Cita√ß√Ķes sobre Justifica√ß√£o

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Frases sobre justifica√ß√£o, poemas sobre justifica√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre justifica√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Regras Essenciais para os Negócios

Mais vale em geral negociar oralmente do que por cartas, e por media√ß√£o, de terceiro do que pessoalmente. As cartas s√£o melhores quando se deseja provocar resposta escrita, ou quando podem servir para justifica√ß√£o de um procedimento a tomar depois de escrita a carta. Tratar o assunto pessoalmente √© bom, quando a presen√ßa imp√Ķe respeito, como acontece geralmente perante inferiores. Na escolha dos intermedi√°rios, √© melhor optar por pessoas francas, que far√£o aquilo de que foram encarregadas, e que transmitir√£o fielmente o resultado, do que escolher pessoas h√°beis em tirar proveito dos neg√≥cios alheios, e que podem alterar a verdade dos factos, apenas para vos dar satisfa√ß√£o. √Č melhor sondar a pessoa com a qual se trata um neg√≥cio, antes de entrar abruptamente no assunto, excepto quando se pretende surpreend√™-la com alguma quest√£o especiosa.
√Č melhor tratar com pessoas que ainda t√™m apetite do que com aquelas que j√° o perderam. Se se trata com algu√©m sob condi√ß√Ķes, o essencial, √© o primeiro acto, porque tudo n√£o se pode razoavelmente pedir, excepto se a natureza da coisa for tal que se possa levar avante; ou tal que uma parte possa persuadir a outra que precisar√° dela em futuro neg√≥cio;

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Antes de Vivermos, a Vida é Coisa Nenhuma

O homem come√ßa por existir, isto √©, o homem √© de in√≠cio o que se lan√ßa para um futuro e o que √© consciente de se projectar no futuro. O homem √© primeiro um projecto que se vive subjectivamente, em vez de ser musgo, podrid√£o ou couve-flor; nada existe previamente a esse projecto; nada existe no c√©u inintelig√≠vel, e o homem ser√° em primeiro lugar o que tiver projectado ser. N√£o o que tiver querido ser. Porque o que n√≥s entendemos ordinariamente por querer √© uma decis√£o consciente, e para a generalidade das pessoas posterior ao que se elaborou nelas. Posso querer aderir a um partido, escrever um livro, casar-me: tudo isto √© manifesta√ß√£o de uma escolha mais original mais espont√Ęnea do que se denomina por vontade.
(…) Escreveu Dostoievsky: ¬ęSe Deus n√£o existisse, tudo seria permitido.¬Ľ √Č esse o ponto de partida do existencialismo. Com efeito, tudo √© permitido se Deus n√£o existe, e, por conseguinte, o homem encontra-se abandonado, porque n√£o encontra em si, nem fora de si, a que agarrar-se. Ao come√ßo n√£o tem desculpa. Se, na verdade, a exist√™ncia precede a ess√™ncia, n√£o √© poss√≠vel explica√ß√£o por refer√™ncia a uma natureza humana dada e hirta;

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A Import√Ęncia da Boa Vontade

No decurso da minha longa vida recebi dos meus companheiros um reconhecimento muito maior do que aquele que mere√ßo e confesso que o meu sentido de humildade sempre se sobrep√īs ao meu prazer. Mas nunca, em ocasi√Ķes anteriores, a dor se sobrep√īs tanto ao prazer como agora. Todos n√≥s, que estamos preocupados com a paz e o triunfo da raz√£o e da justi√ßa, devemos estar hoje claramente conscientes do peso que uma pequen√≠ssima justifica√ß√£o e uma boa vontade honesta podem exercer sobre os acontecimentos na vida pol√≠tica. Mas, independentemente disso, e independentemente do nosso destino, podemos estar certos de que sem os esfor√ßos incans√°veis daqueles que est√£o preocupados com o bem-estar da humanidade como um todo a maioria da esp√©cie humana estaria muito pior do que se encontra realmente agora.

