Cita√ß√Ķes sobre Asneiras

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Frases sobre asneiras, poemas sobre asneiras e outras cita√ß√Ķes sobre asneiras para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Não Dês Esmola a Santinhos

MOTE

Não dês esmola a santinhos,
Se queres ser bom cidad√£o;
D√° antes aos pobrezinhos
Uma fatia de p√£o.

GLOSAS

Não dês, porque a padralhada
Pega nas tuas esmolinhas
E compra frangos e galinhas
Para comer de tomatada;
E os santos n√£o provam nada,
Nem o cheiro, coitadinhos…
Os padres bebem bons vinhos
Por ta√ßas finas, bonitas…
Se elas s√£o p’ra parasitas,
Não dês esmola a santinhos.

Missas n√£o mandes dizer,
Nem lhes faças mais promessas
E nem mandes armar essas
Se um dia alguém te morrer.
Não dês nada que fazer
Ao padre e ao sacrist√£o,
A ver para onde eles v√£o…
Trabalhar, n√£o, com certeza.
Dá sempre esmola à pobreza
Se queres ser bom cidad√£o.

Tu não vês que aquela gente
Chega até a fingir que chora,
Afirmando o que ignora,
Assim descaradamente!?…
Arranjam voz comovente
Para jludir os parvinhos
E fazem-se muito mansinhos,
Que é o seu modo de mamar;
Portanto, o que lhe h√°s-de dar,
D√° antes aos pobrezinhos.

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Fiz muitas asneiras. Nunca tive um desastre mortal de automóvel, e hoje surpreendo-me: o que tive, realmente, foi muita sorte. Tive o meu anjo da guarda protector, que é o destino. O anjo da guarda e o destino são uma e só coisa.

O Homem é o Animal Menos Preparado

A capacidade do homem para o pensamento abstracto, que parece faltar √† maioria dos outros mam√≠feros, conferiu-lhe sem d√ļvida o seu actual dom√≠nio sobre a superf√≠cie da Terra ‚Äď um dom√≠nio disputado apenas por centenas de milhares de tipos de insectos e organismos microsc√≥picos. Este pensamento abstracto √© o respons√°vel pela sua sensa√ß√£o de superioridade e pelo que, sob esta sensa√ß√£o, corresponde a uma certa medida de realidade, pelo menos dentro de estreitos limites. Mas o que √© frequentemente subestimado √© o facto de que a capacidade de desempenhar um acto n√£o √©, de forma alguma, sin√≥nima de seu exerc√≠cio salubre. √Č f√°cil observar que a maior parte do pensamento do homem √© est√ļpida, sem sentido e injuriosa para ele. Na realidade, de todos os animais, ele parece o menos preparado para tirar conclus√Ķes apropriadas nas quest√Ķes que afectam mais desesperadamente o seu bem-estar.
Tente imaginar um rato, no universo das ideias dos ratos, chegando a no√ß√Ķes t√£o ocas de plausibilidade como, por exemplo, o Swedenborgianismo, a homeopatia ou a telepatia mental. O instinto natural do homem, de facto, nunca se dirige para o que √© s√≥lido e verdadeiro; prefere tudo que √© especioso e falso. Se uma grande na√ß√£o moderna se confrontar com dois problemas antag√≥nicos ‚Äď um deles baseado em argumentos prov√°veis e racionais,

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A Minha Alma Partiu-se

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das m√£os da criada descuidada.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensa√ß√Ķes do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.

N√£o se zanguem com ela.
S√£o tolerantes com ela.
O que era eu um vaso vazio?

Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si mesmos, n√£o conscientes deles.

Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes à criada involuntária.

Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-o especialmente, pois n√£o sabem por que ficou ali.

Toma l√° Cinco!

Encolhes os ombros, mas o tempo passa…
Ai, afinal, rapaz, o tempo passa!

