Passagens sobre Contratos

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Frases sobre contratos, poemas sobre contratos e outras passagens sobre contratos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Liberdade, Estado, Igualdade e Fraternidade, s√£o as bases da Sociedade

Politicamente falando, não há mais do que um princípio Рa soberania do homem sobre si mesmo. Essa soberania de mim e sobre mim chama-se Liberdade. Onde duas ou mais destas soberanias se associam principia o Estado. Nesta asssociação, porém, não se dá abdicação de qualidade nenhuma. Cada soberania concede certa quantidade de si mesma para formar o direito comum, quantidade que não é maior para uns do que para os outros. Esta identidade de concessão que cada um faz a todos chama-se Igualdade. O direito comum não é mais do que a protecção de todos dividida pelo direito de cada um. Esta protecção de todos sobre cada um chama-se Fraternidade. O ponto de intersecção de todas estas soberanias que se agregam chama-se Sociedade.
Ora, sendo essa intersec√ß√£o uma jun√ß√£o, por consequ√™ncia esse ponto √© um n√≥. Daqui vem o que n√≥s chamamos la√ßo social. Dizem alguns ¬ęcontrato social¬Ľ, o que vem a ser o mesmo, visto que a palavra contrato √© etimologicamanete formada com a ideia de la√ßo. Vejamos agora o que √© a igualdade, pois se a liberdade √© o cume, a igualdade √© a base. A igualdade, cidad√£os, n√£o √© o nivelamento de toda a vegeta√ß√£o;

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Hoje em dia as pessoas fazem contratos pr√©-nupciais, discutem tudo de antem√£o, fazem planos e √† m√≠nima merdinha entram ‚Äúem di√°logo‚ÄĚ. O amor passou a ser pass√≠vel de ser combinado. Os amantes tornaram-se s√≥cios. Re√ļnem-se, discutem problemas, tomam decis√Ķes. O amor transformou-se numa variante psico-s√≥cio-bio-ecol√≥gica da camaradagem. A paix√£o, que deveria ser desmedida, √© na medida do poss√≠vel. O amor tornou-se uma quest√£o pr√°tica. O resultado √© que as pessoas em vez de se apaixonarem de verdade, ficam praticamente apaixonadas.

O Futuro é dos Virtuosos e dos Capazes

√Č preciso confessar, o presente √© dos ricos, e o futuro √© dos virtuosos e dos capazes. Homero ainda vive, e viver√° sempre; os recebedores de direitos, os publicanos, n√£o existem mais: existiram algum dia? A sua p√°tria, os seus nomes, s√£o conhecidos? Houve arrecadores de impostos na Gr√©cia? Que fim levaram essas personagens que desprezavam Homero, que s√≥ pensavam, na rua, em evit√°-lo, n√£o correspondiam √† sua sauda√ß√£o, ou o saudavam pelo nome, desdenhavam associ√°-lo √† sua mesa, olhavam-no como um home que n√£o era rico e fazia um livro?
O mesmo orgulho que faz elevar-se altivamente acima dos seus inferiores, faz rastejar vilmente diante dos que est√£o acima de si. √Č pr√≥prio deste v√≠cio, que n√£o se funda sobre o m√©rito pessoal nem sobre a virtude, e sim sobre as riquezas, cargos, cr√©dito, e sobre ci√™ncias v√£s, levar-nos igualmente a desprezar os que t√™m menos essa esp√©cie de bens do que n√≥s e a apreciar demais aqueles que t√™m uma medida que excede a nossa.

H√° almas sujas, amassadas com lama e sujidade, tomadas pelo desejo de ganho e interesse, como as belas almas o s√£o pelo da gl√≥ria e da virtude: capazes de uma √ļnica vol√ļpia,

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Eu quero ser cremado. Um décimo das minhas cinzas devem ser dadas ao meu agente, assim como está escrito em nosso contrato.

Num mundo cada vez mais frio e calculista, de contratos e negocia√ß√Ķes, de propostas e contrapartidas, arriscamo-nos a perder o que nos resta da nossa natureza e da nossa humanidade. Dar sem esperar nada em troca e receber sem sentir a obriga√ß√£o de retribuir √© a nossa √ļnica salva√ß√£o. E √© t√£o f√°cil que at√© chateia.

O Que Une os Homens?

Os homens t√™m tanta dificuldade para se aproximar quando tratam de neg√≥cios, s√£o t√£o espinhosos quanto aos menores interesses, t√£o eri√ßados de dificuldades, querem tanto enganar e t√£o pouco ser enganados, d√£o tanto valor ao que lhes pertence e t√£o pouco valor ao que pertence aos outros, que confesso que n√£o sei por onde e como conseguem concluir casamentos, contratos, aquisi√ß√Ķes, a paz, a tr√©gua, os tratados, as alian√ßas.

