Passagens sobre Finalidade

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Frases sobre finalidade, poemas sobre finalidade e outras passagens sobre finalidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

H√° que P√īr Pedra sobre Pedra

Nunca pensei em ser governo, nunca o quis mesmo, mas interessei-me sempre muito pelos neg√≥cios p√ļblicos, pelos neg√≥cios do Pa√≠s. E a√≠ tem um exemplo, anterior √† minha entrada no Governo, que lhe pode dar uma ideia do ritmo da minha ac√ß√£o, da tal marcha vagarosa de que me acusam…
(…) √Č que me fui habilitando, lentamente, sem precipita√ß√Ķes, quase sem dar por isso, liberto de qualquer ambi√ß√£o de ordem pessoal. E assim, quando a minha interven√ß√£o na m√°quina do Estado p√īde ser √ļtil, ela foi aproveitada, talvez, como n√£o seria se eu tivesse improvisado uma cultura. Pois com a marcha do Pa√≠s o mesmo acontece. H√° que p√īr pedra sobre pedra, mas desinteressadamente, sem pensar na gl√≥ria pr√≥pria e sem pensar at√©, excessivamente, na ab√≥bada, na finalidade. A √Ęnsia de chegar ao fim, de fazer muitas coisas ao mesmo tempo leva, √†s vezes, ao fim, mas ao fim de tudo…

A finalidade do trabalho não é a remuneração. O trabalho é um exercício para que nossa Vida se desenvolva cada vez mais.

O Esforço pelo Conhecimento da Verdade

Devemos escolher como finalidade independente do nosso esforço o conhecimento da verdade ou, exprimindo-nos mais modestamente, a compreensão do mundo inteligível por meio do pensamento lógico? Ou devemos subordinar esse esforço pelo conhecimento racional de qualquer espécie a outros objectivos, por exemplo, a objectivos práticos? O simples pensamento não pode resolver esta questão. A decisão tem, pelo contrário, uma influência decisiva na nossa maneira de pensar e julgar, partindo-se do princípio de que tem o carácter de convicção inabalável. Permitam-me que confesse: para mim, o esforço pelo conhecimento é um daqueles objectivos independentes, sem os quais uma afirmação consciente da vida me parece impossível ao homem de pensamento.
Uma das características do esforço pelo conhecimento é que ele tende a abranger tanto a multiplicidade da experiência como a simplicidade e redução das hipóteses fundamentais. O acordo final desses objectivos é, devido ao estádio primitivo da investigação, uma questão de fé. Sem essa fé, a convicção do valor independente do conhecimento não seria para mim forte e inabalável.
Esta atitude, por assim dizer, religiosa do cientista perante a verdade não deixa de ter influência sobre a sua personalidade. Pois, além daquilo que resulta da experiência e além das leis do pensamento,

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Quase toda a seita do cristianismo representa uma perversão da sua essência, com a finalidade de adaptá-lo aos preconceitos do mundo.

Mente ou Pedra

Esta cidade √© conhecida em todos os arredores por possuir as maiores estrebarias para bois, vacas e cavalos, constru√ß√Ķes que n√£o ficam a dever nada nem sequer aos edif√≠cios p√ļblicos; por outro lado contam-se aqui pelos dedos os locais onde se pode rezar ou discursar com total liberdade.
Em vez de se autocelebrarem por meio da arquitectura, n√£o deveriam as na√ß√Ķes faz√™-lo pelo poder do seu pensamento abstracto? O Bagavad-Gita √© muito mais admir√°vel do que todas as ru√≠nas do oriente. Torres e templos s√£o luxo de pr√≠ncipes. A mente simples e livre n√£o moureja sob as ordens de nenhum pr√≠ncipe. O esp√≠rito n√£o √© privil√©gio de nenhum imperador, nem s√£o exclusivos deste, a n√£o ser em insignificante medida, a prata, o ouro e o m√°rmore. Com que finalidade, digam-me l√°, se talha tanta pedra?
Quando estive na Arc√°dia, n√£o vi pedras a serem lavradas. As na√ß√Ķes s√£o possu√≠das pela louca ambi√ß√£o de perpetuarem a sua mem√≥ria com a soma das esculturas que deixam. Que tal se esfor√ßos semelhantes fossem despendidos no sentido de aperfei√ßoar e polir a sua conduta? Uma obra de bom senso seria mais memor√°vel que um momumento da altura da Lua. Prefiro contemplar as pedras no seu local de origem.

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O que significa niilismo? ‚Äď que os valores mais altos se desvalorizam. Falta a finalidade; falta a resposta ao “por qu√™?”.

A finalidade das penas n√£o √© atormentar e afligir um ser sens√≠vel (…) O seu fim (…) √© apenas impedir que o r√©u cause novos danos aos seus concidad√£os e dissuadir os outros de fazer o mesmo.

Primeiramente: nada fazer ao acaso e sem finalidade. Depois: nada aceitar que n√£o sirva para toda a humanidade.

