Passagens sobre Maravilha

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Frases sobre maravilha, poemas sobre maravilha e outras passagens sobre maravilha para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Todos somos tocados pelas maravilhas do Deus feito menino na gruta de Belém, pelo espanto do Filho de Deus que por amor de nós Se torna Filho de Maria e Se faz pequeno e frágil. Estamos vigilantes e rezamos para que esta luz interior não se dilua e a fim de que possamos trazer para a nossa vida quotidiana, familiar e profissional, a alegria da fé, que se exprime na caridade, na benevolência, na ternura.

Deus muda o mundo mudando os nosso cora√ß√Ķes. Quando encontra um cora√ß√£o aberto e confiante, pode realizar maravilhas.

A Inveja n√£o tem Passado

Ainda não tendes advertido, que a inveja faz grande diferença dos mortos aos vivos, e dos presentes aos passados? Os olhos da inveja são como os do Sacerdote Heli, dos quais diz o Texto sagrado, que não podiam ver a luz do Templo, senão depois que se apagava: Oculi ejus caligaverant, nec poterat videre lucernam Dei, antequam extingueretur. Enquanto as luzes são vivas, cada reflexo delas é um raio, que cega os olhos da inveja: porém depois que elas se apagaram, e muito mais se se metem largos anos em meio, então abre a inveja, como ave nocturna, os olhos; então vê o que não podia ver: então venera e celebra essas mesmas luzes, e levanta sobre as Estrelas seus resplendores. Por isso disse com grande juízo S. Zeno Veronense, que todo o invejoso é inimigo dos presentes, e amigo dos passados: In omnibus se inimicum praesentium servat, amicum vero pereuntium. Os mesmos que agora amam, e veneram tanto a Santo António, se viveram em seu tempo, o haviam de aborrecer e perseguir; e as mesmas maravilhas, que tanto celebram e encarecem, se foram obradas na sua Pátria, as haviam de escurecer e aniquilar.

Roseira Brava

H√° nos teus olhos um tal fulgor
E no teu riso tanta claridade,
Que o lembrar-me de ti é ter saudade
Duma roseira brava toda em flor.

Tuas m√£os foram feitas para a dor,
Para os gestos de doçura e piedade;
E os teus beijos de sonho e de ansiedade
São como a alma a arder do próprio Amor!

Nasci envolta em trajes de mendiga;
E, ao dares-me o teu amor de maravilha,
Deste-me o manto de oiro de rainha!

Tua irm√£…teu amor…e tua amiga…
E também, toda em flor, a tua filha,
Minha roseira brava que √© s√≥ minha!…

Renunciar à Sede de Poder

Quem n√£o conheceu a tenta√ß√£o de ser o primeiro na cidade nada compreender√° do jogo pol√≠tico, da vontade de submeter os outros para deles fazer objectos, nem adivinhar√° os elementos de que √© composta a arte do desprezo. A sede de poder, raros s√£o os que n√£o a tenham num grau ou noutro experimentado: √©-nos natural, e contudo, se a considerarmos melhor, assume todos os car√°cteres de um estado m√≥rbido do qual apenas nos curamos por acidente ou ent√£o por meio de um amadurecimento interior, aparentado com o que se operou em Carlos V quando, ao abdicar em Bruxelas, no topo da sua gl√≥ria, ensinou ao mundo que o excesso de cansa√ßo podia suscitar cenas t√£o admir√°veis como o excesso de coragem. Mas, anomalia ou maravilha, a ren√ļncia, desafio √†s nossas contantes, √† nossa identidade, sobrev√©m somente em momentos excepcionais, caso limite que satisfaz o fil√≥sofo e perturba profundamente o historiador.

O Que Tu √Čs…

√Čs Aquela que tudo te entristece
Irrita e amargura, tudo humilha;
Aquela a quem a M√°goa chamou filha;
A que aos homens e a Deus nada merece.

Aquela que o sol claro entenebrece
A que nem sabe a estrada que ora trilha,
Que nem um lindo amor de maravilha
Sequer deslumbra, e ilumina e aquece!

Mar-Morto sem marés nem ondas largas,
A rastejar no ch√£o como as mendigas,
Todo feito de l√°grimas amargas!

√Čs ano que n√£o teve Primavera…
Ah! N√£o seres como as outras raparigas
√ď Princesa Encantada da Quimera!…

Coisa Amar

Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.

Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.

Contar-te longamente que j√° foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi

desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.

Quando admiramos uma obra de arte ou qualquer maravilha que seja fruto do engenho e da criatividade do homem, o Espírito leva-nos a agradecer ao Senhor do fundo do nosso coração e a reconhecer, em tudo aquilo que temos e somos, um dom inestimável de Deus e um sinal do Seu infinito amor por nós.

V√≥s, √ď Fran√ßas, Semedos, Quintanilhas

Vós, ó Franças, Semedos, Quintanilhas,
Macedos e outras pestes condenadas;
Vós, de cujas buzinas penduradas
Tremem de Jove as melindrosas filhas;

Vós, néscios, que mamais das vis quadrilhas
Do baixo vulgo insossas gargalhadas,
Por versos maus, por trovas aleijadas,
De que engenhais as vossas maravilhas,

Deixai Elmano, que, inocente e honrado
Nunca de vós se lembra, meditando
Em coisas sérias, de mais alto estado.

E se quereis, os olhos alongando,
Ei-lo! Vede-o no Pindo recostado,
De perna erguida sobre vós mijando.

