Cita√ß√Ķes sobre Contratos

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Eu quero ser cremado. Um décimo das minhas cinzas devem ser dadas ao meu agente, assim como está escrito em nosso contrato.

Num mundo cada vez mais frio e calculista, de contratos e negocia√ß√Ķes, de propostas e contrapartidas, arriscamo-nos a perder o que nos resta da nossa natureza e da nossa humanidade. Dar sem esperar nada em troca e receber sem sentir a obriga√ß√£o de retribuir √© a nossa √ļnica salva√ß√£o. E √© t√£o f√°cil que at√© chateia.

O Que Une os Homens?

Os homens t√™m tanta dificuldade para se aproximar quando tratam de neg√≥cios, s√£o t√£o espinhosos quanto aos menores interesses, t√£o eri√ßados de dificuldades, querem tanto enganar e t√£o pouco ser enganados, d√£o tanto valor ao que lhes pertence e t√£o pouco valor ao que pertence aos outros, que confesso que n√£o sei por onde e como conseguem concluir casamentos, contratos, aquisi√ß√Ķes, a paz, a tr√©gua, os tratados, as alian√ßas.

Const√Ęncia Feminina

Agora j√° me amaste por um dia inteiro.
Amanh√£, quando partires, o que dir√°s?
Ir√°s antedatar algum voto mais recente?
Ou dizer que, agora,
J√° n√£o somos exactamente os mesmos de antes?
Ou que as juras, feitas por medo reverencial
Ao Amor e à sua ira, se podem renegar?
Ou, como veras mortes desligam veros casamentos,
A imagem destes, os contratos dos amantes
Unem só até que o sono, imagem da morte, os separe?
Para justificar teus próprios fins,
Tendo proposto mudança e falsidade, não terás tu
Outro meio sen√£o a falsidade para seres sincera?
Lun√°tica v√£, contra tais evasivas eu poderia
Argumentar e ganhar, se quisesse,
O que me abstenho de fazer
Porque, amanh√£, poderei vir a pensar como tu.

Tradução de Helena Barbas

O Futuro é dos Virtuosos e dos Capazes

√Č preciso confessar, o presente √© dos ricos, e o futuro √© dos virtuosos e dos capazes. Homero ainda vive, e viver√° sempre; os recebedores de direitos, os publicanos, n√£o existem mais: existiram algum dia? A sua p√°tria, os seus nomes, s√£o conhecidos? Houve arrecadores de impostos na Gr√©cia? Que fim levaram essas personagens que desprezavam Homero, que s√≥ pensavam, na rua, em evit√°-lo, n√£o correspondiam √† sua sauda√ß√£o, ou o saudavam pelo nome, desdenhavam associ√°-lo √† sua mesa, olhavam-no como um home que n√£o era rico e fazia um livro?
O mesmo orgulho que faz elevar-se altivamente acima dos seus inferiores, faz rastejar vilmente diante dos que est√£o acima de si. √Č pr√≥prio deste v√≠cio, que n√£o se funda sobre o m√©rito pessoal nem sobre a virtude, e sim sobre as riquezas, cargos, cr√©dito, e sobre ci√™ncias v√£s, levar-nos igualmente a desprezar os que t√™m menos essa esp√©cie de bens do que n√≥s e a apreciar demais aqueles que t√™m uma medida que excede a nossa.

H√° almas sujas, amassadas com lama e sujidade, tomadas pelo desejo de ganho e interesse, como as belas almas o s√£o pelo da gl√≥ria e da virtude: capazes de uma √ļnica vol√ļpia,

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Os homens‚Ķ s√£o facilmente induzidos a acreditar em um modo maravilhoso em que todos podem ser amigos uns dos outros, especialmente quando algu√©m √© ouvido denunciando os males agora existentes nos estados, fatos sobre contratos, condena√ß√Ķes por perj√ļrio, lisonjas de homens ricos e similares, que dizem surgir fora da posse da propriedade privada. Estes males, no entanto, s√£o devidos a uma causa muito diferente ‚Äď a maldade da natureza humana.

Todos os Homens S√£o Propriet√°rios

Todos os homens s√£o propriet√°rios, mas na realidade nenhum possui. N√£o s√£o propriet√°rios apenas porque at√© o √ļltimo dos pedintes tem sempre alguma coisa al√©m do que traz em cima, mas porque cada um de n√≥s √©, a seu modo, um capitalista.
Al√©m dos propriet√°rios de terras, de mercadorias, de m√°quinas e de dinheiro, existem, ainda mais numerosos, os propriet√°rios de capitais pessoais, que se podem alugar, vender ou fazer frutificar como os outros. S√£o os propriet√°rios e locadores de for√ßa f√≠sica – camponeses, oper√°rios, soldados – e propriet√°rios e prestadores de for√ßas intelectuais – m√©dicos, engenheiros, professores, escritores, burocratas, artistas, cientistas. Quem aluga os seus m√ļsculos, o seu saber ou o seu engenho obt√©m um rendimento, que pressup√Ķe um patrim√≥nio.
Um demagogo ou um dirigente de partido pode viver pobremente, mas se milh√Ķes de homens est√£o dispostos a obedecer a uma palavra sua, √©, na realidade, um capitalista, que, em vez de possuir milh√Ķes de liras, possui milh√Ķes de vontades. O talento visual de um pintor, a eloqu√™ncia de um advogado, o esp√≠rito inventivo de um mec√Ęnico s√£o verdadeiros capitais e medem-se pelo pre√ßo que deve pagar, para obter os seus produtos, quem n√£o os possui e carece deles.

