Cita√ß√Ķes sobre Especialistas

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Frases sobre especialistas, poemas sobre especialistas e outras cita√ß√Ķes sobre especialistas para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Civilização de Especialistas

A verdade √© que hoje vivemos numa civiliza√ß√£o de especialistas e que √© v√£o todo o empenho de que seja de outro modo. Sob pena de n√£o ser eficiente, o homem das artes, das ci√™ncias e das t√©cnicas tem de se especializar, para que domine aqueles segredos de bibliografia ou de pr√°tica, e para que obtenha os jeitos e a forte concentra√ß√£o de pensamento que se tornam necess√°rios para que se possa n√£o s√≥ manejar o que se herdou mas acrescentar patrim√≥nio para as gera√ß√Ķes futuras. E, se √© certo que por um lado o especialismo favorece aquela pregui√ßa de ser homem que tanto encontramos no mundo, permite ele, por outro lado, aproveitar em tarefas √ļteis indiv√≠duos que pouco brilhantes seriam no tratamento de conjuntos. O pre√ßo, por√©m, se tem naturalmente de pagar; paga-o o colectivo quando se queixa, e muito justamente, da falta de bons l√≠deres, de homens com uma larga vis√£o de conjunto, que saibam do trabalho de cada um o suficiente para o poderem dirigir e se tenham eles tornado especialistas na dif√≠cil arte de n√£o ter especialidade pr√≥pria sen√£o essa mesma do plano, da previs√£o e do animar na batalha as tropas que, na maior parte das vezes,

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Embora a tend√™ncia humana seja diminuir a intensidade do prazer ao longo da vida, o envelhecimento da emo√ß√£o n√£o acompanha o envelhecimento das c√©lulas. √Č poss√≠vel ser um jovem no corpo de um velho e um velho no corpo de um jovem. Alguns jovens t√™m 20 anos de idade biol√≥gica, mas 100 de idade emocional. Nada os satisfaz, tornam-se especialistas em reclamar, em serem pessoas irritadas e tensas. Alguns idosos t√™m 80 anos de idade biol√≥gica, mas s√£o jovens na idade emocional. Eles vivem a vida como uma aventura, est√£o sempre bem-humorados e bem-dispostos. Sorriem, brincam e sonham com facilidade, apesar dos problemas e das marcas do passado. S√£o jovens no corpo de velhos e conviver com eles √© uma li√ß√£o de vida.

Os Especialistas S√£o Muitos e Felizes

Um especialista é um homem que sabe qualquer coisa de uma coisa e nada de todas as coisas. De uma coisa não se pode saber senão qualquer coisa, porque o conhecimento humano é limitado. E, para perceber qualquer coisa seria preciso perceber todas as coisas, pois uma coisa é parte de todas as coisas. O especialista, pois, é um homem que não sabe nada e vive dessa ciência.

O especialista √© √ļtil apenas quando a sua especialidade √© t√£o restrita que n√£o tem import√Ęncia. Pode haver bons especialistas de pregar pregos; n√£o pode haver bons especialistas de constru√ß√£o de civiliza√ß√Ķes. H√° muito bons cavadores e nenhum bom psiquiatra.
O especialista é um homem que tem a opinião dos outros, embora sobre um só assunto. O especialista é incapaz de iniciativa. Por isso os especialistas são muitos e felizes.

√Ālvaro de

O escritor usa uma l√≠ngua dentro da l√≠ngua, uma p√°tria que ele inventa n√£o para viver mas para sonhar. Ele n√£o se serve da l√≠ngua, o criador liter√°rio √© inventado pela l√≠ngua. O que ele sabe s√£o ignor√Ęncias, ele √© um especialista em aus√™ncias e sil√™ncios.

Os loucos progrediram como tudo neste mundo. Agora reflectem e falam como os outros homens. Para distinguir um louco de um espírito são tem de se consultar um especialista.

O especialista é um homem que tem a opinião dos outros, embora sobre um só assunto. O especialista é incapaz de iniciativa. Por isso os especialistas são muitos e felizes.

N√£o sou especialista em Brasil, mas uma coisa estou habilitado a dizer: N√£o creiam que m√£o-de-obra barata ainda seja uma vantagem.

Queremos Homens Completos ou Meros Cidad√£os?

