Cita√ß√Ķes sobre Posse

158 resultados
Frases sobre posse, poemas sobre posse e outras cita√ß√Ķes sobre posse para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Vento que Decidirmos Ser

Uma das mais importantes escolhas que cada um de nós deve fazer é a de escolhermos qual o foco prin-cipal da nossa atenção e cuidado. Se o mundo à nossa volta, a fim de o mudar, ou se o interior de nós mesmos.

Quase todos os bens e males da nossa existência partem do nosso interior, pelo que será aí que importa aperfeiçoar, de forma profunda, tudo o que existe no nosso íntimo.

Um dos trabalhos mais importantes de cada um de nós será o de saber bem o que queremos. O segredo da felicidade pode estar aí: alterar em nós o que nos possa estar a causar desnecessárias ansiedades. Quantas vezes desejamos algo que está fora da nosso controlo?
Existem três tipos de coisas: as que dependem apenas de nós; as que escapam por completo à nossa decisão; e, aquelas sobre as quais temos algum controlo, mas não total.

Se fizermos a nossa alegria depender de algo que não está na nossa mão, então será fácil que nos sinta-mos roubados de algo que, na verdade, nunca foi nosso. Mesmo nos casos em que o conseguimos obter, a ansiedade associada à posse, até pela iminência de o perder da mesma forma que o ganhámos,

Continue lendo…

A Sabedoria e a Alegria

Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que n√£o √©s ainda um s√°bio. O s√°bio aut√™ntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturb√°vel; vive em p√© de igualdade com os deuses. Analisa-te ent√£o a ti pr√≥prio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperan√ßa te aflige o √Ęnimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mant√©m igual a si mesma, isto √©, plena de eleva√ß√£o e contente de si pr√≥pria, ent√£o conseguiste atingir o m√°ximo bem poss√≠vel ao homem! Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, n√£o buscas sen√£o o prazer, fica sabendo que t√£o longe est√°s da sabedoria como da alegria verdadeira. Pretendes obter a alegria, mas falhar√°s o alvo se pensas vir a alcan√ß√°-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso ser√° o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da ang√ļstia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfa√ß√£o e prazer, s√£o apenas motivos para futuras dores.
Toda a gente, repito, tende para um objectivo: a alegria, mas ignora o meio de conseguir uma alegria duradoura e profunda. Uns procuram-na nos banquetes, na libertinagem; outros, na satisfa√ß√£o das ambi√ß√Ķes, na multid√£o ass√≠dua dos clientes;

Continue lendo…

A ideia do futuro, prenhe de uma infinidade de possíveis, é pois mais fecunda do que o próprio futuro, e é por isso que há mais encanto na esperança do que na posse, no sonho do que na realidade.

A triste certeza
De que hoje estou de posse
√Č que a minha calv√≠cie
Nem ao menos é precoce.

√Č a posse mais terr√≠vel de todas, a escravatura mais completa, aquela que uma obra exerce sobre o seu criador. (…) Se voc√™ for um criador n√£o dar√° a felicidade nem a si nem aos que est√£o imediatamente √† sua volta.

√ď Trevas, que Enlutais a Natureza

√ď trevas, que enlutais a Natureza,
Longos ciprestes desta selva anosa,
Mochos de voz sinistra e lamentosa,
Que dissolveis dos fados a incerteza;

Manes, surgidos da morada acesa
Onde de horror sem fim Plut√£o se goza,
N√£o aterreis esta alma dolorosa,
Que é mais triste que voz minha tristeza.

Perdi o galardão da fé mais pura,
Esperanças frustrei do amor mais terno,
A posse de celeste formosura.

Volvei, pois, sombras v√£s, ao fogo eterno;
E, lamentando a minha desventura,
Movereis à piedade o mesmo Inferno.

A verdadeira riqueza n√£o consiste em ter grandes posses, mas em ter poucas necessidades.

Falar Sempre, Pensar Nunca

Desde que, com a ajuda do cinema, das soap operas e do horney, a psicologia profunda penetra nos √ļltimos rinc√Ķes, a cultura organizada corta aos homens o acesso √† derradeira possibilidade da experi√™ncia de si mesmo. E esclarecimento j√° pronto transforma n√£o s√≥ a reflex√£o espont√Ęnea, mas o discernimento anal√≠tico, cuja for√ßa √© igual √† energia e ao sofrimento com que eles se obt√™m, em produtos de massas, e os dolorosos segredos da hist√≥ria individual, que o m√©todo ortodoxo se inclina j√° a reduzir a f√≥rmulas, em vulgares conven√ß√Ķes.
At√© a pr√≥pria dissolu√ß√£o das racionaliza√ß√Ķes se torna racionaliza√ß√£o. Em vez de realizar o trabalho de autognose, os endoutrinados adquirem a capacidade de subsumir todos os conflitos em conceitos como complexo de inferioridade, depend√™ncia materna, extrovertido e introvertido, que, no fundo, s√£o pouco menos que incompreens√≠veis. O horror em face ao abismo do eu √© eliminado mediante a consci√™ncia de que n√£o se trata mais do que uma artrite ou de sinus troubles.
Os conflitos perdem assim o seu aspecto amea√ßador. S√£o aceites; n√£o sanados, mas encaixados somente na superf√≠cie da vida normalizada como seu ingrediente inevit√°vel. S√£o, ao mesmo tempo, absorvidos como um mal universal pelo mecanismo da imediata identifica√ß√£o do indiv√≠duo com a inst√Ęncia social;

