Cita√ß√Ķes sobre Influ√™ncia

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Frases sobre influ√™ncia, poemas sobre influ√™ncia e outras cita√ß√Ķes sobre influ√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Decidir: sucumbir √† preponder√Ęncia de um determinado conjunto de influ√™ncias sobre um outro conjunto de influ√™ncias.

A Moda

As varia√ß√Ķes da sensibilidade sob a influ√™ncia das modifica√ß√Ķes do meio, das necessidades, das preocupa√ß√Ķes, etc., criam um esp√≠rito p√ļblico que varia de uma gera√ß√£o para outra e mesmo muitas vezes no espa√ßo de uma gera√ß√£o. Esse esp√≠rito publico, rapidamente dilatado por contacto mental, determina o que se chama a moda. Ela √© um possante factor de propaga√ß√£o da maior parte dos elementos da vida social, das nossas opini√Ķes e das nossas cren√ßas.
Não é só o vestuário que se submete às suas vontades. O teatro, a literatura, a política, a arte, as próprias idéias científicas lhe obedecem, e é por isso que certas obras apresentam um fundo de semelhança que permite falar do estilo de uma época.
Em virtude da sua acção inconsciente, submetemo-nos à moda sem que o percebamos. Os espíritos mais independentes a ela não se podem subtrair. São muito raros os artistas, os escritores que ousam produzir uma obra muito diferente das ideias do dia.
A influência da moda é tão pujante que ela obriga-nos, por vezes, a admirar coisas sem interesse e que parecerão mesmo de uma fealdade extrema, alguns anos mais tarde. O que nos impressiona numa obra de arte é muito raramente a obra em si mesma,

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A Fraqueza do Idealismo

A arte idealista esquece que h√° no homem – nervos, fatalidades heredit√°rias, sujei√ß√Ķes √†s influ√™ncias determinantes de hora, alimento, atmosfera, etc; irresist√≠veis teimas f√≠sicas, tend√™ncias de carnalidade fatais; resultantes l√≥gicas de educa√ß√£o; ac√ß√Ķes determinantes ao meio, etc,etc; a arte convencional, enfim, mutila o homem moral – como a ci√™ncia convencional mutila o homem f√≠sico; s√£o ambas aprovadas pelos Monsenhores arcebispos de Paris e dadas em leitura nos col√©gios; mas uma ensina falso, como a outra educa falso: ambas nocivas portanto.

A verdadeira revolu√ß√£o n√£o √© revolu√ß√£o violenta, mas a que se realiza pelo cultivo da integra√ß√£o e da intelig√™ncia de entes humanos, os quais, pela influ√™ncia de suas vidas, promover√£o gradualmente radicais transforma√ß√Ķes na sociedade.

Encarei a chefia, n√£o s√≥ como um eixo √† roda do qual revolvia a vida comunit√°ria mas como a chave para posi√ß√Ķes de influ√™ncia, poder e estatuto.

Toda a moral consiste na glorifica√ß√£o de si mesmo. H√° at√© uma esp√©cie de homens que se comprazem com o que s√£o e com a forma como vivem e chegam a afastar a influ√™ncia de homens de ¬ęra√ßa¬Ľ diferente, que sentem inferior √† deles.

Deviam parar com a demagogia sobre as massas. As massas s√£o rudes, sem prepara√ß√£o, ignorantes, perniciosas em suas reivindica√ß√Ķes e influ√™ncias. N√£o precisam de lisonjas mas de instru√ß√£o.

A Psicologia de Grupo

O indiv√≠duo num grupo est√° sujeito, atrav√©s da influ√™ncia deste, ao que com frequ√™ncia constitui uma profunda altera√ß√£o na sua actividade mental. A sua submiss√£o √† emo√ß√£o torna-se extraordinariamente intensificada, enquanto que a sua capacidade intelectual √© acentuadamente reduzida, com ambos os processos evidentemente dirigindo-se para uma aproxima√ß√£o com os outros indiv√≠duos do grupo; e esse resultado s√≥ pode ser alcan√ßado pela remo√ß√£o daquelas inibi√ß√Ķes aos instintos que s√£o peculiares a cada indiv√≠duo, e pela resigna√ß√£o deste √†quelas express√Ķes de inclina√ß√Ķes que s√£o especialmente suas. Aprendemos que essas consequ√™ncias, ami√ļde importunas, s√£o, at√© certo ponto pelo menos, evitadas por uma ¬ęorganiza√ß√£o¬Ľ superior do grupo, mas isto n√£o contradiz o fato fundamental da psicologia de grupo: as duas teses relativas √† intensifica√ß√£o das emo√ß√Ķes e √† inibi√ß√£o do intelecto nos grupos primitivos.

Psicologia De Um Vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escurid√£o e rutil√Ęncia,
Sofro, desde a epig√™nesis da inf√Ęncia,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugn√Ęncia…
Sobe-me √† boca uma √Ęnsia an√°loga √† √Ęnsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

j√° o verme – este oper√°rio das ru√≠nas –
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E h√°-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorg√Ęnica da terra!

