Cita√ß√Ķes sobre Manias

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Frases sobre manias, poemas sobre manias e outras cita√ß√Ķes sobre manias para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Odeio esta mania contempor√Ęnea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Por onde quer que se olhe, j√° n√£o se v√™ romance, gritaria, maluquice, fachada, abra√ßos, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassado ao pessoal da pantufa e da serenidade.

A Trágica Necessidade de Conquista e de Mudança

Em todos os tempos os homens, por algum pedaço de terra de mais ou de menos, combinaram entre si despojarem-se, queimarem-se, trucidarem-se, esganarem-se uns aos outros; e para fazê-lo mais engenhosamente e com maior segurança, inventaram belas regras às quais se deu o nome de arte militar; ligaram à prática dessas regras a glória, ou a mais sólida reputação; e depois ultrapassaram-se uns aos outros na maneira de se destruirem mutuamente.
Da injusti√ßa dos primeiros homens, como da sua origem comum, veio a guerra, assim como a necessidade em que se acharam de adoptar senhores que fixassem os seus direitos e pretens√Ķes. Se, contente com o que se tinha, se tivesse podido abster-se dos bens dos vizinhos, ter-se-ia para sempre paz e liberdade.
O povo tranquilo nos lares, nas famílias e no seio de uma grande cidade onde nada tem a temer para os seus bens nem para a vida, anseia por fogo e sangue, ocupa-se de guerras, ruínas, braseiros e matanças, suporta impacientemente que os exércitos que mantêm a campanha não tenham recontros, ou se já se encontraram e não sustentem combate, ou se enfrentam e não seja sangrento o combate, e haja menos de dez mil homens no local.

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S√≥ morre quem √© esquecido. De resto, embora n√£o viva ‚Äď odeio a mania de dizer que os mortos continuam vivos ‚Äď continua perto de n√≥s, √†s vezes de forma mais patente do que quando estava vivo.

A Amizade e o Amor Segundo uma Lógica de Bazar

Desconfia-se do que √© dado e pesa-se o que se recebe. A amizade e o amor parecem gerir-se, por vezes, segundo uma l√≥gica de bazar. J√° nem √© considerado m√°-educa√ß√£o perguntar quanto √© que uma prenda custou. Se esse pre√ßo √© excessivo chega-se a dizer que n√£o se pode aceitar. Recusar uma d√°diva √© como chamar interesseiro ao dador. √Č desconfiar que existe uma segunda inten√ß√£o. De qualquer forma, s√≥ quem tem medo (ou corre o risco) de se vender pode pensar que algu√©m est√° a tentar compr√°-lo. Quem d√° de bom cora√ß√£o merece ser aceite de bom cora√ß√£o. A ess√™ncia sentimental da d√°diva √© ultrajada pela frieza da avalia√ß√£o.
A mania da equitatividade contamina os esp√≠ritos justos. √Č o caso das pessoas que, n√£o desconfiando de uma d√°diva, recusam-se a aceitar uma prenda que, pelo seu valor, n√£o sejam capazes de retribuir. Esta atitude, apesar de ser nobre, acaba por ser igualmente destrutiva, pois sup√Ķe que existe, ou poder√° vir a existir, uma expectativa de retribui√ß√£o da parte de quem d√°. Mas quem d√° n√£o d√° para ser pago. D√° para ser recebido. N√£o d√° como quem faz um dep√≥sito ou investimento. O valor de uma prenda n√£o est√° na prenda –

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√Č uma mania de seu amigo, senhor Ricardo, esta de s√≥ querer cousas nacionais, e a gente tem que ingerir cada droga, chi!

À Minha Morte

Sei, que um dia fatal me espera, e talha
A minha vida o estame:
Nem Prosérpina evita uma só frente.
Sei que vivi: mas quando
Tem de soltar-se, ignoro, o vivo laço;
E se claros, ou turvos
Se h√£o-de erguer para mim os s√≥is vindouros. ‚ÄĒ
Pois, que ao sevo Destino
Me é vedado fugir, fugi ao longe
Roazes Amarguras,
Que estes permeios anos minar vínheis.
Rir quero ‚ÄĒ e mui folgado,
De vos ver ir correndo, de encolhidas,
Escondendo na fuga,
As caudas dos medonhos ameaços.
Quero, entre mil sa√ļdes,
De vermelha, faustíssima alegria
Ir passando em resenha,
Taça após taça, a lista dos amigos,
E o coro das formosas,
Que a vida me entreteram com agrado.
E reforçado e lesto
C’o n√©ctar da videira, as m√£os travando
Co’as engra√ßadas Musas,
Em dança festival, com pé ligeiro,
Na matizada relva,
Cansar de tanto j√ļbilo o meu sp’rito,
Que se v√° (sem que o sinta)
Continuar o baile nos Elísios)
Entre o Garção e Horácio.
De l√°, em novas Odes,

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Poeminha de Louvor ao Strip-tease Secular

Eu sou do tempo em que a mulher
nem mostrava o tornozelo;
que apelo!

