Cita√ß√Ķes sobre Ostenta√ß√£o

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Frases sobre ostenta√ß√£o, poemas sobre ostenta√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre ostenta√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Um milion√°rio √© sempre um derrotado: se gasta com liberalidade, criticam-no por ser extravagante e amante da ostenta√ß√£o; se leva vida quieta e econ√īnica, chamam-no de avarento e sovina.

Os Feitos Simples s√£o os Mais Elogiados e Lembrados

Duas pátrias produziram dois heróis: de Tebas saiu Hércules; de Roma saiu Catão. Foi Hércules aplauso da orbe, foi Catão enfado de Roma. A um admiraram todos, ao outro esquivaram-se os romanos. Não admite controvérsia a vantagem que levou Catão a Hércules, pois o excedeu em prudência; mas ganhou Hércules a Catão em fama. Mais de árduo e primoroso teve o assunto de Catão, pois se empenhou em sujeitar os monstros dos costumes, e Hércules os da natureza; mas teve mais de famoso o do tebano. A diferença consistiu em que Hércules empreendeu façanhas plausíveis e Catão odiosas. A plausibilidade do cargo levou a glória de Alcides (nome anterior de Hércules) aos confins do mundo, e passará ainda além deles caso se alarguem. O desaprezível do cargo circunscreveu Catão ao interior das muralhas de Roma.
Com tudo isto, preferem alguns, e não os menos judiciosos, o assunto primoroso ao mais plausível, e pode mais com eles a admiração de poucos que o aplauso de muitos, sendo vulgares. Os milagres de ignorantes apelam aos empenhos plausíveis. O árduo, o primoroso de um superior assunto poucos o percebem, embora eminentes, sendo assim raros os que nele acreditam. A facilidade do plausível permite-se a todos,

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A Vaidade Acompanha-nos Até na Morte

Sendo o termo da vida limitado, n√£o tem limite a nossa vaidade; porque dura mais, do que n√≥s mesmos, e se introduz nos aparatos √ļltimos da morte. Que maior prova, do que a f√°brica de um elevado mausol√©u? No sil√™ncio de uma urna depositam os homens as suas mem√≥rias, para com a f√© dos m√°rmores fazerem seus nomes imortais: querem que a sumptuosidade do t√ļmulo sirva de inspirar venera√ß√£o, como se fossem rel√≠quias as suas cinzas, e que corra por conta dos jaspes a continua√ß√£o do respeito. Que fr√≠volo cuidado! Esse triste resto daquilo, que foi homem, j√° parece um √≠dolo colocado em um breve, mas soberbo domic√≠lio, que a vaidade edificou para habita√ß√£o de uma cinza fria, e desta declara a inscri√ß√£o o nome, e a grandeza. A vaidade at√© se estende a enriquecer de adornos o mesmo pobre horror da sepultura.

Vivemos com vaidade, e com vaidade morremos; arrancando os √ļltimos suspiros, estamos dispondo a nossa pompa f√ļnebre, como se em hora t√£o fatal o morrer n√£o bastasse para ocupa√ß√£o; nessa hora, em que estamos para deixar o mundo, ou em que o mundo est√° para nos deixar, entramos a compor, e a ordenar o nosso acompanhamento,

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Na juventude, estudava por ostentação; depois, um pouco, para me tornar sensato; agora, para me divertir; nunca pelo dinheiro.

Os nossos endinheirados d√£o uma imagem infantil de quem somos. Parecem crian√ßas que entraram numa loja de rebu√ßados. Derretem-se perante o fasc√≠nio de uns bens de ostenta√ß√£o. Servem-se do er√°rio p√ļblico como se fosse a sua panela pessoal. Envergonha-nos a sua arrog√Ęncia, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza.

