Passagens sobre Conhecimento

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A Confiança ao Virar da Esquina

Podemos ler todos os livros que falam sobre a import√Ęncia da confian√ßa nas nossas vidas, mas nunca o seremos verdadeiramente sem experimentar na pele a sensa√ß√£o de uma experi√™ncia, ou seja, nada podemos ser sem praticar seja o que for. A experi√™ncia √© a pr√°tica, √© o trabalho de campo, √© a exposi√ß√£o, a vulnerabilidade e a consuma√ß√£o do verdadeiro conhecimento. S√≥ depois de experimentares √© que podes ousar saber alguma coisa. Percebes, portanto, a import√Ęncia de ir para a rua? De levantares esse rabo gordo e achatado do sof√°? Em casa pouco ou nada consegues experimentar, pois encontras-te no dom√≠nio da rotina. Tudo o que, eventualmente, haveria para ser posto em pr√°tica j√° o foi, portanto, nada mais h√° a ganhar nessas quatro paredes a n√£o ser peso, melancolia e p√≥. Sugiro, portanto, que nesta fase v√°s a casa dormir e que v√°s para a rua viver. E √© isto, s√≥ isto, apenas isto.

O nosso índice de confiança dispara em cada experiência que escolhemos viver e como já todos experimentámos já todos sabemos disto.

Ao Longo da Escrita deste Livro

No ano passado, em outubro, talvez a 27, sei que foi a uma ter√ßa-feira, a minha m√£e incentivou-me a dar um passeio. H√° muito que desistiu de me dissuadir dos livros, tanto l√™s que tresl√™s, mas mant√©m o h√°bito de, cuidadosa, depois de bater √† porta com pouca for√ßa, entrar no meu quarto e perguntar: n√£o te apetece dar um passeio? Na maioria das vezes, n√£o tenho disposi√ß√£o para lhe responder mas, nessa tarde, estava a meio de um cap√≠tulo altru√≠sta e decidi fazer-lhe a vontade. O volante do carro, as minhas m√£os a sentirem todas as pedras quase como se estivesse a desliz√°-las na estrada. Estacionei no campo, a pouca dist√Ęncia de um grupo de homens e mulheres, botas de borracha, que estavam a apanhar azeitona. Espalhavam uma gritaria animada que n√£o se alterou quando sa√≠ do carro e me aproximei, boa tarde. Uma vantagem do meu nome √© que dispenso alcunha. Olha o Livro, boa tarde. O sol estava a p√īr-se. Troquei gra√ßas, enquanto dois homens recolheram os pan√Ķes carregados debaixo da √ļltima oliveira e os levaram √†s costas.
N√£o esque√ßo o que vi a seguir. As mulheres dobraram os pan√Ķes vazios e dispuseram-nos na terra, em forma de corredor.

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A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.

O Demónio do Artifício

Não são muitas as pessoas dotadas para a apreensão da Natureza e para a sua utilização imediata. A maior parte gosta de descobrir entre o conhecimento e a utilização uma espécie de castelo nas nuvens, que se entretêm a aperfeiçoar, esquecendo assim ao mesmo tempo o objecto e a respectiva utilização.
Do mesmo modo, n√£o √© f√°cil compreender-se que o que acontece nos grandes dom√≠nios da Natureza √© o mesmo que sucede nos mais pequenos. Mas se a experi√™ncia o indica com prem√™ncia, os indiv√≠duos acabam por aceitar tal ideia de bom grado. H√° um parentesco entre a atrac√ß√£o de fragmentos de palha por uma vareta de √Ęmbar depois de friccionada e a mais terr√≠vel das tempestades. Em certo sentido s√£o o mesmo fen√≥meno. E h√° outros casos em que n√£o temos dificuldade em aceitar essa micromegalogia. Mas rapidamente somos abandonados pelo puro esp√≠rito da Natureza e apodera-se de n√≥s o dem√≥nio do artif√≠cio, que sabe sempre insinuar-se em todos os campos.