Depois, j√° rapazinho
vi as primeiras pernas de mulher
por sob a curta saia;
que gandaia!

A moda avança,
a saia sobe mais,
mostrando j√° joelhos
lupercais!

As fazendas com os anos,
se fazem mais leves,
e surgem figurinhas, pelas ruas,
mostrando as lindas formas quase nuas.

E a mania do sport
trouxe o short.

O short amigo,
que trouxe consigo,
o mai√ī de duas pe√ßas.

E logo, de aud√°cia em aud√°cia,
a natureza, ganhando terreno,
sugeriu o biquini,
o mai√ī, de pequeno, ficando mais pequeno
n√£o se sabendo mais,
até onde um corpo branco,
pode ficar moreno.

Deus, a graça é imerecida,
Mas dai-me ainda
Uns aninhos de vida!

Dizer Mal dos Outros, Ouvir Falar Mal de Nós

Uma das formas mais universais de irracionalidade é a atitude tomada por quase toda a gente em relação às conversas maldizentes. Muito poucas pessoas sabem resistir à tentação de dizer mal dos seus conhecimentos e mesmo, se a ocasião se proporciona, dos seus amigos; no entanto, quando sabem que alguma coisa foi dita em seu desabono, enchem-se de espanto e indignação. Certamente nunca lhes ocorreu ao espírito que da mesma forma que dizem mal de não importa quem, alguém possa dizer mal deles. Esta é uma forma atenuada da atitude que, quando exagerada, conduz à mania da perseguição.
Exigimos de toda a gente o mesmo sentimento de amor e de profundo respeito que sentimos por nós próprios. Nunca nos ocorre que não devemos exigir que os outros pensem melhor de nós do que nós pensamos a respeito deles e não nos ocorre porque aos nossos olhos os méritos são grandes e evidentes ao passo que os dos outros, se na realidade existem, só são reconhecidos com certa benevolência. Quando o leitor ouve dizer que alguém disse qualquer coisa desprimorosa a seu respeito, lembra-se logo das noventa e nove vezes que reprimiu o desejo de exprimir, sobre esse alguém, a crítica que considerava justa e merecida,

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Preciso abandonar essa mania de passado, retirar os entulhos, deixar a casa vazia para receber nova mobília, fazer a faxina da mente, da alma, do corpo e do coração.

Um Cérebro Sempre Jovem

A sociedade est√° a ser varrida por um movimento chamado nova velhice. A norma social para as pessoas de idade era passiva e sombria; confinadas a cadeiras de baloi√ßo, esperava-se que entrassem em decl√≠nio f√≠sico e mental. Agora o inverso √© verdade. As pessoas mais velhas t√™m expetativas mais elevadas de que permanecer√£o ativas e com vitalidade. Consequentemente, a defini√ß√£o de velhice mudou. Num inqu√©rito perguntou-se a uma amostra de baby boomers: “Quando tem in√≠cio a velhice?” A resposta m√©dia foi aos 85. √Ä medida que aumentam as expetativas, o c√©rebro deve claramente manter-se a par e adaptar-se √† nova velhice. A antiga teoria do c√©rebro fixo e estagnado sustentava ser inevit√°vel um c√©rebro que envelhecesse. Supostamente as c√©lulas cerebrais morriam continuamente ao longo do tempo √† medida que uma pessoa envelhecia, e a sua perda era irrevers√≠vel.

Agora que compreendemos qu√£o flex√≠vel e din√Ęmico √© o c√©rebro, a inevitabilidade da perda celular j√° n√£o √© v√°lida. No processo de envelhecimento ‚ÄĒ que progride √† raz√£o de 1% ao ano depois dos trinta anos de idade ‚ÄĒ n√£o h√° duas pessoas que envelhe√ßam de maneira igual. At√© os g√©meos id√™nticos, nascidos com os mesmos genes, ter√£o muito diferentes padr√Ķes de atividade gen√©tica aos setenta anos,

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A Portugalite

Entre as afec√ß√Ķes de boca dos portugueses que nem a pasta medicinal Couto pode curar, nenhuma h√° t√£o generalizada e galopante como a Portugalite. A Portugalite √© uma inflama√ß√£o nervosa que consiste em estar sempre a dizer mal de Portugal. √Č altamente contagiosa (transmite-se pela saliva) e at√© hoje n√£o se descobriu cura.

