Cita√ß√Ķes sobre Cargo

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Frases sobre cargo, poemas sobre cargo e outras cita√ß√Ķes sobre cargo para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

As tirani­as, efetivamente, umas se estabeleceram deste modo, quando já as cidades tinham crescido; outras, antes isto, surgiram de reis que se apartaram dos costumes de seus antepassados e aspiravam a um comando mais despótico. Outras, dos cidadãos eleitos para as magistraturas supremas, pois antigamente as democracias estabeleciam para muito tempo os cargos civis e religiosos; outras surgiam das oligarquias quando elegiam a um só com poder soberano para as mais importantes magistraturas.

Os Feitos Simples s√£o os Mais Elogiados e Lembrados

Duas pátrias produziram dois heróis: de Tebas saiu Hércules; de Roma saiu Catão. Foi Hércules aplauso da orbe, foi Catão enfado de Roma. A um admiraram todos, ao outro esquivaram-se os romanos. Não admite controvérsia a vantagem que levou Catão a Hércules, pois o excedeu em prudência; mas ganhou Hércules a Catão em fama. Mais de árduo e primoroso teve o assunto de Catão, pois se empenhou em sujeitar os monstros dos costumes, e Hércules os da natureza; mas teve mais de famoso o do tebano. A diferença consistiu em que Hércules empreendeu façanhas plausíveis e Catão odiosas. A plausibilidade do cargo levou a glória de Alcides (nome anterior de Hércules) aos confins do mundo, e passará ainda além deles caso se alarguem. O desaprezível do cargo circunscreveu Catão ao interior das muralhas de Roma.
Com tudo isto, preferem alguns, e não os menos judiciosos, o assunto primoroso ao mais plausível, e pode mais com eles a admiração de poucos que o aplauso de muitos, sendo vulgares. Os milagres de ignorantes apelam aos empenhos plausíveis. O árduo, o primoroso de um superior assunto poucos o percebem, embora eminentes, sendo assim raros os que nele acreditam. A facilidade do plausível permite-se a todos,

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Qualquer Estado moderno é inevitavelmente um Estado social, pois a nenhum poder politicamente organizado é hoje possível deixar de conformar-se com as realidade sociais e tomar a seu cargo a satisfação das necessidades colectivas.

Não se Ama Alguém Senão pelas Qualidades Aparentes

Um homem que se p√Ķe √† janela para ver quem passa, se eu passar, poderei dizer que ele se p√īs l√° para me ver? N√£o, pois ele n√£o pensa em mim em particular. Mas aquele que ama algu√©m por causa da sua beleza, ama-o? N√£o; porque a var√≠ola, que matar√° a beleza sem matar a pessoa, far√° com que ele deixe de a amar.
E se me adiam pelo meu ju√≠zo, pela minha mem√≥ria, amam-me, a mim? N√£o; porque eu posso perder estas qualidades sem me perder a mim mesmo. Onde est√° pois este eu, se n√£o est√° nem no corpo nem na alma? E como amar o corpo ou a alma, sen√£o por essas qualidades que n√£o s√£o o que faz o eu, visto que podem perecer? Pois, amar-se-√° a subst√Ęncia da alma de uma pessoa abstractamente e as qualidades que l√° estiverem? Isso n√£o pode ser e seria injusto. Logo n√£o se ama nunca a pessoa, mas somente as qualidades. Portanto, que n√£o se riam mais daqueles que se fazem honrar pelos cargos e of√≠cios, pois n√£o se ama ningu√©m sen√£o pelas qualidades aparentes.

A Preguiça como Obstáculo à Liberdade

A pregui√ßa e a cobardia s√£o as causas por que os homens em t√£o grande parte, ap√≥s a natureza os ter h√° muito libertado do controlo alheio, continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e tamb√©m por que a outros se torna t√£o f√°cil assumirem-se como seus tutores. √Č t√£o c√≥modo ser menor.
Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a imensa maioria dos homens (inclusive todo o belo sexo) considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de boa vontade tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de, primeiro, terem embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo para fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam por fim muito bem a andar.

