Cita√ß√Ķes sobre Excita√ß√£o

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Frases sobre excita√ß√£o, poemas sobre excita√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre excita√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Pornografia √© usada no estupro ‚ÄĒ para planej√°-lo, para execut√°-lo, para coreograf√°-lo, para gerar a excita√ß√£o em cometer o ato.

O Amor na Lama

– Esteban, o homem n√£o poderia fazer grandes obras sem trabalhos pequenos; na maqueta do carpinteiro est√° todo o edif√≠cio do arquiteto, n√£o h√° profiss√Ķes grandes e pequenas: alegro-me que tenhas decidido ficar connosco na carpintaria, mas conv√©m que te lembres disso. N√£o te esque√ßas de que Deus tamb√©m se senta numa cadeira e come a uma mesa e dorme numa cama. Como qualquer um. Pode prescindir dos ret√°bulos, das est√°tuas e dos livros que lhe dedicam, incluindo a B√≠blia, mas n√£o da cadeira, da mesa e da cama. ‚ÄĒ O meu tio esfor√ßava-se muito. Queria que eu me sentisse bem na profiss√£o. Que come√ßasse a gostar dela. Acreditava que eu vivia como um fracasso a decis√£o de ter abandonado a Escola de Belas–Artes. Intu√≠a certamente que eu precisava de desenvolver a minha autoestima. Mas tudo isso me parecia mera ret√≥rica ‚ÄĒ e era-o ‚ÄĒ, a verdade √© que por essa altura j√° tinha come√ßado a sair com Leonor e era ela quem eu amava, aprendia a gostar de mim atrav√©s dela. Descobria o meu corpo em cada palmo do corpo dela, e o meu corpo ganhava valor porque lhe pertencia, era o seu complemento: acreditava que partilh√°vamos dois corpos que jamais poderiam separar-se e viver cada um por si.

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A √ļnica Doen√ßa √© n√£o Haver Paix√£o

A √ļnica doen√ßa √©
n√£o haver paix√£o.

H√° pessoas que encontram no mundo um mero
local de passagem, pessoas que n√£o sentem o que
vêem, que não tocam o que encontram; há pessoas
que n√£o percebem que tudo o que existe foi criado
para apaixonar, para absolutamente apaixonar.

Se n√£o houver paix√£o
para que serve haver a vida?

H√° pessoas
e depois existes tu.

Tu e a loucura de quereres devorar o que te
rodeia, tu e essa puls√£o incontrol√°vel para todos
os segundos serem os finais, para todos os instantes
da vida terem desesperadamente de valer pela vida toda.

Se não houver o que tu és
para que serve haver o amor?

E depois existo eu. A apaixonada que ensinaste
a apaixonar-se. Antes de ti n√£o havia o tes√£o, havia
talvez uma ligeira excitação quando algo de muito
grande me acontecia. Antes de ti n√£o sabia a
beleza do medo, a sensação sem igual de um coração nas
mãos. Antes de ti não sabia que um coração ou está
nas m√£os ou anda a rastejar pelos ch√£os.

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Espírito Aniquilado pelo Corpo

O corpo encerra o espírito numa fortaleza; depressa a fortaleza é cercada por todos os lados, e por fim o espírito tem de se render. Mas, limitando-me a distinguir as duas espécies de perigos que ameaçam o espírito, e começando pelo exterior, lembrava-me de que já muitas vezes na vida me acontecera, em momentos de excitação intelectual em que uma circunstãncia qualquer suspendera em mim toda a actividade física (por exemplo, ao deixar de carruagem, meio embriagado, o restaurante de Rivebelle a caminho de um casino qualquer nas proximidades), sentir muito nitidamente dentro de mim o objecto actual do meu pensamento e compreender até que ponto dependia de um acaso, não apenas que tal objecto não entrasse ainda nos meus pensamentos, mas que fosse aniquilado com o meu próprio corpo.

Para a Psicologia do Artista

Para que haja arte, para que haja alguma ac√ß√£o e contempla√ß√£o est√©ticas, torna-se indispens√°vel uma condi√ß√£o fisiol√≥gica pr√©via: a embriaguez. A embriaguez tem de intensificar primeiro a excitabilidade da m√°quina inteira: antes disto n√£o acontece arte alguma. Todos os tipos de embriaguez, por muito diferentes que sejam os seus condicionamentos, t√™m a for√ßa de conseguir isto: sobretudo a embriaguez da excita√ß√£o sexual, que √© a forma mais antiga e origin√°ria de embriaguez. Tamb√©m a embriaguez que se segue a todos os grandes apetites, a todos os afectos fortes; a embriaguez da festa, da rivalidade, do feito temer√°rio, da vit√≥ria, de todo o movimento extremo; a embriaguez da crueldade; a embriaguez da destrui√ß√£o; a embriaguez resultante de certos influxos meteorol√≥gicos, por exemplo a embriaguez primaveril; ou a devida ao influxo dos narc√≥ticos; por fim, a embriaguez da vontade, a embriaguez de uma vontade sobrecarregada e dilatada. ‚ÄĒ O essencial na embriaguez √© o sentimento de plenitude e de intensifica√ß√£o das for√ßas. Deste sentimento fazemos part√≠cipes as coisas, contragemo-las a que participem de n√≥s, violentamo-las, ‚ÄĒ idealizar √© o nome que se d√° a esse processo. Libertemo-nos aqui de um preconceito: o idealizar n√£o consiste, como se cr√™ comummente, num subtrair ou diminuir o pequeno,

