Passagens sobre Origem

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Frases sobre origem, poemas sobre origem e outras passagens sobre origem para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A paciência Рé uma das Рqualidades femininas que têm como origem a nossa opressão, mas que deve ser preservada após a nossa libertação.

Vive Plenamente

Vê se consegues apanhar-te a lamentar-te, quer por palavras quer por pensamentos, por causa de determinada situação em que te encontres, do que as outras pessoas fazem ou dizem, do teu meio envolvente, da situação da tua vida, ou até mesmo por causa do tempo. Uma lamentação é sempre uma não aceitação daquilo que é. E traz invariavelmente consigo uma carga negativa inconsciente. Quando te lamentas, tu próprio te fazes de vítima. Quando elevas a voz, estás no teu poder. Por isso muda a situação tomando providências, levantando a voz se for necessário ou possível; deixa a situação ou aceita-a. Tudo o mais é loucura.

De certa forma, a inconsci√™ncia ordin√°ria est√° sempre ligada √† recusa do Agora. O Agora, evidentemente, tamb√©m significa o aqui. Est√°s a resistir ao teu aqui e agora? H√° pessoas que s√≥ est√£o bem onde n√£o est√£o. O seu “aqui” nunca √© suficientemente bom. Atrav√©s da auto-observa√ß√£o, v√™ se √© esse o teu caso. Estejas onde estiveres, est√° l√° plenamente. Se achares que o teu aqui e agora √© intoler√°vel e te deixa infeliz, tens tr√™s op√ß√Ķes √† escolha: ou te retiras da situa√ß√£o, ou a mudas, ou a aceitas totalmente. Se quiseres tomar a responsabilidade pela tua vida,

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No Egito, as bibliotecas eram chamadas ”Tesouro dos rem√©dios da alma”. De fato √© nelas que se cura a ignor√Ęncia, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.

Mente ou Pedra

Esta cidade √© conhecida em todos os arredores por possuir as maiores estrebarias para bois, vacas e cavalos, constru√ß√Ķes que n√£o ficam a dever nada nem sequer aos edif√≠cios p√ļblicos; por outro lado contam-se aqui pelos dedos os locais onde se pode rezar ou discursar com total liberdade.
Em vez de se autocelebrarem por meio da arquitectura, n√£o deveriam as na√ß√Ķes faz√™-lo pelo poder do seu pensamento abstracto? O Bagavad-Gita √© muito mais admir√°vel do que todas as ru√≠nas do oriente. Torres e templos s√£o luxo de pr√≠ncipes. A mente simples e livre n√£o moureja sob as ordens de nenhum pr√≠ncipe. O esp√≠rito n√£o √© privil√©gio de nenhum imperador, nem s√£o exclusivos deste, a n√£o ser em insignificante medida, a prata, o ouro e o m√°rmore. Com que finalidade, digam-me l√°, se talha tanta pedra?
Quando estive na Arc√°dia, n√£o vi pedras a serem lavradas. As na√ß√Ķes s√£o possu√≠das pela louca ambi√ß√£o de perpetuarem a sua mem√≥ria com a soma das esculturas que deixam. Que tal se esfor√ßos semelhantes fossem despendidos no sentido de aperfei√ßoar e polir a sua conduta? Uma obra de bom senso seria mais memor√°vel que um momumento da altura da Lua. Prefiro contemplar as pedras no seu local de origem.

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Flor Do Mar

√Čs da origem do mar, vens do secreto,
Do estranho mar espumaroso e frio
Que p√Ķe rede de sonhos ao navio,
E o deixa balouçar, na vaga, inquieto.

Possuis do mar o deslumbrante afeto,
As dormências nervosas e o sombrio
E torvo aspecto aterrador, bravio
Das ondas no atro e proceloso aspecto.

Num fundo ideal de p√ļrpuras e rosas
Surges das √°guas mucilaginosas
Como a lua entre a n√©voa dos espa√ßos…

Trazes na carne o eflorescer das vinhas,
Auroras, virgens musicas marinhas,
Acres aromas de algas e sarga√ßos…

O Desejo como Consequência do Prazer e da Dor

O prazer e a dor suscitam o desejo. Desejo de alcançar o prazer e de evitar a dor. O desejo é o móbil principal da nossa vontade e, portanto, dos nossos atos. Do pólipo aos homens, todos os seres são movidos pelo desejo. Inspira a vontade, que não pode existir sem ele, e depende da sua intensidade. O desejo fraco suscita, naturalmente, uma vontade fraca.
Cumpre, no entanto, não confundir vontade e desejo, como fizeram muitos filósofos, tais como Condillac e Schopenhauer. Tudo quanto é querido é, evidentemente, desejado; mas desejamos muitas coisas que, sabemos, não podíamos querer. A vontade traduz deliberação, determinação e execução, estados de consciência que não se observam no desejo.
O desejo estabelece a escala dos nossos valores, variável, aliás, com o tempo e as raças. O ideal de cada povo é a fórmula do seu desejo.
Um desejo que invade todo o entendimento, transforma a nossa concep√ß√£o das coisas, as nossas opini√Ķes e as nossas cren√ßas. Spinoza muito bem disse julgamos uma coisa boa, n√£o por julgamento, mas porque a desejamos.

Não existindo em si mesmo o valor das coisas, ele é apenas determinado pelo desejo e proporcionalmente à intensidade desse desejo.A variável apreciação dos objetos de arte fornece desse fato uma prova diária.

