Cita√ß√Ķes sobre Hero√≠smo

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Frases sobre hero√≠smo, poemas sobre hero√≠smo e outras cita√ß√Ķes sobre hero√≠smo para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Inveja só Incide sobre os Vivos

Por mais que vivamos juntos, e nos vejamos sempre, √© por um modo como vago, e passageiro: as cousas nem por estarem muito perto se v√™em melhor, e os Her√≥is o que os faz mais vis√≠veis, √© a dist√Ęncia, e despropor√ß√£o dos outros homens em que os p√Ķem as suas ac√ß√Ķes; n√£o s√≥ os homens, mas ainda os sucessos, quanto mais longe v√£o ficando, mais crescem, e nos v√£o parecendo maiores, at√© que os vimos a perder de vista, e muitas vezes da mem√≥ria; porque no tempo tamb√©m h√° um ponto de perspectiva, donde como em espelho v√£o crescendo todos os objectos, e em chegando a um certo termo, desaparecem. As empresas, que hoje vemos, talvez n√£o sejam inferiores √†s que a tradi√ß√£o refere do tempo do hero√≠smo; por√©m t√™m de menos o estarem pr√≥ximas a n√≥s, e as outras t√™m de mais, o valor que recebem de uma antiguidade vener√°vel: aquelas admiramos porque n√£o temos inveja, nem vaidade, que nos preocupe contra os que passaram h√° muitos s√©culos; contra os que existem sim, e destes, se sabemos as ac√ß√Ķes, tamb√©m sabemos as circunst√Ęncias delas; por isso as desprezamos, porque √© rara a empresa her√≥ica, em que n√£o entre algum fim indigno,

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Hino À Razão

Razão, irmã do Amor e da Justiça,
Mais uma vez escuta a minha prece.
√Č a voz dum cora√ß√£o que te apetece,
Duma alma livre só a ti submissa.

Por ti é que a poeira movediça
De astros, sóis e mundos permanece;
E é por ti que a virtude prevalece,
E a flor do heroísmo medra e viça.

Por ti, na arena tr√°gica, as na√ß√Ķes
buscam a liberdade entre clar√Ķes;
e os que olham o futuro e cismam, mudos,

Por ti podem sofrer e n√£o se abatem,
M√£e de filhos robustos que combatem
Tendo o teu nome escrito em seus escudos!

A Cautela dos Espíritos Livres

Os homens de esp√≠rito livre, que vivem s√≥ para o conhecimento, em breve achar√£o ter alcan√ßado a sua definitiva posi√ß√£o relativamente √† sociedade e ao Estado e, por exemplo, dar-se-√£o de bom grado por satisfeitos com um pequeno emprego ou com uma fortuna que chega √† justa para viver; pois arranjar-se-√£o para viver de maneira que uma grande transforma√ß√£o dos bens materiais, at√© mesmo um derrube da ordem pol√≠tica, n√£o deite tamb√©m abaixo a sua vida. Em todas essas coisas eles gastam a menor energia poss√≠vel, de modo a poderem imergir, com todas as for√ßas reunidas e, por assim dizer, com um grande f√īlego, no elemento do conhecimento. Podem, assim, ter esperan√ßa de mergulhar profundamente e tamb√©m de, talvez, verem bem at√© ao fundo.
De um dado acontecimento, um tal esp√≠rito pegar√° de bom grado s√≥ numa ponta: ele n√£o gosta das coisas em toda a sua amplitude e superabund√Ęncia das suas pregas, pois n√£o se quer emaranhar nelas. Tamb√©m ele conhece os dias de semana da falta de liberdade, da depend√™ncia, da servid√£o. Mas, de tempos a tempos, tem de lhe aparecer um domingo de liberdade, sen√£o ele n√£o suportar√° a vida. √Č prov√°vel que mesmo o seu amor pelos seres humanos seja cauteloso e com pouco f√īlego,

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O hero√≠smo pode salvar um povo em circunst√Ęncias dif√≠ceis; mas √© apenas a acumula√ß√£o di√°ria de pequenas virtudes que determina a sua grandeza.

Vitor Hugo afirmava que s√≥ existiam duas coisas verdadeiramente grandes – o g√©nio e a bondade: Michelet acrescentava que dessas duas grandezas s√≥ uma era verdadeiramente real – a bondade. Decerto estes dois homens, supremamente bons e geniais, entendiam por bondade – aquela virtude activa que, pela eleva√ß√£o e amplitude das suas manifesta√ß√Ķes, participa do hero√≠smo.

Hino à Beleza

Onde quer que o fulgor da tua glória apareça,
‚ÄĒ Obra de g√©nio, flor de hero√≠smo ou santidade, ‚ÄĒ
Da Gioconda imortal na radiosa cabeça,
Num acto de grandeza augusta ou de bondade,

‚ÄĒ Como um pag√£o subindo √† Acr√≥pole sagrada,
Vou de joelhos render-te o meu culto piedoso,
Ou seja o Herói que leva uma aurora na Espada,
Ou o Santo beijando as chagas do Leproso.

Essa luz sem igual com que sempre iluminas
Tudo o que existe em nós de grande e puro, veio
Do mesmo foco em mil par√°bolas divinas:
‚ÄĒ Raios do mesmo olhar, √Ęnsias do mesmo seio.

Alta revelação que, baixando em segredo,
O prisma humano quebra em √Ęngulos dispersos,
Como a √°gua a cair de rochedo em rochedo
Repete o mesmo som, mas em modos diversos.

