Cita√ß√Ķes sobre Opress√£o

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Frases sobre opress√£o, poemas sobre opress√£o e outras cita√ß√Ķes sobre opress√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Quem quer garantir a própria liberdade, deve preservar da opressão até o inimigo; pois, se fugir a esse dever, estará a estabelecer um precedente que até a ele próprio há-de atingir.

A Preguiça como Obstáculo à Liberdade

A pregui√ßa e a cobardia s√£o as causas por que os homens em t√£o grande parte, ap√≥s a natureza os ter h√° muito libertado do controlo alheio, continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e tamb√©m por que a outros se torna t√£o f√°cil assumirem-se como seus tutores. √Č t√£o c√≥modo ser menor.
Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a imensa maioria dos homens (inclusive todo o belo sexo) considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de boa vontade tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de, primeiro, terem embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo para fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam por fim muito bem a andar.

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Nunca, por Mais

Nunca, por mais que viaje, por mais que conheça
O sair de um lugar, o chegar a um lugar, conhecido ou desconhecido,
Perco, ao partir, ao chegar, e na linha móbil que os une,
A sensa√ß√£o de arrepio, o medo do novo, a n√°usea ‚ÄĒ
Aquela náusea que é o sentimento que sabe que o corpo tem a alma,
Trinta dias de viagem, tr√™s dias de viagem, tr√™s horas de viagem ‚ÄĒ
Sempre a opressão se infiltra no fundo do meu coração.

Octavio

Toca a boca, olha as coisas abstrato
Percorre da varanda os quatro cantos
E tirando do corpo um carrapato
Imagina o romance mil e tantos…

Logo após olha o mundo e o vê morrendo
Sob a opress√£o tir√Ęnica do mal
E como um passarinho, vai correndo…
Escrever um tratado social

√Č amigo de um “bra√ßo” na poesia
E de um outro que é só filosofia
E de um terceiro, romancista: veja

Quanto livro a escrever ainda teria
O ditador Octavio de Faria
Sob o signo crist√£o da nova Igreja…

Entendimento Influenciado pela Vontade

Na ci√™ncia de julgar, alguma vez √© desculp√°vel o erro do entendimento, o da vontade nunca; como se o entender mal n√£o fosse crime, erro sim; ou como se houvesse uma grande diferen√ßa entre o erro, e o crime: o entendimento pode errar, por√©m s√≥ a vontade pode delinquir. Assim se desculpam comummente os julgadores, mas √© porque n√£o v√™em, que o que dizem que procedeu do entendimento, se bem se ponderar, procedeu unicamente da vontade. √Č um parto suposto, cuja origem, n√£o √© aquela que se d√°. Querem os s√°bios enobrecer o erro, com o fazer vir do entendimento, e com lhe encobrir o v√≠cio que trouxe da vontade; mas quem √© que deixa de ver, que o nosso entendimento qu√°si sempre se sujeita ao que n√≥s queremos; e que o seu maior empenho, √© servir √† nossa inclina√ß√£o; por isso raras vezes se op√Ķe, e o mais em que se ocupa, √© em conformar-se de tal sorte ao nosso gosto, que ainda a n√≥s mesmos fique parecendo, que foi resolu√ß√£o do entendimento aquilo que n√£o foi sen√£o acto da vontade.
O entendimento é a parte que temos em nós mais lisonjeira; daqui vem que nem sempre segue a razão,

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Lusit√Ęnia Querida

Lusit√Ęnia querida! Se n√£o choro
Vendo assim lacerado o teu terreno,
Não é de ingrata filha o dó pequeno;
Rebeldes julgo os ais, se te deploro.

Admiro de teus danos o decoro.
Bebeu Sócrates firme seu veneno;
E em qualquer parte do perigo o aceno
Encontra e cresce o teu valor, que adoro.

Mais que a vitória vale um sofrer belo;
E assaz te vingas de opress√Ķes fatais,
Se arrasada te vês, sem percebê-lo.

Povos! a independência que abraçais
Aplaude, alegre, o estrago, e grita ao vê-lo:
“Ru√≠na sim, mas servid√£o jamais!”