A educa√ß√£o actual e as actuais conveni√™ncias sociais premeiam o cidad√£o e imolam o homem. Nas condi√ß√Ķes modernas, os seres humanos v√™m a ser identificados com as suas capacidades socialmente valiosas. A exist√™ncia do resto da personalidade ou √© ignorada ou, se admitida, √© admitida somente para ser deplorada, reprimida ou, se a repress√£o falhar, sub-repticiamente rebuscada. Sobre todas as tend√™ncias humanas que n√£o conduzem √† boa cidadania, a moralidade e a tradi√ß√£o social pronunciam uma senten√ßa de banimento. Tr√™s quartas partes do Homem s√£o proscritas. O proscrito vive revoltado e comete vingan√ßas estranhas. Quando os homens s√£o criados para serem cidad√£os e nada mais, tornam-se, primeiro, em homens imperfeitos e depois em homens indesej√°veis.
A insistência nas qualidades socialmente valiosas da personalidade, com exclusão de todas as outras, derrota finalmente os seus próprios fins. O actual desassossego, descontentamento e incerteza de propósitos testemunham a veracidade disto. Tentámos fazer homens bons cidadãos de estados industriais altamente organizados: só conseguimos produzir uma colheita de especialistas, cujo descontentamento em não serem autorizados a ser homens completos faz deles cidadãos extremamente maus. Há toda a razão para supor que o mundo se tornará ainda mais completamente tecnicizado, ainda mais complicadamente arregimentado do que é presentemente;

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As Canseiras Destinam-se a Satisfazer os Luxos

Nos dias de hoje, quem consideras tu como s√°bio? O t√©cnico que sabe montar repuxos de √°gua perfumada atrav√©s de canaliza√ß√Ķes invis√≠veis, o que √© capaz de encher ou esvaziar num instante os canais artificiais, o que sabe dar diversas disposi√ß√Ķes aos caixot√Ķes m√≥veis do tecto de modo a que o sal√£o de banquetes v√° mudando de decora√ß√£o √† medida que v√£o surgindo os v√°rios pratos? Ou antes aquele que demonstra, a si mesmo e aos outros, que a natureza nos n√£o imp√Ķe nada que seja duro e dif√≠cil, que para termos uma casa n√£o carecemos de marmoristas ou de marceneiros, que para nos vestirmos n√£o dependemos do com√©rcio da seda, em suma, que para dispormos do essencial √† vida quotidiana nos basta aquilo que a terra nos apresenta √† superf√≠cie? Se a humanidade se dispusesse a seguir os conselhos de um tal homem imediatamente perceberia que t√£o in√ļtil √© o cozinheiro como o soldado!
Os antigos, esses homens que satisfaziam sem quaisquer excessos as suas necessidades físicas, eram de facto sábios, ou pelo menos muito próximo de o serem. Para se obter o indispensável não é preciso muito esforço; as canseiras destinam-se a satisfazer os luxos. Tu podes dispensar todos os técnicos: basta que sigas a natureza!

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Para você que está chegando agora, criticando o que está feito, deveria estar aqui na hora de fazer. Não sejas um especialista em usar a crítica ao que está feito como pretexto para nada fazer. Assina, aquele que fez, quando no momento de fazer, não sabia-se como.

Fala-se muito contra o analfabetismo e ele é porventura um grande mal; mas não se repara em que há outros analfabetismos ainda mais graves: o de um especialista de determinada matéria que nada conhece do que os outros estudam ou o dos que vão morrer inconscientes do espectáculo em que Deus os jogou.

Ter Raz√£o √© uma Quest√£o de Explica√ß√Ķes

Havia que ser um fan√°tico para querer ter sempre raz√£o. Ter raz√£o era sobretudo uma quest√£o de explica√ß√Ķes. O homem intelectual tornara-se uma criatura explicativa. Toda a gente explicava, os pais aos filhos, os maridos √†s mulheres, os conferencistas ao seu p√ļblico, os especialistas aos leigos, os colegas aos colegas, os m√©dicos aos pacientes, o homem √† sua alma. A g√©nese disto, a causa daquilo, as origens dos acontecimentos, a hist√≥ria, a estrutura, as raz√Ķes pelas quais. Na maior parte dos casos, a explica√ß√£o entrava por um ouvido e sa√≠a pelo outro. A alma desejava o que desejava. Tinha o seu pr√≥prio saber natural. A infeliz poisava, pobre avezinha, sobre superstruturas de explica√ß√£o, sem saber para onde levantar voo.

(…) Era um af√£ holand√™s, pensou Sammler, sempre a dar √† bomba para manter enxutos alguns hectares de terra. O mar invasor era uma met√°fora da multiplica√ß√£o dos factos e das sensa√ß√Ķes; quanto √† terra, era uma terra de ideias.

. Sammler’