Um dente que estava s√£o e agora n√£o,
Um cabelo que ainda ontem preto era,
Dentro do peito um outro, sempre mais velho coração.
E na cara uma ruga que n√£o espera, que n√£o espera…

No andar de cima, uma nova criança
Vai bater no teu cr√Ęnio os pequeninos p√©s.
Mas deixa lá, rapaz, tem esperança:
Este ano talvez venhas a ser o que n√£o √©s…

Talvez sejas de enredos f√°cil presa,
Eterno marido, amante de um s√≥ dia…
Com clorofila ficam os teus dentes que é uma beleza!
Mas n√£o rias, rapaz, que o ano s√≥ agora principia…

Talvez lances de amor um foguet√£o sincero
Para algum cora√ß√£o a milh√Ķes de anos-dor
Ou desesperado te resolvas por um mero
Tiro na boca, mas de alcance maior…

Grande asneira, rapaz, grande asneira seria
Errar a vida e n√£o errar a pontaria…

Talvez te deixes por uma vez de fitas,
De versos de mau h√°lito e mau sestro,
E acalmes nas feias o ardor pelas bonitas
(Como mulheres são mais fiéis,

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A Culpa é Sempre Nossa

Sempre admirei aqueles que nos fazem sentir culpados do que dantes nos julgáramos inocentes. A culpa é uma riqueza, à qual se vai acrescentando. O resultado oscila entre a lista telefónica e as Obras Completas mas pesa sempre.
Os grandes mestres s√£o os nossos pais e os nossos filhos – ambos mostram de onde veio a inspira√ß√£o para o pecado original. Ora se √© culpado por ter nascido e interrompido, ora se √© culpado por ter dado a nascer e n√£o se ter interrompido tanto quanto precisariam os nascidos.A culpa n√£o √© uma coisa que se tenha, como um pesco√ßo. √Č uma coisa que se transmite, como uma gripe. Tanto faz ser-se inocente ou culpado ¬ę√† partida¬Ľ, que tem aspas porque n√£o existe. Os malvados constipam-se tanto como os bonzinhos. Mas ambos s√£o vulner√°veis √† ideia que at√© fizeram por isso e merecem pagar.At√© com as l√Ęmpadas de casa de banho acontece. N√£o h√° dom√≠nio de banalidade que a culpa n√£o contamine. Tenho passado, nos √ļltimos anos, v√°rias semanas, dispersas no tempo, sem luz na casa de banho. Uso pilhas e a luz da lua, quando √© oferecida.Depois aparece o electricista que √© afoito e resolve tudo num segundo.

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N√£o Amar nem Odiar

Se possível, não devemos alimentar animosidade contra ninguém, mas observar bem e guardar na memória os procedimentos de cada pessoa, para então fixarmos o seu valor, pelo menos naquilo que nos concerne, regulando, assim, a nossa conduta e atitude em relação a ela, sempre convencidos da imutabilidade do carácter. Esquecer qualquer traço ruim de uma pessoa é como jogar fora dinheiro custosamente adquirido. No entanto, se seguirmos o presente conselho, estaremos a proteger-nos da confiabilidade e da amizade tolas.
¬ęN√£o amar, nem odiar¬Ľ, eis uma senten√ßa que cont√©m a metade da prud√™ncia do mundo; ¬ęnada dizer e em nada acreditar¬Ľ cont√©m a outra metade. Decerto, daremos de bom grado as costas a um mundo que torna necess√°rias regras como estas e como as seguintes.
Mostrar c√≥lera e √≥dio nas palavras ou no semblante √© in√ļtil, perigoso, imprudente, rid√≠culo e comum. Nunca se deve revelar c√≥lera ou √≥dio a n√£o ser por actos; e estes podem ser praticados tanto mais perfeitamente quanto mais perfeitamente tivermos evitado os primeiros. Apenas animais de sangue frio s√£o venenosos.
Falar sem elevar a voz: essa antiga regra das gentes do mundo tem por alvo deixar ao entendimento dos outros a tarefa de descobrir o que dissemos.

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Confiss√£o Social

Ninguém tem qualquer interesse em saber isto; mas se eu tivesse de me confessar socialmente, a síntese do meu desespero era esta: que cheguei, em matéria de descrença no homem, à saturação.
E, contudo, este perdido, este condenado, merece-me uma ternura tal, que não há tolice que faça, asneira que invente, mentira que diga que me deixem indiferente. Tenho por força de olhar, reparar, ouvir, e comentar com toda a paixão de que sou capaz.

