Cita√ß√Ķes sobre Voca√ß√£o

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Frases sobre voca√ß√£o, poemas sobre voca√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre voca√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O FLUMINENSE nasceu com a voca√ß√£o da eternidade… tudo pode passar… s√≥ o TRICOLOR n√£o passar√° jamais.

Arte pra mim n√£o √© produto de mercado. Podem me chamar de rom√Ęntico. Arte pra mim √© miss√£o, voca√ß√£o e festa.

Não há Descoberta sem Violência

Devemos a quase totalidade das nossas descobertas às nossas violências, à exacerbação do nosso desequilíbrio. Mesmo Deus, na medida em que nos intriga, não é no mais íntimo de nós que o discernimos, mas antes no limite exterior da nossa febre, no ponto preciso em que, confrontando-se a nossa ira com a sua, se produz um choque, um encontro tão ruinoso para Ele como para nós. Ferido pela maldição que se liga aos actos, o violento só força a sua natureza, só se ultrapassa a si próprio, para a ela regressar, furioso e agressor, seguido pelas suas empresas, que o punem por as ter feito nascer. Não há obra que não se volte contra o seu autor: o poema esmagará o poeta, o sistema o filósofo, o acontecimento o homem de acção. Destrói-se quem, respondendo à sua vocação e cumprindo-a, se agita no interior da história; apenas se salva aquele que sacrifica dons e talentos para, desprendido da sua qualidade de homem, poder repousar no ser. Se aspiro a uma carreira metafísica, não posso por preço algum conservar a minha identidade: terei de liquidar o menor resíduo que dela possa guardar; se, pelo contrário, escolho a aventura de um papel histórico,

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Hoje, depois de muitas d√©cadas, j√° percebo que a minha voca√ß√£o nesta vida √© dirigir filmes. E os meus filmes falam sobre valores que v√£o al√©m do dinheiro. O meu filme busca saber se existe alma. O tempo… o tempo eu sei que existe. E talvez eu filme como filmo para contemplar o tempo.

A Preguiça como Obstáculo à Liberdade

A pregui√ßa e a cobardia s√£o as causas por que os homens em t√£o grande parte, ap√≥s a natureza os ter h√° muito libertado do controlo alheio, continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e tamb√©m por que a outros se torna t√£o f√°cil assumirem-se como seus tutores. √Č t√£o c√≥modo ser menor.
Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a imensa maioria dos homens (inclusive todo o belo sexo) considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de boa vontade tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de, primeiro, terem embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo para fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam por fim muito bem a andar.

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O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa e produz encantamento.

Suportem-se então os prazeres do amor e da amizade. O principal deles é o de se ter alguém à mão para exercitar a nossa vocação sadomasoquista.

O Entusiasmo da Inspiração

A inspira√ß√£o n√£o √© um privil√©gio exclusivo de poetas e artistas. Existe, existiu, existir√° sempre um grupo de pessoas que s√£o visitadas pela inspira√ß√£o. Ela √© composta por todos aqueles que escolheram conscientemente a sua voca√ß√£o e fazem o seu trabalho com amor e imagina√ß√£o… as dificuldades e contratempos nunca reprimem a sua curiosidade. Um enxame de novas quest√Ķes emerge de cada problema que eles resolvem. O que quer que seja a inspira√ß√£o, esta nasce de um cont√≠nuo ¬ęEu n√£o sei¬Ľ.

Quem nasceu mesmo moreno, moreno de vocação gosta de mar e sereno, de estrela e de violão. Pode até gostar de alguém Mas nunca deixa a solidão.

D√°-me as Tuas M√£os

As m√£os foram feitas
para trazer o futuro,
encurtar a tristeza, encher
o que fica das m√£os
de ontem – intervalos
(duros, fiéis) das palavras,
vocação urgente
da ternura, pensamento
entreaberto até
aos dedos longos
pelas coisas fora
pelos anos dentro.

Eu acredito que a poesia tenha sido uma voca√ß√£o, embora n√£o tenha sido uma voca√ß√£o desenvolvida conscientemente ou intencionalmente. Minha motiva√ß√£o foi esta: tentar resolver, atrav√©s de versos, problemas existenciais internos. S√£o problemas de ang√ļstia, incompreens√£o e inadapta√ß√£o ao mundo.

O sinal da juventude talvez seja uma extraordinária vocação para as felicidades fáceis.

O trabalho não é uma vocação, é uma inspiração. Para manter essa inspiração é preciso um espaço de criação, não só para o artista profissional como para o indivíduo em geral.

