Cita√ß√Ķes sobre Legi√£o

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Frases sobre legi√£o, poemas sobre legi√£o e outras cita√ß√Ķes sobre legi√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A dor é o pólo, de que refoge sempre, e em toda a parte, não só a humanidade inteira, mas toda a legião infinita dos seres vivos.

Boa e M√° Literatura

O que acontece na literatura n√£o √© diferente do que acontece na vida: para onde quer que se volte, depara-se imediatamente com a incorrig√≠vel plebe da humanidade, que se encontra por toda a parte em legi√Ķes, preenchendo todos os espa√ßos e sujando tudo, como as moscas no ver√£o.
Eis a raz√£o do n√ļmero incalcul√°vel de livros maus, essa erva daninha da literatura que tudo invade, que tira o alimento do trigo e o sufoca. De facto, eles arrancam tempo, dinheiro e aten√ß√£o do p√ļblico – coisas que, por direito, pertencem aos bons livros e aos seus nobres fins – e s√£o escritos com a √ļnica inten√ß√£o de proporcionar algum lucro ou emprego. Portanto, n√£o s√£o apenas in√ļteis, mas tamb√©m positivamente prejudiciais. Nove d√©cimos de toda a nossa literatura actual n√£o possui outro objectivo sen√£o o de extrair alguns t√°leres do bolso do p√ļblico: para isso, autores, editores e recenseadores conjuraram firmemente.
Um golpe astuto e maldoso, porém notável, é o que teve êxito junto aos literatos, aos escrevinhadores que buscam o pão de cada dia e aos polígrafos de pouca conta, contra o bom gosto e a verdadeira educação da época, uma vez que eles conseguiram dominar todo o mundo elegante,

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As Estrelas

L√°, nas celestes regi√Ķes distantes,
No fundo melancólico da Esfera,
Nos caminhos da eterna Primavera
Do amor, eis as estrelas palpitantes.

Quantos mistérios andarão errantes,
Quantas almas em busca da Quimera,
L√°, das estrelas nessa paz austera
Soluçarão, nos altos céus radiantes.

Finas flores de pérolas e prata,
Das estrelas serenas se desata
Toda a caudal das ilus√Ķes insanas.

Quem sabe, pelos tempos esquecidos,
Se as estrelas n√£o s√£o os ais perdidos
Das primitivas legi√Ķes humanas?!

As Desvantagens do Ateísmo

Parece-nos que o homem feliz n√£o colhe vantagem alguma em ser ateu. √Č-lhe t√£o agrad√°vel cismar que os seus dias se prolongar√£o al√©m da vida! Com que desespero n√£o deixaria ele este mundo, se acreditasse separar-se para sempre da felicidade! Debalde sobre a sua cabe√ßa se acumulariam todos os bens do s√©culo, que serviriam apenas para lhe tornar mais tormentoso o nada.
O rico pode tamb√©m contar com que a religi√£o lhe amplie os prazeres, mesclando-os com inexplic√°vel ternura; n√£o se lhe endurecer√° o cora√ß√£o, o gozo, escolho inevit√°vel das grandes prosperidades, n√£o o infastiar√°; que a religi√£o refrigera as sequid√Ķes da alma: √© o que representa esse √≥leo santo com que o cristianismo consagrava a realeza, a inf√Ęncia, e a morte, para as salvar da esterilidade.
O guerreiro arremessa-se ao combate: ser√° ateu esse filho da gl√≥ria? O que busca uma vida infinita consentir√° em termin√°-la? Aparecei sobre as vossas nuvens fulminantes, soldados inumer√°veis, antigas legi√Ķes da p√°tria! Famosas mil√≠cias de Fran√ßa, e agora mil√≠cias do c√©u, aparecei! Dizei aos her√≥is da nossa idade, do alto da cidade santa, que o bravo n√£o cai inteiro no tumulo, e que, ap√≥s ele, permanece alguma coisa mais que um v√£o renome.

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A dor é o polo, de que refoge sempre, e em toda a parte, não só a humanidade inteira, mas toda a legião infinita dos seres vivos.