A Vida é uma Montanha Russa

A vida n√£o √© uma linha reta em que algu√©m conquistado ou algo adquirido √© uma seguran√ßa para todo o sempre; a vida √© uma montanha russa e, de vez em quando, sim, √© preciso ficares de pernas para o ar. Tudo passa, tu ficas. Sou t√£o assertivo relativamente a este tema porque sei que √© a depend√™ncia que gera o apego, ou seja, se as pessoas forem independentes √© imposs√≠vel serem apegadas. √Č o ego que as vincula √† ideia de que n√£o s√£o suficientemente boas para dependerem de si mesmas e √© contra esta terr√≠vel armadilha que √© preciso lutar.

Uma m√£e que dependa do bem–estar do filho e que viva para ele √© uma mulher que n√£o encontrar√° for√ßas para lhe esticar o bra√ßo quando ele cair e precisar de uma verdadeira m√£e, pois ser√£o sempre dois a sofrer da mesma epidemia, da mesma dor, da mesma frustra√ß√£o ou desilus√£o; um homem que use e abuse da estabilidade profissional e financeira que conquistou e que dependa disso para, pensa ele, ser o que √©, √© algu√©m que mais tarde ou mais cedo, e num daqueles loopings da vida em que o que era j√° n√£o √©,

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Vaidade e Vanglória

Era uma linda inven√ß√£o de Esopo a do moscardo que, sentado no eixo da roda, dizia: ¬ęQuanta poeira fa√ßo levantar!¬Ľ Assim h√° muitas pessoas v√£s que quando um neg√≥cio marcha por si ou vai sendo movido por agentes mais importantes, desde que estejam relacionados com ele por um s√≥ pormenor, imaginam que s√£o eles quem conduz tudo: os que t√™m que ser facciosos, porque toda a vaidade assenta em compara√ß√Ķes. T√™m de ser necessariamente violentos, para fazerem valer as suas jact√Ęncias. N√£o podem guardar segredo, e por isso n√£o s√£o √ļteis para ningu√©m, mas confirmam o prov√©rbio franc√™s: Beaucoup de bruit, peu de fruit.
Este defeito não é, porém, sem utilidade para os negócios políticos: onde houver uma opinião ou uma fama a propagar, seja de virtude seja de grandeza, esses homens são óptimos trombeteiros.
(…) A vaidade ajuda a perpetuar a mem√≥ria dos homens, e a virtude nunca foi considerada pela natureza humana como digna de receber mais do que um pr√©mio de segunda m√£o. A gl√Ķria de C√≠cero, de S√©neca, de Pl√≠nio o Mo√ßo, n√£o teria durado tanto tempo se eles n√£o fossem de algum modo vaidosos; a vaidade √© como o verniz, que n√£o s√≥ faz brilhar,

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As Melhores Ac√ß√Ķes Perdem Efeito Pela Forma Como S√£o Executadas

As melhores ac√ß√Ķes se alteram e enfraquecem pela maneira por que s√£o praticadas, e deixam at√© duvidar das inten√ß√Ķes. Aquele que protege ou louva a virtude pela virtude, que corrige e reprova o v√≠cio por causa do v√≠cio, simplesmente, naturalmente, sem nenhum rodeio, sem nenhuma singularidade, sem ostenta√ß√£o, sem afecta√ß√£o: n√£o usa respostas graves e sentenciosas, ainda menos os detalhes picantes e sat√≠ricos; n√£o √© nunca uma cena que ele representa para o p√ļblico, √© um bom exemplo que d√° e um dever que cumpre; n√£o fornece nada √†s visitas das mulheres, nem ao pavilh√£o, nem aos jornalistas; n√£o d√° a um homem espirituoso mat√©ria para boa anedota. O bem que acaba de fazer √© um pouco menos sabido e conhecido pelos outros, na verdade; mas fez esse bem; que √© que ele queria mais ?

O acto de criar √© um estado de ext√°tica n√£o-reac√ß√£o a tudo o que n√£o seja ele. Pela sua natureza explosiva exclui a multiplicidade. √Č total preens√£o. O acto criador √© a ostenta√ß√£o de uma necessidade.

A mais profunda raiz do fracasso em nossas vidas √© pensar, ‘Como sou in√ļtil e fraco’. √Č essencial pensar poderosa e firmemente, ‘Eu consigo’, sem ostenta√ß√£o ou preocupa√ß√£o.