Felicidade com Poucos Bens

Embora a experi√™ncia me tenha ensinado que se descobrem homens felizes em maior propor√ß√£o nos desertos, nos mosteiros e no sacrif√≠cio do que entre os sedent√°rios dos o√°sis f√©rteis ou das ilhas ditas afortunadas, nem por isso cometi a asneira de concluir que a qualidade do alimento se opusesse √† natureza da felicidade. Acontece simplesmente que, onde os bens s√£o em maior n√ļmero, oferecem-se aos homens mais possibilidades de se enganarem quanto √† natureza das suas alegrias: elas, efectivamente, parecem provir das coisas, quando eles as recebem do sentido que essas coisas assumem em tal imp√©rio ou em tal morada ou em tal propriedade. Para j√°, pode acontecer que eles, na abastan√ßa, se enganem com maior facilidade e fa√ßam circular mais vezes riquezas v√£s. Como os homens do deserto ou do mosteiro n√£o possuem nada, sabem muito bem donde lhes v√™m as alegrias e √©-lhes assim mais f√°cil salvarem a pr√≥pria fonte do seu fervor.

Deus ao criar o rato disse: já fiz asneira! e tratou de criar o gato, logo o gato é uma errata do rato.

Temos visto do jogo muitas e mui variadas defini√ß√Ķes. A √ļnica por√©m que inteiramente nos satisfaz √© a seguinte: o jogo √© uma asneira.

(O Brasil) √© um pa√≠s novo, de que eu gosto h√° muitos anos. √Č um pa√≠s optimista, n√£o est√° cansado, n√£o est√° desiludido, sem esperan√ßa. Mesmo que agora haja tanta asneira feita no Brasil, todos os dias, n√£o √©? S√≥ que eles t√™m espa√ßo e tempo para uma maior dose de asneira do que n√≥s.

Os Inimigos do Progresso

O progresso que se deseja hoje é algo que dependerá mais da vontade individual do que dos prodígios impessoais dos mercados.

A mis√©ria e a ignor√Ęncia s√£o dois trav√Ķes ao desenvolvimento.

Hoje, nenhuma pobreza é casual ou inevitável, porque existem os meios que permitem garantir a total erradicação da indigência. A que existe é fruto de uma decisão maioritária de vontades individuais. Alguns julgam que será consequência da ação dos mercados que, ao selecionar e premiar os melhores, filtra e castiga os que têm menos capacidades de contribuir para o sucesso tal como o entendem alguns; outros preferem apontar como causa da pobreza a existência de gente rica, logo, a solução passaria, para estes, por eliminar as camadas sociais mais abastadas. Entre tanta discussão não fazem nada, e quase unanimemente condenam quem o faz.
A ignor√Ęncia √© um mal. A liberdade sup√Ķe o privil√©gio at√© de errar, mas sempre dentro de um quadro com todas as op√ß√Ķes. Quem n√£o sabe, n√£o pode escolher bem. S√≥ h√° liberdade com conhecimento. Mas h√° muitos que julgam que s√≥ ser√£o livres enquanto n√£o o formos todos…

Se em vez de nos sentarmos a divagar nos levant√°ssemos e,

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√Č que a sabedoria √© um trabalho, e sermos apenas sensatos custa muito, pois para se fazerem asneiras basta deixarmo-nos ir.

Cartas Trocadas para o Marido e para o Amante

Anais,

Uma terr√≠vel asneira foi feita. Enviaste a carta para o Hugo, no dia em que chegaste, e mandaste-lhe a minha. O Hugo est√° freneticamente a tentar entrar em contacto comigo. Mandou a Am√©lia aqui, que deixou debaixo da porta o bilhete que junto. Ela esteve aqui de manh√£ e outra vez esta noite. Pensei de manh√£ que era o pr√≥prio Hugo e que ele tinha vindo para me “apanhar”… Por isso, n√£o abri a porta.

J√° que eu tinha recebido a carta dele na noite anterior (a tua carta para ele), tive um pressentimento de que as cartas tinham sido postas nos envelopes errados e fiquei apreensivo. Esta noite enviei-lhe a sua carta para o n√ļmero 18 da Ave. de Versailles, sem dar a minha morada. N√£o posso dizer nesta carta se chegarei a receber a que me era devida. Espero que sim. Suponho que ele saiba tudo agora. Mas estou a evit√°-lo, porque n√£o quero admitir nem negar. Ele deve estar furioso, mas, ao mesmo tempo, num estado terr√≠vel. Eu pr√≥prio estou exausto de apreens√£o. Trouxe o Fred para ficar aqui comigo, porque at√© o Hugo partir vou estar em pulgas. Sei que, se ele me matasse,

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