O conhecimento √© parcial, porque nosso intelecto √© um instrumento, √© apenas parte de n√≥s, ele pode nos dar informa√ß√Ķes sobre as coisas que podem ser divididas e analisadas, e cujas propriedades podem classificadas parte por parte.

O conhecimento cresce exponencialmente. Quanto mais soubermos, maior a nossa capacidade de aprender, e mais r√°pido expandimos a nossa base de conhecimento.

Pode haver um conhecimento do que é diabólico, mas nenhuma fé nele, pois, mais diabólico do que está aí presente, não existe.

Os pilares da educação são: transmitir conhecimentos, transmitir maneiras de fazer, transmitir valores. Através destes transmite-se a fé. O educador deve estar à altura das pessoas que educa, deve interrogar-se sobre como anunciar Jesus Cristo a uma geração que muda.

Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. O primeiro dom é, portanto, a sabedoria. Mas não se trata simplesmente da sabedoria humana, que é fruto do conhecimento e da experiência. A sabedoria divina é a graça de poder ver todas as coisas com os olhos de Deus.

Quando se fala de ciência, o pensamento vai imediatamente para a capacidade do homem de conhecer sempre melhor a realidade que o circunda e de descobrir as leis da natureza e do Universo. A ciência que vem do Espírito, porém, não se limita ao conhecimento humano; é um dom especial, que nos leva a discernir, através da Criação, a grandeza e o amor de Deus e a sua relação profunda com todas as criaturas.

Espíritos Dirigentes e seus Instrumentos

Vemos grandes estadistas e, em geral, todos aqueles, que devem servir-se de muitas pessoas para a execu√ß√£o dos seus planos, comportarem-se ora de uma maneira, ora de outra: ou seleccionam muito apurada e cuidadosamente as pessoas que conv√™m aos seus projectos e lhes deixam, depois, uma liberdade relativamente grande, porque sabem que a natureza desses indiv√≠duos escolhidos os impele precisamente para onde eles pr√≥prios querem que eles v√£o; ou, ent√£o, escolhem mal, pegam mesmo no que t√™m √† m√£o, mas formam a partir desse barro algo que serve para os seus fins. Este √ļltimo g√©nero √© o mais violento, tamb√©m o que procura instrumentos mais submissos; o seu conhecimento dos homens √©, habitualmente, muito mais escasso, o seu desprezo pelos homens √© maior do que no caso dos esp√≠ritos mencionados em primeiro lugar, mas a m√°quina, que eles constroem, trabalha melhor, de maneira geral, que a m√°quina sa√≠da da oficina daqueles.

O Saber Ajuda em Todas as Actividades

O mero fil√≥sofo √© geralmente uma personalidade pouco admis¬≠s√≠vel no mundo, pois sup√Ķe-se que ele em nada contribui para o be¬≠nef√≠cio ou para o prazer da sociedade, porquanto vive distante de toda comunica√ß√£o com os homens e envolto em princ√≠pios e no√ß√Ķes igualmente distantes de sua compreens√£o. Por outro lado, o mero ig¬≠norante √© ainda mais desprezado, pois n√£o h√° sinal mais seguro de um esp√≠rito grosseiro, numa √©poca e uma na√ß√£o em que as ci√™ncias florescem, do que permanecer inteiramente destitu√≠do de toda esp√©cie de gosto por estes nobres entretenimentos. Sup√Ķe-se que o car√°cter mais perfeito se encontra entre estes dois extremos: conserva igual capacidade e gosto para os livros, para a sociedade e para os neg√≥cios; mant√©m na conversa√ß√£o discernimento e delicadeza que nascem da cultura liter√°ria; nos neg√≥cios, a probidade e a exatid√£o que resultam naturalmente de uma filosofia conveniente. Para difundir e cultivar um car√°cter t√£o aperfei√ßoado, nada pode ser mais √ļtil do que as com¬≠posi√ß√Ķes de estilo e modalidade f√°ceis, que n√£o se afastam em demasia da vida, que n√£o requerem, para ser compreendidas, profunda apli¬≠ca√ß√£o ou retraimento e que devolvem o estudante para o meio de homens plenos de nobres sentimentos e de s√°bios preceitos,

