Cita√ß√Ķes sobre Arte

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Frases sobre arte, poemas sobre arte e outras cita√ß√Ķes sobre arte para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Um Dia Guttemberg

Um dia Guttemberg c’o a alma aos c√©us suspensa,
Pegou do escopro ingente e p√īs-se a trabalhar!
E fez do velho mundo um r√ļtilo alcan√ßar
Ao mágico clangor de sua idéia imensa!

Rolou por todo o globo a luz da sacra imprensa!
Ruiu o despotismo no p√≥, a esbravejar…
Uniram-se n’um lago, o c√©u, a terra, o mar…
Rasgou-se o manto atroz da horr√≠vel treva densa!…

Ergueram-se mil povos ao som das melopéias,
Das grandes cavatinas olímpicas da arte!
Raiou o novo sol das f√ļlgidas id√©ias!…

Porém, quem lance luz maior por toda a parte
√Čs tu, sublime atriz, √≥ misto de epop√©ias
Que sabes no tablado subir, endeusar-te!…

A atitude artística se distingue da atitude prática do desejo no sentido de que a arte deixa subsistir seu objeto em liberdade total, enquanto o desejo emprega seu objeto para seu próprio uso, destruindo-o.

A Simpatia pela Obra de Arte

Qualquer produto intelectual de valor que se pretende surta um efeito imediato, vasto e profundo, tem de conter uma secreta harmonia, uma afinidade mesmo entre o destino pessoal do autor e o destino da generalidade dos seus contempor√Ęneos. As pessoas n√£o sabem por que raz√£o atribuem fama a uma obra de arte. Longe de serem connaisseurs, julgam descobrir nela uma centena de virtudes para justificar tal apre√ßo; mas o verdadeiro motivo do seu aplauso √© imponder√°vel – √© a simpatia.

A vida √© breve; a arte, vasta; a ocasi√£o, instant√Ęnea; a experi√™ncia, incerta; o ju√≠zo, dif√≠cil.

Quase todas as monarquias foram institu√≠das na ignor√Ęncia das artes e destru√≠das porque as cultivaram demais.

As obras de arte dividem-se em duas categorias: as de que gosto e as de que não gosto. Não conheço outro critério.

O caminho se abre quando há união. Quando o paciente e o médico se unem, abre-se o caminho da cura médica. O Caminho (Verdade) rege o Universo. Toda arte, ao atingir o grau máximo, torna-se Caminho (Verdade).

A Moda

As varia√ß√Ķes da sensibilidade sob a influ√™ncia das modifica√ß√Ķes do meio, das necessidades, das preocupa√ß√Ķes, etc., criam um esp√≠rito p√ļblico que varia de uma gera√ß√£o para outra e mesmo muitas vezes no espa√ßo de uma gera√ß√£o. Esse esp√≠rito publico, rapidamente dilatado por contacto mental, determina o que se chama a moda. Ela √© um possante factor de propaga√ß√£o da maior parte dos elementos da vida social, das nossas opini√Ķes e das nossas cren√ßas.
Não é só o vestuário que se submete às suas vontades. O teatro, a literatura, a política, a arte, as próprias idéias científicas lhe obedecem, e é por isso que certas obras apresentam um fundo de semelhança que permite falar do estilo de uma época.
Em virtude da sua acção inconsciente, submetemo-nos à moda sem que o percebamos. Os espíritos mais independentes a ela não se podem subtrair. São muito raros os artistas, os escritores que ousam produzir uma obra muito diferente das ideias do dia.
A influência da moda é tão pujante que ela obriga-nos, por vezes, a admirar coisas sem interesse e que parecerão mesmo de uma fealdade extrema, alguns anos mais tarde. O que nos impressiona numa obra de arte é muito raramente a obra em si mesma,

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As mentiras da arte s√£o tantas…
…s√£o plantas artificiais
artifícios que usamos
para sermos (ou parecermos)
mais reais

O difícil em arte é criar-se emoção sem se mostrar que se está emocionado. Ou estar emocionado para antes e depois de se estar. Ou ter a emoção ao lado para nela ir enchendo a caneta.

Em arte, a copiosa, exuberante, luxuosa e florida fantasia cansa, esquece e passa Рe só há eternidade para a beleza pura e simples.

Arte pra mim n√£o √© produto de mercado. Podem me chamar de rom√Ęntico. Arte pra mim √© miss√£o, voca√ß√£o e festa.

Todo o Génio é um Degenerado

Sendo certo que todo o g√©nio √© um degenerado (nem superior, nem inferior, porque h√° s√≥ degenerados de uma esp√©cie, mau grado a absurda escapat√≥ria dos psiquiatras modern style), cert√≠ssimo √©, sem d√ļvida, que entre os g√©nios, os da intelig√™ncia assumem um relevo m√°ximo de degenera√ß√£o. Um chefe pol√≠tico, um grande general, s√£o, no que g√©nios, degenerados, porque s√£o desvios do tipo normal e originais na sua ac√ß√£o e na sua individualidade. Mas s√£o normais porque s√£o homens de ac√ß√£o, porque vivem no meio da vida, e n√£o se pode fazer isso sem uma certa adapta√ß√£o a ela. O mais revolucion√°rio dos g√©nios pol√≠ticos tem de se adpatar ao que quer destruir para o poder destruir. Tem de mergulhar na vida que quer substituir para poder agir sobre ela.
Não assim na esfera da inteligência e da emoção intelectualizada Рna da filosofia e na da arte, digo. Sobre ser original, o artista, o pensador é um inadaptado às formas normais da vida, por isso que nem age no sentido da actividade normal (porque é original), nem age no que age, age vulgarmente (porque, em lugar de ter uma acção vulgar, orienta a sua vida sobretudo para a sensação e para a inteligência e não para a acção,

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Meu Bebé para Dar Dentadas

Meu Bebé pequeno e rabino:
Cá estou em casa, sozinho, salvo o intelectual que está pondo o papel nas paredes (pudera! havia de ser no tecto ou no chão!); e esse não conta. E, conforme prometi, vou escrever ao meu Bebezinho para lhe dizer, pelo menos, que ela é muito má, excepto numa cousa, que é na arte de fingir, em que vejo que é mestra.
Sabes? Estou-te escrevendo mas ¬ęn√£o estou pensando em ti¬Ľ. Estou pensando nas saudades que tenho do meu tempo da ¬ęca√ßa aos pombos¬Ľ; e isto √© uma cousa, como tu sabes, com que tu n√£o tens nada…
Foi agrad√°vel hoje o nosso passeio ‚ÄĒ n√£o foi? Tu estavas bem-disposta, e eu estava bem-disposto, e o dia estava bem-disposto tamb√©m. (O meu amigo, Sr. A.A. Crosse est√° de sa√ļde ‚ÄĒ uma libra de sa√ļde por enquanto, o bastante para n√£o estar constipado.)
N√£o te admires de a minha letra ser um pouco esquisita. H√° para isso duas raz√Ķes. A primeira √© a de este papel (o √ļnico acess√≠vel agora) ser muito corredio, e a pena passar por ele muito depressa; a segunda √© a de eu ter descoberto aqui em casa um vinho do Porto espl√™ndido,

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