o-se expandindo. N√£o conseguir√°s p√īr fim a um v√≠cio se deixares que ele se instale. Toda a paix√£o √© ligeira de in√≠cio; depois vai-se intensificando, e √† medida que progride vai ganhando for√ßas. √Č mais dif√≠cil libertarmo-nos de uma paix√£o do que impedir-lhe o acesso. Ningu√©m ignora que todas as paix√Ķes decorrem de uma tend√™ncia, por assim dizer, natural. A natureza confiou-nos a tarefa de cuidar de n√≥s pr√≥prios, mas, se formos demasiado complacentes, o que era tend√™ncia torna-se v√≠cio. Aos actos necess√°rios juntou a natureza o prazer, n√£o para que fiz√©ssemos deste a nossa finalidade mas apenas para nos tornar mais agrad√°veis aquelas coisas sem as quais √© imposs√≠vel a exist√™ncia. Se o procuramos por si mesmo, ca√≠mos na libertinagem. Resistamos, portanto, √†s paix√Ķes quando elas se aproximam, j√° que, conforme disse, √© mais f√°cil n√£o as deixar entrar do que p√ī-las fora.

O Tempo e o Tédio

Com respeito √† natureza do t√©dio encontram-se frequentemente conceitos err√≥neos. Cr√™-se em geral que a novidade e o car√°cter interessante do seu conte√ļdo “fazem passar” o tempo, quer dizer, abreviam-no, ao passo que a monotonia e o vazio estorvam e retardam o seu curso. Mas n√£o √© absolutamente verdade. O vazio e a monotonia alargam por vezes o instante ou a hora e tornam-nos “aborrecidos”; por√©m, as grandes quantidades de tempo s√£o por elas abreviadas e aceleradas, a ponto de se tornarem um quase nada. Um conte√ļdo rico e interessante √©, pelo contr√°rio, capaz de abreviar uma hora ou at√© mesmo o dia, mas, considerado sob o ponto de vista do conjunto, confere amplitude, peso e solidez ao curso do tempo, de tal maneira que os anos ricos em acontecimentos passam muito mais devagar do que aqueles outros, pobres, vazios, leves, que s√£o varridos pelo vento e voam. Portanto, o que se chama de t√©dio √©, na realidade, antes uma simula√ß√£o m√≥rbida da brevidade do tempo, provocada pela monotonia: grandes lapsos de tempo quando o seu curso √© de uma ininterrupta monotonia chegam a reduzir-se a tal ponto, que assustam mortalmente o cora√ß√£o; quando um dia √© como todos, todos s√£o como um s√≥;

Continue lendo…

A finalidade do homem é a ação, não o pensamento, embora este seja nobre.

A felicidade consiste em ac√ß√Ķes perfeitamente conformes √† virtude, e entendemos por virtude n√£o a virtude relativa, mas a virtude absoluta. Entendemos por virtude relativa a que diz respeito √†s coisas necess√°rias e por virtude absoluta a que tem por finalidade a beleza e a honestidade.

Os Empreendimentos Comuns

As comunidades costumam ter menor sentido de responsabilidade e menos escr√ļpulos de consci√™ncia que os indiv√≠duos. Quanto sofrimento n√£o causa este facto √† Humanidade, quantas guerras e opress√Ķes de toda a esp√©cie que enchem a terra de dor, gemidos e amargura!
E, no entanto, as obras verdadeiramente preciosas s√≥ podem nascer gra√ßas √† colabora√ß√£o impessoal de muitos indiv√≠duos. Por isso, nada h√° que maior alegria possa trazer a quem ama a Humanidade do que ver surgir, √† custa de grandes sacrif√≠cios, um empreendimento comum, cuja √ļnica finalidade consiste em favorecer a vida e a cultura.