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Inveja Justa e Injusta

Quando a fortuna envia a alguém bens de que ele é verdadeiramente indigno, e a inveja só é excitada em nós porque amando naturalmente a justiça ficamos contrariados que ela não seja observada na distribuição desses bens, trata-se de um zelo que pode ser desculpável; principalmente quando o bem que invejamos de outros é de tal natureza que pode converter-se em mal nas mãos deles, como se for algum cargo ou ofício em cujo exercício eles possam comportar-se mal.
Mesmo quando desejamos para nós o mesmo bem e somos impedidos de tê-lo, porque ouros que são menos merecedores o possuem, isto torna mais violenta tal paixão; e ela não deixa de ser desculpável, contanto que o ódio que contém se relacione somente com a má distribuição do bem que se inveja, e não com as pessoas que o possuem e distribuem.
Mas há poucos que sejam tão justos, e tão generosos a ponto de não ter ódio por aqueles que os precederam na obtenção de um bem que não é comunicável a várias pessoas e que eles haviam desejado para si mesmos, embora os que os obtiveram sejam tanto ou mais merecedores. E o que habitualmente é mais invejado é a glória,

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N√£o Alardear a Boa Sorte

Mais ofende ostentar a dignidade que a pessoa. Fazer-se de grande homem √© odioso: bastaria ser invejado. Quanto mais se busca estima menos se a consegue. Ela depende do respeito alheio, e, assim, n√£o pode ser tomada, mas merecida e aguardada. Os grandes cargos demandam autoridade ajustada ao seu exerc√≠cio, sem o que n√£o podem ser dignamente exercidos. Conserve a que merece para cumprir com o substancial das suas obriga√ß√Ķes: n√£o a esgote, ajude-a sim; e todos os que se fazem de aquinhoados no cargo d√£o ind√≠cio de que n√£o o mereciam, e que a dignidade a tudo se sobrep√Ķe. Quem quiser ter merecimentos, que seja antes pela emin√™ncia dos seus dotes que pelo seu advent√≠cio, pois at√© um rei h√°-de ser mais venerado pela sua pessoa que pela extr√≠nseca soberania.

Os tolos assumem para si o respeito que é dado ao cargo que ocupam.

O Coração Oco do Homem

Sobrecarregam-se os homens desde a inf√Ęncia com o cuidado da sua honra, do seu bem, dos seus amigos, e ainda com o bem e a honra dos seus amigos. Fatigam-se de afazeres, de aprendizagem de l√≠nguas e exerc√≠cios, e faz-se-lhes sentir que n√£o poder√£o ser felizes sem que a sua sa√ļde, a sua honra, a sua fortuna e a dos seus amigos estejam em bom estado e que uma s√≥ coisa que faltasse os tornaria desgra√ßados. Assim d√£o-se-lhes cargos e neg√≥cios que os fazem afadigar-se desde o amanhecer. – A√≠ est√°, direis, uma estranha maneira de os tornar felizes!
Que poderia fazer-se de melhor para os tornar desgraçados? РComo! O que se poderia fazer? Bastava apenas tirar-lhes todos estes cuidados; pois então ver-se-iam a si mesmos, pensariam no que são, donde vêm e para onde vão; e assim não os podem ocupar demais nem desviá-los. E é por isso que, depois de lhes terem preparado tantos afazeres, se têm algum tempo de descanso, os aconselham a empregá-lo a divertir-se, a jogar e a ocupar-se sempre inteiramente.

