Cita√ß√Ķes sobre Monarquia

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Quase todas as monarquias foram institu√≠das na ignor√Ęncia das artes e destru√≠das porque as cultivaram demais.

O Ciclo do Progresso

Da sociedade e do luxo que ela engendra, nascem as artes liberais e mec√Ęnicas, o com√©rcio, as letras, e todas essas inutilidades que fazem florescer a ind√ļstria, enriquecem e perdem os Estados. A raz√£o desse deperecimento √© muito simples. √Č f√°cil ver que, pela sua natureza, a agricultura deve ser a menos lucrativa de todas as artes, porque, sendo o seu produto de uso mais indispens√°vel para todos os homens, o pre√ßo deve estar proporcionado √†s faculdades dos mais pobres. Do mesmo princ√≠pio pode-se tirar a regra de que, em geral, as artes s√£o lucrativas na raz√£o inversa da sua utilidade, e de que as mais necess√°rias, finalmente, devem tornar-se as mais negligenciadas. Por ai se v√™ o que se deve pensar das verdadeiras vantagens da ind√ļstria e do efeito real que resulta dos seus progressos. Tais s√£o as causas sens√≠veis de todas as mis√©rias em que a opul√™ncia precipita, finalmente, as na√ß√Ķes mais admiradas.
√Ä medida que a ind√ļstria e as artes se estendem e florescem, o cultivador desprezado, carregado de impostos necess√°rios √† manuten√ß√£o do luxo, e condenado a passar a vida entre o trabalho e a fome, abandona o campo para ir procurar na cidade o p√£o que devia levar para l√°.

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(Tentam) desmoralizar inteiramente a classe baixa, mas n√£o se consegue. (…) Ao menos aqui o povo √© mais doce do que cruel e √© bem preciso espica√ß√°-lo para que ele se altere (…) √Č absolutamente preciso que as monarquias sejam sempre triunfantes, sem o que o equil√≠brio social se encontraria no seu contr√°rio.

Liberdade Ilusória

A forma √© sempre aus√™ncia de liberdade, mesmo quando √© desejada. Por isso, em nenhuma forma de Estado, mesmo na aparentemente mais livre, a no√ß√£o filos√≥fica ou mesmo pol√≠tica de liberdade pode ser transposta para a realidade. Em si, pois, a rep√ļblica √© t√£o pouco sin√≥nima de liberdade como a monarquia – mesmo absoluta – √© sin√≥nimo de falta de liberdade. A diferen√ßa entre as formas de Estado reside sempre no ritual, e o ritual √© sempre determinado, em √ļltima an√°lise, pela personalidade daquele que est√° no cimo (quer seja imperador ou presidente).

Marília De Dirceu

Soneto 7

O nume tutelar da Monarquia,
Que fez do grande Henrique a invicta espada,
Procurou dos Destinos a morada,
Por consultar a idade que viria.

A mil e mil heróis descrito via,
Que exaltam de furtado a estirpe honrada,
E na série, que adora, dilatada,
O nome de Francisco descobria.

Contempla uma por uma as letras d’ouro;
Este penhor, que o tempo n√£o consome,
Promete ao reino seu maior tesouro.

Prostra-se o gênio; e sem que a empresa tome
De lhe buscar sequer mais outro agouro,
O sítio beija, e lhe mostra o nome.

Despotismo pode governar sem f√©, mas liberdade n√£o pode. Religi√£o √© muito mais necess√°ria nas rep√ļblicas que se estabeleceram em cores brilhantes, que na monarquia que eles atacam, e √© mais necess√°ria nas rep√ļblicas democr√°ticas do que em qualquer outra. Como ser√° poss√≠vel aquela sociedade escapar da destrui√ß√£o, se o n√≥ moral n√£o √© fortalecido em propor√ß√£o ao quanto o n√≥ pol√≠tica √© relaxado? E o que pode ser feito com pessoas cujos pr√≥prios mestres s√£o, ou se eles n√£o s√£o, submissos √† Divindade?

O supremo estado honroso para um homem superior √© n√£o saber quem √© o chefe de Estado do seu pa√≠s, ou se vive sob monarquia ou sob rep√ļblica.