A Portugalite √© contra√≠da por cada portugu√™s logo que entra em contacto com Portugal. √Č uma doen√ßa n√£o tanto ven√©rea como venal. Para compreend√™-la √© necess√°rio estudar a rela√ß√£o de cada portugu√™s com Portugal. Esta rela√ß√£o √© semelhante a uma outra que j√° √© cl√°ssica na literatura. Suponhamos ent√£o que Portugal √© fundamentalmente uma meretriz, mas que cada portugu√™s est√° apaixonado por ela. Est√° sempre a dizer mal dela, o que √© compreens√≠vel porque ela trata-o extremamente mal. Chega at√© a julgar que a odeia, porque n√£o acha uma √ļnica raz√£o para am√°-la. Contudo, existem cinco sinais ‚ÄĒ t√≠picos de qualquer grande e arrastada paix√£o ‚ÄĒ que demonstram que os portugueses, contra a vontade e contra a l√≥gica, continuam apaixonados por ela, por muito afectadas que sejam as ¬ębocas¬Ľ que mandam.

Em primeiro lugar, estão sempre a falar dela. Como cada português é um amante atraiçoado e desgraçado pela mesma mulher,

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A Opini√£o Alheia

Na realidade, o valor e a preocupação constante que atribuímos à opinião alheia ultrapassam, em regra, quase todo o objectivo ponderado, de modo que ela pode ser vista como uma espécie de mania generalizada ou, antes, inata.
Em tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, levamos em considera√ß√£o a opini√£o alheia quase antes de qualquer outra coisa, e se fizermos uma an√°lise precisa veremos que dessa preocupa√ß√£o nasce praticamente a metade de todas as afli√ß√Ķes e de todos os temores sentidos por n√≥s. Pois a opini√£o alheia √© a origem de todo o nosso amor pr√≥prio – muitas vezes magoado por ter uma sensibilidade doentia -, de todas as nossas vaidades e pretens√Ķes, bem como de nosso fausto e de nossa presun√ß√£o.

Três Rosas

Sempre, mas sobretudo nas brumosas
Horas da tarde, quando acaba o dia,
Quando se estrela o céu, tenho a mania
De descobrir, de ver almas nas cousas.

Pendem deste gomil três lindas rosas;
Uma é rosada, a outra branca e fria,
Rubra a terceira; e a minha fantasia
Torna-as humanas, vivas, amorosas.

Sei que são rosas, rosas só! mas nada
Impede, enquanto cai l√° fora a chuva,
Que a minha mente a fantasiar se ponha:

Por ser noiva a primeira, é que é rosada;
Branca a segunda est√°, por ser vi√ļva;
A vermelha pecou … e tem vergonha!

Otimismo é a mania de sustentar que tudo está bem quando tudo está mal.

A Armadilha do Imediato

Como guia das nossas pr√≥prias aspira√ß√Ķes n√£o devemos tomar imagens da fantasia, mas conceitos. Geralmente ocorrer o inverso. Na juventude, em especial, a meta da nossa felicidade fixa-se na forma de algumas imagens que se implantam na nossa mente, frequentemente pela vida inteira ou por metade dela, mas na realidade n√£o passam de fantasmas que zombam de n√≥s: pois, no momento em que as alcan√ßamos, desfazem-se no nada, e vemos que n√£o cumprem nada daquilo que prometem.
Enquadram-se aqui determinadas cenas da vida dom√©stica, citadina, campestre, imagens da casa, do ambiente, etc. Chaque fou a sa marotte [cada louco com sua mania]. √Č comum tamb√©m fazer parte disso a imagem da amada. √Č natural que seja assim: pois o que √© evidente, justamente por ser imediato, tamb√©m age sobre a nossa vontade de modo mais directo do que o conceito, o pensamento abstracto, que fornece somente o universal, n√£o o detalhe, e tem uma rela√ß√£o apenas indirecta com a vontade. Em contrapartida, o conceito mant√©m a palavra. √Č ele que deve sempre guiar-nos e orientar-nos, embora seja certo que sempre necessitar√° da ilustra√ß√£o e da par√°frase por meio de imagens.