Passagens sobre Generais

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Frases sobre generais, poemas sobre generais e outras passagens sobre generais para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Quando Analiso a Conquistada Fama

Quando analiso
a conquistada fama dos heróis
e as vitórias dos grandes generais,
n√£o sinto inveja desses generais
nem do presidente na presidência
nem do rico na sua vistosa mans√£o;
mas quando eu ouço falar
do entendimento fraterno entre dois amantes,
de como tudo se passou com eles,
de como juntos passaram a vida
através do perigo, do ódio, sem mudança
por longo e longo tempo atravessando
a juventude e a meia-idade e a velhice
sem titubeios, de como leais
e afeiçoados se mantiveram
‚ÄĒ a√≠ ent√£o √© que eu me ponho pensativo
e saio de perto à pressa
com a mais amarga inveja.

O Saber Ajuda em Todas as Actividades

O mero fil√≥sofo √© geralmente uma personalidade pouco admis¬≠s√≠vel no mundo, pois sup√Ķe-se que ele em nada contribui para o be¬≠nef√≠cio ou para o prazer da sociedade, porquanto vive distante de toda comunica√ß√£o com os homens e envolto em princ√≠pios e no√ß√Ķes igualmente distantes de sua compreens√£o. Por outro lado, o mero ig¬≠norante √© ainda mais desprezado, pois n√£o h√° sinal mais seguro de um esp√≠rito grosseiro, numa √©poca e uma na√ß√£o em que as ci√™ncias florescem, do que permanecer inteiramente destitu√≠do de toda esp√©cie de gosto por estes nobres entretenimentos. Sup√Ķe-se que o car√°cter mais perfeito se encontra entre estes dois extremos: conserva igual capacidade e gosto para os livros, para a sociedade e para os neg√≥cios; mant√©m na conversa√ß√£o discernimento e delicadeza que nascem da cultura liter√°ria; nos neg√≥cios, a probidade e a exatid√£o que resultam naturalmente de uma filosofia conveniente. Para difundir e cultivar um car√°cter t√£o aperfei√ßoado, nada pode ser mais √ļtil do que as com¬≠posi√ß√Ķes de estilo e modalidade f√°ceis, que n√£o se afastam em demasia da vida, que n√£o requerem, para ser compreendidas, profunda apli¬≠ca√ß√£o ou retraimento e que devolvem o estudante para o meio de homens plenos de nobres sentimentos e de s√°bios preceitos,

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Um general vitorioso nunca cometeu erros aos olhos do p√ļblico, ao passo que um general vencido s√≥ fez asneiras, por mais sensato que tenha sido o seu procedimento.

Não é apenas como general que se conquista o mundo, subjugando-o, mas também como filósofo, penetrando nele, e como artista, acolhendo-o em si e recriando-o.

A Civilização e o Horror ao Vácuo

A expans√£o imperialista das grandes pot√™ncias √© um facto de crescimento, o transbordar natural√≠ssimo de um excesso de vidas e de uma sobra de riquezas em que a conquista dos povos se torna simples variante da conquista de mercados. As lutas armadas que da√≠ resultam, perdido o encanto antigo, transformam-se, paradoxalmente, na fei√ß√£o ruidosa e acidental da energia pac√≠fica e formid√°vel das ind√ļstrias. Nada dos velhos atributos rom√Ęnticos do passado ou da preocupa√ß√£o retr√≥grada do hero√≠smo. As pr√≥prias vit√≥rias perderam o significado antigo. S√£o at√© dispens√°veis. (…) Est√£o fora dos lances de g√©nio dos generais felizes e do fortuito dos combates. Vagas humanas desencadeadas pelas for√ßas acumuladas de longas culturas e do pr√≥prio g√©nio de ra√ßa, podem golpe√°-las √† vontade os advers√°rios que as combatem e batem debatendo-se, e que se afogam. N√£o param. N√£o podem parar. Impele-as o fatalismo da pr√≥pria for√ßa. Diante da fragilidade dos pa√≠ses fracos, ou das ra√ßas incompetentes, elas recordam, na hist√≥ria, aquele horror ao v√°cuo, com que os velhos naturalistas explicavam os movimentos irresist√≠veis da mat√©ria. Revelam quase um fen√īmeno f√≠sico. Por isso mesmo nesta expans√£o irreprim√≠vel, n√£o √© do direito, nem da Moral com as mais imponentes mai√ļsculas, nem de alguma das maravilhas metaf√≠sicas de outrora que lhes despontam obst√°culos.