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A História da Humanidade em Três Palavras

Felipe lembrou-se da hist√≥ria do Rei do Oriente que, desejando conhecer a hist√≥ria da humanidade, recebeu de um s√°bio quinhentos volumes; ocupado com neg√≥cios de Estado, pediu-lhe que a condensasse. Ao cabo de vinte anos, o s√°bio voltou e a sua hist√≥ria ocupava agora apenas cinquenta volumes; mas o rei, j√° velho demais para ler tantos livros volumosos, pediu-lhe que a fosse abreviar mais uma vez. Passaram-se de novo vinte anos, e o s√°bio, velho e encanecido, trouxe um √ļnico volume com os conhecimentos que o rei procurara; este, por√©m, estava deitado no seu leito de morte, nem tinha mais tempo de ler sequer aquilo. A√≠ o s√°bio deu-lhe a hist√≥ria da humanidade numa √ļnica linha: “Nasceram, sofreram, morreram”.

As Regras do Método

(…) em vez desse grande n√ļmero de preceitos que constituem a l√≥gica, julguei que me bastariam os quatro seguintes, contanto que tomasse a firme e constante resolu√ß√£o de n√£o deixar uma s√≥ vez de os observar.
O primeiro consistia em nunca aceitar como verdadeira qualquer coisa sem a conhecer evidentemente como tal; isto √©, evitar cuidadosamente a precipita√ß√£o e a preven√ß√£o; n√£o incluir nos meus ju√≠zos nada que se n√£o apresentasse t√£o clara e t√£o distintamente ao meu esp√≠rito, que n√£o tivesse nenhuma ocasi√£o para o p√īr em d√ļvida.
O segundo, dividir cada uma das dificuldades que tivesse de abordar no maior n√ļmero poss√≠vel de parcelas que fossem necess√°rias para melhor as resolver.
O terceiro, conduzir por ordem os meus pensamentos, começando pelos objectos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, gradualmente, até ao conhecimento dos mais compostos; e admitindo mesmo certa ordem entre aqueles que não se precedem naturalmente uns aos outros.
E o √ļltimo, fazer sempre enumera√ß√Ķes t√£o complexas e revis√Ķes t√£o gerais, que tivesse a certeza de nada omitir.

A Morte N√£o √Č Nada Para N√≥s

Habitua-te a pensar que a morte n√£o √© nada para n√≥s, pois que o bem e o mal s√≥ existem na sensa√ß√£o. Donde se segue que um conhecimento exacto do facto de a morte n√£o ser nada para n√≥s permite-nos usufruir esta vida mortal, evitando que lhe atribuamos uma id√©ia de dura√ß√£o eterna e poupando-nos o pesar da imortalidade. Pois nada h√° de tem√≠vel na vida para quem compreendeu nada haver de tem√≠vel no facto de n√£o viver. √Č pois, tolo quem afirma temer a morte, n√£o porque sua vinda seja tem√≠vel, mas porque √© tem√≠vel esper√°-la.
Tolice afligir-se com a espera da morte, pois trata-se de algo que, uma vez vindo, não causa mal. Assim, o mais espantoso de todos os males, a morte, não é nada para nós, pois enquanto vivemos, ela não existe, e quando chega, não existimos mais.
Não há morte, então, nem para os vivos nem para os mortos, porquanto para uns não existe, e os outros não existem mais. Mas o vulgo, ou a teme como o pior dos males, ou a deseja como termo para os males da vida. O sábio não teme a morte, a vida não lhe é nenhum fardo,

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