Benção

Quando, por uma lei da vontade suprema,
O Poeta vem a luz d’este mundo insofrido
A desolada mãe, numa crise de blasfêmia,
Pragueja contra Deus, que a escuta comovido:

‚ÄĒ “Antes eu procriasse uma serpe infernal!
Do que ter dado vida a um disforme aleij√£o!
Maldita seja a noite em que o prazer carnal
Fecundou no meu ventre a minha expiação!

J√° que fui a mulher destinada, Senhor,
A tornar infeliz quem a si me ligou,
E n√£o posso atirar ao fogo vingador
O fatal embri√£o que meu sangue gerou.

Vou fazer recair o meu ódio implacável
No monstro que nasceu das tuas maldi√ß√Ķes
E saberei torcer o arbusto miser√°vel
De modo que n√£o vingue um s√≥ dos seus bot√Ķes!”

E sobre Deus cuspindo a sua m√°goa ingente
Ignorando a razão dos desígnios do Eterno,
A tresloucada m√£e condena, inconsciente,
A sua pobre alma às fogueiras do inferno.

Bafeja a luz do sol o fruto malfadado,
Vela pelo inocente um anjo peregrino;
A água que ele bebe é um néctar perfumado,
O pão é um manjar saboroso,

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A Ira n√£o Escolhe Idade nem Estatuto Social

A ira n√£o escolhe idade nem estatuto social. Algumas pessoas, gra√ßas √† sua indig√™ncia, n√£o conhecem a lux√ļria; outros, porque t√™m uma vida movimentada e errante, escapam √† pregui√ßa; aqueles que t√™m modos rudes e uma vida r√ļstica desconhecem as pris√Ķes, as fraudes e todos os males da cidade: mas ningu√©m est√° livre da ira, t√£o poderosa entre os Gregos como entre os b√°rbaros, t√£o funesta entre aqueles que temem as leis como entre aqueles que se regem pela lei da for√ßa. Assim, se outras afec√ß√Ķes atacam os indiv√≠duos, a ira √© a √ļnica afec√ß√£o que, por vezes, se apodera de um povo inteiro. Nunca um povo inteiro ardeu de amor por uma mulher, nem uma cidade inteira depositou toda a sua esperan√ßa no dinheiro e no lucro; a ambi√ß√£o apossa-se de indiv√≠duos, a imodera√ß√£o n√£o √© um mal p√ļblico.
Por vezes, uma multid√£o inteira √© conduzida √† ira: homens e mulheres, velhos e novos, os principais cidad√£os e o vulgo s√£o un√Ęnimes, e toda a multid√£o agitada por algumas palavras sobrep√Ķe-se ao pr√≥prio agitador: corre a pegar em armas e tochas e declara guerra ao seu vizinho e f√°-la contra os seus concidad√£os; casas inteiras s√£o queimadas com toda a fam√≠lia e aquele cuja eloqu√™ncia lhe granjeara muitos benef√≠cios √© eliminado pela ira que as suas palavras geraram;

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A Loucura do Dinheiro

O dinheiro suscita a maior parte das vocifera√ß√Ķes que ouvimos: √© o dinheiro que fatiga os tribunais, √© ele que coloca pais e filhos em desaven√ßa, √© ele que derrama venenos, √© ele que p√Ķe a espada nas m√£os dos assassinos e das legi√Ķes; ele est√° manchado de sangue nosso; √© por causa dele que as discuss√Ķes de marido e mulher ressoam na noite, √© por causa dele que a turba aflui aos tribunais; por causa dele, os reis massacram, saqueiam e arrasam cidades que demoraram s√©culos a construir, para procurarem ouro e prata entre as cinzas. V√™s os cofres arrumados a um canto? √Č por causa deles que se grita at√© os olhos sa√≠rem das suas √≥rbitas e que os brados ressoam nos tribunais; √© por causa deles que ju√≠zes vindo de regi√Ķes long√≠nquas se re√ļnem para decidir qual √© a avidez mais justa.
E quando, n√£o por um cofre, mas por um punhado de ouro ou por um den√°rio que se dispensaria a um escravo, se perfura o est√īmago de um velho que ia morrer sem herdeiros? E quando, possuindo v√°rios milhares, um usur√°rio de p√©s e m√£os deformados, incapaz sequer de mexer no dinheiro, reclama, furioso,