Somos Todos Casos Excepcionais

Somos todos casos excepcionais. Todos queremos apelar de qualquer coisa! Cada qual exige ser inocente, a todo o custo, mesmo que para isso seja preciso inculpar o g√©nero humano e o c√©u. Contentaremos mediocremente um homem, se lhe dermos parab√©ns pelos esfor√ßos gra√ßas aos quais se tornou inteligente ou generoso. Pelo contr√°rio, ele rejubilar√°, se se admirar a sua generosidade natural. Inversamente, se disssermos a um criminoso que o seu crime nada tem com a sua natureza, nem com o seu car√°cter, mas com infelizes circunst√Ęncias, ele ficar-nos-√° violentamente reconhecido. Durante a defesa, escolher√° mesmo este momento para chorar. No entanto, n√£o h√° m√©rito nenhum em ser-se honesto, nem inteligente, de nascen√ßa! Como se n√£o √© certamente mais respons√°vel em ser-se criminoso por natureza que em s√™-lo devido √†s circunst√Ęncias. Mas estes patifes querem a absolvi√ß√£o, isto √©, a irresponsabilidade, e tiram, sem vergonha, justifica√ß√Ķes da natureza ou desculpas das circunst√Ęncias, mesmo que sejam contradit√≥rias. O essencial √© que sejam inocentes, que as suas virtudes, pela gra√ßa do nascimento, n√£o possam ser postas em d√ļvida, e que os seus crimes, nascidos de uma infelicidade passageria, nunca sejam sen√£o provis√≥rios. J√° lhe disse, trata-se de escapar ao julgamento. Como √© dif√≠cil escapar e melindroso fazer,

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Para mim, um escritor tem justificação para escrever um livro se estiver apaixonado pelo tema.

Temos que o Saber Conquistar

Estou completamente cansado de pessoas que só pensam numa coisa: queixar-se e lamentar-se num ritual em que nos fabricamos mentalmente como vítimas. Choramos e lamentamos, lamentamos e choramos. Queixamo-nos até à náusea sobre o que os outros nos fizeram e continuam a fazer. E pensamos que o mundo nos deve qualquer coisa. Lamento dizer-vos que isto não passa de uma ilusão. Ninguém nos deve nada. Ninguém está disposto a abdicar daquilo que tem, com a justificação de que nós também queremos o mesmo. Se quisermos algo temos que o saber conquistar. Não podemos continuar a mendigar, meus irmãos e minhas irmãs.

A Moral é Imperiosa e Injustificável

O comportamento moral implica sempre um juiz e a mem√≥ria nele desse nosso comportamento. Assim se admite a nossa responsabilidade perante outrem e a ideia de que nesse outrem perdurar√° a mem√≥ria de n√≥s pelos s√©culos. Ora o que √© que significa hoje o comportamento dos que viveram h√° cem anos? e h√° mil? Quando Deus se dava ao luxo de existir, ele garantiria a mem√≥ria do que fomos. Mas agora que ele desistiu? E todavia a ordem moral continua. O ¬ęse Deus n√£o existe tudo √© permitido¬Ľ de Dostoievski √© perfeitamente ilus√≥rio. N√≥s constru√≠mos a nossa moral como se ela existisse. Alguma coisa portanto deve persistir perante a qual nos comportamos.
Os homens c√©lebres compreende-se. Mas o comum dos mortais? Ser√° a ¬ęconsci√™ncia¬Ľ um h√°bito? Teremos n√≥s a voca√ß√£o da imortalidade para agirmos dentro dela? Perante quem nos comportar√≠amos numa ilha deserta com a certeza absoluta de que ningu√©m saberia dos nossos actos? Que √© que persiste de n√≥s ap√≥s a morte para nos julgarmos vivos ent√£o e podermos envergonhar-nos do mal que tiv√©ssemos praticado? Toda a nossa vida √© tecida de ilus√£o. E nada em n√≥s consente que a dissipemos. Mas o pr√≥prio animal tem um comportamento que pode prejudic√°-lo e de que n√£o abdica.