Const√Ęncia Feminina

Agora j√° me amaste por um dia inteiro.
Amanh√£, quando partires, o que dir√°s?
Ir√°s antedatar algum voto mais recente?
Ou dizer que, agora,
J√° n√£o somos exactamente os mesmos de antes?
Ou que as juras, feitas por medo reverencial
Ao Amor e à sua ira, se podem renegar?
Ou, como veras mortes desligam veros casamentos,
A imagem destes, os contratos dos amantes
Unem só até que o sono, imagem da morte, os separe?
Para justificar teus próprios fins,
Tendo proposto mudança e falsidade, não terás tu
Outro meio sen√£o a falsidade para seres sincera?
Lun√°tica v√£, contra tais evasivas eu poderia
Argumentar e ganhar, se quisesse,
O que me abstenho de fazer
Porque, amanh√£, poderei vir a pensar como tu.

Tradução de Helena Barbas

Os homens‚Ķ s√£o facilmente induzidos a acreditar em um modo maravilhoso em que todos podem ser amigos uns dos outros, especialmente quando algu√©m √© ouvido denunciando os males agora existentes nos estados, fatos sobre contratos, condena√ß√Ķes por perj√ļrio, lisonjas de homens ricos e similares, que dizem surgir fora da posse da propriedade privada. Estes males, no entanto, s√£o devidos a uma causa muito diferente ‚Äď a maldade da natureza humana.

Todos os Homens S√£o Propriet√°rios

Todos os homens s√£o propriet√°rios, mas na realidade nenhum possui. N√£o s√£o propriet√°rios apenas porque at√© o √ļltimo dos pedintes tem sempre alguma coisa al√©m do que traz em cima, mas porque cada um de n√≥s √©, a seu modo, um capitalista.
Al√©m dos propriet√°rios de terras, de mercadorias, de m√°quinas e de dinheiro, existem, ainda mais numerosos, os propriet√°rios de capitais pessoais, que se podem alugar, vender ou fazer frutificar como os outros. S√£o os propriet√°rios e locadores de for√ßa f√≠sica – camponeses, oper√°rios, soldados – e propriet√°rios e prestadores de for√ßas intelectuais – m√©dicos, engenheiros, professores, escritores, burocratas, artistas, cientistas. Quem aluga os seus m√ļsculos, o seu saber ou o seu engenho obt√©m um rendimento, que pressup√Ķe um patrim√≥nio.
Um demagogo ou um dirigente de partido pode viver pobremente, mas se milh√Ķes de homens est√£o dispostos a obedecer a uma palavra sua, √©, na realidade, um capitalista, que, em vez de possuir milh√Ķes de liras, possui milh√Ķes de vontades. O talento visual de um pintor, a eloqu√™ncia de um advogado, o esp√≠rito inventivo de um mec√Ęnico s√£o verdadeiros capitais e medem-se pelo pre√ßo que deve pagar, para obter os seus produtos, quem n√£o os possui e carece deles.

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J√° v√™s que o casamento √© um contrato politico, civil, econ√≥mico, e higi√©nico at√© certo ponto. Enquanto gostei da minha mulher, gostei; depois que a vi muitas vezes sempre com a mesma cara, com a mesma cintura, e com a mesma m√£o e p√©, que me fizeram endoidecer de enthusiasmo, desejei que ela tivesse uma grande m√£o, um p√© ingl√™s, uma cara saloia, e uma cintura mais larga que as esp√°duas. Como a est√°tua n√£o se transfigurava, detestei-a… n√£o digo bem… n√£o a detestei como um belo traste dos meus aposentos, mas sim como excresc√™ncia matrimonial √† minha vida. (…) A mulher com quem se casa √© de todas as mulheres aquela com quem menos se casa.

À força de fazermos novos contratos e de vermos o dinheiro crescer nos nossos cofres, acabamos por nos julgarmos inteligentes e quase capazes de governar.

Ser Nobel não é a mesma coisa que ser Miss Universo Рa Miss Universo assina um contrato e tem de fazer uma quantidade de coisas. Com o Nobel, não há contrato. Dão-to ou não te dão.

Quando nascemos, assinámos logo um contrato com a morte. Porque é que depois fazemos todo o possível por não cumpri-lo?

Em latim, adultério que dizer alteração, adulteração, colocar uma coisa em lugar de outra, crime de falsidade, uso de chaves falsas, contrato falso. Daí o nome adultério dado a quem profana o leito conjugal, como chave falsa introduzida em fechadura alheia.

A amizade é um contrato segundo o qual nos comprometemos a prestar pequenos favores para que no-los retribuam com grandes.