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Todo o Génio é um Degenerado

Sendo certo que todo o g√©nio √© um degenerado (nem superior, nem inferior, porque h√° s√≥ degenerados de uma esp√©cie, mau grado a absurda escapat√≥ria dos psiquiatras modern style), cert√≠ssimo √©, sem d√ļvida, que entre os g√©nios, os da intelig√™ncia assumem um relevo m√°ximo de degenera√ß√£o. Um chefe pol√≠tico, um grande general, s√£o, no que g√©nios, degenerados, porque s√£o desvios do tipo normal e originais na sua ac√ß√£o e na sua individualidade. Mas s√£o normais porque s√£o homens de ac√ß√£o, porque vivem no meio da vida, e n√£o se pode fazer isso sem uma certa adapta√ß√£o a ela. O mais revolucion√°rio dos g√©nios pol√≠ticos tem de se adpatar ao que quer destruir para o poder destruir. Tem de mergulhar na vida que quer substituir para poder agir sobre ela.
Não assim na esfera da inteligência e da emoção intelectualizada Рna da filosofia e na da arte, digo. Sobre ser original, o artista, o pensador é um inadaptado às formas normais da vida, por isso que nem age no sentido da actividade normal (porque é original), nem age no que age, age vulgarmente (porque, em lugar de ter uma acção vulgar, orienta a sua vida sobretudo para a sensação e para a inteligência e não para a acção,

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Emoção e Poesia

Quem quer que seja de algum modo um poeta sabe muito bem qu√£o mais f√°cil √© escrever um bom poema (se os bons poemas se acham ao alcance do homem) a respeito de uma mulher que lhe interessa muito do que a respeito de uma mulher pela qual est√° profundamente apaixonado. A melhor esp√©cie de poema de amor √©, em geral, escrita a respeito de uma mulher abstracta. Uma grande emo√ß√£o √© por demais ego√≠sta; absorve em si pr√≥pria todo o sangue do esp√≠rito, e a congest√£o deixa as m√£os demasiado frias para escrever. Tr√™s esp√©cies de emo√ß√Ķes produzem grande poesia – emo√ß√Ķes fortes, por√©m r√°pidas, captadas para a arte t√£o logo passaram; emo√ß√Ķes fortes e profundas ao serem lembradas muito tempo depois; e emo√ß√Ķes falsas, isto √©, emo√ß√Ķes sentidas no intelecto. N√£o a insinceridade, mas sim, uma sinceridade traduzida, √© a base de toda a arte.
O grande general que pretende ganhar uma batalha para o império do seu país e para a história do seu povo não deseja Рnão pode desejar ter muitos dos seus soldados assassinados (mortos). Contudo, uma vez que tenha penetrado na contemplação da sua estratégia, escolherá (sem um pensamento para os seus homens) o golpe melhor,

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A Vis√£o do Universo

Existem certas pessoas – e eu sou uma delas – que pensam que a coisa mais pr√°tica e importante acerca de um homem ainda √© a sua vis√£o do universo. Pensamos que, para uma senhoria considerando se deve aceitar um pensionista, √© importante saber a sua renda, por√©m mais importante ainda √© conhecer a sua filosofia. Pensamos que, para um general prestes a combater um inimigo, √© importante saber os n√ļmeros do inimigo, por√©m mais importante √© conhecer a filosofia do inimigo. Pensamos que a quest√£o n√£o √© saber se a teoria do cosmos afecta ou n√£o as coisas, mas se, no longo prazo, qualquer outra coisa as afecta.

