CitaçÔes sobre AdolescĂȘncia

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Passamos boa parte de nossa vida suprimindo aquilo que deixamos entrarem nosso coração durante a adolescĂȘncia. Essa operação chama-se ‘adquirir experiĂȘncia’.

Da Duração das Obras

Algumas obras morrem porque nada valem; estas, por morrerem logo, sĂŁo natimortas. Outras tĂȘm o dia breve que lhes confere a sua expressĂŁo de um estado de espĂ­rito passageiro ou de uma moda da sociedade; morrem na infĂąncia. Outras, de maior escopo, coexistem com uma Ă©poca inteira do paĂ­s, em cuja lĂ­ngua foram escritas, e, passada essa Ă©poca, elas tambĂ©m passam; morrem na puberdade da fama e nĂŁo alcançam mais do que a adolescĂȘncia na vida perene da glĂłria. Outras ainda, como exprimem coisas fundamentais da mentalidade do seu paĂ­s, ou da civilização, a que ele pertence, duram tanto quanto dura aquela civilização; essas alcançam a idade adulta da glĂłria universal. Mas outras duram alĂ©m da civilização, cujos sentimentos expressam. Essas atingem aquela maturidade de vida que Ă© tĂŁo mortal como os Deuses, que começam mas nĂŁo acabam, como acontece com o Tempo; e estĂŁo sujeitas apenas ao mistĂ©rio final que o Destino encobre para todo o sempre (…)

O Conceito de NĂłs PrĂłprios

Cada homem, desde que sai da nebulose da infĂąncia e da adolescĂȘncia, Ă© em grande parte um produto do seu conceito de si mesmo. Pode dizer-se sem exagero mais que verbal, que temos duas espĂ©cies de pais: os nossos pais, propriamente ditos, a quem devemos o ser fĂ­sico e a base hereditĂĄria do nosso temperamento; e, depois, o meio em que vivemos, e o conceito que formamos de nĂłs prĂłprios – mĂŁe e pai, por assim dizer, do nosso ser mental definitivo.
Se um homem criar o hĂĄbito de se julgar inteligente, nĂŁo obterĂĄ com isso, Ă© certo, um grau de inteligĂȘncia que nĂŁo tem; mas farĂĄ mais da inteligĂȘncia que tem do que se julgar estĂșpido. E isto, que se dĂĄ num caso intelectual, mais marcadamente se dĂĄ num caso moral, pois a plasticidade das nossas qualidades morais Ă© muito mais acentuada que a das faculdades da nossa mente.
Ora, ordinariamente, o que Ă© verdade da psicologia individual – abstraindo daqueles fenĂłmenos que sĂŁo exclusivamente individuais – Ă© tambĂ©m verdade da psicologia colectiva. Uma nação que habitualmente pense mal de si mesma acabarĂĄ por merecer o conceito de si que anteformou. Envenena-se mentalmente.
O primeiro passo passou para uma regeneração,

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NĂŁo podemos rectificar os nossos actos passados e praticĂĄ-los de novo correctamente. Talvez os deuses possuam este poder, mas nĂŁo os homens e as mulheres, o que, provavelmente, Ă© uma sorte. A nĂŁo ser assim, as pessoas morreriam de velhas a tentar reescrever a sua adolescĂȘncia.

SĂł Dependes de Ti para Ser Feliz

SĂł dependes de ti para ser feliz.

A felicidade encontra-se dentro de ti. Este Ă© o teu princĂ­pio. O fim serĂĄ aquele que tu quiseres.