A Necessidade do Desarmamento

A realiza√ß√£o do plano de desarmamento tem sido prejudicada principalmente por ningu√©m se dar verdadeiramente conta da enorme dificuldade do problema em geral. A maior parte dos objectivos s√≥ s√£o atingidos a passos lentos. Basta pensar na substitui√ß√£o da Monarquia absoluta pela Democracia! √Č um objectivo que conv√©m atingir depressa.
Com efeito, enquanto n√£o for exclu√≠da a possibilidade de guerra, as na√ß√Ķes n√£o prescindir√£o de se prepararem militarmente o melhor poss√≠vel, para poderem enfrentar vitoriosamente a pr√≥xima guerra. Nem t√£o-pouco se prescindir√° de educar a juventude nas tradi√ß√Ķes guerreiras, de alimentar a comezinha vaidade nacional aliada √† glorifica√ß√£o do esp√≠rito guerreiro, enquanto for preciso contar com a possibilidade de vir a fazer uso desse esp√≠rito dos cidad√£os na resolu√ß√£o dos conflitos pelas armas. Armar-se significa precisamente afirmar e preparar a guerra e n√£o a paz! Portanto, n√£o interessa proceder ao desarmamento gradual mas radicalmente, de uma s√≥ vez, ou nunca.
A realiza√ß√£o de t√£o profunda modifica√ß√£o na vida dos povos tem como condi√ß√£o um enorme esfor√ßo moral e o abandono de tradi√ß√Ķes profundamente enraizadas. Quem n√£o estiver preparado para, em caso de conflito, fazer depender o destino da sua p√°tria incondicionalmente das decis√Ķes dum tribunal internacional de arbitragem,

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Cá nesta Babilónia

Cá nesta Babilónia, donde mana
Matéria a quanto mal o mundo cria;
C√°, onde o puro Amor n√£o tem valia,
Que a M√£e, que manda mais, tudo profana;

C√°, onde o mal se afina, o bem se dana,
E pode mais que a honra a tirania;
C√°, onde a errada e cega Monarquia
Cuida que um nome v√£o a Deus engana;

C√°, neste labirinto, onde a Nobreza,
O Valor e o Saber pedindo v√£o
Às portas da Cobiça e da Vileza;

C√°, neste escuro caos de confus√£o,
Cumprindo o curso estou da natureza.
Vê se me esquecerei de ti, Sião!

A democracia tem necessidade de justiça, enquanto a aristocracia e a monarquia podem passar bem sem ela.

Eu cheguei √† conclus√£o que um √ļnico ser humano, compreendido na sua profundidade, que d√° generosamente a partir dos tesouros do seu cora√ß√£o, coloca em n√≥s mais riquezas que as que C√©sar ou Alexandre poderiam alguma vez conquistar. Aqui √© o nosso reino, a melhor das monarquias, a melhor rep√ļblica. Aqui √© o nosso jardim, a nossa felicidade.

O Drama de Amar

O drama de amar √© n√£o haver suced√Ęneos.
E tudo o resto sabe a merda. Porque houve o teu abra√ßo, porque existe o teu cheiro. Amei-te para sempre mesmo que j√° n√£o te ame. Ficou em mim a tarde em que pela primeira vez o nosso corpo (o teu arfar a mostrar-me que l√≠ngua se fala no cńóu, a tua boca a mostrar-me o tamanho de um beijo), e a partir da√≠ fiquei √≥rf√£o de um corpo sempre que n√£o fosse o teu corpo. E quando chegou o dia da despedida eu soube que tinha chegado o dia de para sempre.
O drama de amar é não admitir a morte.
Há uma mulher a mais sempre que amo um corpo que não é o teu. E um homem a menos. Deito-me, aperto, espremo (o encaixe perfeito das tuas costas nos meus braços, o cheiro dos teus lábios no suor do meu pescoço). E até um orgasmo comprova a hipocrisia da carne. Despedi-me de orgasmos quando me despedi de ti. Já me deitei com tantas e é sempre o teu boa-noite que me adormece.
O drama de amar é só criar réplicas.
Tudo o que amo és tu.

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Em pa√≠ses cultos e com uma no√ß√£o definida de liberdade, rep√ļblica e monarquia constitucionais s√£o tabuletas anunciando uma s√≥ mercadoria.

A Ignor√Ęncia Propaga-se Mais R√°pidamente Que a Intelig√™ncia

Voltaire preferia a monarquia √† democracia; na primeira basta educar um homem, na segunda h√° necessidade de educar milh√Ķes – e o coveiro leva-os a todos antes que dez por cento concluam o curso. Raro percebemos as partidas que a limita√ß√£o da natalidade prega aos nossos argumentos. A minoria que consegue educar-se reduz o tamanho da fam√≠lia; a maioria sem tempo para se educar procria com abund√Ęncia; quase todos os componentes das novas gera√ß√Ķes prov√™m de fam√≠lias cujas rendas n√£o permitiram a educa√ß√£o da prole. Da√≠ a perp√©tua futilidade do liberalismo pol√≠tico; a propaga√ß√£o da intelig√™ncia n√£o est√° em compasso com a propaga√ß√£o dos ignorantes. Da√≠ ainda a decad√™ncia do protestantismo; uma religi√£o, do mesmo modo que um povo, n√£o vinga em consequ√™ncia das guerras que vence, sen√£o que dos filhos que gera.

A monarquia degenera em tirania, a aristocracia em oligarquia e a democracia em anarquia.