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Morre menos gente de cancro ou de coração do que de não saber para que vive; e a velhice, no sentido de caducidade, de que tantos se vão, tem por origem exactamente isto: o cansaço de se não saber para que se está a viver.

√Č claro e evidente que o mal se insinua no homem mais profundamente do que sup√Ķem os m√©dicos socialistas. Em nenhuma ordem social √© poss√≠vel escapar ao mal e mudar a alma humana: ela pr√≥pria √© a origem da aberra√ß√£o e do pecado.

O casamento que se faz entre os homens e nós deveria fazer-se entre os seus pensamentos e os nossos; era essa a intenção dos deuses; ela não foi concretizada e aí está a origem da imperfeição das leis.

A Consciência Débil da Nossa Autenticidade

A consciência que te acompanha no que vais sendo é o puro registo disso que vais sendo para o poderes ler, se quiseres, depois de já ter sido. Mas no instante de seres o que és, o que és é apenas, por uma decisão anterior ao decidires. O que és é-lo onde a tua realidade profunda em profundeza obscura se realizou. O que és é-lo no absoluto de ti. A consciência testifica-nos apenas como o ser privilegiado que sabe o que é por aquilo que vai sendo e pode assim reconverter-se à posse iluminada disso que vai sendo. A consciência constata mas não interfere senão para se não ser mais o que se foi, ou mais rigorosamente, para se não querer ser o que se é Рo que é ser-se ainda, embora de outra maneira.
Porque se neste instante me sobreponho, ao que sou, outra maneira de ser Рa consciência que me altera o primeiro modo de ser é a paralela iluminação do modo de ser segundo. Decidi ainda antes de decidir, quando decidi não ser o que primeiramente decidira. Assim no torvelinho dos actos que me presentificam e da consciência desses actos, sempre o insondável de nós se abre para lá do que podemos sondar.

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A maravilhosa disposi√ß√£o e harmonia do universo s√≥ pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isso fica sendo a minha √ļltima e mais elevada descoberta.

Flores Da Lua

Brancuras imortais da Lua Nova
Frios de nostalgia e sonol√™ncia…
Sonhos brancos da Lua e viva essência
Dos fantasmas noctívagos da Cova.

Da noite a tarda e taciturna trova
Solu√ßa, numa tremula dorm√™ncia…
Na mais branda, mais leve florescência
Tudo em Vis√Ķes e Imagens se renova.

Mistérios virginais dormem no Espaço,
Dormem o sono das profundas seivas,
Mon√≥tono, infinito, estranho e lasso…

E das Origens na lux√ļria forte
Abrem nos astros, nas sidéreas leivas
Flores amargas do palor da Morte.

Que um Homem Tenha a Força de ser Sincero

A maior parte das pessoas, seduzidas pelas aparências, deixam-se tomar pelos engodos enganadores de uma baixa e servil complacência; tomam-na por um sinal de uma verdadeira amizade; e confundem, como dizia Pitágoras, o canto das sereias com o das musas. Crêem, digo eu, que produz a amizade, como as pessoas simples pensam que a terra fez os Deuses; em lugar de dizerem que foi a sinceridade que a fez nascer como os Deuses criaram os sinais e as potências celestes.
Sim! √Č de uma for√ßa t√£o bruta que a amizade deve provir, e √© de uma bela origem a que tira de uma virtude que d√° origem a tantas outras. As grandes virtudes, que nascem, se ouso diz√™-lo, na parte da alma mais subida e mais divina, parecem estar encadeadas umas nas outras. Que um homem tenha a for√ßa de ser sincero, e vereis uma certa coragem difundida em todo o seu car√°cter, uma independ√™ncia geral, um imp√©rio sobre si mesmo igual ao exercido sobre os outros, uma alma isenta das nuvens do temor e do terror, um amor pela virtude, um √≥dio pelo v√≠cio, um desprezo pelos que se lhe abandonam. De um tronco t√£o nobre e t√£o belo,

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Viver pelo Outro

Melhor do que qualquer outro animal sociável, o homem tende cada vez mais a uma unidade realmente altruísta, menos fácil de realizar do que a unidade egoísta, embora muito superior em plenitude e em estabilidade.
(…) Toda a educa√ß√£o humana deve preparar todos para viverem pelo outro a fim de reviverem no outro.
(…) O ser deve-se subordinar a uma exist√™ncia exterior a fim de nela encontrar a origem da sua pr√≥pria estabilidade. Ora, essa condi√ß√£o s√≥ se pode realizar satisfatoriamente sob o dom√≠nio das inclina√ß√Ķes que disp√Ķem cada um a viver sobretudo pelo outro.

O indiv√≠duo s√≥ poder√° agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que est√° inserido, a saber quais s√£o suas origens e as condi√ß√Ķes de que depende. E n√£o poder√° sab√™-la sem ir √† escola, come√ßando por observar a mat√©ria bruta que est√° l√° representada.

Tudo quanto nas nossas institui√ß√Ķes, leis e costumes √© moralmente valioso, teve origem nas manifesta√ß√Ķes do sentimento de justi√ßa de in√ļmeros indiv√≠duos ao longo dos tempos. As institui√ß√Ķes s√£o impotentes no sentido moral, se n√£o forem apoiadas e alimentadas pelo sentido de responsabilidade de indiv√≠duos vivos.

Não são as nossas ideias que nos fazem optimistas ou pessimistas, mas o optimismo e o pessimismo de origem fisiológica que fazem as nossas ideias.