Cita√ß√Ķes sobre Leis

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Frases sobre leis, poemas sobre leis e outras cita√ß√Ķes sobre leis para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Fé que me Obriga a Tanto Amar-vos

Dai-me Ň©a lei, Senhora, de querer-vos,
Porque a guarde sob pena de enojar-vos;
Pois a fé que me obriga a tanto amar-vos
Far√° que fique em lei de obedecer-vos.

Tudo me defendei, senão só ver-vos
E dentro na minha alma contemplar-vos;
Que se assim n√£o chegar a contentar-vos,
Ao menos nunca chegue a aborrecer-vos.

E se essa condição cruel e esquiva
Que me deis lei de vida n√£o consente,
Dai-ma, Senhora, j√°, seja de morte.

Se nem essa me dais, é bem que viva,
Sem saber como vivo, tristemente;
Mas contente estarei com minha sorte.

Aquele que ama as leis de Deus e faz delas as suas leis, o amor brilha no seu coração como uma luz num templo sagrado!

Os calvos precisam ir ao barbeiro com certa frequ√™ncia, porque em cabe√ßa calva nascem fiapos de cabelos, finos como penugem, os quais, se deixados, crescem e enfeiam a pessoa. Contudo, este √© o motivo aparente. Na verdade, tal situa√ß√£o √© decorrente da lei mental segundo a qual ‚Äėos que possuem pouco, perdem ainda mais.

A Liberdade só Existe com Lei e Poder

Liberdade e lei (pela qual a liberdade √© limitada) s√£o os dois eixos em torno dos quais gira a legisla√ß√£o civil. Mas, a fim de que a lei seja eficaz, em vez de ser uma simples recomenda√ß√£o, deve ser acrescentado um meio-termo, o poder, que, ligado aos princ√≠pios da liberdade, garanta o sucesso dos da lei. √Č poss√≠vel conceber apenas quatro formas de combina√ß√£o desse √ļnico elemento com os dois primeiros:
A. Lei e liberdade sem poder (Anarquia).
B. Lei e poder sem liberdade (Despotismo).
C. Poder sem liberdade nem lei (Barb√°rie).
D. Poder com liberdade e lei (Rep√ļblica).

O Estilo é um Reflexo da Vida

Qual a causa que provoca, em certas √©pocas, a decad√™ncia geral do estilo ? De que modo sucede que uma certa tend√™ncia se forma nos esp√≠ritos e os leva √† pr√°tica de determinados defeitos, umas vezes uma verborreia desmesurada, outras uma linguagem sincopada quase √† maneira de can√ß√£o? Porque √© que umas vezes est√° na moda uma literatura altamente fantasiosa para l√° de toda a verosimilhan√ßa, e outras a escrita em frases abruptas e com segundo sentido em que temos de subentender mais do que elas dizem? Porque √© que nesta ou naquela √©poca se abusa sem restri√ß√Ķes do direito √† met√°fora? Eis o rol dos problemas que me p√Ķes. A raz√£o de tudo isto √© t√£o bem conhecida que os Gregos at√© fizeram dela um prov√©rbio: o estilo √© um reflexo da vida! De facto, assim como o modo de agir de cada pessoa se reflecte no modo como fala, tamb√©m sucede que o estilo liter√°rio imita os costumes da sociedade sempre que a moral p√ļblica √© contestada e a sociedade se entrega a sofisticados prazeres. A corrup√ß√£o do estilo demonstra plenamente o estado de dissolu√ß√£o social, caso, evidentemente, tal estilo n√£o seja apenas a pr√°tica de um ou outro autor,

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Nada há que tão notavelmente determine o auge de uma civilização, como o conhecimento, nos que a vivem, da esterilidade de todo o esforço, porque nos regem leis implacáveis, que nada revoga nem obstrui. Somos, porventura, servos algemados ao capricho de deuses, mais fortes porém não melhores que nós, subordinados, nós como eles, à regência férrea de um Destino abstracto, superior à justiça e à bondade, alheio ao bem e ao mal.