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A Alma Popular é Totalmente Dominada por Elementos Afectivos e Místicos

A ac√ß√£o cada vez mais consider√°vel das multid√Ķes na vida pol√≠tica imprime especial import√Ęncia ao estudo das opini√Ķes populares. Interpretadas por uma legi√£o de advogados e professores, que as transp√Ķem e lhe dissimulam a mobilidade, a incoer√™ncia e o simplismo, elas permanecem pouco conhecidas. Hoje, o povo soberano √© t√£o adulado quanto foram, outrora, os piores d√©spotas. As suas paix√Ķes baixas, os seus ruidosos apetites, as suas ininteligentes aspira√ß√Ķes suscitam admiradores. Para os pol√≠ticos, servidores da plebe, os factos n√£o existem, as realidades n√£o t√™m nenhum valor, a natureza deve-se submeter a todas as fantasias do n√ļmero.
A alma popular (…) tem, como principal caracter√≠stica, a circunst√Ęncia de ser inteiramente dominada por elementos afectivos e m√≠sticos. N√£o podendo nenhum argumento racional refrear nela as impuls√Ķes criadas por esses elementos, ela obedece-lhes imediatamente.
O lado m√≠stico da alma das multid√Ķes √©, muitas vezes, mais desenvolvido ainda do que o seu lado afectivo. Da√≠ resulta uma intensa necessidade de adorar alguma coisa: deus, feiti√ßo, personagem ou doutrina.
(…) O ponto mais essencial, talvez, da psicologia das multid√Ķes √© a nula influ√™ncia que a raz√£o exerceu nelas. As ideias suscept√≠veis de influenciar as multid√Ķes n√£o s√£o ideias racionais, por√©m sentimentos expressos sob forma de ideias.

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O Exercício de Viver

Se o exerc√≠cio de viver consiste maioritariamente em se ir atrai√ßoando um por um os sonhos que animaram os nossos anos de inf√Ęncia e juventude, ent√£o cada pessoa √© o resultado exato de um bom punhado de trai√ß√Ķes. √Äs vezes centenas. Traem-se os sonhos mais puros e traem-se tamb√©m os pesadelos. Por erro humano, fugimos de tempestades sem nos apercebermos de que eram t√£o nossas e estavam t√£o mergulhadas na nossa pr√≥pria medula que sem elas n√£o poder√≠amos existir. Dizemos, salva-me; dizemos, a ti j√° n√£o quererei cravar facas nas pernas, n√£o te farei mal, n√£o desejarei ver a tua express√£o de dor em nenhum espelho, amar-te-ei de outro modo, adorar-te-ei a partir de um ser que n√£o existe, chamarei supl√≠cio ao meu passado, chamar-lhe-ei calv√°rio at√© chegar a ti. Dir-te-ei que √©s suave como sonho o c√©u e que n√£o me importo de fechar os olhos a tudo para sempre se souber que depois ir√°s beijar-me as p√°lpebras. N√£o serei eu. Lan√ßarei pazadas e mais pazadas de terra sobre o monstro. Aproximar-me-ei o mais poss√≠vel do nada, de um caix√£o sem morto, de uma catedral vazia. Comprar-te-ei flores.