Os √ļnicos casamentos felizes s√£o os de conveni√™ncia, funcionam √†s mil maravilhas, sem conflitos, porque cada um sabe que a realiza√ß√£o das suas ambi√ß√Ķes depende da alian√ßa com o outro.

A Civilização e o Horror ao Vácuo

A expans√£o imperialista das grandes pot√™ncias √© um facto de crescimento, o transbordar natural√≠ssimo de um excesso de vidas e de uma sobra de riquezas em que a conquista dos povos se torna simples variante da conquista de mercados. As lutas armadas que da√≠ resultam, perdido o encanto antigo, transformam-se, paradoxalmente, na fei√ß√£o ruidosa e acidental da energia pac√≠fica e formid√°vel das ind√ļstrias. Nada dos velhos atributos rom√Ęnticos do passado ou da preocupa√ß√£o retr√≥grada do hero√≠smo. As pr√≥prias vit√≥rias perderam o significado antigo. S√£o at√© dispens√°veis. (…) Est√£o fora dos lances de g√©nio dos generais felizes e do fortuito dos combates. Vagas humanas desencadeadas pelas for√ßas acumuladas de longas culturas e do pr√≥prio g√©nio de ra√ßa, podem golpe√°-las √† vontade os advers√°rios que as combatem e batem debatendo-se, e que se afogam. N√£o param. N√£o podem parar. Impele-as o fatalismo da pr√≥pria for√ßa. Diante da fragilidade dos pa√≠ses fracos, ou das ra√ßas incompetentes, elas recordam, na hist√≥ria, aquele horror ao v√°cuo, com que os velhos naturalistas explicavam os movimentos irresist√≠veis da mat√©ria. Revelam quase um fen√īmeno f√≠sico. Por isso mesmo nesta expans√£o irreprim√≠vel, n√£o √© do direito, nem da Moral com as mais imponentes mai√ļsculas, nem de alguma das maravilhas metaf√≠sicas de outrora que lhes despontam obst√°culos.

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Provençal

Em um solar de algum dia
Cheiinho de alma e valia,
Foi ali
Que ao gosto de olhos a vi

Como dantes inda vasto
Agora
N√£o tinha pombas nem mel.
E à opulência de outrora,
Esmoronado e j√° gasto,
Pedia m√£os de alvenel.

Foi ali
Que ao gosto de olhos a vi.

O seu chapéu, que trazia
Do calor contra as ardências,
Era o que a pena daria
Num certo sabor e arrimo
Com jeitos de circunferências
A morrer todas no cimo.

Davam-lhe franco nos ombros
As pontas do lenço branco:
E sem que ninguém as ouça,
Eram palavras da moça
Com a voz alta de chamar;

Palavras feitas em gesto,
Igualzinho e manifesto,
Como um relance de olhar.

E bela, fechada em gosto,
Fazia o seu rosto dela
A gente mestre de amar.

Foi num solar de algum dia,
Cheiinho de alma e valia,
Que eu disse de mim para ela
Por este falar assim:

Vem, meu amor!

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Ela é pura Alice no País das Maravilhas, e no porte tem uma mistura bem dosada de Rainha de Copas com um flamingo.

A Manh√£

A rosada manh√£ serena desce
Sobre as asas do Zéfiro orvalhadas;
Um cristalino alj√īfar resplandece
Pelas serras de flores marchetadas;
Fugindo as lentas sombras dissipadas
V√£o em sutil vapor, que se converte
Em transparentes nuvens prateadas.
Sa√ļdam com sonora melodia
As doces aves na frondosa selva
O astro que benéfico alumia
Dos altos montes a florida relva;

Uma a cantiga exprime modulada
Com suave gorjeio, outra responde
Cos brandos silvos da garganta inflada,
Como os raios, partindo do horizonte,
Ferem, brilhando com diversas cores,
As claras √°guas de serena fonte.

Salve, benigna luz, que os resplandores,
Qual perene corrente cristalina,
Que de viçoso prado anima as flores,
Difundes da celeste azul campina,
Vivificando a lassa natureza,
Que no seio da noite tenebrosa
O moribundo sonho tinha presa.

Como alegre desperta e radiosa!
De encantos mil ornada se levanta,
Qual do festivo leito a nova esposa!
A mesma anosa, carcomida planta
Co matutino orvalho reverdece.
A √ļmida cabe√ßa ergue vi√ßosa
A flor, que rociada resplandece,
E risonha,

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A Grande Originalidade

√Č curioso. S√≥ se julga profundo o que disser coisas diferentes de toda a gente. E todavia a grande originalidade est√° em dizer as mesmas coisas, mas ao n√≠vel do espanto e maravilha que nos despertam. Toda a gente sabe que o homem √© mortal, mas poucos v√™em isso e se espantam de que seja assim. Toda a gente sabe que h√° bichos e plantas e estrelas e o mais. Mas conhec√™-lo ao n√≠vel do extraordin√°rio que a√≠ existe √© raro como ser doido.
A grande originalidade não é dizer coisas novas mas ser novo diante das coisas velhas.

Os meus amigos dizem-me que sou uma insuport√°vel orgulhosa, e √© √† viva for√ßa que me arrancam da gaveta, para os lan√ßar √†s feras, como eu costumo dizer, os meus versos que s√£o um pouco de mim mesma, e agora a minha prosa que, a dar-lhes ouvidos, seria a oitava maravilha do mundo! Resignei-me de vez e, presentemente, estou decidida a enveredar pelo caminho da “escrevinha√ß√£o”, j√° que para outra coisa n√£o me sinto apta neste mundo.