A Realidade Histórica é Equívoca e Inesgotável

O historiador pertence ao devir que descreve. Está situado após os acontecimentos, mas na mesma evolução. A ciência histórica é uma forma de consciência que uma comunidade toma de si mesma, um elemento da vida colectiva, como o conhecimento de si um aspecto da consciência pessoal, um dos factores do destino individual. Não é ela função simultaneamente da situação actual, que por definição muda com o tempo, e da vontade que anima o sábio, incapaz de se destacar de si mesmo e do seu objecto?
Mas, por outro lado, ao contr√°rio, o historiador busca penetrar a consci√™ncia de outrem. √Č, em rela√ß√£o ao ser hist√≥rico, o outro. Psic√≥logo, estratega ou fil√≥sofo, observa sempre do exterior. N√£o pode nem pensar o seu her√≥i, como este se pensa a si mesmo, nem ver a batalha como o general a viu ou viveu, nem compreender uma doutrina do mesmo modo que o criador.
Finalmente, quer se trate de interpretar um acto ou uma obra, devemos reconstu√≠-los conceptualmente. Ora n√≥s temos sempre de escolher entre m√ļltiplos sistemas, pois a ideia √© ao mesmo tempo imanente e transcendente √† vida: todos os monumentos existem por eles mesmos num universo espiritual, a l√≥gica jur√≠dica e econ√≥mica √© interna √† realidade social e superior √† consci√™ncia individual.

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E Lembre-se: você é seu próprio general. Então, tome agora a iniciativa, planeje e marche decido para a vitória.

O chamado deus dos exércitos está sempre do lado da nação que tem a melhor artilharia, os melhores generais.

Poeminha da Negação da Afirmação

Sou um homem bem comum
sem nenhuma aspiração.
N√£o quero ser general
e muito menos sult√£o.
Sou moderado de gastos,
de ambição reduzida,
n√£o sonho ser big-shot
estou contente da vida.
Nunca invejei o próximo
nem lhe cobiço a mulher,
pego o meu lugar na fila
e seja o que Deus quiser.
N√£o sou mau pai, nem mau esposo,
Grosseiro nem invejoso
Рsó um pouco mentiroso.

Um grande general n√£o √© arrastado ao combate. Ao contr√°rio, sabe imp√ī-lo ao inimigo.

Um bom general deve não apenas conhecer o modo de vencer, mas também saber quando a vitória é impossível.

Foram as pessoas comuns, n√£o reis nem generais, foram pessoas comuns, algumas das quais nem eram conhecidas nas suas aldeias, que puseram fim a esses tiranos – a esses ditadores.

Inveja e Proximidade

Não é a desproporção entre nós e os outros que produz a inveja, mas, pelo contrário, a proximidade. Um soldado raso não nutre pelo seu general inveja comparável à que poderá sentir pelo seu sargento ou por um cabo; nem um escritor eminente encontrará tanta inveja por banda dos escritorecos vulgares como nos autores que dele mais se aproximam. Uma grande desproporção anula a relação, seja impedindo-nos de nos compararmos com aquilo que nos é remoto, seja minorando os efeitos da comparação.

O Elixir do Prazer

Que √©, pois, o que se opera na alma, quando se deleita mais com as coisas encontradas ou reavidas que estima, do que se as possu√≠sse sempre? H√°, na verdade, muitos outros exemplos que o afirmam. Abundam os testemunhos que nos gritam: -¬ę√Č assim mesmo!¬Ľ. Triunfa o general vitorioso. Mas n√£o teria alcan√ßado a vit√≥ria se n√£o tivesse pelejado e quanto mais grave foi o perigo no combate, tanto maior √© o gozo no triunfo. A tempestade arremessa os marinheiros, amea√ßando-os com o naufr√°gio: todos empalidecem com a morte iminente. Mas tranquilizam-se o c√©u e o mar, e todos exultam muito, porque muito temeram. Est√° doente um amigo e o seu pulso acusa perigo. Todos os que o desejam ver curado sentem-se simultaneamente doentes na alma. Melhora. Ainda n√£o recuperou as for√ßas antigas e j√° reina tal j√ļbilo qual n√£o existia antes, quando se achava s√£o e forte.
Até os próprios prazeres da vida humana não se apossam do coração do homem só por desgraças inesperadas e fortuitas, mas por moléstias previstas e voluntariamente procuradas. Não há prazer nenhum no comer e beber, se o incómodo da fome e da sede o não precede. Por isso, os ébrios costumam tomar certos alimentos salgados,

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