C√Ęmara Escura

A meu pai

3

A biografia. Revejo-a em tecidos
fibrosos, retraindo-se. √Č j√° vis√≠vel
a anquilose o vento austero
disperso pelos gestos, mais lentos

e difíceis. A migração das aves
inicia-se. Junto à costa
atl√Ęntica, falava-me do tempo, a vira√ß√£o
nefasta, o nevoeiro

poroso, sobre os ossos. Era o período
de estado: rajadas cubitais, golpes
de vento, as migra√ß√Ķes da dor, articulares…
As metáforas clínicas. Procura,

apesar disso, algum sossego. Invoca ainda
o elemento natal, o livro prematuro
do inverno. E a dureza da neve,
os domínios do gelo, imprevisíveis.

Com as chuvas de abril, a migração
atinge órgãos vitais. A violência
perdida pelos móveis, nas janelas
transl√ļcidas, no rumo vagaroso

da voz. Vigia os gestos, os indícios de
p√Ęnico, a previs√≠vel eclos√£o
da crise. Deforma√ß√Ķes, desvio dos
dedos no lado cubital, arthritis

– o peso das no√ß√Ķes.
Endurecem os sons, as linhas vistas
até ao declínio, o vento imóvel
semeado nos campos. Todo o regresso

persiste na matéria: os vários
motores de frio,

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Por meio de uma revolução poderá talvez levar-se a cabo a queda do despotismo pessoal e da opressão gananciosa ou dominadora, mas nunca uma verdadeira reforma do modo de pensar.

A Defesa da Liberdade Humana

O problema da liberdade foi o que sempre mais me preocupou. Tento p√īr ordem nas minhas ideias, mas n√£o √© f√°cil. Fui da esquerda e mesmo da sua direita (porque a direita da esquerda √© a mais esquerda, como a direita da direita, a mais direita). Fui-o porque ela era a favor da liberdade humana e se parecia que era contra a liberdade humana, era s√≥ por defender a liberdade humana. Hoje sou contra a defesa da liberdade humana, porque sou a favor da liberdade humana. Esquerdas e direitas dizem-me que se eu sou contra a defesa da liberdade humana, por ser a favor da liberdade humana, sou realmente contra a liberdade humana e estou por isso fazendo o jogo de uns ou de outros, consoante aqueles que me acusam.
Ah, por favor, n√£o me pe√ßam explica√ß√Ķes – sou homem, n√£o sou pol√≠tico. Defendo a liberdade porque sou pela liberdade e por isso n√£o devo defender a liberdade, porque para defender a liberdade teria de atacar a liberdade, o que me obrigaria ent√£o a defend√™-la por ser a favor dela – merda! Sou pela liberdade, sou contra a opress√£o, e isto √© simples, √© humano, √© evidente – disse!

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Os Empreendimentos Comuns

As comunidades costumam ter menor sentido de responsabilidade e menos escr√ļpulos de consci√™ncia que os indiv√≠duos. Quanto sofrimento n√£o causa este facto √† Humanidade, quantas guerras e opress√Ķes de toda a esp√©cie que enchem a terra de dor, gemidos e amargura!
E, no entanto, as obras verdadeiramente preciosas s√≥ podem nascer gra√ßas √† colabora√ß√£o impessoal de muitos indiv√≠duos. Por isso, nada h√° que maior alegria possa trazer a quem ama a Humanidade do que ver surgir, √† custa de grandes sacrif√≠cios, um empreendimento comum, cuja √ļnica finalidade consiste em favorecer a vida e a cultura.

As ditaduras fomentam a opressão, as ditaduras fomentam o servilismo, as ditaduras fomentam a crueldade; mas o mais abominável é que elas fomentam a idiotia.