Aprendi isto enquanto escrevia o meu primeiro livro, “Carta Branca”. Um relato muito pessoal acerca da minha primeira grande viagem interior em busca dessa especĂ­fica descoberta. Iniciei-o numa fase muito conturbada da minha vida, em que a relação comigo era praticamente inexistente e quando existia nĂŁo passava de agressĂ”es a mim mesmo, baseadas, naturalmente, em muito daquilo que ouvira, aprendera e modelara na minha infĂąncia e adolescĂȘncia. Como costumo dizer, tinha muita dificuldade em estar ao meu lado. NĂŁo me conhecia, apenas sabia o que representava para os outros. NĂŁo sabia o que queria, apenas sabia o que os outros queriam de mim. E nĂŁo sabia para onde queria ir, apenas para onde todos queriam que eu fosse. Naturalmente que esta ausĂȘncia total de conhecimento nĂŁo podia germinar coisa boa. E assim era. Eu era revolta, angĂșstia, insegurança, permissividade e medo. E lembro-me, lembro-me perfeitamente, quando disse a mim mesmo que se a minha vida nĂŁo passasse disto nĂŁo valeria a pena estar vivo. Recordo-me da dor que vivia comigo. Mas recordo-me tambĂ©m que foi ela que me incentivou a escrever.

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Algumas ProposiçÔes com Crianças

A criança estå completamente imersa na infùncia
a criança não sabe que hå-de fazer da infùncia
a criança coincide com a infùncia
a criança deixa-se invadir pela infùncia como pelo sono
deixa cair a cabeça e voga na infùncia
a criança mergulha na infùncia como no mar
a infùncia é o elemento da criança como a ågua
Ă© o elemento prĂłprio do peixe
a criança não sabe que pertence à terra
a sabedoria da criança é não saber que morre
a criança morre na adolescĂȘncia
Se foste criança diz-me a cor do teu país
Eu te digo que o meu era da cor do bibe
e tinha o tamanho de um pau de giz
Naquele tempo tudo acontecia pela primeira vez
Ainda hoje trago os cheiros no nariz
Senhor que a minha vida seja permitir a infĂąncia
embora nunca mais eu saiba como ela se diz

Projecto de Bodas

Hoje apetece que uma rosa seja
o coração exterior do dia
e a tua adolescĂȘncia de cereja
no meu bico de Isolda cotovia.

Hoje apetece a intuição dum cais
para a lucidez de nĂŁo chegar a tempo
e ficarmos violetas nupciais
com a lua a celebrar o casamento.

Apetece uma casa cor-de-rosa
com um galo vermelho no telhado
e os degraus duma seda vagarosa
que nunca chegue Ă  varanda do noivado.

Hoje apetece que o cigarro saiba
a ter fumado uma cidade toda.
Ser o anel onde o teu dedo caiba
e faltarmos os dois Ă  nossa boda.

Hoje apetece um interior de esponja
E como estĂĄtua a que moldar o vento.
Deitar as sortes e, se sair monja,
Navegar ao acaso o meu convento.

Hoje apetece o mundo pelo modo
Como vai despenhar-se um trapezista.
Abrir mais uma flor no nosso lodo:
Pedir-lhe um salto e retirar-lhe a pista.

Hoje apetece que a cor dum automĂłvel
Seja o Egipto de novo em movimento;
E que no espaço duma gota imóvel
Caiba a possĂ­vel capital do vento.

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A adolescĂȘncia Ă© um tribunal inesperado:
o julgamento do pai pelo filho,
o julgamento do filho pelo pai.

Apaixonaram-se como as pessoas se apaixonam na adolescĂȘncia, avassaladoramente e tambĂ©m por acaso.

Preocupar-se em ser adulto ou nĂŁo, admirar o adulto por ser adulto, corar de vergonha diante da insinuação de que se Ă© infantil: esses sĂŁo sinais caracterĂ­sticos da infĂąncia e da adolescĂȘncia.

A Grande Vantagem da Vida

– A grande vantagem da vida Ă© ensinar-nos outra vez a chorar. A vida infantiliza. Fica-se maior no que nos faz ser mais pequenos. Cresce-se fora o que se vai perdendo por dentro. Passamos a infĂąncia a querer crescer, a adolescĂȘncia a querer crescer. E depois percebemos que sĂł quer crescer quem ainda se sente pequeno. Um adulto sente-se pequeno mas pensa ao contrĂĄrio. Sente-se pequeno e quer ficar mais pequeno. Voltar ao tempo em que havia sonhos.
– Onde se perdem os sonhos?
– Todos os sonhos se perdem. Mesmo aqueles que vais ganhar, e vais ganhar muitos, se vĂŁo perder. Porque jĂĄ deixaram de ser sonhos. Sonhaste aquilo, tiveste aquilo. E acabou. LĂĄ se foi o sonho. O segredo Ă© conseguir gerar novos sonhos. Sonhos que consigam ocupar o espaço em branco deixado pelo sonho perdido.
– Mesmo que tenha sido ganho.
– Mesmo que tenha sido ganho.
– Queria ser como tu.
– E eu queria ser como tu. Queria olhar para a frente e ver que o caminho não acaba, o caminho a perder de vista.
– O teu não se perde de vista?
– O meu faz-me perder a vista.