O Sal√£o Liter√°rio

N√£o tenho qualquer sal√£o liter√°rio. Essa √© uma das lendas que inventaram a meu respeito, n√£o sei porqu√™. As pessoas, aqui em Portugal, est√£o sedentas de acontecimentos. E, muito simplesmente, resolveram transformar num acontecimento uma coisa para a qual n√£o tenho a m√≠nima voca√ß√£o. N√£o tenho qualquer sal√£o liter√°rio, como n√£o teria paci√™ncia para o manter, como me parece que essa √© uma ideia cedi√ßa, bolorenta e rid√≠cula. N√£o conhe√ßo sal√Ķes liter√°rios na √©poca actual. A √ļnica coisa que me acontece – e acho que me pertence esse direito – √© receber alguns amigos que, frequentemente, v√™m a minha casa. Ora isto √© vulgar em todas as casas de Lisboa onde h√° interesses intelectuais, onde se discutem problemas de ordem liter√°ria ou n√£o.

O problema dos políticos é o de mudarem o governo: o meu é o de mudar o Estado. Contam eles com o voto ou a revolução. Conto eu com o curso da História e a minha vocação e o meu esforço de estar para além dela.

Um País de Canalhas

Pensar Portugal. N√≥s somos um pa√≠s de ¬ęelites¬Ľ, de indiv√≠duos isolados que de repente se p√Ķem a ser gente. N√≥s somos um pa√≠s de ¬ęher√≥is¬Ľ √† Carlyle, de excep√ß√Ķes, de singularidades, que t√™m tomado √†s costas o fardo da nossa hist√≥ria. N√≥s n√£o temos sequer n√ļcleos de grandes homens. Temos s√≥, de longe em longe, um original que se levanta sobre a canalhada e toma √† sua conta os destinos do pa√≠s. A canalhada cobre-os de insultos e de esc√°rnio, como √© da sua condi√ß√£o de canalha. Mas depois de mortos, p√Ķe-os ao peito por jact√Ęncia ou simplesmente ignora que tenham existido. N√≥s n√£o somos um pa√≠s de voca√ß√Ķes comuns, de consci√™ncia comum. A que fomos tendo foi-nos dada por empr√©stimo dos grandes homens para a ocasi√£o. Os nossos populistas √© que dizem que n√£o. Mas foi. A independ√™ncia foi Afonso Henriques, mas sem patriotismo que ainda n√£o existia. Aljubarrota foi Nuno √Ālvares. Os descobrimentos foi o Infante, mas porque o neg√≥cio era bom. O Iluminismo foi Verney e alguns outros, para ser deles todos s√≥ Pombal. O liberalismo foi Mouzinho e a Fran√ßa. A reac√ß√£o foi Salazar. O comunismo √© o Cunhal. Quanto √† sarrabulhada √© que √© uma data deles.

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A Moral é Imperiosa e Injustificável

O comportamento moral implica sempre um juiz e a mem√≥ria nele desse nosso comportamento. Assim se admite a nossa responsabilidade perante outrem e a ideia de que nesse outrem perdurar√° a mem√≥ria de n√≥s pelos s√©culos. Ora o que √© que significa hoje o comportamento dos que viveram h√° cem anos? e h√° mil? Quando Deus se dava ao luxo de existir, ele garantiria a mem√≥ria do que fomos. Mas agora que ele desistiu? E todavia a ordem moral continua. O ¬ęse Deus n√£o existe tudo √© permitido¬Ľ de Dostoievski √© perfeitamente ilus√≥rio. N√≥s constru√≠mos a nossa moral como se ela existisse. Alguma coisa portanto deve persistir perante a qual nos comportamos.
Os homens c√©lebres compreende-se. Mas o comum dos mortais? Ser√° a ¬ęconsci√™ncia¬Ľ um h√°bito? Teremos n√≥s a voca√ß√£o da imortalidade para agirmos dentro dela? Perante quem nos comportar√≠amos numa ilha deserta com a certeza absoluta de que ningu√©m saberia dos nossos actos? Que √© que persiste de n√≥s ap√≥s a morte para nos julgarmos vivos ent√£o e podermos envergonhar-nos do mal que tiv√©ssemos praticado? Toda a nossa vida √© tecida de ilus√£o. E nada em n√≥s consente que a dissipemos. Mas o pr√≥prio animal tem um comportamento que pode prejudic√°-lo e de que n√£o abdica.

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