Continue lendo…

A Soberania da Alma

A alma sabe que as verdadeiras riquezas não se encontram onde nós as amontoamos: é a alma que nós devemos encher, não o cofre! Àquela devemos nós conceder o domínio sobre tudo, atribuir a posse da natureza inteira de modo a que os seus limites coincidam com o oriente e o ocaso, a que a alma, identicamente aos deuses, tudo possua, olhando soberanamente do alto os ricos e as suas riquezas Рesses ricos a quem menos alegria proporciona o que têm do que tristeza lhes dá o que aos outros pertence! Quando se eleva a tais alturas, a alma passa a cuidar do corpo (esse mal necessário!), não como amigo fiel, mas apenas como tutor, sem se submeter à vontade de quem está sob sua tutela.
Ningu√©m pode simultaneamente ser livre e escravo do corpo: para j√° n√£o falar de outras tiranias que o excessivo cuidado com ele nos imp√Ķe, a soberania do corpo tem exig√™ncias que s√£o aut√™nticos caprichos. A alma desprende-se dele ora com serenidade, ora de firme prop√≥sito – busca a sua sa√≠da sem se importar com a sorte dessa pobre coisa que para a√≠ fica! N√≥s n√£o ligamos import√Ęncia aos p√™los da barba ou aos cabelos que acab√°mos de cortar;

Continue lendo…

Todas as ocupa√ß√Ķes dos homens tendem √† posse de alguma coisa; e eles n√£o t√™m nem t√≠tulo para a possuir justamente nem for√ßa para a possuir com seguran√ßa.

Saber não é conhecer as coisas, eternamente desconhecidas na sua profundeza, e sim querer sabê-las; um desejo inextinguível, e não uma posse.

A Felicidade Provém da Plena Posse das Suas Faculdades

O √≥dio √† raz√£o, t√£o frequente nos nossos dias, √© devido em grande parte ao facto dos movimentos da raz√£o n√£o serem concebidos duma forma suficientemente fundamental. O homem dividido contra si mesmo procura est√≠mulos e distrac√ß√Ķes; ama as paix√Ķes fortes, n√£o por raz√Ķes profundas, mas porque moment√Ęneamente elas lhe permitem evadir-se de si pr√≥prio e afastam dele a dolorosa necessidade de pensar.
Toda a paix√£o √© para ele uma forma de intoxica√ß√£o, e desde que n√£o pode conceber uma felicidade fundamental, a intoxica√ß√£o parece-lhe o √ļnico al√≠vio para o seu sofrimento. Isso, no entanto, √© o sintoma duma doen√ßa de ra√≠zes profundas. Quando n√£o h√° tal doen√ßa, a felicidade prov√©m da plena posse das suas faculdades. √Č nos momentos em que o esp√≠rito est√° mais activo, em que menos coisas s√£o esquecidas que se sentem alegrias mais intensas. Esta √©, sem d√ļvida, uma das melhores pedras de toque da felicidade. A felicidade que exige intoxica√ß√£o de n√£o importa que esp√©cie, √© falsa e n√£o d√° qualquer satisfa√ß√£o. A felicidade que satisfaz verdadeiramente √© acompanhada pelo completo exerc√≠cio das nossas faculdades e pela compreens√£o plena do mundo em que vivemos.

O Preço da Vaidade

Se o que se deseja é apenas dar sustento à natureza, bastam três libras esterlinas por ano, segundo a estimativa de William Petty; mas, como os tempos andam muito alterados, vamos supor seis libras. Essa quantia permitirá encher a pança, obter proteção contra as intempéries do clima, e até mesmo a compra de um casaco resistente, desde que feito de um bom couro de boi. Agora, tudo o que vá além disso é artificial e será desejado com vista a obter um maior grau de respeito dos nossos concidadãos. E, se seiscentas libras por ano proporcionam a um homem mais distinção social e, é claro, mais felicidade do que seis libras por ano, a mesma proporção vai-se manter para seis mil, e assim por diante, até onde se possa levar a opulência. Talvez o dono de uma grande fortuna possa não ser tão feliz como alguém que tem menos; mas isso decorrerá de outras causas que não a posse da grande fortuna.

O nome é em certo sentido a própria coisa; dar nome às coisas é conhecê-las e apropriar-se delas; a denominação é o acto da posse espiritual.

O Grande Momento

Inicia-te, enfim, Alma imprevista,
Entra no seio dos Iniciados.
Esperam-te de luz maravilhados
Os Dons que v√£o te consagrar Artista.

Toda uma Esfera te deslumbra a vista,
Os ativos sentidos requintados.
Céus e mais céus e céus transfigurados
Abrem-te as portas da imortal Conquista.

Eis o grande Momento prodigioso
Para entrares sereno e majestoso
Num mundo estranho d’esplendor sid√©reo.

Borboleta de sol, surge da lesma…
Oh! vai, entra na posse de ti mesma,
Quebra os selos augustos do Mistério!

Considerai e medi bem os degraus, uns tão altos, outros tão baixos, por onde, tropeçando, ajoelhando e caindo, ou se perde a pretensão, ou se chega finalmente a tomar posse do lugar pretendido, e vereis quanto mais custa o alcançar que o merecer.