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Com os Costumes andam os Aforismos

Com os costumes andam os aforismos. Assim, eis que eles tomam um carĂĄcter mais criticador e vibrante, isto na linguagem de Karl Kraus, homem sagaz e ventrĂ­loquo de certas causas que a sociedade nĂŁo confia Ă  voz pĂșblica.
Ele diz, por exemplo: «As mulheres, no Oriente, tĂȘm maior liberdade. Podem ser amadas». Ou entĂŁo: «A vida de famĂ­lia Ă© um ataque Ă  vida privada». Ou ainda: «A democracia divide os homens em trabalhadores e preguiçosos. NĂŁo estĂĄ destinada para aqueles que nĂŁo tĂȘm tempo para trabalhar». Tudo isto, como axioma, lembra Bernard Shaw, esse inglĂȘs azedo e endiabrado cujo Manual do RevolucionĂĄrio fez o encanto da nossa adolescĂȘncia.
Todavia, o aforimo do homem de letras, se impressiona, quase nunca comove ninguĂ©m. O autĂȘntico aforismo nĂŁo Ă© uma arte – Ă© uma espĂ©cie de pastorĂ­cia cultural. NĂŁo estĂĄ destinado a divertir nem a chocar as pessoas, mas, acima de tudo, propĂ”e-se transmitir uma orientação. É uma lição, e nĂŁo o pretexto para uma pirueta.
Os aforismos e paradoxos de Karl Kraus tĂȘm esse sabor irreverente que se diferencia da sabedoria, porque hĂĄ algo de precipitado na sua confissĂŁo. Precisam de ser situados num estado de espĂ­rito, para serem aceites e compreendidos;

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ConclusĂŁo

Fui amante da morte
e da beleza. Vi a loucura,
acreditei na vida.
Da infĂąncia falei
como lugar de abismo.
O prazer
foi também a grande fonte
de perturbação e alegria.
Lembrei as mulheres
que recusaram submeter-se,
escrevi palavras fĂșnebres.

NĂŁo poupei a adolescĂȘncia,
o coração magoado
e nĂŁo soube que fazer
de mim fora das palavras.
Escrevi para desistir
e depender
e ter identidade.

HĂĄ tantos mundos quantas as maneiras de o olhar e, por consequĂȘncia, de o entender. Isto Ă© muito evidente quando regresso ao meu quarto de infĂąncia e adolescĂȘncia, aquele onde, com catorze anos, me deitava a pensar, a imaginar. Hoje, se me deito nessa cama, nĂŁo tenho o mesmo tempo. Se me aproximo da janela e olho a paisagem, aquilo que vejo mudou, mudei eu.

Uma adolescĂȘncia libidinosa e desregrada entrega Ă  velhice um corpo cansado.

É por Ti que Vivo

Amo o teu tĂșmido candor de astro
a tua pura integridade delicada
a tua permanente adolescĂȘncia de segredo
a tua fragilidade acesa sempre altiva

Por ti eu sou a leve segurança
de um peito que pulsa e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hĂĄlito de pĂĄssaro
ou à chuva das tuas pétalas de prata

Se guardo algum tesouro nĂŁo o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar

Ofereço-te esta frĂĄgil ïŹ‚or esta pedra de chuva
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto

A vida do homem divide-se em cinco perĂ­odos: infĂąncia, adolescĂȘncia, mocidade, virilidade e velhice. No primeiro perĂ­odo o homem ama a mulher como mĂŁe; no segundo, como irmĂŁ; no terceiro, como amante; no quarto, como esposa; no quinto, como filha.