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A Guerra é Deus

Pouco interessa o que os homens pensam da guerra, disse o juiz. A guerra perdura. √Č o mesmo que perguntar-lhes o que acham da pedra. A guerra sempre esteve presente. Antes de o homem existir, a guerra j√° estava √† espera dele. O of√≠cio supremo a aguardar o seu supremo art√≠fice. Sempre foi assim e sempre assim ser√°. Assim e n√£o de outra forma.
(…) Os homens nasceram para jogar. Nada mais. Todo o garoto sabe que a brincadeira √© uma ocupa√ß√£o mais nobre do que o trabalho. Sabe tamb√©m que a excel√™ncia ou m√©rito de um jogo n√£o √© inerente ao jogo em si, mas reside, isso sim, no valor daquilo que os jogadores arriscam. Os jogos de azar exigem que se fa√ßam apostas, sem o que n√£o fazem sequer sentido. Os desportos implicam medir a destreza e a for√ßa dos advers√°rios e a humilha√ß√£o da derrota e o orgulho da vit√≥ria constituem em si mesmos aposta suficiente, pois traduzem o valor dos contendores e definem-nos. Por√©m, quer se trate de contendas cuja sorte se decide pelo azar quer pelo m√©rito, todos os jogos anseiam elevar-se √† condi√ß√£o da guerra, pois nesta aquilo que se aposta devora tudo,

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O Existencialista

Dostoievski escreveu: ¬ęSe Deus n√£o existisse, tudo seria permitido¬Ľ. A√≠ se situa o ponto de partida do existencialismo. Com efeito, tudo √© permitido se Deus n√£o existe , fica o homem, por conseguinte , abandonado, j√° que n√£o encontra em si, nem fora de si, uma possibilidade a que se apegue. Antes de mais nada, n√£o h√° desculpas para ele. Se, com efeito, a exist√™ncia precede a ess√™ncia, n√£o ser√° nunca poss√≠vel referir uma explica√ß√£o a uma natureza humana dada e imut√°vel; por outras palavras, n√£o h√° determinismo, o homem √© livre, o homem √© liberdade. Se, por outro lado, Deus n√£o existe, n√£o encontramos diante de n√≥s valores ou imposi√ß√Ķes que nos legitimem o comportamento. Assim, n√£o temos nem atr√°s de n√≥s, nem diante de n√≥s, no dom√≠nio luminoso dos valores, justifica√ß√Ķes ou desculpas. Estamos s√≥s e sem desculpas. √Č o que traduzirei dizendo que o homem est√° condenado a ser livre. Condenado, porque n√£o se criou a si pr√≥prio; e no entanto livre, porque uma vez lan√ßado ao mundo, √© respons√°vel por tudo quanto fizer. O existencialista n√£o cr√™ na for√ßa da paix√£o. N√£o pensar√° nunca que uma bela paix√£o √© uma torrente devastadora que conduz fatalmente o homem a certos actos e que por conseguinte,

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Uma boa defini√ß√£o de homem, para al√©m de suas limita√ß√Ķes f√≠sicas, seria a de que √© um ser de embrion√°ria liberdade, cujo dever, cujo destino e cuja justifica√ß√£o √© o da liberdade plena; plena para ele, plena para os outros, plena para os animais, plena para ervas, plena talvez at√© para seixo e montanha.

A Decadência da Ciência

Ouve-se dizer que a ci√™ncia est√° actualmente submetida a imperativos de rentabilidade econ√≥mica; na verdade sempre foi assim. O que √© novo √© que a economia venha a fazer abertamente guerra aos humanos; j√° n√£o somente quanto √†s possibilidades da sua vida, como tamb√©m √†s da sua sobreviv√™ncia. Foi ent√£o que o pensamento cientifico escolheu, contra uma grande parte do seu pr√≥prio passado antiesclavagista, servir a domina√ß√£o espectacular (da sociedade de consumo). Antes de chegar a este ponto, a ci√™ncia possu√≠a uma autonomia relativa. Ent√£o sabia pensar a sua parcela da realidade e, assim, tinha podido contribuir imensamente para aumentar os meios da economia. Quando a economia toda-poderosa enlouqueceu, e os tempos espectaculares n√£o s√£o mais do que isto, suprimiu os √ļltimos vest√≠gios da autonomia cient√≠fica, tanto no campo metodol√≥gico como no das condi√ß√Ķes pr√°ticas da actividade dos ¬ęinvestigadores¬Ľ.
J√° n√£o se pede √† ci√™ncia que compreenda o mundo ou o melhore nalguma coisa. Pede-se-lhe que justifique instantaneamente tudo o que faz. T√£o est√ļpida neste terreno como em todos os outros, que explora com a mais ruinosa irreflex√£o, a domina√ß√£o espectacular promoveu o abate da √°rvore gigantesca do conhecimento cient√≠fico com o √ļnico fim de dela talhar uma matraca.