A Amizade é Indispensável ao Nosso Ser

A amizade √© a unica coisa cuja utilidade √© unanimemente reconhecida. A pr√≥pria virtude tem muitos detratores, que a acusam de ostenta√ß√£o e charlatanismo. Muitos desprezam as riquezas e, contentes de pouco, agradam-se da mediocridade. As honras, √† procura da qual se matam tanto as pessoas, quantos outros as desdenham at√© olh√°-las como o que h√° de mais f√ļtil e de mais fr√≠volo? E, assim, quanto ao mais! O que a uns parece admir√°vel, ao ju√≠zo doutros nada √©. Mas quanto √† amizade, toda a gente est√° de acordo: os que se ocupam dos neg√≥cios p√ļblicos, os que se apaixonaram pelo estudo e pelas indaga√ß√Ķes sapientes, e os que, longe do bul√≠cio, limitam os seus cuidados aos seus interesses privados: todos enfim, aqueles mesmos que se entregaram todos inteiros aos prazeres, declaram que a vida nada √© sem a amizade, por pouco que queiram reservar a sua para algum sentimento honor√°vel.
Ela se insinua, com efeito, não sei como, no coração de todos os homens e não se admite que, sem ela, possa passar nenhuma condição da vida. Bem mais, se é um homem de natureza selvagem, muito feroz para odiar seus semelhantes e fugir do seu contacto, como fazia,

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A Verdadeira Confiança

A verdadeira confian√ßa √© transmitida pelo que a pessoa √© no seu √≠ntimo e nunca pelo que ela tem ou faz, o mesmo √© dizer que o ego n√£o √© para aqui chamado, pois ele apesar de aparentar esse estatuto, na realidade n√£o vale nada, √© fraquinho que d√≥i e ao m√≠nimo deslize da sua zona de conforto resvala para a fuga, para o ataque ou para a agressividade. Esta separa√ß√£o de conceitos e estirpes logo no in√≠cio do livro √© fundamental para que nos possamos aperceber n√£o s√≥ da mensagem que podemos estar a passar perante os outros, e conv√©m relembrar que apesar da maioria ainda andar adormecida j√° v√£o existindo muitas pessoas que detetam a l√©guas de dist√Ęncia quem somos e quais os padr√Ķes de comportamento que adotamos no nosso dia a dia, como tamb√©m do comportamento, muitas vezes extravagante, das tais pessoas que nos rodeiam, pois o que n√£o falta √† nossa volta s√£o falsos confiantes, predadores disfar√ßados, gente que tudo faz e ostenta para garantir o que precisamente n√£o s√£o, o alimento do ego e o refor√ßo da ilus√£o em que vivem. Portanto, sempre que leres a palavra ¬ęconfian√ßa¬Ľ neste livro atribui a mesma ao ser confiante,

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Dar com ostentação não é muito bonito; mas nada dar com discrição, não é melhor.

A Sabedoria pelo Exemplo

Nunca digas que és filósofo Рe coíbe-te o mais possível de falar por máximas a pessoas vulgares. Pratica antes o que prescrevem as máximas. Por exemplo: não digas num festim como se deve comer, mas antes come como se deve comer. Que te lembres, em boa hora, como agia Sócrates: sempre fugindo da ostentação, acontecia que, quando pessoas o procuravam para serem conhecidas de filósofos, ele próprio tecia o elogio dos recém-chegados, e aos filósofos os apresentava, tal era o seu desejo de que não dessem por ele.
Se, entre pessoas vulgares, a conversa incidir sobre esta ou aquela m√°xima, mant√©m-te em sil√™ncio sempre que possas. Pois, caso contr√°rio, um grande risco podes correr: vomitar de s√ļbito o que ainda n√£o digeriste. E se algu√©m te disser ¬ęTu nada sabes¬Ľ, e caso n√£o te sintas ofendido por tal desprop√≥sito, que saibas come√ßas a ser fil√≥sofo. Porque n√£o √© restituindo aos pastores a erva comida que as ovelhas lhes provam aquilo que ingeriram. Uma s√≥ coisa √© verdadeira: uma vez que as ovelhas digeriram o pasto, elas oferecem ao exterior unicamente a l√£ e o leite. Assim, pois, n√£o ostentes opini√Ķes, atrav√©s de m√°ximas, entre pessoas vulgares: melhor ser√° que lhes mostres,

