Passagens sobre Inveja

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Os c√£es s√£o o nosso elo com o para√≠so. Eles n√£o conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um c√£o ao p√© de uma colina numa linda tarde, √© voltar ao √Čden onde ficar sem fazer nada n√£o era t√©dio, era paz.

Inveja é Vaidade

O que chamamos inveja, não é senão vaidade. Continuamente acusamos a injustiça da fortuna (sorte), e a consideramos ainda mais cega do que o amor, na repartição das felicidades. Desejamos o que os outros possuem, porque nos parece, que tudo o que os outros têm, nós o merecíamos melhor; por isso olhamos com desgosto para as cousas alheias, por nos parecer, que deviam ser nossas: que é isto senão vaidade? Não podemos ver luzimento em outrem, porque imaginamos, que só em nós é próprio: cuidamos, que a grandeza só em nós fica sendo natural, e nos mais violenta: o esplendor alheio passa no nosso conceito por desordem do acaso, e por miséria do tempo.

Quando nos sentimos amea√ßados, a inveja, a cobi√ßa ou o ressentimento que nos movem se tornam santificados, pois nos convencemos de estar agindo em defesa pr√≥pria…

A Grandiosidade do Homem Depende da Mulher, mas S√≥ Enquanto n√£o a Possui…

O homem deve √† mulher tudo quanto fez de belo, de insigne, de espantoso, porque da mulher recebeu o entusiasmo; ela √© o ser que exalta. Quantos mo√ßos imberbes, tocadores de flauta, n√£o celebraram j√° o tema? E quantas pastoras ing√©nuas n√£o o ouviram tamb√©m? Confesso a verdade quando digo que a minha alma est√° isenta de inveja e cheia de gratid√£o para com Deus; antes quero ser homem pobre de qualidades, mas homem, do que mulher – grandeza imensur√°vel, que encontra a sua felicidade na ilus√£o. Vale mais ser uma realidade, que ao menos possui uma significa√ß√£o precisa, do que ser uma abstrac√ß√£o suscept√≠vel de todas as interpreta√ß√Ķes. √Č, pois, bem verdade: gra√ßas √† mulher √© que a idealidade aparece na vida; que seria do homem, sem ela? Muitos chegaram a ser g√©nios, her√≥is, e outros santos, gra√ßas √†s mulheres que amaram; mas nenhum homem chegou a ser g√©nio por gra√ßa da mulher com quem casou; por essa, quando muito, consegue o marido ser conselheiro de Estado; nenhum homem chegou a ser her√≥i pela mulher que conquistou, porque essa apenas conseguiu que ele chegasse a general; nenhum homem chegou a ser poeta inspirado pela companheira de seus dias, porque essa apenas conseguiu que ele fosse pai;

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A Quimera da Felicidade

(…) do alto de uma montanha, inclinei os olhos a uma das vertentes, e contemplei, durante um tempo largo, ao longe, atrav√©s de um nevoeiro, uma cousa √ļnica. Imagina tu, leitor, uma redu√ß√£o dos s√©culos, e um desfilar de todos eles, as ra√ßas todas, todas as paix√Ķes, o tumulto dos imp√©rios, a guerra dos apetites e dos √≥dios, a destrui√ß√£o rec√≠proca dos seres e das cousas. Tal era o espect√°culo, acerbo e curioso espect√°culo. A hist√≥ria do homem e da terra tinha assim uma intensidade que n√£o lhe podiam dar nem a imagina√ß√£o nem a ci√™ncia, porque a ci√™ncia √© mais lenta e a imagina√ß√£o mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensa√ß√£o viva de todos os tempos. Para descrev√™-la seria preciso fixar o rel√Ęmpago. Os s√©culos desfilavam num turbilh√£o, e, n√£o obstante, porque os olhos do del√≠rio s√£o outros, eu via tudo o que passava diante de mim, – flagelos e del√≠cias, – desde essa cousa que se chama gl√≥ria at√© essa outra que se chama mis√©ria, e via o amor multiplicando a mis√©ria, e via a mis√©ria agravando a debilidade. A√≠ vinham a cobi√ßa que devora, a c√≥lera que inflama, a inveja que baba,