O homem lida imediatamente apenas com as suas pr√≥prias representa√ß√Ķes, os seus pr√≥prios sentimentos e movimentos da vontade. As coisas exteriores t√™m influ√™ncia sobre ele apenas na medida em que os ocasionam.

A melhor constitui√ß√£o e forma do Estado √© aquela que eleva as melhores mentes da comunidade para posi√ß√Ķes de lideran√ßa e influ√™ncia. Mas, assim como na vida econ√īmica, os homens h√°beis n√£o devem ser apontados de cima, mas sim precisam lutar entre si.

A Felicidade não Inclui o Êxtase

A sensa√ß√£o de sermos unos com a natureza animal, vegetal e mineral, e a satisfa√ß√£o de mergulhar nessa sensa√ß√£o, n√£o √© de todo degradante. √Č t√£o bom sentir pulsar dentro de n√≥s toda a vida, e simultaneamente buscar aquela exist√™ncia superior cuja realiza√ß√£o s√≥ nos √© poss√≠vel sonhar ou pressentir!
Não permitis que considerem fantasmas os dois grandes pólos do homem, a verdade e a felicidade; quando sonhamos sonhos de felicidade, é certo já a termos conquistado.
A satisfação de uma paixão absolutamente pessoal é embriaguez ou prazer: não é felicidade.
A felicidade é algo duradouro e indestrutível; caso contrário, não seria felicidade. Aqueles que gostariam de perpetuar a embriaguez e de incluir nela a felicidade, andam atrás do impossível. O êxtase é um estado excepcional cuja permanência nos mataria, e a natureza inteira depressa se eclipsaria sob a influência desse estado delirante.

Caminhamos Todos para a Eternidade

Influência da brevidade do tempo sobre os trabalhos dos homens: suponde que um astrónomo demonstrasse geometricamente que daqui a mil anos um planeta no seu percurso cortará a órbita terrestre precisamente no momento e no ponto em que a terra ali se encontrar e que a destruição da terra será a consequência dessa enorme colisão; o langor irá então apoderar-se de todas as actividades; não haverá mais ambição, monumentos, poetas, historiadores e talvez tampouco guerreiros ou guerras. Cada um cultivará o seu jardim e plantará as suas couves. Sem desconfiarmos, caminhamos todos para a eternidade.

A arte idealista esquece que h√° no homem – nervos, fatalidades heredit√°rias, sujei√ß√Ķes √†s influ√™ncias determinantes de hora, alimento, atmosfera, etc.; irresist√≠veis ¬ęteimas¬Ľ f√≠sicas, tend√™ncias de carnalidade fatais; resultantes l√≥gicas de educa√ß√£o; ac√ß√Ķes determinantes ao meio, etc., etc.

N√£o Morrer√° Como os Restantes

Certo dia, quando recolhia esp√©cimes por baixo de um carvalho, encontrei, entre as outras plantas e ervas daninhas, e do mesmo tamanho que elas, uma planta de cor escura com folhas contra√≠das e um caule direito e r√≠gido. Quando ia tocar-lhe, disse-me com voz firme: ¬ęDeixa-me em paz! N√£o sou uma erva para o teu herb√°rio, como as outras a quem a natureza deu apenas um ano de vida. A minha vida mede-se em s√©culos. Sou um pequeno carvalho.¬Ľ Assim √© aquele cuja influ√™ncia se far√° sentir ao longo dos s√©culos, quando crian√ßa, quando jovem, muitas vezes j√° quando homem, uma criatura viva aparentemente igual √†s restantes e t√£o insignificante como elas. Mas basta que lhe d√™em tempo e, com o tempo, pessoas que saibam reconhec√™-lo. N√£o morrer√° como os restantes.

A Diferença entre Ficção e Crença

Não há nada mais livre do que a imaginação humana; embora não possa ultrapassar o stock primitivo de ideias fornecidas pelos sentidos externos e internos, ela tem poder ilimitado para misturar, combinar, separar e dividir estas ideias em todas as variedades da ficção e da fantasia imaginativa e novelesca. Ela pode inventar uma série de eventos com toda a aparência de realidade, pode atribuir-lhes um tempo e um lugar particulares, concebê-los como existentes e des­crevê-los com todos os pormenores que correspondem a um facto histórico, no qual ela acredita com a máxima certeza. Em que consiste, pois, a diferença entre tal ficção e a crença?
Ela não se localiza sim­plesmente numa ideia particular anexada a uma concepção que obtém o nosso assentimento, e que não se encontra em nenhuma ficção conhecida. Pois, como o espírito tem autoridade sobre todas as suas ideias, poderia voluntariamente anexar esta ideia particular a uma ficção e, por conseguinte, seria capaz de acreditar no que lhe agradasse, embora se opondo a tudo que encontramos na experiência diária. Po­demos, quando pensamos, juntar a cabeça de um homem ao corpo de um cavalo, mas não está em nosso poder acreditar que semelhante animal tenha alguma vez existido.