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Ode Marítima

Sozinho, no cais deserto, a esta manh√£ de Ver√£o,
Olho pro lado da barra, olho pro Indefinido,
Olho e contenta-me ver,
Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
Vem muito longe, nítido, clássico à sua maneira.
Deixa no ar distante atr√°s de si a orla v√£ do seu fumo.
Vem entrando, e a manh√£ entra com ele, e no rio,
Aqui, acolá, acorda a vida marítima,
Erguem-se velas, avançam rebocadores,
Surgem barcos pequenos de tr√°s dos navios que est√£o no porto.
H√° uma vaga brisa.
Mas a minh’alma est√° com o que vejo menos,
Com o paquete que entra,
Porque ele est√° com a Dist√Ęncia, com a Manh√£,
Com o sentido marítimo desta Hora,
Com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea,
Como um começar a enjoar, mas no espírito.

Olho de longe o paquete, com uma grande independência de alma,
E dentro de mim um volante começa a girar, lentamente,

Os paquetes que entram de manh√£ na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.

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Aspiro a um Repouso Absoluto

Aspiro a um repouso absoluto e a uma noite cont√≠nua. Poeta das loucas voluptuosidades do vinho e do √≥pio, n√£o tenho outra sede a n√£o ser a de um licor desconhecido na Terra e que nem mesmo a farmacopeia celeste poderia proporcionar-me; um licor que n√£o √© feito nem de vitalidade, nem de morte, nem de excita√ß√£o, nem de nada. Nada saber, nada ensinar, nada querer, nada sentir, dormir e sempre dormir, tal √© actualmente a minha √ļnica aspira√ß√£o. Aspira√ß√£o infame e desanimadora, por√©m sincera.

O Abraço

O abra√ßo. O abra√ßo que parece estar a acabar. O abra√ßo raro, o abra√ßo verdadeiro. Da m√£e que recebe o filho, da mulher que recebe o marido, do amigo que recebe o amigo. O abra√ßo que n√£o se pensa, que n√£o se imagina. O abra√ßo que n√£o √©; o abra√ßo que tem de ser. O abra√ßo que serve para viver. O abra√ßo que acontece ‚Äď e que n√£o se esquece. Um dia hei-de passar todo o dia a ensinar o abra√ßo. A visitar as escolas e a explicar que abra√ßar n√£o √© dois corpos unidos e apertados pelos bra√ßos. Abra√ßar √© dois instantes que se fundem por dentro do que une dois corpos. Abra√ßar √© um orgasmo de vida, um cl√≠max de partilha ‚Äď uma orgia de gente. Abra√ßar √© fechar os olhos e abrir a alma, apertar os m√ļsculos e libertar o sonho. Abra√ßar √© fazer de conta que se √© her√≥i ‚Äď e s√™-lo mesmo. Porque nada √© mais her√≥ico do que um abra√ßo que se deixa ser. Porque nada √© mais her√≥ico do que ter a coragem de abra√ßar, em frente do mundo, em frente da dor, em frente do fim, em frente da derrota. Abra√ßar √© a vit√≥ria do homem sobre o homem,

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Quando j√° conhecemos o que est√° √† volta, pequenos pormenores podem ser grandes excita√ß√Ķes. Na l√≥gica contr√°ria, se uma pessoa se habitua a ansiar por novas coisas, h√° uma certa subst√Ęncia de excita√ß√£o que leva a ter de aumentar a quantidade.

A Doce Incerteza do Romance

N√£o vejo nada de rom√Ęntico numa proposta de noivado. √Č certo que √© rom√Ęntico uma pessoa estar apaixonada. Mas numa proposta concreta n√£o h√° romance nenhum; podemos at√© vir a ser aceites, e na grande maioria dos casos √© isso que acontece, segundo creio, cessando nesse momento qualquer excita√ß√£o. A pr√≥pria ess√™ncia do romance √© a incerteza. Se algum dia me casar, farei tudo para me esquecer desse facto.