√Č aud√°cia no Her√≥i; resigna√ß√£o no Santo;
Som e Cor, ondulando em formas imortais;
No m√°rmore rebelde abre em folhas de acanto,
E esmalta de candura a flora dos vitrais.

√ď Beleza! √ď Beleza! as Horas fugitivas
Passam diante de ti, aladas como sonhos…

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A Cam√Ķes

Quando n’alma pesar de tua ra√ßa
A névoa da apagada e vil tristeza,
Busque ela sempre a glória que não passa,
Em teu poema de heroísmo e de beleza.

Gênio purificado na desgraça,
Tu resumiste em ti toda a grandeza:
Poeta e soldado… Em ti brilhou sem ja√ßa
O amor da grande p√°tria portuguesa.

E enquanto o fero canto ecoar na mente
Da estirpe que em perigos sublimados
Plantou a cruz em cada continente,

N√£o morrer√°, sem poetas nem soldados,
A língua em que cantaste rudemente
As armas e os bar√Ķes assinalados.

Entender os Nossos Impulsos

O dom√≠nio de si pr√≥prio, embora eu n√£o negue de forma alguma a sua necessidade em muitas circunst√Ęncias, n√£o √© a melhor forma de conseguir que um ser humano se conduza bem. Tem o inconveniente de diminuir a energia e as faculdades criadoras. √Č como uma pesada armadura que ao mesmo tempo que impede o vosso bra√ßo de bater nos vossos vizinhos, o torna igualmente incapaz de um movimento √ļtil. Os que n√£o t√™m outro apoio al√©m da disciplina que se imp√Ķem a si pr√≥prios, tornam-se obstinados e timoratos com receio de si pr√≥prios.
Mas os impulsos aos quais eles não permitem qualquer saída, continuam a existir neles a tal como os rios represados, cedo ou tarde transbordarão. As forças a que nós contrariamos a função natural que é o desabrochar da nossa própria vida, ou se atrofiam ou acabam por ter uma saída perturbando a vida de outrem. Elas procurarão qualquer saída do género das que não representam nenhum perigo para nós, por exemplo, a tirania doméstica. Se essa saída não for suficiente, há outras que o podem ser. Há sempre condenados e párias a quem a sociedade permite torturar e isso não comporta nenhum risco.
Esses p√°rias,

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A mulher quando ama, tem hero√≠smos e abnega√ß√Ķes de que o homem – o ser mais ego√≠sta do reino animal – √© incapaz.

O culto ao heroísmo existe, existiu e existirá para sempre na consciência da humanidade.

O amor decorre de uma decisão. De um compromisso. Constrói-se de forma consciente. Através do heroísmo de alguém livre que decide ser o que poucos ousam. Escolhe para fim de si mesmo ser o meio para a felicidade daquele a quem ama. Sim, decide-se amar e, sim, decide-se a quem amar.

A vida √© o √ļnico bem. Sacrific√°-la √© uma loucura. (…) Qualquer acto de hero√≠smo √© absurdo e criminoso.

As Chamadas Verdades Essenciais do Homem

As chamadas verdades essenciais do homem lembram-me √†s vezes n√ļmeros de um grande programa que os tambores anunciam pelas ruas fora que vai ser deslumbrante e cumprido √† risca, e que os pobres actores, √† noite, realizam sabe Deus como, a passar em claro cenas inteiras. A afirmar e a prometer, nenhum bicho leva a palma ao colega antrop√≥ide. Mas √© v√™-lo em plena representa√ß√£o, ou depois dela, no camarim, nu e lavado. Que mis√©ria! A justi√ßa imanente que pregou e demonstrou, acrescenta-lhe, por seguran√ßa, o erg√°stulo e o carrasco; ao pecado, junta-lhe a confiss√£o; √† predestina√ß√£o, o livre arb√≠trio; √† morte, a ressurrei√ß√£o. Lembra-me sempre a velha hist√≥ria dos castelos de hero√≠smo e fidelidade, com a portinha da trai√ß√£o disfar√ßada nas muralhas…

Porque é que os Homens não Compreendem as Mulheres

Tu est√°s convencida h√° v√°rios anos de que eu n√£o te compreendo. Esta √© sempre a teoria das mulheres, que n√£o s√£o compreendidas, que n√£o s√£o queridas, que n√£o s√£o adoradas, as queixas montanhas grandes, queixas enormes, sempre a justificar uma infelicidade que lhes vem l√° do fundo da cria√ß√£o do mundo, do √ļtero, da terra, as mulheres reflectem o √ļtero feminino da terra, um √ļtero cheio de afli√ß√Ķes, em conclus√£o, queixam-se de tudo ent√£o entre os quarenta e os cinquenta, esse √ļtero funciona nas alturas, √© um √ļtero c√≥smico que j√° n√£o √© parte de uma mulher, pertence √† mulher do mundo. H√° muita verdade no que dizes, o homem desinteressa-se facilmente, depois do acto do amor, depois logo sacode as penas, arrebita, passa √† frente, domina outro mundo, a mulher fica fechada, acanhada nesse encontro muito √≠ntimo, nesse seu mais fundo dos fundos, na identidade uterina com a ideia da cria√ß√£o, da reprodu√ß√£o da g√©nese, salta, salta, forma-se na mulher a vis√£o do caos a que s√≥ ela pelo amor pode dar uma nova regra, pelo dom√≠nio da paix√£o, pela companhia, para isso tem de ser compreendida, ela julga que √© compreendida, tem de justificar a sua infelicidade pela compreens√£o do amor,

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