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Existem Três Tipos de Escritores

Pode-se dizer que existem três tipos de autores. Em primeiro lugar, temos aqueles que escrevem sem pensar. Escrevem a partir da memória, das reminiscências, ou mesmo directamente dos livros dos outros. Esta classe é a mais numerosa. Em segundo lugar, há aqueles que pensam enquanto escrevem. Pensam para escrever. Muito vulgares. Em terceiro lugar, temos aqueles que pensaram antes de começar a escrever. Escrevem simplesmente porque pensaram. Muito raros.

Mesmo entre o pequeno n√ļmero de escritores que pensam seriamente antes de come√ßar a escrever, h√° extremamente poucos que pensam acerca do tema propriamente dito: os restantes pensam simplesmente em livros, naquilo que os outros disseram acerca do assunto. Necessitam, quer isso dizer, do est√≠mulo pr√≥ximo e poderoso das ideias produzidas por outras pessoas para conseguirem pensar. Essas ideias s√£o, pois, o seu tema imediato, de modo que ficam constantemente sob a sua influ√™ncia e, consequentemente, nunca alcan√ßam a verdadeira originalidade. A minoria acima referida, por outro lado, √© estimulada a pensar pelo tema em si, de modo que os seus pensamentos s√£o dirigidos imediatamente para ele. S√≥ entre esses se descobrem os escritores que perduram e se tornam imortais.
Só vale a pena ler a obra daquele que escreve directamente a partir da sua própria cabeça.

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As Nossas Possibilidades de Felicidade

√Č simplesmente o princ√≠pio do prazer que tra√ßa o programa do objectivo da vida. Este princ√≠pio domina a opera√ß√£o do aparelho mental desde o princ√≠pio; n√£o pode haver d√ļvida quanto √† sua efici√™ncia, e no entanto o seu programa est√° em conflito com o mundo inteiro, tanto com o macrocosmo como com o microcosmo. N√£o pode simplesmente ser executado porque toda a constitui√ß√£o das coisas est√° contra ele; poder√≠amos dizer que a inten√ß√£o de que o homem fosse feliz n√£o estava inclu√≠da no esquema da Cria√ß√£o. Aquilo a que se chama felicidade no seu sentido mais restrito vem da satisfa√ß√£o ‚ÄĒ frequentemente instant√Ęnea ‚ÄĒ de necessidades reprimidas que atingiram uma grande intensidade, e que pela sua natureza s√≥ podem ser uma experi√™ncia transit√≥ria. Quando uma condi√ß√£o desejada pelo princ√≠pio do prazer √© protelada, tem como resultado uma sensa√ß√£o de consolo moderado; somos constitu√≠dos de tal forma que conseguirmos ter prazer intenso em contrastes, e muito menos nos pr√≥prios estados intensos. As nossas possibilidades de felicidade s√£o assim limitadas desde o princ√≠pio pela nossa forma√ß√£o. √Č muito mais f√°cil ser infeliz.
O sofrimento tem três procedências: o nosso corpo, que está destinado à decadência e dissolução e nem sequer pode passar sem a ansiedade e a dor como sinais de perigo;

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Quem mais influência exerceu sobre mim, teoricamente, foi o arquiteto Le Corbusier. Por muitos anos, ele significou para mim lucidez, claridade, construtivismo. Em resumo: o predomínio da inteligência sobre o instinto.

Regras de Conduta para Viver sem Sobressaltos

Vou indicar-te quais as regras de conduta a seguir para viveres sem sobressaltos. (…) Passa em revista quais as maneiras que podem incitar um homem a fazer o mal a outro homem: encontrar√°s a esperan√ßa, a inveja, o √≥dio, o medo, o desprezo. De todas elas a mais inofen¬≠siva √© o desprezo, tanto que muitas pessoas se t√™m sujeitado a ele como forma de passarem despercebidas. Quem despreza o outro calca-o aos p√©s, √© evidente, mas passa adiante; ningu√©m se afadiga teimosamente a fazer mal a algu√©m que despreza. √Č como na guerra: ningu√©m liga ao soldado ca√≠do, combate-se, sim, quem se ergue a fazer frente.
Quanto √†s esperan√ßas dos desonestos, bastar-te-√°, para evit√°-las, nada possu√≠res que possa suscitar a p√©rfida cobi√ßa dos outros, nada teres, em suma, que atraia as aten√ß√Ķes, porquanto qualquer objecto, ainda que pouco valioso, suscita desejos se for pouco usual, se for uma raridade. Para escapares √† inveja dever√°s n√£o dar nas vistas, n√£o gabares as tuas propriedades, saberes gozar discretamente aquilo que tens. Quanto ao √≥dio, ou derivar√° de alguma ofensa que tenhas feito (e, neste caso, bastar-te-√° n√£o lesares ningu√©m para o evitares), ou ser√° puramente gratuito, e ent√£o ser√° o senso comum quem te poder√° proteger.

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