Passagens sobre Cristo

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‚ÄėDeixa que os mortos sepultem os seus mortos‚Äô ‚Äď Poucos s√£o os que compreendem o verdadeiro sentido destas palavras de Cristo. Ele n√£o aconselhou a vivificar os mortos; quis dizer o seguinte: ‚ÄėDeixa a sombra (o corpo carnal) sepultar-se a si mesma; a morte √© pr√≥pria da sombra. N√£o v√™s que atua Imagem Verdadeira (Eu verdadeiro) vive eternamente?‚Äô. Bem-aventurados s√£o os que conscientizam o seu Eu eternamente vivo, n√£o se apegando nem √† vida nem √† morte do corpo carnal.

Prece A Anchieta

Santo: erguesses a cruz na selva escura;
Herói: plantasses nossa velha aldeia;
Mestre: ensinasses a doutrina pura;
Poeta: escrevesses versos sobre a areia!

Golpeia a cruz a foice inculta e dura;
Invade a vila multid√£o alheia;
Morre a voz santa entre a dist√Ęncia e a altura;
Apaga o poema a onda espumejante e cheia…

Santo, her√≥i, mestre e poeta: ‚ÄĒ Pela gl√≥ria
que destes a esta Terra e a sua História,
Pela dor que sofremos sempre nós.

Pelo bem que quisesses a este povo,
O novo Cristo deste Mundo Novo,
Padre José de Anchieta, orai por nós!

Quando Eu n√£o te Tinha

Quando eu n√£o te tinha
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo.
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e pr√≥xima …
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor ‚ÄĒ
Tu n√£o me tiraste a Natureza …
Tu mudaste a Natureza …
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as cousas.
N√£o me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.

As cartas de São Paulo são uma fraude nos ensinamentos de Cristo. São comentários pessoais à parte da experiência pessoal de Cristo.

O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.

Hei, Jesus Cristo, o melhor que você faz é deixar o pai de lado e fugir pra morrer em paz.

Alguém

Para alguém sou o lírio entre os abrolhos,
E tenho as formas ideais de Cristo;
Para alguém sou a vida e a luz dos olhos,
E, se na Terra existe, é porque existo.

Esse alguém, que prefere ao namorado
Cantar das aves minha rude voz,
Não és tu, anjo meu idolatrado!
Nem, meus amigos, é nenhum de vós!

Quando, alta noite, me reclino e deito,
Melancólico, triste e fatigado,
Esse alguém abre as asas no meu leito,
E o meu sono desliza perfumado.

Chovam bênçãos de Deus sobre a que chora
Por mim além dos mares! esse alguém
√Č de meus olhos a esplendente aurora;
√Čs tu, doce velhinha, √≥ minha m√£e!

Onde Nasceu a Ciência e o Juízo?

MOTE

‚ÄĒ Onde nasceu a ci√™ncia?…
‚ÄĒ Onde nasceu o ju√≠zo?…
Calculo que ninguém tem
Tudo quanto lhe é preciso!

GLOSAS

Onde nasceu o autor
Com for√ßas p’ra trabalhar
E fazer a terra dar
As plantas de toda a cor?
Onde nasceu tal valor?…
Seria uma força imensa
E h√° muita gente que pensa
Que o poder nos vem de Cristo;
Mas antes de tudo isto,
Onde nasceu a ci√™ncia?…

De onde nasceu o saber?…
Do homem, naturalmente.
Mas quem gerou tal vivente
Sem no mundo nada haver?
Gostava de conhecer
Quem é que formou o piso
Que a todos nós é preciso
At√© o mundo ter fim…
N√£o h√° quem me diga a mim
Onde nasceu o ju√≠zo?…

Sei que h√° homens educados
Que tiveram muito estudo.
Mas esses n√£o sabem tudo,
Também vivem enganados;
Depois dos dias contados
Morrem quando a morte vem.
Há muito quem se entretém
A ler um bom dicion√°rio…
Mas tudo o que é necessário
Calculo que ninguém tem.

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Ode Marcial

In√ļmero rio sem √°gua ‚ÄĒ s√≥ gente e coisa,
Pavorosamente sem √°gua!

Soam tambores longínquos no meu ouvido
E eu não sei se vejo o rio se ouço os tambores,
Como se n√£o pudesse ouvir e ver ao mesmo tempo
Helahoho! Helahoho!

A m√°quina de costura da pobre vi√ļva morta √† baioneta…
Ela cosia √† tarde indeterminadamente…
A mesa onde jogavam os velhos,

Tudo misturado, tudo misturtado com os corpos, com sangues,
Tudo um só rio, uma só onda, um só arrastado horror

Helahoho! Helahoho!

Desenterrei o comboio de lata da criança calcado no meio da estrada,
E chorei como todas as m√£es do mundo sobre o horror da vida.
Os meus p√©s pante√≠stas trope√ßaram na m√°quina de costura da vi√ļva que mataram √† baioneta
E esse pobre instrumento de paz meteu uma lança no meu coração

Sim, fui eu o culpado de tudo, fui eu o soldado todos eles
Que matou, violou, queimou e quebrou,
Fui eu e a minha vergonha e o meu remorso com uma sombra disforme
Passeiam por todo o mundo como Ashavero,

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Cristo De Bronze

√ď Cristos de ouro, de marfim, de prata,
Cristos ideais, serenos, luminosos,
Ensang√ľentados Cristos dolorosos
Cuja cabeça a Dor e a Luz retrata.

√ď Cristos de altivez intemerata,
√ď Cristos de metais estrepitosos
Que gritam como os tigres venenosos
Do desejo carnal que enerva e mata.

