CitaçÔes sobre MaledicĂȘncia

26 resultados
Frases sobre maledicĂȘncia, poemas sobre maledicĂȘncia e outras citaçÔes sobre maledicĂȘncia para ler e compartilhar. Leia as melhores citaçÔes em Poetris.

Sempre que a maledicĂȘncia conclui pela negação de qualquer qualidade, Ă© contar que tal qualidade existe em determinado grau. «Fulano nĂŁo tem talento!» ouvireis afirmar; impĂ”e-se, todavia, que possua um pouco esse de quem se fala, para que tanto se empenhe o maledicente em dizer o contrĂĄrio.

Calarei os maldizentes continuando a viver bem; eis o melhor uso que podemos fazer da maledicĂȘncia.

Somos Cidadãos Sem Laços de Cidadania

É escusado. Em nenhuma ĂĄrea do comportamento social conseguimos encontrar um denominador comum que nos torne a convivĂȘncia harmoniosa. Procedemos em todos os planos da vida colectiva como figadais adversĂĄrios. Guerreamo-nos na polĂ­tica, na literatura, no comĂ©rcio e na indĂșstria. Onde estĂŁo dois portugueses estĂŁo dois concorrentes hostis Ă  PresidĂȘncia da RepĂșblica, Ă  chefia dum partido, Ă  gerĂȘncia dum banco, ao comando de uma corporação de bombeiros. NĂŁo somos capazes de reconhecer no vizinho o talento que nos falta, as virtudes de que carecemos. Diante de cada sucesso alheio ficamos transtornados. E vingamo-nos na sĂĄtira, na mordacidade, na maledicĂȘncia. Nas cidades ou nas aldeias, por fĂĄs e por nefas, nĂŁo hĂĄ ninguĂ©m sem alcunha, a todos Ă© colado um rabo-leva pejorativo. Quem quiser conhecer a natureza do nosso relacionamento, leia as polĂ©micas que travĂĄmos ao longo dos tempos. SĂŁo reveladoras. A celebrada carta de Eça a Camilo ou a tambĂ©m conhecida deste ao conselheiro Forjaz de Sampaio dĂŁo a medida exacta da verrina em que nos comprazemos no trato diĂĄrio. Gregariamente, somos um somatĂłrio de cidadĂŁos sem laços de cidadania.

A ociosidade Ă© a mĂŁe da maledicĂȘncia, da calĂșnia e da intriga, coisas a que eu jĂĄ nĂŁo sei se hei-de chamar vĂ­cios se virtudes, tĂŁo habituada estou a vĂȘ-los morar em lĂĄbios tidos como santos por este mundo que Ă© com certeza o melhor dos mundos possĂ­veis e imaginĂĄveis.

Do mexerico Ă  maledicĂȘncia vai apenas um passo, pode atĂ© afirmar-se que a maledicĂȘncia Ă© o sol do mexerico.

Plantemos o amor, todos os dias, como a boa semente que se planta nos campos. Assim, breve, ĂĄrvores do bem brotarĂŁo frondosas e nĂŁo haverĂĄ espaço para as ervas daninhas das maledicĂȘncias!

Uma das causas capitais da maledicĂȘncia Ă© a inveja, causa vergonhosa que nĂŁo se confessa, mas que transpira do modo de proceder. Sob qualquer aspecto que a maledicĂȘncia se mostre, temei-a como serpente.

Eu defino desta arte a maledicĂȘncia: um secreto pendor da alma a julgar maus todos os homens, manifestando-se por palavras.

NĂŁo Louvar nem Censurar

Parece-me que quando se relata uma acção boa ou mĂĄ nĂŁo se deve nem louvĂĄ-la, nem censurĂĄ-la, pois ela faz sentir muito bem o que Ă©, sendo melhor deixar livre o julgamento a seu respeito. E, depois, como a maior parte dos louvores provĂȘm da adulação, a sociedade raramente se compraz com isso, e a maledicĂȘncia leva a pensar que se Ă© invejoso ou maldoso. É bem possĂ­vel exaltar as pessoas que se ama, sem falar muito do seu mĂ©rito; e para os outros que nĂŁo se estima, Ă© um favor nĂŁo dizer nada deles.
Acho também que todo o tipo de gente, mesmo a mais modesta, estima que a consideremos e que a tratemos afavelmente. Hå poucas pessoas, não obstante, que toleram ser louvadas quando estão presentes, pois, normalmente, procede-se desastradamente, expondo-as e embaraçando-as. Mas os louvores que honram aquele que os faz, assim como aquele que os recebe, agradam muito quando são descobertos por meio de alguém que os relata, e quando não são suspeitos nem de interesse, nem de adulação e particularmente se são de boa origem. Pois, assim como o afecto é bem acolhido apenas quando vem de uma pessoa amåvel, também é necessårio ter mérito,

Continue lendo…

O Verdadeiro e o Falso CiĂșme

O ciĂșme Ă© uma espĂ©cie de temor, que se relaciona com o desejo de conservarmos a posse de algum bem; e nĂŁo provĂ©m tanto da força das razĂ”es que levam a julgar que podemos perdĂȘ-lo, como da grande estima que temos por ele, a qual nos leva a examinar atĂ© os menores motivos de suspeita e a tomĂĄ-los por razĂ”es muito dignas de consideração.
E como devemos empenhar-nos mais em conservar os bens que sĂŁo muito grandes do que os que sĂŁo menores, em algumas ocasiĂ”es essa paixĂŁo pode ser justa e honesta. Assim, por exemplo, um chefe de exĂ©rcito que defende uma praça de grande importĂŁncia tem o direito de ser zeloso dela, isto Ă©, de suspeitar de todos os meios pelos quais ela poderia ser assaltada de surpresa; e uma mulher honesta nĂŁo Ă© censurada por ser zelosa de sua honra, isto Ă©, por nĂŁo apenas abster-se de agir mal como tambĂ©m evitar atĂ© os menores motivos de maledicĂȘncia.
Mas zombamos de um avarento quando ele Ă© ciumento do seu tesouro, isto Ă©, quando o devora com os olhos e nunca quer afastar-se dele, com medo que ele lhe seja furtado; pois o dinheiro nĂŁo vale o trabalho de ser guardado com tanto cuidado.

Continue lendo…

Quem ataca um preconceito, seja ele qual for, tem contra si o escĂĄrnio e a maledicĂȘncia. Que tais ironias e que tais cruĂ©is invectivas nĂŁo sejam a barreira para determos a razĂŁo de proceder convenientemente!