Não pode ser muito difícil porque nada é o que somos em definitivo,

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As Causas

Todas as gera√ß√Ķes e os poentes.
Os dias e nenhum foi o primeiro.
A frescura da √°gua na garganta
De Adão. O ordenado Paraíso.
O olho decifrando a maior treva.
O amor dos lobos ao raiar da alba.
A palavra. O hex√Ęmetro. Os espelhos.
A Torre de Babel e a soberba.
A lua que os Caldeus observaram.
As areias in√ļmeras do Ganges.
Chuang Tzu e a borboleta que o sonhou.
As maçãs feitas de ouro que há nas ilhas.
Os passos do errante labirinto.
O infinito linho de Penélope.
O tempo circular, o dos estóicos.
A moeda na boca de quem morre.
O peso de uma espada na balança.
Cada v√£ gota de √°gua na clepsidra.
As √°guias e os fastos, as legi√Ķes.
Na manh√£ de Fars√°lia J√ļlio C√©sar.
A penumbra das cruzes sobre a terra.
O xadrez e a √°lgebra dos Persas.
Os vest√≠gios das longas migra√ß√Ķes.
A conquista de reinos pela espada.
A b√ļssola incessante. O mar aberto.
O eco do relógio na memória.
O rei que pelo gume é justiçado.
O incalculável pó que foi exércitos.

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Os Pastores

Guardavam certos pastores
seus rebanhos, ao relento,
sobre os céus consoladores
pondo a vista e o pensamento.

Quando viram que descia,
cheio de glória fulgente,
um anjo do céu do Oriente,
que era mais claro que o dia.

Jamais os cegara assim
luz do meio-dia ou manh√£.
Dir-se-ia o audaz Serafim,
que um dia venceu Sat√£.

Cheios de assombro e terror,
rolaram na erva rasteira.
‚Äď Mas ele, com voz fagueira,
lhes diz, com suave amor:

¬ęErguei-vos, simples, da√≠,
humildes peitos da aldeia!
Nasceu o vosso Rabi,
que √© Cristo ‚Äď na Galileia!

Num berço, o filho real,
n√£o o vereis reclinado.
Vê-lo-eis pobre e enfaixado,
sobre as palhas de um curral!

Segui dos astros a esteira.
Levai pombas, ramos, palmas,
ao que traz uma joeira
das estrelas e das almas!¬Ľ

Foi-se o anjo: e nas neblinas,
ent√£o celestes legi√Ķes
soltam m√≠sticas can√ß√Ķes,
sobre violas divinas.

Erguem-se, enfim, os pastores
e vão caminhos dalém,
com palmas, rolas, e flores,

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Uma Nação só Vive porque Pensa

Uma na√ß√£o s√≥ vive porque pensa. Cogitat ergo est. A for√ßa e a riqueza n√£o bastam para provar que uma na√ß√£o vive duma vida que mere√ßa ser glorificada na Hist√≥ria – como rijos m√ļsculos num corpo e ouro farto numa bolsa n√£o bastam para que um homem honre em si a Humanidade. Um reino de √Āfrica, com guerreiros incont√°veis nas suas aringas e incont√°veis diamantes nas suas colinas, ser√° sempre uma terra bravia e morta, que, para lucro da Civiliza√ß√£o, os civilizados pisam e retalham t√£o desassombradamente como se sangra e se corta a r√™s bruta para nutrir o animal pensante. E por outro lado se o Egipto ou Tunis formassem resplandescentes centros de ci√™ncias, de literaturas e de artes, e, atrav√©s de uma serena legi√£o de homens geniais, incessantemente educassem o mundo – nenhuma na√ß√£o mesmo nesta idade do ferro e de for√ßa, ousaria ocupar como um campo maninho e sem dono esses solos augustos donde se elevasse, para tornar as almas melhores, o enxame sublime das ideias e das formas.
Só na verdade o pensamento e a sua criação suprema, a ciência, a literatura, as artes, dão grandeza aos Povos, atraem para eles universal reverência e carinho,

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Trabalho E Luz I

Luz e trabalho, eis a divisa imensa
Da nova legi√£o de um mundo novo.
Das √°guias do porvir fecunde-se o ovo
No vigor do trabalho unido à crença.

D’√°rvore humanidade √† luz intensa
Do livre ensino brota o s√£o renovo
Rico de luz se nobilita o povo
Do trabalho na santa recompensa.

Trabalham para a luz almas, que alentam
O brilho do trabalho. Os benefícios
Da luz da educação a Deus contentam.