Cont√°gio Mental

O cont√°gio mental representa o elemento essencial da propaga√ß√£o das opini√Ķes e das cren√ßas. A sua for√ßa √©, muitas vezes, bastante consider√°vel para fazer agir o indiv√≠duo contra os seus interesses mais evidentes. As inumer√°veis narra√ß√Ķes de mart√≠rios, de suic√≠dios, de mutila√ß√Ķes, etc., determinados por cont√°gio mental fornecem uma prova disso.
Todas as manifesta√ß√Ķes da vida ps√≠quica podem ser contagiosas, mas s√£o, especialmente, as emo√ß√Ķes que se propagam desse modo. As ideias contagiosas s√£o s√≠nteses de elementos afectivos.
Na vida comum, o cont√°gio pode ser limitado pela ac√ß√£o inibidora da vontade, mas, se uma causa qualquer – violenta mudan√ßa de meio em tempo de revolu√ß√£o, excita√ß√Ķes populares, etc. – v√™m paralis√°-la, o cont√°gio exercer√° facilmente a sua influ√™ncia e poder√° transformar seres pac√≠ficos em ousados guerreiros, pl√°cidos burgueses em terr√≠veis sect√°rios. Sob a sua influ√™ncia, os mesmos indiv√≠duos passar√£o de um partido para outro e empregar√£o tanta energia em reprimir uma revolu√ß√£o quanto em foment√°-la.
O contágio mental não se exerce somente pelo contacto direto dos indivíduos. Os livros, os jornais, as notícias telegráficas, mesmo simples rumores, podem produzi-lo.
Quanto mais se multiplicam os meios de comunicação tanto mais se penetram e se contagiam. A cada dia estamos mais ligados àqueles que nos cercam.

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O Estado de Transe

O estado de transe √© um estado quase normal no ser humano; basta muito pouco para provoc√°-lo. Uma coisa de nada, um pouco de √°lcool no sangue, um pouco de droga, excesso de oxig√©nio, a c√≥lera, o cansa√ßo. Mas este estado √© interessante na medida em que √© orient√°vel. Trata-se de um balan√ßo, mas esse lan√ßa m√£o das regi√Ķes desconhecidas do nosso esp√≠rito. De facto, n√£o h√° fundamentalmente nenhuma diferen√ßa, entre um homem intoxicado pelo √°lcool e um santo que se entregue ao √™xtase. E no entanto h√° apesar de tudo uma diferen√ßa: a da interpreta√ß√£o. O momento de loucura √© preparado por uma etapa onde o assunto √© mergulhado numa esp√©cie de vacila√ß√£o da consci√™ncia, de excita√ß√£o cerebral violenta. √Č esse momento que fabrica verdadeiramente o √™xtase e lhe d√° o sentido. Enquanto o √™xtase em si mesmo √© cego. √Č o vazio total, sem ascens√£o nem queda. A calma plana. Tanto quanto se possa dizer que o santo nunca conhecer√° Deus. Aproxima-O, depois regressa. E estas duas etapas s√£o as que s√£o. Entre as duas, √© o nada. O vazio, a amn√©sia completa. No momento X do √™xtase, o santo e o intoxicado s√£o semelhantes, est√£o no mesmo local.

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Amigos para Sempre

Os amigos cada vez mais se vêem menos. Parece que era só quando éramos novos, trabalhávamos e bebíamos juntos que nos víamos as vezes que queríamos, sempre diariamente. E, no maior luxo de todos, há muito perdido: porque não tínhamos mais nada para fazer.
Nesta semana, tenho almo√ßado com amigos meus grandes, que, pela primeira vez nas nossas vidas, n√£o vejo h√° muitos anos. Cada um come√ßa a falar comigo como se n√£o tiv√©ssemos passado um √ļnico dia sem nos vermos.
Nada falha. Tudo dispara como se nos estivera ‚Äď e est√° ‚Äď na massa do sangue: a excita√ß√£o de contar coisas e partilhar ninharias; as risotas por piadas de h√° muito repetidas; as promessas de esperan√ßas que est√£o h√° que d√©cadas por realizar.
H√° grandes amigos que tenho a sorte de ter que insistem na import√Ęncia da Presen√ßa com letra grande. At√© agora nunca concordei, achando que a saudade faz pouco do tempo e que o cora√ß√£o √© mais sens√≠vel √† lembran√ßa do que √† repeti√ß√£o. Enganei-me. O melhor que os amigos e as amigas t√™m a fazer √© verem-se cada vez que podem. √Č verdade que, mesmo tendo passado dez anos, sente-se o prazer inencontr√°vel de reencontrar quem se pensava nunca mais encontrar.