O Problema do Pacifismo

Regozijo-me por me haverem dado a oportunidade de proferir algumas palavras sobre o problema do pacifismo. A evolu√ß√£o dos √ļltimos anos mostrou novamente que n√£o √© eficaz deixar a luta contra o armamento e contra o esp√≠rito b√©lico nas m√£os dos governantes. Mas a forma√ß√£o de grandes organiza√ß√Ķes com muitos membros tamb√©m n√£o basta, por si s√≥, para atingirmos essa finalidade. A meu ver o meio mais eficaz √© o que j√° o sarc√°stico Arist√≥fanes, h√° quase tr√™s mil anos preconizava na sua famosa com√©dia sat√≠rica ¬ęLisistrata¬Ľ.
Poderíamos assim conseguir que o problema do pacifismo se tornasse uma questão vital da Humanidade, um verdadeiro combate a que seriam atraídos todos os homens de boa-vontade e personalidade vigorosa. A luta seria árdua, por ter de se travar no campo da ilegalidade, mas no fundo seria legítima, por se travar em nome do verdadeiro direito dos homens, contra dirigentes que, por interesses muitas vezes odiosos, exigem dos seus concidadãos um sacrifício de vida que redunda também num acto criminal por atentar contra um dos mandamentos da Lei de Deus.
Muitos que se consideram bons pacifistas não estarão dispostos a tomar parte num pacifismo tão radical, invocando motivos patrióticos. Com esses não se poderá contar na hora crítica.

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A finalidade da arte não é agradar. O prazer é aqui um meio; não é neste caso um fim. A finalidade da arte é elevar.

Uma Vida Exterior Simples e Modesta Só Pode Fazer Bem

Uma vida exterior simples e modesta s√≥ pode fazer bem, tanto ao corpo como ao esp√≠rito. N√£o creio de modo algum na liberdade do ser humano, no sentido filos√≥fico. Cada um age n√£o s√≥ sob press√£o exterior como tamb√©m de acordo com a sua necessidade interior. O pensamento de Schopenhauer: ¬ęO homem pode, na verdade, fazer o que quiser, mas n√£o pode querer o que quer¬Ľ, impressionou-me vivamente desde a juventude e tem sido para mim um consolo constante e uma fonte inesgot√°vel de toler√Ęncia. Esse conhecimento suaviza ben√©ficamente o sentimento de responsabilidade levemente inibit√≥rio e faz com que n√£o tomemos demasiado a s√©rio, para n√≥s e para os outros, uma concep√ß√£o de vida que justifica de modo especial a exist√™ncia do humor.
Do ponto de vista objectivo, pareceu-me sempre desprovido de senso querer-se indagar sobre o sentido ou a finalidade da própria existência ou da existência da criação. E, no entanto, cada homem tem certos ideais, que o orientam nos seus esforços e juízos. Neste sentido o bem-estar e a felicidade nunca me pareceram um fim em si (chamo a esta base ética o ideal da vara de porcos). Os ideais que me iluminavam e me encheram incessantemente de alegre coragem de viver foram sempre a bondade,

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O consumo √© a √ļnica finalidade e o √ļnico prop√≥sito de toda produ√ß√£o.

A Censura de Um Deve Pesar Mais que uma Plateia de Ignorantes

Hamlet (para um dos actores): Portanto, nada de conten√ß√£o exagerada. O seu discernimento deve ser o seu guia. Ajuste o gesto √† palavra, a palavra ao gesto, e cuide de n√£o perder a simples naturalidade. Pois tudo o que √© for√ßado foge do prop√≥sito da actua√ß√£o, cuja finalidade, tanto na origem como agora, era e √© erguer um espelho diante da natureza. Mostrar √† virtude as suas fei√ß√Ķes; ao orgulho, o desprezo, e a cada √©poca e gera√ß√£o, sua figura e estampa. O exagero e a imper√≠cia podem divertir os incultos, mas causam apenas desconforto aos judiciosos; √†queles cuja censura, ainda que de um s√≥, deve pesar mais em sua estima que toda uma plateia de ignorantes.

A Cultura não se Enquadra na Totalidade Política

A cultura nunca poder√° ser um factor estrat√©gico de mudan√ßa. Se √© estrat√©gia, n√£o √© cultura. Faz-se apelo √† cultura como estrat√©gia de mudan√ßa, tentando resolver a condi√ß√£o perturbadora do homem culto, munido de culpabilidade inconsciente, ou simplesmente isento da culpabilidade pelo sofrimento. Isso n√£o √© poss√≠vel. A cultura n√£o se enquadra na totalidade pol√≠tica. H√° um grave mal-entendido quanto a isso. A cultura n√£o significa o conforto da neutralidade, a ir√≥nica gradua√ß√£o da expectativa, a gin√°stica do n√£o-compomisso. Significa um enraizamento em si mesmo, que conserva no homem a faculdade de julgar. N√£o √© contr√°ria √† ac√ß√£o, mas √© condi√ß√£o necess√°ria para que a ac√ß√£o seja serena e √ļtil, e n√£o impaciente e desordenada. N√£o se trata de racismo espiritual; n√£o se trata da pretens√£o de existir √† parte da hist√≥ria pol√≠tica do mundo. √Č a inten√ß√£o absolutamente necess√°ria de ser livre, face aos acontecimentos, qualquer que seja a l√≥gica que os liga. A cultura √© o que identifica um povo com a sua finalidade.