Os Sintomas do Nosso Mal-Estar Espiritual

Os sintomas do nosso mal-estar espiritual s√£o demasiados familares. Incluem: a dimens√£o da corrup√ß√£o, tanto no sector p√ļblico como no sector privado, onde cargos e posi√ß√Ķes de responsabilidade s√£o tratados como oportunidades de enriquecimento pessoal; a corrup√ß√£o que ocorre no seio do nosso sistema de justi√ßa; a viol√™ncia nas rela√ß√Ķes interpessoais e nas fam√≠lias, em particular, o vergonhoso recorde de abuso de mulheres e crian√ßas; e a dimens√£o da evas√£o fiscal e a recusa em pagar pelos servi√ßos utilizados.

O Homem é o Animal Menos Preparado

A capacidade do homem para o pensamento abstracto, que parece faltar √† maioria dos outros mam√≠feros, conferiu-lhe sem d√ļvida o seu actual dom√≠nio sobre a superf√≠cie da Terra ‚Äď um dom√≠nio disputado apenas por centenas de milhares de tipos de insectos e organismos microsc√≥picos. Este pensamento abstracto √© o respons√°vel pela sua sensa√ß√£o de superioridade e pelo que, sob esta sensa√ß√£o, corresponde a uma certa medida de realidade, pelo menos dentro de estreitos limites. Mas o que √© frequentemente subestimado √© o facto de que a capacidade de desempenhar um acto n√£o √©, de forma alguma, sin√≥nima de seu exerc√≠cio salubre. √Č f√°cil observar que a maior parte do pensamento do homem √© est√ļpida, sem sentido e injuriosa para ele. Na realidade, de todos os animais, ele parece o menos preparado para tirar conclus√Ķes apropriadas nas quest√Ķes que afectam mais desesperadamente o seu bem-estar.
Tente imaginar um rato, no universo das ideias dos ratos, chegando a no√ß√Ķes t√£o ocas de plausibilidade como, por exemplo, o Swedenborgianismo, a homeopatia ou a telepatia mental. O instinto natural do homem, de facto, nunca se dirige para o que √© s√≥lido e verdadeiro; prefere tudo que √© especioso e falso. Se uma grande na√ß√£o moderna se confrontar com dois problemas antag√≥nicos ‚Äď um deles baseado em argumentos prov√°veis e racionais,

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Se tiveres reservas sobre o sistema e quiseres mudá-lo, o argumento democrático diz, fá-lo dentro do sistema: coloque-se como candidato a um cargo político, submeta-se ao escrutínio e ao voto dos seus concidadãos. A democracia não permite que se faça política fora do sistema democrático. Nesse sentido, a democracia é um sistema totalitário.

Mensagem aos Portugueses

O que quero de todos os portugueses √© o seguinte: sejam curiosos; e que a organiza√ß√£o em sociedade possa ser de tal maneira que eles possam satisfazer essa curiosidade completamente. E n√£o para ganhar dinheiro, n√£o para fazer figura, nem para ganhar cargo, mas para ser plenamente aquilo que √©. Alguma coisa que ele sinta que o est√° desenvolvendo na mensagem √ļnica que tem que dar do mundo, de maneira que a minha mensagem para qualquer aluno de qualquer escola √©: fa√ßa favor de cuidar da sua mensagem e n√£o da minha. A minha foi, √© s√≥ para dizer ¬ęcuide da sua¬Ľ, porque essa √© que tem import√Ęncia. E a mensagem ser√° vossa na medida em que for o mais diferente poss√≠vel da minha, ou de qualquer outra. Sen√£o, para qu√™ duplicados no mundo? N√£o √© preciso. Para isso √© que inventaram os carimbos. Eu n√£o sou um carimbo de ningu√©m.

A primeira tarefa a cargo da ciência da administração, se ela desejar prestar sua contribuição e não confundir e iludir, será a de definir a natureza específica de sua própria matéria.