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O Que Mais Contribui para a Felicidade

J√° reconhecemos em geral que aquilo que somos contribui muito mais para a felicidade do que aquilo que temos ou representamos. Importa saber o que algu√©m √© e, por conseguinte, o que tem em si mesmo, pois a sua individualidade acompanha-o sempre e por toda a parte, e tinge cada uma das suas viv√™ncias. Em todas as coisas e ocasi√Ķes, o indiv√≠duo frui, em primeiro lugar, apenas a si mesmo. Isso j√° vale para os deleites f√≠sicos e muito mais para os intelectuais. Por isso, a express√£o inglesa to enjoy one’s self √© bastante acertada; com ela, dizemos, por exemplo, he enjoys himself at Paris, portanto, n√£o ¬ęele frui Paris¬Ľ, mas ¬ęele frui a si em Paris¬Ľ. Entretanto, se a individualidade √© de m√° qualidade, ent√£o todos os deleites s√£o como vinhos deliciosos numa boca impregnada de fel.
Assim, tanto no bem quanto no mal, tirante os casos graves de infelicidade, importa menos saber o que ocorre e sucede a alguém na vida, do que a maneira como ele o sente, portanto, o tipo e o grau da sua susceptibilidade sob todos os aspectos. O que alguém é e tem em si mesmo, ou seja, a personalidade e o seu valor,

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A inveja é um mal terrível. Se uma cabeça se ergue acima das outras, toda a gente tenta decepá-la.

Senhora minha, se de pura inveja

Senhora minha, se de pura inveja
Amor me tolhe a vista delicada,
A cor, de rosa e neve semeada,
E dos olhos a luz que o Sol deseja,

N√£o me pode tolher que vos n√£o veja
Nesta alma, que ele mesmo vos tem dada,
Onde vos terei sempre debuxada,
Por mais cruel inimigo que me seja.

Nela vos vejo, e vejo que n√£o nasce
Em belo e fresco prado deleitoso
Sen√£o flor que d√° cheiro a toda a serra.

Os lírios tendes nu~a e noutra face.
Ditoso quem vos vir, mas mais ditoso
Quem os tiver, se h√° tanto bem na terra!

Não há sentimentos puros, nem na amizade nem no amor; e o amor vem sempre misturado com outras coisas, o ódio e a inveja e a gente quase quer mal à outra pessoa por gostar dela.

Que o Rudo Engenho Meu me Desengana

De t√£o divino acento em voz humana,
De eleg√Ęncias que s√£o t√£o peregrinas,
Sei bem que minhas obras n√£o s√£o dignas,
Que o rudo engenho meu me desengana.

Porém da vossa pena ilustre mana
Licor que vence as √°guas Cabalinas;
E convosco do Tejo as flores finas
Farão inveja à cópia Mantuana.

E pois a vós, de si não sendo avaras,
As filhas de Mnemósine fermosa
Partes dadas vos têm ao mundo claras;

A minha Musa, e a vossa t√£o famosa,
Ambas se podem nele chamar raras,
A vossa de alta, a minha de invejosa.

Sabedoria

Nos dias em que nada vale a pena,
E em que as √°rvores amigas
S√£o iguais e est√£o vistas,
A vida é tão parada e tão serena
Que afinal j√° n√£o h√° que contar mais,
E prevejo, com olhos anormais,
As coisas imprevistas…
Nos dias em que são cinzentos os meus céus
‚ÄĒ O de dentro e o de fora ‚ÄĒ
E é vaga esta noção de um velho Deus,
Que me n√£o manda embora
Deste espect√°culo estafado
Em que de cor sei dizer
O que me foi ensaiado
E o que todos v√£o fazer,
Tenho inveja dos homens convencidos
Que nem sequer sonharam
Que poderia haver paraísos perdidos,
Ainda n√£o decifraram
Esta charada em que andam envolvidos,
E pensam que, vivendo, triunfaram
Da Vida em que os que sonham s√£o vencidos.

Mostrar espírito e entendimento é uma maneira indirecta de repreender nos outros a sua incapacidade e estupidez. Ademais, o indivíduo comum revolta-se ao avistar o seu oposto, sendo a inveja o seu instigador secreto.