Desigualdade Natural e Desigualdade Institucional

√Č f√°cil de ver que, entre as diferen√ßas que distinguem os homens, muitas passam por naturais, quando s√£o unicamente a obra do h√°bito e dos diversos g√©neros de vida adoptados pelos homens na sociedade. Assim, num temperamento robusto ou delicado, a for√ßa ou a fraqueza que disso dependem, v√™m muitas vezes mais da maneira dura ou efeminada pela qual foi educado do que da constitui√ß√£o primitiva dos corpos. Acontece o mesmo com as for√ßas do esp√≠rito, e a educa√ß√£o n√£o s√≥ estabelece a diferen√ßa entre os esp√≠ritos cultivados e os que n√£o o s√£o, como aumenta a que se acha entre os primeiros √† propor√ß√£o da cultura; com efeito, quando um gigante e um an√£o marcham na mesma estrada, cada passo representa uma nova vantagem para o gigante. Ora, se se comparar a diversidade prodigiosa do estado civil com a simplicidade e a uniformidade da vida animal e selvagem, em que todos se nutrem dos mesmos alimentos, vivem da mesma maneira e fazem exactamente as mesmas coisas, compreender-se-√° quanto a diferen√ßa de homem para homem deve ser menor no estado de natureza do que no de sociedade; e quanto a desigualdade natural deve aumentar na esp√©cie humana pela desigualdade de institui√ß√£o.

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Dar Estilo ao Seu Car√°cter

¬ęDar estilo¬Ľ ao seu car√°cter… √© uma arte deveras consider√°vel que raramente se encontra! Para a exercer √© necess√°rio que o nosso olhar possa abranger tudo o que h√° de for√ßas e de fraquezas na nossa natureza, e que as adaptemos em seguida a um plano concebido com gosto, at√© que cada uma apare√ßa na sua raz√£o e na sua beleza e que as pr√≥prias fraquezas seduzam os olhos. Aqui ter-se-√° acrescentado uma grande massa de segunda natureza, nos pontos onde se ter√° tirado um peda√ßo da primeira, √† custa, nos dois casos, de um paciente exerc√≠cio e de um trabalho de todos os dias. Neste lugar disfar√ßou-se uma fealdade que se n√£o podia fazer desaparecer, noutro ela foi transmudada, fez-se dela uma beleza sublime. Grande n√ļmero de elementos, que se recusavam a tomar forma, foram reservados para ser utilizados nos efeitos de perspectiva: dar√£o os longes, o apelo do infinito. Foi a unidade, a press√£o de um mesmo gosto que dominou e afei√ßoou no grande e no pequeno: a que ponto, vemo-lo por fim, uma vez terminada a obra; que esse gosto seja bom ou mau, importa menos do que se pensa, basta que tenha havido um.
Ser√£o as naturezas fortes e dominadoras que apreciar√£o as alegrias mais subtis nesta opress√£o,

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Fugir dos lugares da opressão, do vexame, do aplauso, do mínimo interesse exterior que fale em ti. E então saberás o que é que em ti é imperioso.

Se o excesso do castigo n√£o seria a aniquila√ß√£o do delito e n√£o teria como resultado inverter as situa√ß√Ķes, substituindo a culpa do deliquente pela culpa da opress√£o, fazendo do criminoso v√≠tima e do devedor credor, e pondo definitivamente o direito do lado do daquele mesmo que o violara

A Inevitabilidade das Revolu√ß√Ķes

As revolu√ß√Ķes n√£o s√£o factos que se aplaudam ou que se condenem. Havia nisso o mesmo absurdo que em aplaudir ou condenar as evolu√ß√Ķes do Sol. S√£o factos fatais. T√™m de vir. De cada vez que v√™m √© sinal de que o homem vai alcan√ßar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade. Decerto que os horrores da revolu√ß√£o s√£o medonhos, decerto que tudo o que √© vital nas sociedades, a fam√≠lia, o trabalho, a educa√ß√£o, sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. Mas as mis√©rias que se sofrem com as opress√Ķes, com os maus reg√≠mens, com as tiranias, s√£o maiores ainda. As mulheres assassinadas no estado de prenhez e esmagadas com pedras, quando foi da revolu√ß√£o de 93, √© uma coisa horr√≠vel; mas as mulheres, as crian√ßas, os velhos morrendo de frio e de fome, aos milhares nas ruas, nos Invernos de 80 a 86, por culpa do Estado, e dos tributos e das finan√ßas perdidas, e da fome e da morte da agricultura, √© pior ainda. As desgra√ßas das revolu√ß√Ķes s√£o dolorosas fatalidades, as desgra√ßas dos maus governos s√£o dolorosas inf√Ęmias.

A derrubada da opressão foi sancionada pela humanidade, e é a maior aspiração de cada homem livre.