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√Č psicologicamente muito duro atravessar a vida sem a justifica√ß√£o, e a esperan√ßa, fornecida pela religi√£o.

O Falso Conforto da Religi√£o

O homem comum entende como sendo a sua religi√£o um sistema de doutrinas e promessas que, por um lado lhe explica os enigmas deste mundo com uma perfei√ß√£o invej√°vel, e que por outro lhe garante que uma Provid√™ncia atenta cuidar√° da sua exist√™ncia e o compensar√°, numa futura exist√™ncia, por qualquer falha nesta vida. O homem comum s√≥ consegue imaginar essa Provid√™ncia sob a figura de um pai extremamente elevado, pois s√≥ algu√©m assim conseguiria compreender as necessidades dos filhos dos homens ou enternecer-se com as suas ora√ß√Ķes e aplacar-se com os sinais dos seus remorsos. Tudo isto √© t√£o manifestamente infantil, t√£o incongruente com a realidade, que para aquele que manifeste uma atitude amistosa para com a humanidade √© penoso pensar que a grande maioria dos mortais nunca ser√° capaz de estar acima desta vis√£o de vida.
√Č ainda mais humilhante descobrir como √© grande o n√ļmero de pessoas, hoje em dia, que n√£o podem deixar de perceber que essa religi√£o √© insustent√°vel, e, no entanto, tentam defend√™-la sucessivamente, numa s√©rie de lament√°veis actos retr√≥gados. Gostar√≠amos de pertencer ao n√ļmero dos crentes, para podermos advertir os fil√≥sofos que tentam preservar o Deus da religi√£o substituindo-o por um princ√≠pio impessoal,

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A Medida da Fé

Tão mais opressiva que a convicção implacável do nosso presente estado pecaminoso é a mais frágil convicção da antiga, eterna justificação da nossa existência temporal. Só a capacidade de suportar desta segunda convicção, que na sua pureza abrange completamente a primeira, é a medida da fé.
Muitos consideram que, ao lado da grande fraude primitiva, existe em cada caso particular uma pequena fraude especial, encenada em proveito pr√≥prio, do mesmo modo como, por exemplo, numa intriga amorosa, representada no palco, a actriz, al√©m do falso sorriso para o seu amante, tem ainda outro, particularmente p√©rfido, dirigido a um espectador determinado na √ļltima fileira da galeria. Isso significa ir longe demais.

Desarmar e Esgotar o Sofrimento

A literatura √© uma defesa contra as ofensas da vida. A primeira diz √† segunda: ¬ęN√£o me levas √† certa; sei como te comportas, sigo-te e prevejo-te, gozo at√© ao ver-te agir, e roubo-te o segredo ao recriar-te em h√°beis constru√ß√Ķes que travam o teu fluxo.¬Ľ √Ä parte este jogo, a outra defesa contra as coisas √© o sil√™ncio em que nos recolhemos antes de dar o salto. Mas √© preciso que sejamos n√≥s a escolh√™-lo, e n√£o deixar que no-lo imponham. Nem mesmo a morte. Escolhermos um mal √© a √ļnica defesa contra esse mal. Isto significa aceitar o sofrimento. N√£o resigna√ß√£o, mas for√ßa. Digerir o mal de uma s√≥ vez. T√™m vantagem os que, por √≠ndole, sabem sofrer de um modo impetuoso e total: assim se desarma o sofrimento e o transformamos em cria√ß√£o, escolha, resigna√ß√£o. Justifica√ß√£o do suic√≠dio.
Aqui n√£o h√° lugar para a Caridade.