O Sensacionismo

Sentir é criar.
Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o Universo não tem ideias.
РMas o que é sentir?
Ter opini√Ķes √© n√£o sentir.
Todas as nossas opini√Ķes s√£o dos outros.
Pensar é querer transmitir aos outros aquilo que se julga que se sente.
Só o que se pensa é que se pode comunicar aos outros. O que se sente não se pode comunicar. Só se pode comunicar o valor do que se sente. Só se pode fazer sentir o que se sente. Não que o leitor sinta a pena comum [?].
Basta que sinta da mesma maneira.
O sentimento abre as portas da pris√£o com que o pensamento fecha a alma.
A lucidez s√≥ deve chegar ao limiar da alma. Nas pr√≥prias antec√Ęmaras √© proibido ser expl√≠cito.
Sentir é compreender. Pensar é errar. Compreender o que outra pessoa pensa é discordar dela. Compreender o que outra pessoa sente é ser ela. Ser outra pessoa é de uma grande utilidade metafísica. Deus é toda a gente.
Ver, ouvir, cheirar, gostar, palpar – s√£o os √ļnicos mandamentos da lei de Deus. Os sentidos s√£o divinos porque s√£o a nossa rela√ß√£o com o Universo,

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Que toda a lei seja clara, uniforme e precisa; interpretá-la é quase sempre, corrompê-la.

A Habilidade Específica do Político

A habilidade espec√≠fica do pol√≠tico consiste em saber que paix√Ķes pode com maior facilidade despertar e como evitar, quando despertas, que sejam nocivas a ele pr√≥prio e aos seus aliados. Na pol√≠tica como na moeda h√° uma lei de Gresham; o homem que visa a objectivos mais nobres ser√° expulso, excepto naqueles raros momentos (principalmente revolu√ß√Ķes) em que o idealismo se conjuga com um poderoso movimento de paix√£o interesseira. Al√©m disso, como os pol√≠ticos est√£o divididos em grupos rivais, visam a dividir a na√ß√£o, a menos que tenham a sorte de a unir na guerra contra outra. Vivem √† custa do ¬ęru√≠do e da f√ļria, que nada significam¬Ľ. N√£o podem prestar aten√ß√£o a nada que seja dif√≠cil de explicar, nem a nada que n√£o acarrete divis√£o (seja entre na√ß√Ķes ou na frente nacional), nem a nada que reduza o poderio dos pol√≠ticos como classe.

Tempo √Č J√° Que Minha Confian√ßa

Tempo é já que minha confiança
se des√ßa de √ľa falsa opini√£o;
mas Amor n√£o se rege por raz√£o;
não posso perder, logo, a esperança.

A vida, si; que √ľa √°spera mudan√ßa
não deixa viver tanto um coração.
E eu na morte tenho a salvação?
Si, mas quem a deseja não a alcança.

Forçado é logo que eu espere e viva.
Ah! dura lei de Amor, que n√£o consente
quieta√ß√£o n√ľa alma que √© cativa!

Se hei de viver, enfim, forçadamente,
para que quero a glória fugitiva
de √ľa esperan√ßa v√£ que me atormente?

O meio mais eficaz para destruir uma lei é começar por aceitá-la; aceitar algo como mal necessário é o começo da sua eliminação.

A Consolação no Trabalho Literário

A consola√ß√£o estranha, misteriosa, talvez perigosa, talvez salvadora, que h√° no trabalho liter√°rio: √© um salto para fora da fila dos assassinos, √© um ver o que realmente se est√° a passar. Isto acontece atrav√©s de um g√©nero mais elevado de observa√ß√£o, um g√©nero mais elevado, n√£o mais penetrante, e quanto mais alto menos ao alcance da ¬ęfila¬Ľ, quanto mais independente se torna, tanto mais obediente √†s suas pr√≥prias leis de movimento, tanto mais incalcul√°vel, mais alegre, mais ascendente √© o seu curso.

As leis s√£o um freio para os crimes p√ļblicos – a religi√£o para os crimes secretos.

Sejam as leis claras, uniformes e precisas, porque interpretá-las é o mesmo, quase sempre, que corrompê-las.