Cristos de pedra, de madeira e barro…
√ď Cristo humano, est√©tico, bizarro,
Amortalhado nas fatais injurias…

Na rija cruz aspérrima pregado
Canta o Cristo de bronze do Pecado,
Ri o Cristo de bronze das lux√ļrias!…

Soneto 278 A Salvador Dali

Pra mim, Picasso perto dele é pinto.
Qual cubo nem Guernica! O catal√£o
p√īs fogo na girafa, e d√° li√ß√£o
de como você pinta como eu pinto.

Relógios derreteu, deu ao recinto
bagunça formidável de ilusão.
Bigodes retorceu, e a posição
do Cristo subverteu: estilo extinto.

Talvez fez na pintura o que Gaudí
ergueu, fenomenal, na arquitetura:
delírio, porém nítido. Não vi

no século atual maior textura
que o fruto da estranheza de Dali,
o gênio do ocular na cor. Loucura!

Apto e Inapto, Verdade e Mentira

A dura√ß√£o, seja os s√©culos para as civiliza√ß√Ķes, seja os anos e as dezenas de anos para o indiv√≠duo, tem uma fun√ß√£o darwiniana de elimina√ß√£o do inapto. O que est√° apto para tudo √© eterno. √Č apenas nisto que reside o valor daquilo a que chamamos a experi√™ncia. Mas a mentira √© uma armadura com a qual o homem, muitas vezes, permite ao inapto que existe em si sobreviver aos acontecimentos que, sem essa armadura, o aniquilariam (bem como ao orgulho para sobreviver √†s humilha√ß√Ķes), e esta armadura √© como que segregada pelo inapto para prevenir uma situa√ß√£o de perigo (o orgulho, perante a humilha√ß√£o, adensa a ilus√£o interior). Subsiste na alma uma esp√©cie de fagocitose; tudo o que √© amea√ßado pelo tempo, para n√£o morrer, segrega a mentira e, proporcionalmente, o perigo de morte. √Č por isso que n√£o existe amor pela verdade sem uma admiss√£o ilimitada da morte. A cruz de Cristo √© a √ļnica porta do conhecimento.

A Realidade é um Bocado de Sol Simples

√Č preciso criar abismos, para a humanidade que os n√£o sabe saltar se engolfar neles para sempre.
Criar todos os prazeres, os mais artificiais poss√≠vel, os mais est√ļpidos poss√≠vel, para que a chama atraia e queime.
O problema da sobrepovoa√ß√£o, o problema da sobreprodu√ß√£o eliminam-se criando-se focos de elimina√ß√£o humana (por meio de todos os v√≠cios), criando focos de in√©rcia humana (por meio de todas as sedu√ß√Ķes). Fazer suicidas, eis a grande solu√ß√£o sociol√≥gica.
√Č facil ouvir de qualquer megera limpa que ¬ęn√£o cr√™ na Lei de Cristo¬Ľ, √© anim√°-la em seguir a n√£o-lei de Cristo. Em tr√™s anos est√° gasta e finda, e ent√£o descobre que o pior de n√£o seguir a lei de Cristo √© que os outros a n√£o seguem tamb√©m. E o caixote do lixo recebe-a como √†s teorias dos mestres a quem ela ensinou.
√Č nosso dever de soci√≥logos untar o ch√£o, ainda que seja com l√°grimas, para que escorreguem nele os que dan√ßam.
E comunistas, batonnières dos beiços, humanitários, cultos do internacionalismo Рtudo isso colabora ardentemente na eliminação deles mesmos que se precisa. Depois, dos recantos das províncias, onde tomam chá com a família, ou lavram as terras sem teorias nem desejos,

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S√£o tantos os que n√£o se esquecem do anivers√°rio de Cristo! S√£o t√£o poucos, os que n√£o se esquecem dos seus preceitos. √Č mais f√°cil manter as f√©rias do que os seus princ√≠pios.

Ante Deus

Quando te vi eu fui o teu voar
E desci Deus pra me encontrar em mim.
Voei-me sobre pontes de marfim
E uma das pontes, Deus, em meu olhar!

Aureolei-me de oiro em sombra fria
E meus voos caíram destruídos.
Foram dedos de Deus os meus sentidos.
Meu Corpo andou ao colo de Maria.

Agora durmo Cristo em véus pagãos.
S√£o tapetes de Deus as minhas m√£os.
Regresso √ānsia pra alcan√ßar os c√©us.

Ergo-me mais. Sou o perfil da Dor.
Sobre os ombros de Deus olho em redor
E Deus não sabe qual de nós é Deus!

Os pilares da educação são: transmitir conhecimentos, transmitir maneiras de fazer, transmitir valores. Através destes transmite-se a fé. O educador deve estar à altura das pessoas que educa, deve interrogar-se sobre como anunciar Jesus Cristo a uma geração que muda.

A Igreja sempre viveu a passagem dram√°tica da morte √† luz da ressurrei√ß√£o de Jesus Cristo, que abriu o caminho para a certeza da vida futura. Temos um grande desafio em aceit√°-la, sobretudo na cultura contempor√Ęnea, que muitas vezes tende a banalizar a morte at√© a fazer tornar-se uma simples fic√ß√£o ou a escond√™-la.

O crente aprende a ver-se a si mesmo a partir da fé que professa. A figura de Cristo é o espelho em que descobre realizada a sua própria imagem. E dado que Cristo abraça em Si mesmo todos os crentes que formam o Seu corpo, o cristão compreende-se a si mesmo neste corpo, em relação primordial com Cristo e os irmãos de fé.