Os Inimigos do Progresso

O progresso que se deseja hoje é algo que dependerá mais da vontade individual do que dos prodígios impessoais dos mercados.

A mis√©ria e a ignor√Ęncia s√£o dois trav√Ķes ao desenvolvimento.

Hoje, nenhuma pobreza é casual ou inevitável, porque existem os meios que permitem garantir a total erradicação da indigência. A que existe é fruto de uma decisão maioritária de vontades individuais. Alguns julgam que será consequência da ação dos mercados que, ao selecionar e premiar os melhores, filtra e castiga os que têm menos capacidades de contribuir para o sucesso tal como o entendem alguns; outros preferem apontar como causa da pobreza a existência de gente rica, logo, a solução passaria, para estes, por eliminar as camadas sociais mais abastadas. Entre tanta discussão não fazem nada, e quase unanimemente condenam quem o faz.
A ignor√Ęncia √© um mal. A liberdade sup√Ķe o privil√©gio at√© de errar, mas sempre dentro de um quadro com todas as op√ß√Ķes. Quem n√£o sabe, n√£o pode escolher bem. S√≥ h√° liberdade com conhecimento. Mas h√° muitos que julgam que s√≥ ser√£o livres enquanto n√£o o formos todos…

Se em vez de nos sentarmos a divagar nos levant√°ssemos e,

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Lembrar-me ainda e saber que vou esquecer. Essa é a justificação que dou a mim próprio para escrever estas palavras. Um dia, irei precisar delas para voltar a lembrar-me.

A Maravilha da Vida é Tudo Nela Ter Justificação

Desabafo dum amigo, que n√£o encontra justifica√ß√£o para o seu pecado mortal, que √© viver. Viver ao sol, gratuitamente, como um lagarto. Respondi-lhe que a maravilha da vida √© tudo nela ter justifica√ß√£o. √Č, da mais rasteira erva ao mais nojento bicho, n√£o haver presen√ßa no mundo que n√£o seja necess√°ria e insubstitu√≠vel. Que, do contr√°rio, era faltar na terra esta admir√°vel plurival√™ncia, que faz de uma tarde de sol, de trigo e de cigarras o mais assombroso espect√°culo que se pode ver. O medir depois a dist√Ęncia que vai da formiga ao le√£o, da urtiga ao castanheiro, de Nero a S. Francisco de Assis, √© uma casu√≠stica que n√£o tem nada que ver com a torrente de seiva que inunda o mundo de p√≥lo a p√≥lo.
Foi-se, e à tarde apareceu-me com um belo poema.

O Começo de Todas as Histórias

O come√ßo de todas as hist√≥rias √©, no princ√≠pio, rid√≠culo. Parece n√£o haver esperan√ßa de que esta coisa acabada de nascer, ainda incompleta e tenra em todas as suas articula√ß√Ķes, seja capaz de se manter viva na organiza√ß√£o completa do mundo, que, como todas as organiza√ß√Ķes completas, luta por se fechar. Contudo, n√£o podemos esquecer que a hist√≥ria, se tiver uma justifica√ß√£o para existir, tem dentro de si a sua pr√≥pria organiza√ß√£o completa at√© antes de estar completamente formada; por esta raz√£o n√£o h√° motivo para desesperar com o princ√≠pio de uma hist√≥ria; num caso semelhante, os pais teriam de desesperar com o beb√© porque n√£o tinham nenhuma inten√ß√£o de trazer para o mundo este ser rid√≠culo e pat√©tico.
√Č claro que nunca sabemos se h√° raz√£o ou n√£o para o desespero que sentimos. Mas reflectindo sobre isso podemos obter um certo apoio; sofri anteriormente da falta deste conhecimento.

Interroguei-me muitas vezes se uma pessoa tem justificação para negligenciar a sua própria família para lutar por oportunidades para os outros.