Trabalho e luz contra o furor dos vícios,
No trabalho e na luz que a paz sustentam,
Glória ao Liceu de Artes e de Ofícios.

Saudade

Aqui outrora retumbaram hinos;
Muito coche real nestas calçadas
E nestas praças, hoje abandonadas,
Rodou por entre os ourop√©is mais finos…

Arcos de flores, fachos purpurinos,
Trons festivais, bandeiras desfraldadas,
Gir√Ęndolas, clarins, atropeladas
Legi√Ķes de povo, bimbalhar de sinos…

Tudo passou! Mas dessas arcarias
Negras, e desses torre√Ķes medonhos,
Alguém se assenta sobre as lájeas frias;

E em torno os olhos √ļmidos, tristonhos,
Espraia, e chora, como Jeremias,
Sobre a Jerusal√©m de tantos sonhos!…

Assim come√ßam todos os amores: assim vai at√© ao altar a menina que se casa; acompanham-a at√© l√° quim√©ricas legi√Ķes de esp√≠ritos l√ļcidos, cujas asas se enla√ßam, para a embalarem num coxim ideal de aspira√ß√Ķes e santos desejos. E, depois, √© muito triste v√™-la, passados dois meses, a fazer um rol de roupa suja, a acertar a gravata do marido, que vai ver o cambio, ou, oh ess√™ncia do materialismo! a pregar um bot√£o nas cal√ßas conjugais! Esta √© a ordem do mundo, leitores! Cinjamos os rins de sil√≠cio, cubramo-nos de saco, e baixemos a cabe√ßa ao mundo conveniente, qual ele √©, porque o m√©todo √© uma necessidade prima, at√© no romance.

Tit√£s Negros

Hirtas de Dor, nos √°ridos desertos
Formid√°veis fantasmas das Legendas,
Marcham além, sinistras e tremendas,
As caravanas, dentre os c√©us abertos…

Negros e nus, negros Tit√£s, cobertos
Das bocas vis das chagas vis e horrendas,
Marcham, caminham por estranhas sendas,
Passos vagos, son√Ęmbulos, incertos…

Passos incertos e os olhares tredos,
Na convuls√£o de tr√°gicos segredos,
De agonias mortais, febres vorazes…

Têm o aspecto fatal das feras bravas
E o rir pungente das legi√Ķes escravas,
De dantescos e torvos Satanases!…

A Conversa Nunca é Imparcial

√Č espantoso qu√£o f√°cil e rapidamente a homogeneidade ou a heterogeneidade de esp√≠rito e de √Ęnimo entre os homens se faz manifesta na conversa√ß√£o: ela torna-se sens√≠vel √† menor situa√ß√£o. Entre duas pessoas de natureza substancialmente heterog√©nea, que conversam sobre os assuntos mais estranhos e indiferentes, cada frase de uma desagradar√° mais ou menos √† outra, em muitos casos irritar√°. Naturezas homog√©neas, pelo contr√°rio, sentem de imediato, em tudo, uma certa concord√Ęncia, que, tratando-se de grande homogeneidade, logo converge para a harmonia perfeita, para o un√≠ssono.
A partir disso, explica-se, em primeiro lugar, porque os tipos ordin√°rios s√£o t√£o soci√°veis e em qualquer lugar encontram boa companhia com tanta facilidade – gente estimada, am√°vel e honesta. Com os indiv√≠duos incomuns acontece o contr√°rio, e tanto mais quanto mais distintos forem, de tal maneira que, de tempos em tempos, no seu isolamento, podem alegrar-se por terem descoberto em algu√©m, uma fibra, por menor que seja, homog√©nea √† sua! De facto, cada um s√≥ pode ser para outrem o que este √© para ele. Esp√≠ritos verdadeiramente eminentes fazem o seu ninho nas alturas, como as √°guias, solit√°rios. Em segundo lugar, isso explica por que os indiv√≠duos de disposi√ß√£o igual se re√ļnem de imediato,

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