Passagens sobre Generosidade

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As Verdadeiras Qualidades ao Alcance de qualquer Ser Humano

Ao avaliar o nosso progresso como indiv√≠duos, tendemos a concentrar-nos nos factores externos como a nossa posi√ß√£o social, a influ√™ncia e a popularidade, a riqueza e o n√≠vel de instru√ß√£o. Como √© evidente, s√£o importantes para medir o nosso sucesso nas quest√Ķes materiais, e √© bem compreens√≠vel que muitas pessoas se esforcem principalmente por alcan√ßar todos eles. Mas os factores internos podem ser ainda mais cruciais para determinar o nosso desenvolvimento como seres humanos. A honestidade, a sinceridade, a simplicidade, a humildade, a pura generosidade, a aus√™ncia de vaidade, a prontid√£o para servir os outros – qualidades que est√£o facilmente ao alcance de qualquer criatura -, formam a base da nossa vida espiritual.

A Dissimulação da Identidade

Não nos contentamos com a vida que temos em nós e no nosso próprio ser: queremos viver na ideia dos outros uma vida imaginária e para isso esforçamo-nos por manter as aparências. Trabalhamos incessantemente para embelezar e conservar o nosso ser imaginário, e descuramos o verdadeiro. E se temos ou a tranquilidade, ou a generosidade, ou a felicidade, apressamo-nos a apregoá-lo, a fim de atribuir estas virtudes ao nosso outro ser, e se fosse preciso estararíamos prontos a despojar-nos delas para as juntar ao outro; de bom grado seríamos cobardes para adquirirmos a reputação de valentes.
Grande sinal do nada que somos, n√£o nos contentarmos de uma coisa sem a outra, e trocarmos muitas vezes uma pela outra! Pois quem n√£o morresse para conservar a sua honra seria infame.

As Dez Palavras come√ßam assim: ¬ęEu sou o Senhor teu Deus que te fez sair da terra do Egito, da condi√ß√£o servil¬Ľ (√äxodo 20:2). Porqu√™ esta proclama√ß√£o que Deus faz de Si e da liberta√ß√£o? Porque s√≥ se chega ao monte Sinai depois de haver atravessado o mar Vermelho: o Deus de Israel primeiro salva, depois pede confian√ßa. O Dec√°logo come√ßa pela generosidade de Deus. Deus nunca pede sem primeiro dar. Primeiro salva, primeiro d√°, depois pede.

A vaidade é um elemento tão subtil da alma humana que a encontramos onde menos se espera: ao lado da bondade, da abnegação, da generosidade!

Generosidade é dar mais do que você pode, orgulho é pegar menos do que você precisa.

Tanto dista da generosidade quem n√£o sabe guardar como quem n√£o sabe dar

Tanto dista da generosidade quem n√£o sabe guardar como quem n√£o sabe dar.

O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses.

Certas criaturas t√™m a mania de dar bons conselhos precisando tanto deles para si… √Č o que chamo de c√ļmulo da generosidade.

Nos encontros em geral, é melhor combinarmos um horário conveniente a ambos e chegar pontualmente na hora marcada. Para uma audiência com um superior, é sobretudo necessário estabelecer uma hora e procurá-lo pontualmente. Ainda que o superior diga generosamente que podemos procurá-lo a qualquer hora, a boa educação recomenda que determinemos previamente um horário. Não é bom abusar da sua generosidade.

Este Livro Podia Acabar Aqui

Este livro podia acabar aqui. Sempre gostei de enredos circulares. E a forma que os escritores, pessoas do tamanho das outras, t√™m para sugerir eternidade. Se acaba conforme come√ßa √© porque n√£o acaba nunca. Mas tu, eu, os Flauberts, os Joyces, os Dostoievskis sabemos que, para n√≥s, acaba. Com um ligeiro desvio, os c√≠rculos transfor-mam-se em espirais e, depois, basta um ponto como este: . O bico de uma caneta espetada no papel. Um gesto a acertar na tecla entre , e -. Um movimento sobre um quadradinho de pl√°stico. Isto: . Repara como √© pequeno, insuficiente para espreitarmos atrav√©s dele, floco de cinza a planar, resto de formiga esmagada. Se o pud√©ssemos segurar entre os dedos, n√£o ser√≠amos capazes de senti-lo, gr√£o de areia. Mas tu ainda est√°s a√≠, ol√°, eu ainda estou aqui e n√£o poderia ir-me embora sem te agradecer. A√≠ e aqui ainda √© o mesmo lugar. Sinto-me grato por essa certeza simples. A paisagem, mundo de objectos, apenas ganhar√° realidade quando deixarmos estas palavras. At√© l√°, temos a cabe√ßa submersa neste tempo sem rel√≥gios, sem dias de calend√°rio, sem esta√ß√Ķes, sem idade, sem agosto, este tempo encadernado. As tuas m√£os seguram este livro e, no entanto,

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O apelo de Jesus impele cada um de nós a não ficar parado na superfície das coisas, sobretudo quando estamos perante uma pessoa.