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J√° v√™s que o casamento √© um contrato politico, civil, econ√≥mico, e higi√©nico at√© certo ponto. Enquanto gostei da minha mulher, gostei; depois que a vi muitas vezes sempre com a mesma cara, com a mesma cintura, e com a mesma m√£o e p√©, que me fizeram endoidecer de enthusiasmo, desejei que ela tivesse uma grande m√£o, um p√© ingl√™s, uma cara saloia, e uma cintura mais larga que as esp√°duas. Como a est√°tua n√£o se transfigurava, detestei-a… n√£o digo bem… n√£o a detestei como um belo traste dos meus aposentos, mas sim como excresc√™ncia matrimonial √† minha vida. (…) A mulher com quem se casa √© de todas as mulheres aquela com quem menos se casa.

À força de fazermos novos contratos e de vermos o dinheiro crescer nos nossos cofres, acabamos por nos julgarmos inteligentes e quase capazes de governar.

Ser Nobel não é a mesma coisa que ser Miss Universo Рa Miss Universo assina um contrato e tem de fazer uma quantidade de coisas. Com o Nobel, não há contrato. Dão-to ou não te dão.

Quando nascemos, assinámos logo um contrato com a morte. Porque é que depois fazemos todo o possível por não cumpri-lo?

Em latim, adultério que dizer alteração, adulteração, colocar uma coisa em lugar de outra, crime de falsidade, uso de chaves falsas, contrato falso. Daí o nome adultério dado a quem profana o leito conjugal, como chave falsa introduzida em fechadura alheia.

A amizade é um contrato segundo o qual nos comprometemos a prestar pequenos favores para que no-los retribuam com grandes.

Meteu-me Amor em seu Trato

Meteu-me Amor em seu trato,
P√īs-me os seus gostos na pra√ßa,
Quanto quis me deu de graça.
Mas é caro o seu barato.

Amor, que quis que tivesse
Os males por seu querer,
Deu menos bem, que escolhesse,
Para que quando os perdesse
Tivesse mais que perder.
Depois que em minha esperança
Me viu contra o tempo ingrato
Viver livre da mudança
Por tão grande confiança
Meteu-me Amor em seu trato.

Vi eu logo que convinha
Dar melhor conta do seu
Do que dei da vida minha:
Deixei perder quanto tinha
Por guardar o que me deu.
O desejo e o temor,
A fé, a vontade, a graça,
Tudo pus na m√£o de Amor.
Ele que é mais mercador
P√īs-me seus gostos na pra√ßa.

Entendeu que n√£o sabia
A valia do interesse
Que eu dele ent√£o pretendia:
Perguntou-me o que queria
Antes que nada me desse.
Eu, que n√£o soube o que fiz,
Quis um desprezo e negaça,
Quis uns desdéns senhoris,
E por ser graça o que quis.

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A alegria tem uma vergonha que é só dela e é malcriado proclamá-la. Ou, pelo menos, cria a impressão de dar azar. Parece existir, no contrato existencial, uma obrigação para com a tristeza que não destoe do mau estado do mundo e do sofrimento humana.

Amar é Raro

Amar √© dar, derramar-me num vaso que nada ret√©m e sou um fio de cana por onde circulam ventos e mar√©s. Amar √© aspirar as for√ßas generosas que me rodeiam, o sol e os lumes, as fontes ub√©rrimas que v√™m do fundo e do alto, √°gua e ar, e derram√°-las no corpo irm√£o, no cadinho que tudo guarda e transforma para que nada se perca e haja um equil√≠brio perfeito entre o mesmo e o outro que tu iluminas. Dar tudo ao outro, dar-lhe tanta verdade quanta ele possa suportar, e mais e mais; obrigar o outro a elevar-se a um grau superior de emin√™ncia, fulgura√ß√£o, mas n√£o tanto que o fira ou destrua em overdose que o leve a romper o contrato ‚ÄĒ o dif√≠cil equil√≠brio dos amantes! Amar √© raro porque poucos somos capazes de respirar as vastas plan√≠cies com a metade do seu pulm√£o; e amar √© raro porque poucos aceitam a presen√ßa do seu g√©meo, a boca insaci√°vel de um irm√£o que todos os dias o vento esculpe e destr√≥i.