O Futuro é dos Virtuosos e dos Capazes

√Č preciso confessar, o presente √© dos ricos, e o futuro √© dos virtuosos e dos capazes. Homero ainda vive, e viver√° sempre; os recebedores de direitos, os publicanos, n√£o existem mais: existiram algum dia? A sua p√°tria, os seus nomes, s√£o conhecidos? Houve arrecadores de impostos na Gr√©cia? Que fim levaram essas personagens que desprezavam Homero, que s√≥ pensavam, na rua, em evit√°-lo, n√£o correspondiam √† sua sauda√ß√£o, ou o saudavam pelo nome, desdenhavam associ√°-lo √† sua mesa, olhavam-no como um home que n√£o era rico e fazia um livro?
O mesmo orgulho que faz elevar-se altivamente acima dos seus inferiores, faz rastejar vilmente diante dos que est√£o acima de si. √Č pr√≥prio deste v√≠cio, que n√£o se funda sobre o m√©rito pessoal nem sobre a virtude, e sim sobre as riquezas, cargos, cr√©dito, e sobre ci√™ncias v√£s, levar-nos igualmente a desprezar os que t√™m menos essa esp√©cie de bens do que n√≥s e a apreciar demais aqueles que t√™m uma medida que excede a nossa.

H√° almas sujas, amassadas com lama e sujidade, tomadas pelo desejo de ganho e interesse, como as belas almas o s√£o pelo da gl√≥ria e da virtude: capazes de uma √ļnica vol√ļpia,

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A Interpretação das Nossas Capacidades

N√£o sabemos distinguir as faculdades dos homens; t√™m eles divis√≥rias e fronteiras subtis e dif√≠ceis de discernir. Concluir da compet√™ncia na vida privada uma qualquer compet√™ncia para os cargos p√ļblicos, √© mal concluir: h√° quem se governe bem e n√£o governe bem os outros e quem fa√ßa Ensaios sem ser capaz de realizar feitos; quem organize bem um cerco e mal uma batalha e quem fale bem em privado e n√£o o consiga fazer em p√ļblico ou diante de um princ√≠pe. E talvez mesmo o ser algu√©m capaz numa das coisas mais que o contr√°rio indicie que n√£o o √© na outra. Acho que os esp√≠ritos elevados n√£o muito menos aptos s√£o para as coisas inferiores que os inferiores para as elevadas. Seria de crer que S√≥crates tivesse dado aos atenienses motivo para se rirem √† sua custa por ele nunca haver sabido fazer a contagem dos sufr√°gios da sua tribo e particip√°-los ao Conselho? Decerto, a venera√ß√£o que tenho pelas qualidades desta personagem justifica que a sua sorte proporcione um exemplo t√£o magn√≠fico para desculpar os meus principais defeitos.
A nossa capacidade está fragmentada em pequenas parcelas. A minha não é extensa e ainda por cima é pouco variada.

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Quem é Eleito não Pode Pensar em Desistir

Ao aceitar a candidatura, fiz uma op√ß√£o, assumi um risco: aquela, a de trabalhar para as reformas, que entendo necess√°rias, atrav√©s dos meios legais ao dispor dos deputados, cuja limita√ß√£o conhecia. O risco era o de n√£o conseguir alcan√ßar o fim pretendido, o de ser invariavelmente vencido, o de nem sequer conseguir alargar os limites conhecidos. (…) Porque quem √© eleito n√£o pode pensar em desistir, n√£o tem o direito de abandonar: assumiu o compromisso de lutar durante quatro anos como representante da na√ß√£o neste √≥rg√£o de soberania, e h√° de, perante ela, procurar desempenhar-se o melhor poss√≠vel do cargo que lhe confiaram. Eis porque entendo que, embora n√£o valha a pena, continuo a trabalhar o melhor que posso e sei at√© ao fim do mandato.

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterf√ļgios que me cabem,
sem precisar mentir.
N√£o sou feia que n√£o possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora n√£o, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
‚ÄĒ dor n√£o √© amargura.
Minha tristeza n√£o tem pedigree,
j√° a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil av√ī.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.