Somos chamados a olhar mais além, a visar o coração para ver de quanta generosidade cada um é capaz.

O Preço da Imagem

N√£o nos contentamos com a vida que temos em n√≥s. Queremos viver na ideia dos outros, de uma vida imagin√°ria. Esfor√ßamo-nos por parecer tais quais somos. Fazemos por conservar aquele ser imagin√°rio, que n√£o √© outro sen√£o o verdadeiro. Se tivermos generosidade, fidelidade, apressamo-nos a n√£o o dar a conhecer, para ligarmos as suas virtudes a esse ser. Somos valentes para adquirir a reputa√ß√£o de que n√£o somos poltr√Ķes. √Č um sinal da capacidade do nosso ser o de n√£o estar satisfeito com uma coisa sem a outra, o de n√£o renunciar nem a uma nem a outra. O homem que n√£o vivesse para conservar a sua virtude seria infame.

O Carácter dos Homens é Pouco Flexível

√Č apenas a experi√™ncia que nos ensina quanto o car√°cter dos homens √© pouco flex√≠vel, e durante muito tempo, como as crian√ßas pensamos poder, atrav√©s de sensatas representa√ß√Ķes, atrav√©s da prece e da amea√ßa, atrav√©s do exemplo, atrav√©s dum apelo √† generosidade, levar os homens a deixarem a sua maneira de ser, a mudarem a sua conduta e a desistirem da sua opini√£o, a aumentar a sua capacidade; o mesmo se passa quanto √† nossa pr√≥pria pessoa. √Č preciso que as experi√™ncias venham ensinar-nos o que queremos, o que podemos: at√© essa altura ignor√°mo-lo, n√£o temos car√°cter; e √© preciso mais do que uma vez que rudes fracassos venham relan√ßar-nos na nossa verdadeira via. – Enfim, aprendemo-lo, e chegamos a ter aquilo que o mundo chama car√°cter, isto √© o car√°cter adquirido. A√≠ existe, portanto, apenas um conhecimento, o mais perfeito poss√≠vel da nossa pr√≥pria individualidade: √© uma no√ß√£o abstracta, e por consequ√™ncia clara das qualidades imut√°veis do nosso car√°cter emp√≠rico, do grau e da direc√ß√£o das nossas for√ßas, tanto espirituais como corporais, em suma, do forte e do fraco em toda a nossa individualidade.

O Natal √© um tempo de benevol√™ncia, perd√£o, generosidade e alegria. A √ļnica √©poca que conhe√ßo, no calend√°rio do ano, em que homens e mulheres parecem, de comum acordo, abrir livremente seus cora√ß√Ķes.

Neruda e García Lorca em Homenagem a Rubén Dario

Eis o texto do discurso:

Neruda: Senhoras…

Lorca: …e senhores. Existe na lide dos touros uma sorte chamada ¬ętoreio dei alim√≥n¬Ľ, em que dois toureiros furtam o corpo ao touro protegidos pela mesma capa.

Neruda: Federico e eu, ligados por um fio eléctrico, vamos emparelhar e responder a esta recepção tão significativa.

Lorca: √Č costume nestas reuni√Ķes que os poetas mostrem a sua palavra viva, prata ou madeira, e sa√ļdem com a sua voz pr√≥pria os companheiros e amigos.

Neruda: Mas n√≥s vamos colocar entre v√≥s um morto, um comensal vi√ļvo, escuro nas trevas de uma morte maior que as outras mortes, vi√ļvo da vida, da qual foi na sua hora um marido deslumbrante. Vamos esconder-nos sob a sua sombra ardente, vamos repetir-lhe o nome at√© que a sua grande for√ßa salte do esquecimento.

Lorca: N√≥s, depois de enviarmos o nosso abra√ßo com ternura de pinguim ao delicado poeta Amado Villar, vamos lan√ßar um grande nome sobre a toalha, na certeza de que v√£o estalar as ta√ßas, saltar os garfos, buscando o olhar que todos anseiam, e que um golpe de mar h√°-de manchar as toalhas. N√≥s vamos evocar o poeta da Am√©rica e da Espanha: Rub√©n…

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A Dificuldade de Estabelecer e Firmar Rela√ß√Ķes