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A Débil

Eu, que sou feio, sólido, leal,
A ti, que és bela, frágil, assustada,
Quero estimar-te sempre, recatada
Numa existência honesta, de cristal.

Sentado à mesa dum café devasso,
Ao avistar-te, h√° pouco, fraca e loura,
Nesta Babel t√£o velha e corruptora,
Tive ten√ß√Ķes de oferecer-te o bra√ßo.

E, quando socorreste um miser√°vel,
Eu, que bebia c√°lices de absinto,
Mandei ir a garrafa, porque sinto
Que me tornas prestante, bom, saud√°vel.

“Ela a√≠ vem!” disse eu para os demais;
E pus-me a olhar, vexado e suspirando,
O teu corpo que pulsa, alegre e brando,
Na frescura dos linhos matinais.

Via-te pela porta envidraçada;
E invejava, ‚ÄĒ talvez que n√£o o suspeites! –
Esse vestido simples, sem enfeites,
Nessa cintura tenra, imaculada.

Ia passando, a quatro, o patriarca.
Triste eu saí. Doía-me a cabeça.
Uma turba ruidosa, negra, espessa,
Voltava das exéquias dum monarca.

Ador√°vel! Tu, muito natural,
Seguias a pensar no teu bordado;
Avultava, num largo arborizado,
Uma est√°tua de rei num pedestal.

Sorriam, nos seus trens,

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LXIII

J√° me enfado de ouvir este alarido,
Com que se engana o mundo em seu cuidado;
Quero ver entre as peles, e o cajado,
Se melhora a fortuna de partido.

Canse embora a lisonja ao que ferido
Da enganosa esperança anda magoado;
Que eu tenho de acolher-me sempre ao lado
Do velho desengano apercebido.

Aquele adore as roupas de alto preço,
Um siga a ostentação, outro a vaidade;
Todos se enganam com igual excesso.

Eu n√£o chamo a isto j√° felicidade:

Ao campo me recolho, e reconheço,
Que n√£o h√° maior bem, que a soledade.

Em nenhum outro pa√≠s os ricos demonstraram mais ostenta√ß√£o que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos s√£o pobres. S√£o pobres porque compram sofisticados autom√≥veis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos √īnibus de sub√ļrbio.

Os Arlequins – S√°tira

Musa, dep√Ķe a lira!
Cantos de amor, cantos de glória esquece!
Novo assunto aparece
Que o gênio move e a indignação inspira.
Esta esfera é mais vasta,
E vence a letra nova a letra antiga!
Musa, toma a vergasta,
E os arlequins fustiga!

Como aos olhos de Roma,
‚ÄĒ Cad√°ver do que foi, p√°vido imp√©rio
De Caio e de Tib√©rio, ‚ÄĒ
O filho de Agripina ousado assoma;
E a lira sobraçando,
Ante o povo idiota e amedrontado,
Pedia, ameaçando,
O aplauso acostumado;

E o povo que beijava
Outrora ao deus Calígula o vestido,
De novo submetido
Ao régio saltimbanco o aplauso dava.
E tu, tu n√£o te abrias,
√ď c√©u de Roma, √† cena degradante!
E tu, tu não caías,
√ď raio chamejante!

Tal na história que passa
Neste de luzes século famoso,
O engenho portentoso
Sabe iludir a néscia populaça;
N√£o busca o mal tecido
Canto de outrora; a moderna insolência
N√£o encanta o ouvido,
Fascina a consciência!

Vede; o aspecto vistoso,
O olhar seguro,

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