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A Livre Discuss√£o dos Problemas

A nossa orienta√ß√£o tem sido sempre contra o reacender de lutas pol√≠ticas, atrav√©s de cuja viol√™ncia e tr√°gicos desfechos vemos outros procurarem a sua felicidade. A pol√≠tica s√≥ em sentido deturpado se pode confundir com agita√ß√£o est√©ril, referver de √≥dios, estadear de ambi√ß√Ķes pessoais ou de grupos para a conquista e usufrui√ß√£o de altos lugares. Nada do que afirmo se op√Ķe evidentemente ‚ÄĒ v√™-se que n√£o se tem oposto ‚ÄĒ √† livre discuss√£o dos problemas. Mas quer dizer que a consci√™ncia p√ļblica se h√°-de sobretudo formar na reflex√£o de argumentos s√≥lidos, sobre o conhecimento do factos certos e bem interpretados, √† luz de posi√ß√Ķes desinteressadas: n√£o na excita√ß√£o das paix√Ķes e na adultera√ß√£o da verdade.

A Educação das Crianças

A educa√ß√£o das crian√ßas como conspira√ß√£o da parte dos adultos. Atra√≠mo-las dos seus livres rompantes para as nossas moradas estreitas com ilus√Ķes em que talvez acreditemos, mas n√£o no sentido que pretendemos. (Quem n√£o gostaria de ser nobre? Fechar a porta.)
O valor do acto de dar rédeas livres aos nossos vícios consiste em que eles se erguem à vista com toda a sua força e todo o seu tamanho, mesmo que, na excitação da indulgência, só tenhamos deles um leve vislumbre. Não se aprende a ser marinheiro com exercícios numa poça de água, embora demasiados exercícios nessa poça de água nos possam provavelmente tornar incapazes de ser marinheiros.

Em verdade, as coisas boas acontecem a despeito de nossos desejos, por vezes até mesmo em oposição ao que desejamos, e muitas vezes, após nossa excitação e sofrimento por causa de coisas sem mérito.

As Oscila√ß√Ķes da Personalidade

Pretender que a nossa personalidade seja m√≥vel e suscept√≠vel de grandes mudan√ßas √©, por vezes, no√ß√£o um pouco contr√°ria √†s id√©ias tradicionais atinentes √† estabilidade do ‚Äúeu‚ÄĚ. A sua unidade foi durante muito tempo um dogma indiscut√≠vel. Factos numerosos vieram provar quanto esta ideia era fict√≠cia.
O nosso ‚Äúeu‚ÄĚ √© um total. Comp√Ķe-se da adi√ß√£o de inumer√°veis ‚Äúeu‚ÄĚ celulares. Cada c√©lula concorre para a unidade de um ex√©rcito. A homogeneidade dos milhares de indiv√≠duos que o comp√Ķem resulta somente de uma comunidade de ac√ß√£o que numerosas coisas podem destruir.
√Č in√ļtil objectar que a personalidade dos seres parece, em geral, bastante est√°vel. Se ela nunca varia, com efeito, √© porque o meio social permanece mais ou menos constante. Se subitamente esse meio se modifica, como em tempo de revolu√ß√£o, a personalidade de um mesmo indiv√≠duo poder√° transformar-se por completo. Foi assim que se viram, durante o Terror, bons burgueses reputados pela sua brandura tornarem-se fan√°ticos sanguin√°rios. Passada a tormenta e, por conseguinte, representando o antigo meio e o seu imp√©rio, eles readquiriram sua personalidade pacifica. Desenvolvi, h√° muito tempo, essa teoria e mostrei que a vida dos personagens da Revolu√ß√£o era incompreens√≠vel sem ela.
De que elementos se comp√Ķe o ‚Äúeu‚ÄĚ,

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Os Homens não Sabem o que é o Amor

De forma geral, os homens não sabem o que é amor, é um sentimento que lhes é totalmente estranho. Conhecem o desejo, o desejo sexual em estado bruto e a competição entre machos; e depois, muito mais tarde, já casados, chegam, chegavam antigamente, a sentir um certo reconhecimento pela companheira quando ela lhes tinha dado filhos, tinha mantido bem a casa e era boa cozinheira e boa amante Рentão chegavam a ter prazer por dormirem na mesma cama. Não era talvez o que as mulheres desejavam, talvez houvesse aí um mal-entendido, mas era um sentimento que podia ser muito forte Рe mesmo quando eles sentiam uma excitação, aliás cada vez mais fraca, por esta ou aquela mulher, já não conseguiam literalmente viver sem a mulher e, se acontecia ela morrer, eles desatavam a beber e acabavam rapidamente, em geral uns meses bastavam. Os filhos, esses, representavam a transmissão de uma condição, de regras e de um património. Era evidentemente o que acontecia nas classes feudais, mas igualmente com os comerciantes, camponeses, artesãos, de forma geral com todos os grupos da sociedade. Hoje, nada disso existe.
As pessoas são assalariadas, locatárias, não têm nada para deixar aos filhos.

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A conquista do supérfluo provoca uma excitação espiritual superior à conquista do necessário.