A dificuldade de estabelecer e firmar rela√ß√Ķes. H√° uma t√©cnica para isso, conhe√ßo-a. Nunca pude meter-me nela. Ser ¬ęsimp√°tico¬Ľ. √Č realmente f√°cil: prestabilidade, autodom√≠nio. Mas. Ser soci√°vel exige um esfor√ßo enorme ‚ÄĒ f√≠sico. Quem se habituou, j√° se n√£o cansa. Tudo se passa √† superf√≠cie do esfor√ßo. Ter ¬ępersonalidade¬Ľ: n√£o descer um mil√≠metro no trato, mesmo quando por delicadeza se finge. Assumirmos a import√Ęncia de n√≥s sem o mostrar. Darmo-nos valor sem o exibir. Irresistivelmente, agacho-me. E logo: a pata dos outros em cima. Bem feito. Pois se me pus a jeito. E ent√£o reponto. O fim. Ser prest√°vel, colaborar nas tarefas que os outros nos inventam. Col√≥quios, confer√™ncias, organiza√ß√Ķes de. Ah, ser-se um ¬ęin√ļtil¬Ľ (um ¬ęparasita¬Ľ…). Raz√Ķes profundas ‚ÄĒ um complexo duplo que vem da juventude: incompreens√£o do irm√£o corpo e da bolsa paterna. O segundo remediou-se. Tenho desprezo pelo dinheiro. Ligo t√£o pouco ao dinheiro que nem o gasto… Mas ¬ęgastar¬Ľ faz parte da ¬ępersonalidade¬Ľ. Sa√ļde ‚ÄĒ mais dif√≠cil. Este ar apeur√© que vem logo ao de cima. A √ļnica defesa, obviamente, √© o resguardo, o isolamento, a medida.
√Č f√°cil ser ¬ęsimp√°tico¬Ľ, dif√≠cil √© perseverar, assumir o artif√≠cio da facilidade. Conservar os amigos. ¬ęN√£o √©s capaz de dar nada¬Ľ,

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Pais Aprisionados

As crian√ßas tornaram-se uma arma de arremesso √† medida de quase tudo. Justificam as discuss√Ķes entre marido e mulher, justificam a falta de generosidade para com o pr√≥ximo, justificam a indisponibilidade e a inac√ß√£o em geral – e no fim, em muitos casos (…), ainda nos absolvem pelo fracasso a que, pulverizados os sonhos da inf√Ęncia, os objectivos da juventude e as agendas da primeira idade adulta, nos vemos a certa altura obrigados a resumir o balan√ßo das nossas vidas. E talvez haja, afinal, uma certa racionalidade no cosmos. Talvez haja uma raz√£o para nunca, at√© hoje, n√≥s n√£o termos tido filhos, eu e outros como eu. Talvez nenhum de n√≥s esteja ainda pronto para resistir √† inevit√°vel tenta√ß√£o de transformar os filhos num desmentido oficial para a nossa frustra√ß√£o. Talvez, no dia em que os tivermos, estejamos j√° preparados para conter o impulso de culp√°-los por essa frustra√ß√£o. E talvez sejamos n√≥s, enfim, os primeiros a fugir √† inclina√ß√£o para considerar que a nossa vida apenas come√ßou no dia em que come√ßou a vida dos nossos filhos. At√© porque, disto tenho eu a certeza, filhos de pais cuja mem√≥ria alcan√ßa para al√©m do dia do primeiro parto resultam sempre em adultos mais saud√°veis,

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No Fundo Somos Bons Mas Abusam de Nós

O comum das gentes (de Portugal) que eu n√£o chamo povo porque o nome foi estragado, o seu fundo comum √© bom. Mas √© exactamente porque √© bom, que abusam dele. Os pr√≥prios v√≠cios v√™m da sua ingenuidade, que √© onde a bondade tamb√©m mergulha. S√≥ que precisa sempre de lhe dizerem onde aplic√°-la. N√≥s somos por instinto, com intermit√™ncias de consci√™ncia, com uma generosidade e delicadeza incontrol√°veis at√© ao rid√≠culo, astutos, comunic√°veis at√© ao dislate, corajosos at√© √† temeridade, orgulhosos at√© √† petul√Ęncia, humildes at√© √† subservi√™ncia e ao complexo de inferioridade. As nossas virtudes t√™m assim o seu lado negativo, ou seja, o seu v√≠cio. √Č o que normalmente se explora para o pitoresco, o ruralismo edificante, o sorriso superior. Toda a nossa literatura popular √© disso que vive.
Mas, no fim de contas, que √© que significa cultivarmos a nossa singularidade no limiar de uma ¬ęciviliza√ß√£o planet√°ria¬Ľ? Que significa o regionalismo em face da r√°dio e da TV? O rasoiro que nivela a prov√≠ncia √© o que igualiza as na√ß√Ķes. A anula√ß√£o do indiv√≠duo de facto √© o nosso imediato horizonte. Estruturalismo, lingu√≠stica, freudismo, comunismo, tecnocracia s√£o faces da mesma realidade. Como no Egipto, na Gr√©cia,

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