Passagens sobre Juramentos

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O Irracional no Amor

Se √© rid√≠culo beijar uma mulher feia, tamb√©m √© rid√≠culo dar um beijo a uma beleza. A presun√ß√£o de que amando de uma certa maneira se tem o direito de rir do vizinho que tem outra maneira de amar, n√£o vale mais do que a arrog√Ęncia de certo meio social. Tal soberba n√£o p√Ķe ningu√©m ao abrigo do c√≥mico universal, porque todos os homens se encontram na impossibilidade de explicar a praxe a que se submetem, a qual pretende ter um alcance universal, pretende significar que os amantes querem pertencer um ao outro por toda a eternidade, e, o que mais divertido √©, pretende tamb√©m convenc√™-los de que h√£o-de cumprir fielmente o juramento.
Que um homem rico, muito bem sentado na sua poltrona, acene com a cabe√ßa, ou volte a cara para a direita e para a esquerda, ou bata fortemente com um p√© no ch√£o, e que, uma vez perguntado pela raz√£o de tais actos, me responda: ¬ęn√£o sei; apeteceu-me de repente; foi um movimento involunt√°rio¬Ľ, compreendo isso muito bem. Mas se ele me respondesse o que costumam responder os amantes, quando lhes pedem que expliquem os seus gestos e as suas atitudes, se me dissesse que em tais actos consistia a sua maior felicidade,

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Finalmente outra Vez Vejo Perdida

Finalmente outra vez vejo perdida
Às mãos do amor, a doce liberdade
Que j√° livrei da sua crueldade
Como quem de um naufr√°gio salva a vida.

Já no meu coração nova ferida
Abrem os duros golpes da saudade;
E j√° vive outra vez minha vontade
De esperanças aéreas revestida.

Nunca cuidei que visse, amor tirano,
T√£o depressa quebrado o juramento
Que fiz no puro altar do desengano.

Mas quem pode viver de amor isento,
Vendo naquele rosto soberano
De tais olhos o doce movimento?

O homem traído uma vez pode ouvir dos lábios da mulher um juramento de alma, animado com a santa inocência de um anjo, mas nunca mais lhe franqueará o coração, onde goteja sangue, uma chaga incurável.

Tanto o que promete da melhor fé amor eterno, como aquele que acredita neste e semelhantes juramentos, são ludíbrios, um do coração, outro da vaidade.

N√£o h√° Casamento com Lux√ļria

No casamento a revitaliza√ß√£o da lux√ļria s√≥ pode ser conseguida enfraquecendo e destruindo os seus la√ßos. Quero dizer, amantes. √Č por isso que a lux√ļria se torna um pecado, pois est√° destinada a morrer, e se ainda se acende isso s√≥ acontece por causa das mulheres fora do casamento. √Č assim que chegamos √† ideia original de pecado quando a lux√ļria √© a inimiga do amor. A c√≥pula entre marido e mulher n√£o √© pecaminosa porque √© feita sem lux√ļria. Todos os casos extraconjugais s√£o luxuriosos e por isso pecaminosos. Assim, todas as tentativas de reavivar a lux√ļria no casamento s√£o m√°s, incluindo o afastamento.
Porque reacender a lux√ļria por um curto per√≠odo amea√ßa um casamento, sujeitando a esposa √† tenta√ß√£o de adult√©rio na separa√ß√£o. O casamento foi criado para destruir a paix√£o embora a princ√≠pio atraia com paix√£o. Calcar a paix√£o com a paix√£o.
O casamento seduz com a legitimidade e com a disponibilidade da lux√ļria. Ao fazermos o juramento de fidelidade, n√£o suspeitamos que estamos tamb√©m a renunciar √† lux√ļria. O casamento foi criado para distrair as pessoas da lux√ļria com a ajuda da lux√ļria. Por isso, para bem de um casamento forte, tem se aguentar o seu desaparecimento.

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Deuses imortais! Rogo por mim e por ninguém mais. Que jamais cresça em meu peito um coração que confie num juramento ou numa afeição.

Juramento: no Direito, um apelo solene √† Divindade, que pesa mais na consci√™ncia por existir uma pena para o perj√ļrio.

Amamos e amamos tanto tempo quanto pudemos até que o nosso amor se consumiu nos dois; o nosso casamento morreu quando o prazer se foi; foi o prazer que fez um juramento.

Vantagens e Desvantagens dos H√°bitos

Os pensamentos dos homens s√£o muito concordantes com as suas inclina√ß√Ķes; as suas palavras e os seus discursos concordam com as suas opini√Ķes infusas ou apreendidas; mas as suas ac√ß√Ķes resultam daquilo a que est√£o acostumados. Eis porque, como Maquiavel muito bem notou (ainda que num exemplo mal inspirado), ningu√©m deve confiar na for√ßa da natureza, nem na jact√Ęncia das palavras, se n√£o estiverem corroboradas pelo h√°bito. O exemplo que ele apresenta √© que, na execu√ß√£o de uma conspira√ß√£o ousada, ningu√©m se deve fiar na ferocidade aparente ou nas promessas resolutas de qualquer pessoa, e que o empreendimento deve ser confiado a quem tiver j√° alguma vez manchado as suas m√£os com sangue.
(…) A predomin√Ęncia do costume √© por toda a parte vis√≠vel; de tal maneira que ficar√≠amos admirados de ouvir os homens declarar, protestar, prometer, fazer solenes juramentos, e depois v√™-los proceder como tinham feito antes: como se fossem imagens mortas ou engenhos movidos apenas pelas rodas do costume. Vemos tamb√©m o que √© o reino ou a tirania do costume.
(…) J√° que o costume √© o principal magistrado da vida humana, deve o homem por todos os meios prover √† obten√ß√£o de bons costumes.

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Eu sei de que maneira pródiga a alma empresta
Juramentos à língua quando o sangue arde.

Ira Induzida

O melhor remédio para a ira é fazer uma pausa. Pede-a não para perdoares, mas para reflectires: os primeiros impulsos da ira são os mais graves; ela desaparece se tiver que esperar. Não tentes afastá-la por inteiro: conseguirás vencê-la por completo se a arrancares por partes.
Entre os actos que nos ofendem, uns s√£o-nos narrados, outros s√£o vistos ou ouvidos por n√≥s mesmos. N√£o devemos acreditar prontamente naqueles que nos s√£o narrados: muitos homens mentem para enganar, outros tantos mentem porque foram enganados; outros ganham favores com incrimina√ß√Ķes e inventam uma ofensa para se mostrarem indignados; outro √© um homem maldoso e quer destruir amizades s√≥lidas; outro n√£o merece confian√ßa e gosta de observar ao longe e em seguran√ßa as desaven√ßas que cria.
Quando tens que emitir um juízo sobre um qualquer assunto, não poderás admitir os factos sem que deles haja uma testemunha, e a testemunha não tem validade se não houver um juramento; darás a palavra às duas partes, farás um intervalo, não as ouvirás uma vez apenas (a verdade manifesta-se àquele que mais vezes a toma em mãos): e condenas prontamente um amigo? Ficas irado antes de o ouvir, antes de interrogares, antes de permitires-lhe conhecer o acusador ou o crime?

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